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quarta-feira, agosto 19

Violência doméstica ainda é o maior desrespeito ao idoso


Muitos idosos ainda tem medo de denunciar os agressores.

‘Violência doméstica’. Esse é o maior desrespeito cometido a um idoso, segundo classifica a presidente do Conselho Municipal da Terceira Idade (CMTI), Maria José Silva Matos. A ponderação dela foi feita nesta terça-feira, 18, durante a I Conferência da Pessoa Idosa que tem como intuito debater políticas públicas que visem melhorar a qualidade de vida do idoso em Aracaju.

De acordo com a presidente do Conselho, Maria José Silva Matos, apesar da conscientização da pessoa idosa, ainda falta o despertar para que haja a denúncia. “Muita coisa esta sendo feita, mas muito mais precisa se fazer. Existem hoje mais de 50 mil idosos em Aracaju. Eles precisam saírem da acomodação para exigir as políticas públicas que eles merecem. A maior violência contra a pessoa idosa está dentro dos próprios lares e é a violência doméstica. Essa é a violência maior e o que é pior ainda é eles tem medo e vergonha de denunciarem. Então temos que trabalhar corpo a corpo e eles já estão despertando nesse sentido, mas é preciso mais. Não é questão de governo, mas de sociedade civil e todo mundo junto fazendo a sua parte”, avalia.

Segundo Maria José, ainda há o que ser feito pelo idoso 

Para a secretária Selma Mesquita, da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), se faz necessário a luta pelo direito dos idosos. “Quero parabenizar a presidente do Conselho Maria José que é uma guerreira e essa conferência só aconteceu por conta dela e a prefeitura. A importância é que eles gostam de participar e precisamos lutar pelos nossos direitos”, diz.

Salve Idoso

Na tentativa de denunciar tal prática, o Ministério Público Estadual (MPE) possui o Programa ‘Salve Idoso- Sistema de Aviso Legal por Violência, Maus Tratos ou Exploração contra a Pessoa Idosa’. O programa consiste em coibir as formas de agressão contra a pessoa idosa seja no âmbito físico, psicológico ou patrimonial, bem como buscar alternativas para punir os agressores.

segunda-feira, julho 27

Idoso Isolado Pela Falta da Audição: Uma Forma de Violência?

Fotos/ilustrações: divulgação

A perda auditiva natural com o passar do tempo pode criar, lentamente, uma situação em que o idoso é afastado do convívio social com a família e amigos porque não escuta.

No último dia 15 de junho comemoramos o Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa. Uma data para reflexões e atitudes, um momento para conhecer mais sobre dados impressionantes do que ocorre todos os dias no Brasil e no mundo. 

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2011 morreram, em média, 68 idosos por dia no Brasil, vítimas de maus tratos. Em 2012, cerca de 170.000 idosos foram internados em hospitais devido a violências como agressões, sufocações, quedas, envenenamentos, etc.. 

Os números impressionam e demonstram claramente que a sociedade, o governo e as instituições ainda precisam de muito trabalho para amenizar ou resolver esta situação de imensa gravidade. 

Mas, no dia a dia, existem diversas outras formas de violência não tão graves, mas suficientemente incomodativas e que geram consequências por vezes irreparáveis. 

A falta de paciência com um idoso é uma forma de violência? Estacionar o carro na vaga do idoso também? E sentar no banco reservado à terceira idade no ônibus ou metrô? Sim, todas estas formas também são violências que devem ser sempre combatidas. 

Falta da audição afasta do convívio social 

A perda auditiva natural com o passar do tempo pode criar, lentamente, uma situação em que o idoso é afastado do convívio social com a família e amigos porque não escuta. Do outro lado, quem já sabe que a pessoa tem dificuldade em entender e não tem paciência em conversar, já nem se aproxima... 

E a pessoa idosa, que, por sua vez, já reconhece sua falta da audição, também não se aproxima de netos, filhos e amigos, pois sabe que, ao tentar conversar, não irá compreender – ou, pior, compreenderá errado –, frequentemente gerando risadas e irritação nas outras pessoas. 

Preconceitos desnecessários e ultrapassados 

Portanto, não suprir a audição ao idoso, dentro de todas as formas possíveis da medicina, é, sim, uma forma de violência contra a pessoa idosa! 

Preconceitos desnecessários e ultrapassados ao uso de aparelhos auditivos devem sempre ser combatidos com compreensão, aceitação, dedicação, carinho e envolvimento positivo do idoso e de toda família. 

A reinserção social de uma pessoa que não escuta é algo fundamental! Afinal, o envelhecimento com saúde é sempre o objetivo de todos. Então, lendo este artigo, ouça seu médico Otorrinolaringologista e escute a natureza e a família. Todos têm lindas coisas a te falar!

Médico formado pela Faculdade de Medicina da USP (1986) e especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (CRM 57.245)
Não discrimine o idoso! 

Paz!