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quarta-feira, março 4

Saiba por que 70% dos casos de câncer ocorrem durante a terceira idade


Mais do que o envelhecimento das células, maus hábitos como o cigarro estão entre os principais fatores de risco.
De todos os casos de câncer no mundo, 70% deles acontecem depois dos 60 anos. O envelhecimento celular e a diminuição da capacidade das células de se recuperar fazem com que o organismo dos idosos ser mais suscetível aos tumores.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um a cada quatro homens entre os 60 e 79 anos têm ou vão desenvolver algum tipo de câncer. O percentual de mulheres nessa faixa etária que podem sofrer com a doença é ainda mais alto: uma a cada três mulheres. Em 2030, quando, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país terá mais idosos do que crianças e jovens, a mortalidade por câncer terá crescido 45%, conforme previsão da própria ONU.

– A exposição a agentes cancerígenos é o que faz esse número ser tão alto. Só uma grande transformação no estilo de vida pode mudar esse panorama. Sol, cigarro, sedentarismo e má alimentação são os principais fatores de risco – aponta Manuela Zereu, oncologista clínica do Hospital Santa Casa de Porto Alegre.

Entre a terceira idade, os tumores malignos no pulmão, na próstata, na mama e no intestino são os mais frequentes.

– O cigarro pode influenciar no surgimento do câncer em todos esses órgãos e não apenas no pulmão – explica Manuela. Ainda assim, 90% dos casos de câncer no pulmão decorrem do tabagismo.

Para o Instituto Nacional do Câncer (INCA), quem tem mais de 65 anos é 11 vezes mais propenso a desenvolver uma doença cancerígena do que pessoas com idade inferior. A organização alerta para o crescimento, nessa faixa etária, de câncer de estômago, pâncreas e linfoma não-Hodgkin.

Há estudos que mostram que 40% dos tumores são passíveis de prevenção. A fórmula atividade física regular e alimentação saudável poderia diminuir consideravelmente os números de tumores malignos na terceira idade.

– Os hábitos saudáveis protegem as pessoas porque podem contribuíram para que o processe de envelhecimento celular aconteça de forma mais lenta – explica a oncologista.

quarta-feira, julho 30

Tratamento do diabetes em idosos merece atenção

Mais de 382 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo, 11,9 milhões só no Brasil, segundo dados do IDF (International Diabetes Federation). A prevalência e a incidência do diabetes tipo 2 em idosos vêm crescendo proporcionalmente ao aumento da expectativa de vida da população. 
Estima-se que 10 milhões de pessoas (26,9% da população mundial) com idade igual ou superior a 65 anos tenham diabetes, segundo dados do Center for Disease Control and Prevention. Muitas delas não sabem ser portadoras da doença. Em 2013, 226 mil adultos morreram em decorrência do diabetes nas Américas do Sul e Central, mais da metade (56%) com mais de 60 anos.
O impacto do diabetes tipo 2 nos idosos tem recebido atenção especial da comunidade médica e científica nos últimos anos. Isso porque o tratamento da doença nessa população é um desafio, já que inúmeros fatores podem dificultar o controle da glicemia, como condições médicas, doenças associadas, uso de outros medicamentos e a possibilidade de interação medicamentosa, características comuns a essa faixa etária.

A idade avançada também é um fator de risco para a hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue), problema que pode ser ocasionado pela omissão ou atraso de refeições, por exercícios físicos excessivos ou por doses elevadas de insulina e/ou alguns medicamentos para diabetes. Ela é potencialmente perigosa para os idosos por apresentar sintomas que podem ser confundidos com os comuns à idade avançada, como calafrios, tontura, sudorese, fome, cefaleia, palidez, alteração repentina do humor ou do comportamento e confusão mental. Sem diagnóstico, a hipoglicemia pode aumentar a chance de quedas e comprometer o sistema nervoso central, o que aceleraria a evolução do Alzheimer, já que o baixo nível de açúcar no sangue pod e levar à morte de neurônios e à demência.
A baixa adesão ao tratamento nessa faixa etária também é um problema, já que as múltiplas condições médicas podem dificultar o comprometimento dos pacientes com a terapia. É comum que idosos se preocupem mais com a capacidade funcional e a habilidade de manter as atividades do dia a dia do que com os objetivos específicos do tratamento. Sem o controle efetivo do diabetes, eles acabam ficando suscetíveis aos riscos associados à doença. Cerca de 20% dos diabéticos morrem de insuficiência renal e 50%, de ataque cardíaco. 

O diabetes ainda traz impactos negativos na qualidade de vida: a doença é responsável por um milhão de amputações dos membros inferiores ao ano e por 5% dos casos de cegueira em todo o mundo, segundo a World Diabetes Foundation. Aproximadamente um terço das pessoas com diabetes desenvolvem retinopatias ou algum grau de lesão nos olhos relacionados à doença.
Por esses motivos, é fundamental que o tratamento do idoso seja feito individualmente, levando em consideração as peculiaridades da idade, com acompanhamento multidisciplinar e comportamental, além do controle da glicemia. A boa notícia é que hoje já existem medicamentos eficazes, os chamados inibidores de DPP-4, que agem de forma glicose-dependente, atuando apenas quando a glicemia está aumentada, reduzindo o risco dos episódios de hipoglicemia e proporcionando, assim, mais qualidade de vida para o paciente.

terça-feira, outubro 11

Japão tem quase 50 mil centenários, a maioria é mulher


Segundo o ministério da saúde, trabalho e previdência, o número de centenários quadruplicou em 12 anos, chegando a 47.756.

Os dados foram divulgados pela Associated Press, em Tóquio, no último dia 13 de setembro, quando o Japão anunciou um número recorde de pessoas com mais de cem anos. São 47.756, sendo que a maioria é mulher. O Japão tem 128 milhões de pessoas e é o país que envelhece mais rápido no mundo. Isso porque tem uma das menores taxas de nascimentos e uma das expectativas de vida mais longas.

No ano passado a credibilidade dessas estatísticas foram questionadas, depois de algumas pessoas incluídas na lista estarem mortas ou desaparecidas. O ministério, no entanto, confirmou que todos os centenários compilados estão vivos.

Representantes do Ministério da Saúde, Trabalho e Previdência assinalaram que o número de centenários quadruplicou em 12 anos.

De acordo com os dados divulgados, somente nos últimos 12 meses, 24.952 novos centenários foram registrados no país. Em 1999, o país tinha apenas 11.346 pessoas com mais de cem anos. Cada um dos novos centenários recebeu uma carta e uma caneca de prata do Primeiro-Ministro japonês.

As mulheres representam 87,1 % dos centenários. A mais velha é Chiyono Hasegawa, de 114 anos, que nasceu em 20 de novembro de 1896. E o homem mais velho, Jirouemon Kimura (foto), tem 114. Ele nasceu em 19 de abril de 1897.

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