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quinta-feira, outubro 1

Mortalidade por CA de mama cresce na Terceira Idade.

Resistência à mamografia aparece como principal causa. 
Um levantamento realizado pela Escola Pública de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz revela que o número de casos de mulheres com câncer de mama acima dos 60 anos vem crescendo nos últimos anos.

Segundo o levantamento, as mulheres com mais de 60 anos acham a mamografia desnecessária e não procuram o médico. Essa seria uma das principais causas do crescimento de 40% dos casos de câncer de mama em mulheres acima dos 60 anos entre 1980 e 2005.
Dados da Fundação mostram que o câncer de mama é o tumor que mais mata mulheres nessa faixa etária. Foram entrevistadas 4821 mulheres e, entre elas, 1.287 nunca tinham feito uma mamografia. O dado mais grave, segundo os médicos é o fato de mais da metade (53,9%) simplesmente não considerava o exame necessário. 
Médicos da escola de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz alertam para os perigos da falta de prevenção e acreditam que apenas medidas de conscientização poderão reverter este quadro. Edimilson Micali, especialista do Minha Vida explica que medidas simples como o autoexame e consultas médicas periódicas diminuem muito a mortalidade por câncer de mama e a ocorrência de casos em que é preciso a retirada da mama.

Número de idosos quase triplicará no Brasil até 2050, afirma OMS


Conforme novo relatório da organização, porcentagem de pessoas com idade acima dos 60 anos no país cresce acima da média mundial.

Em uma época de crise econômica, dúvidas sobre o futuro político do país e insegurança frente ao que está por vir, uma coisa é certa: o Brasil está envelhecendo — e mais rápido do que se imagina. É o que diz um estudo divulgado nesta quarta-feira, véspera do Dia Internacional do Idoso, pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Conforme o Relatório Mundial de Saúde e Envelhecimento, o número de pessoas com mais de 60 anos no país deverá crescer muito mais rápido do que a média internacional. Enquanto a quantidade de idosos vai duplicar no mundo até o ano de 2050, ela quase triplicará no Brasil. 

Por aqui, a porcentagem atual, de 12,5% de idosos, deve alcançar os 30% até a metade do século. Ou seja, logo logo seremos considerados uma nação envelhecida — conforme a OMS, essa classificação é dada aos países com mais de 14% da população constituída de idosos, como são, atualmente, França, Inglaterra e Canadá, por exemplo.

Leia a matéria na íntegra 

Dia Internacional das Pessoas Idosas


No 1º dia do mês de outubro celebra-se o Dia do Idoso no Brasil. Até 2006, o Dia do Idoso era comemorado no dia 27 de setembro. Isso porque, em 1999, a Comissão pela Educação, do Senado Federal, havia instituído tal data para a reflexão sobre a situação do idoso na sociedade, ou seja, a realidade do idoso em questões ligadas à saúde, convívio familiar, abandono, sexualidade, aposentadoria etc.

No dia 1º de outubro de 2003, porém, foi aprovada a Lei nº 10.741, que tornou vigente o Estatuto do Idoso. Pelo fato de o Estatuto ter sido instituído em 1º de Outubro, em 2006 foi criada uma outra lei (a Lei nº 11.433, de 28 de Dezembro de 2006) para transferir o Dia do Idoso para 1º de outubro. Vale salientar que desde 1994, com a Lei nº 8.842, o Estado brasileiro já havia inserido a figura do idoso no âmbito da política nacional, dado que essa lei criava o Conselho Nacional do Idoso.

O fato é que, com a criação do Estatuto do Idoso, em 2003, o Brasil começou a incorporar à sua jurisprudência resoluções de organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sabe-se que, em 1982, a ONU elaborou, em Viena, na Áustria, a primeira Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento. Dessa Assembleia, foi elaborado um Plano de Ação Internacional sobre o Envelhecimento que tinha 62 pontos, os quais passaram a orientar as reflexões, legislações e ações posteriores a respeito do idoso.

É sabido, também, que, na Assembleia Geral de 1991, a ONU aprovou a Resolução 46/91, que trata dos direitos dos idosos. Os princípios dessa resolução norteiam as discussões contemporâneas sobre a situação do idoso. Entre esses princípios, estão os da “Autorrealização” e da “dignidade”, cujos pontos são:

Autorrealização:

Aproveitar as oportunidades para o total desenvolvimento das suas potencialidades;

Ter acesso aos recursos educacionais, culturais, espirituais e de lazer da sociedade;

Dignidade:

Poder viver com dignidade e segurança, sem ser objeto de exploração e maus-tratos físico ou mentais;

Ser tratado com justiça, independentemente da idade, sexo, raça, etnia, deficiências, condições econômicas ou outros fatores.

Além desses princípios, a ONU ainda deu destaque às questões da assistência aos idosos e de sua integração e participação na sociedade, bem como da independência que lhes é inerente e que deve ser-lhes garantida em direitos como: oportunidade de trabalho, lazer, determinar em que momento deve afastar-se do mercado de trabalho, poder viver em ambientes seguros etc. O dia 1º de outubro, portanto, é reservado para pensar sobre todas essas questões fundamentais a respeito do idoso.

Paz!