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sábado, março 1

Na CAS, Moka aprova política para idosos


Presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) aprovou projeto que fortalece a participação social dos idosos, no aperfeiçoamento de políticas para o setor e melhoria na formação dos profissionais de saúde que fazem atendimento à pessoa da terceira idade.

De autoria do deputado Rogério Carvalho (PT-SE), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 62/2013 modifica o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) para fortalecer a participação das organizações representativas dos idosos na formulação, na implementação e na avaliação de políticas e programas de governo.

Para aperfeiçoar essas políticas e programas, o projeto dá ênfase à troca de experiências, inclusive com outros países, sobre ações exitosas direcionadas aos idosos. E, para melhorar o atendimento na área da saúde às pessoas com mais de 60 anos, recomenda prioridade à formação dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em voto favorável, o relator, senador Rodrigo Rollemebrg (PSB-DF), ressaltou a importância das medidas previstas no PLC 62/2013, frente à expectativa de crescimento da população idosa.

"O Brasil deverá contar, em 2020, com 30 milhões de pessoas idosas, formando 13% do total. Com a proposição, seriam criados instrumentos legais para a abordagem do problema por parte do Estado", ressaltou o senador peemedebista.

A proposta segue para votação terminativa na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).


terça-feira, fevereiro 11

Planta da região amazônica, estimula produção de novos neurônios


O camapu, uma planta amazônica encontrada no interior do Pará e também na periferia de Belém, tem poderes para combater doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. Pesquisadores paraenses descobriram que uma substância encontrada no talo da planta estimula a produção de novos neurônios no hipocampo, área do cérebro ligada à memória. Agora a equipe de pesquisadores estuda a viabilidade de produzir fitoterápicos e está fechando um acordo com uma empresa farmacêutica internacional.

Com a produção de novos neurônios, a hipótese é que novas sinapses, ou conexões entre as células do cérebro, sejam criadas, revertendo quadros de perda de memória recente, comum em pacientes com Alzheimer. Os pesquisadores também acreditam que o medicamento à base de camapu possa ser usado para uma possível reversão de morte neuronal que ocorre em pacientes com quadros de depressão, já que a substância induz o nascimento de novos neurônios.

“A notícia é muito boa, principalmente pelo fato de esta substância estimular o crescimento neuronal na área do hipocampo. A gente está falando da criação de novos neurônios, algo que algum tempo atrás não se falava”, diz Milton Nascimento dos Santos, do Grupo de Pesquisas Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica da Universidade Federal do Pará.

As propriedades neurogênicas da planta de camapu já foram testadas em laboratório e em ratos, agora os pesquisadores buscam fazer testes clínicos e também analisar a viabilidade da produção da substância em larga escala. Como a substância é muito complexa e difícil de ser sintetizada em laboratório, Silva quer testar se ela está presente em toda a planta e se é produzida o ano inteiro, ou em um período longo. “A substância pode ser uma maravilha, mas se só é produzida pela planta uma vez por ano, a produção de fitoterápicos ficaria inviável”, diz Silva.

Esta segunda fase da pesquisa contará com o apoio financeiro de uma farmacêutica internacional. 
“Não posso falar o nome da empresa porque o contrato ainda está sendo fechado”, despista.
A descoberta dos poderes neurogênicos do camapu foi mais um caso da ciência de apontar para um alvo e acertar em outro, ainda melhor. O camapu é conhecido tradicionalmente por sua atividade anti-inflamatória e antiprotozoária. Enquanto tentavam comprovar em laboratório o poder anti-inflamatório do camapu, os pesquisadores identificaram a presença da substância com poderes de criar novos neurônios na seiva do talo do camapu. “Esta substância não é nova, mas é uma surpresa encontrá-la numa fruta tão comum aqui no Pará como é o camapu”, disse.


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