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sábado, fevereiro 4

Artrite


O que é Artrite?

Artrite é um termo genérico para aproximadamente 100 doenças que produzem ou uma inflamação no tecido conjuntivo (particularmente nas articulações), ou uma degeneração não-inflamatória desses tecidos. Ela afeta aproximadamente 350 milhões de pessoas no mundo todo. As formas mais comuns são a osteoartrite, uma doença degenerativa causada pelo uso e desgaste da articulação, e a artrite reumatoide, uma doença inflamatória resultante de uma alteração no sistema imunológico. 

O que é a osteoartrite?

Osteoartrite (OA) é uma doença degenerativa que ocorre quando a cartilagem da articulação que cobre a terminação do osso é danificada ou desgastada de forma irregular, tornando a movimentação daquela articulação extremamente difícil e dolorosa. Ela normalmente atinge as articulações do pescoço, do quadril, do joelho e da coluna vertebral e é a causa mais comum de limitação funcional em pessoas idosas. A osteoartrite, segundo estimativas, afeta 90% da população acima de 50 anos, prejudicando a sua capacidade de dirigir, fazer compras, caminhar, banhar-se e fazer outras atividades rotineiras, como subir escadas e abrir latas. 

Segundo o Colégio Americano de Reumatologia (ACR), quase 70% das pessoas com mais de 70 anos tem sinais dessa doença, o que torna a osteoartrite a mais comum das artrites. 

As causas da osteoartrite

As suas causas são múltiplas, variando desde o desgaste natural pelo uso e idade, até o sobrepeso, que sobrecarrega as articulações maiores (quadril, joelhos, tornozelos). Traumas, lesões e cirurgias nas articulações também podem evoluir com osteoartrite.

Alguns casos de osteoartrite podem ser familiares, ou seja pais e filhos desenvolvem a doença quando atingem a idade madura, porém isso não é uma regra. Algumas pessoas que têm pais e mães com essa doença nunca irão desenvolvê-la.

O diagnóstico da osteoartrite é clínico. Durante a consulta o médico poderá ter evidências, pelas queixas, sinais e sintomas, de que se trata desse tipo de alteração degenerativa articular, principalmente quando a articulação afetada é superficial e acessível, como por exemplo o joelho. Em outros casos, o diagnóstico somente será feito após avaliação laboratorial e radiológica. Um raio-x simples poderá ser útil nos casos de OA de quadril ou de coluna.

Como tratar a osteoartrite 

O tratamento da osteoartrite visa basicamente aliviar os sintomas da doença, uma vez que o desgaste articular não pode ser revertido, exceto por meio de substituição da articulação por uma prótese. A terapia se baseia no alívio da dor, que pode ser conseguido com analgésicos simples ou com drogas antiinflamatórias não-esteróides (AINEs). Eventualmente nos casos em que não há resposta satisfatória com essas medicações, poderá ser feita uma infiltração de corticosteróides intra ou peri-articular. Atualmente existem também os produtos para viscossuplementação, ou seja, substâncias parecidas com o líquido sinovial, que preenchem a articulação, injetadas diretamente no espaço articular, aliviando a dor e restaurando as propriedades lubrificantes e elásticas do líquido sinovial.

terça-feira, abril 12

GRIPE INFLUENZA A H1N1



Sinônimos: gripe do porco; gripe A

O que é?

É uma doença causada por uma das mutações (geralmente H1N1) do vírus Influenza A. Portanto, é um vírus novo, com material genético desconhecido para o sistema imunológico das pessoas. Este novo vírus surgiu devido a uma grande variação antigênica do vírus Influenza.

Tal fenômeno acontece a intervalos irregulares que variam de 10 a 40 anos. É uma doença respiratória aguda, altamente contagiosa, que afetou todo o mundo rapidamente em 2009 porque as pessoas não tinham imunidade contra ele. A OMS fez alerta de pandemia (alerta epidemiológico nível 6) em 11/06/2009 pela gravidade da situação.

O relatório anunciou 17 mil mortes de norte-americanos, sendo 1800 crianças até agora. O CDC estima que 41 a 84 milhões de casos de H1N1 ocorreram entre abril de 2009 e 16 de janeiro de 2010.Já nos porcos, a doença é considerada endêmica nos Estados Unidos, e surtos ocorreram na América do Norte e do Sul, Europa, África e partes do leste da Ásia.

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Como ocorre?

O vírus se dissemina entre os porcos por aerosol da secreção respiratória destes pelo contato direto ou indireto. Eles podem ser infectados por vírus Influenza das aves, de humanos bem como de Influenza suíno. Os porcos podem ser infectados ao mesmo tempo por mais de um tipo de vírus, o que permite que estes se misturem.A infecção em humanos por Influenza suíno pode ocorrer em casos isolados ou surtos.Esta doença pode surgir após contato da pessoa sadia com porco infectado ou de pessoa sadia com pessoa infectada. No entanto, neste momento não há qualquer confirmação de transmissão entre porcos e humanos.

Assim, como na gripe comum, o contágio entre as pessoas se dá através de secreções respiratórias como gotículas de saliva ao falar, espirrar ou tossir. Uma pessoa pode infectar outra desde um dia antes da doença aparecer até 7 dias (crianças até mais que isso) após sua resolução.Após contato com vírus, o indivíduo pode levar de 1 a 4 dias para começar a apresentar os sinais e sintomas da doença. 

O que se sente?

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Os sintomas lembram os sintomas da gripe. O individuo afetado pode ter início abrupto de febre alta associado à tosse, dores musculares e nas articulações (“juntas”), dor de cabeça, prostração, coriza, garganta inflamada, calafrios e, às vezes, vômitos e diarreia. A doença pode evoluir para falta de ar e insuficiência respiratória seguida de morte. Contudo, a grande maioria dos casos evolui espontaneamente para cura sem apresentar complicações.

Como se evita?

Estes casos de gripe suína podem ocorrer em qualquer época do ano. Contudo, tem incidência maior no outono-inverno nas zonas temperadas do globo. Muitos países vacinam rotineiramente as populações suínas contra este vírus.

Não há problemas em ingerir carne de porco ou produtos derivados dela (salame, por exemplo).

A doença não é contraída desta forma.

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Para as pessoas que lidam diariamente com porcos, recomenda-se a prática de uma boa higiene, essencial sempre em todo contato com animais, especialmente durante abate, pós-abate e manuseio para prevenir exposição a estes agentes de doença. Animais doentes ou que tenham morrido de doença não devem ser processados nos abatedouros, e as autoridades competentes devem ser informadas sobre quaisquer eventos relevantes.

Para proteção pessoal devem ser utilizadas algumas medidas preventivas:

evitar contato íntimo com pessoas que não estejam bem e que tenham febre ou tosse;
lavar as mãos com água e sabão frequentemente e quando necessário;
manter hábitos saudáveis como se alimentar corretamente, realizar atividades fisicas e manter sono adequado.

Se houver uma pessoa doente na mesma casa:

deixar um aposento separado para o doente. Se isso não for possível, este deve manter-se a uma distância de 1 metro pelo menos dos outros;
deve-se cobrir boca e nariz ao entrar em contato com o doente. Máscaras podem ser usadas com esta finalidade e depois dispensadas;
lavagem de mãos após contato com o doente;
não compartilhar utensilios como copos, toalhas, alimentos ou objeto de uso pessoal;
deixar o local onde o doente está bem arejado. Deixar portas e janelas abertas para circular o ar;
manter os utensílios domésticos limpos;
O doente deverá também cobrir a boca e nariz com lenço ao tossir e espirrar. A lavagem de mãos deve frequente e, principalmente, após tossir ou espirrar será importante para prevenir o contágio de outras pessoas. Por essa mesma razão, durante a doença, recomende familiares e amigos para que não visite o doente.

As pessoas devem se manter atualizadas sobre o problema através de boletins da OMS.

Como se trata?

A maioria dos casos de gripe suína se recuperam completamente da doença sem a necessidade de suporte hospitalar ou de antivirais.Alguns casos ocorridos nos Estados Unidos de gripe suína em humanos foram sensíveis ao uso de oseltamivir e zanamivir, mas, resistentes à amantadina e remantadina. Ou seja, estes últimos não foram eficazes.Entretanto, ainda não existem informações suficientes que recomendem o uso rotineiro de antivirais nos casos de gripe suína. Há relatos de depósitos destes antivirais pelo governo em caso de necessidade e vários laboratórios da Europa e da America do Norte têm permissão para produção de tais medicações. Existem relatos de sucesso usando oseltamivir em tempo hábil (dentro de 48 h após início dos sintomas) mesmo em casos graves. O doente deverá ficar em casa, afastado do trabalho ou escola e evitar locais com acúmulo de pessoas durante a doença. Repouso e manter boa hidratação também será importante durante sua recuperação.

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Como o médico faz o diagnóstico?

A suspeita é feita naquelas pessoas com quadro de sinais e sintomas compatíveis. Nestes casos deverão serão coletados um aspirado nasofaríngeo através de kit específico disponíveis em locais que atendam casos suspeitos
Perguntas que você poderá fazer ao seu médico:

O que é uma transmissão sustentada entre humanos?

Qual a diferença entre caso provável e caso confirmado?

Podem ser realizadas duas vacinas injetáveis (por injeção) ao mesmo tempo? 


domingo, dezembro 6

Osteopenia


Osteopenia não é uma doença. É uma condição pré-clínica que sugere a perda gradual de massa óssea que pode levar à osteoporose esta, sim, uma doença, que compromete a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas no fêmur, pulsos e coluna vertebral.

Isso acontece porque, sob a aparência de solidez e resistência, nossos ossos estão em permanente processo de renovação. Eles se decompõem e reconstroem constantemente pela ação de três tipos de células: os osteoblastos, responsáveis pela reprodução da matriz óssea que entra na composição de todo o esqueleto; os osteócitos, células maduras que regulam a quantidade de minerais (especialmente de cálcio) no tecido ósseo e os osteoclastos, células gigantes que reabsorvem a massa óssea envelhecida para dar lugar a novas matrizes. Graças a esse potencial de reconstrução do tecido ósseo, é possível restaurar a forma e a função dos ossos, nos casos de lesões ou fraturas, por exemplo.

O pico de densidade mineral óssea (DMO) ocorre na terceira década de vida. Depois de alguns anos de estabilidade, o equilíbrio entre produção e reabsorção de células ósseas começa a ficar comprometido e os ossos se tornam mais fracos e porosos.

A osteopenia pode afetar mulheres e homens. No entanto, são mais vulneráveis as mulheres com menopausa precoce ou na pós-menopausa, especialmente as brancas e as asiáticas, de baixo peso e estatura, que se ressentem da queda na produção do estrogênio, hormônio feminino que contribui para a absorção de cálcio e estabiliza o metabolismo ósseo.

Causas

Entre as causas da osteopenia, é importante destacar o envelhecimento, que torna os ossos mais porosos e dificulta a absorção do cálcio. Fazem parte dessa lista também fatores genéticos e hereditários, desnutrição, exposição insuficiente ao sol e sedentarismo.

A osteopenia pode ser, ainda, a manifestação secundária de doenças em outros órgãos, como a tireoide, a paratireoide, o fígado e os rins. E não para por aí. O uso prolongado de alguns medicamentos (anticonvulsivantes, corticoides, hormônios tireoidianos), quimioterapia,anorexia nervosa, alcoolismo, cafeína e cigarro podem influir negativamente na qualidade da formação óssea.

Nos homens, o problema se agrava depois dos 60, 70 anos, quando cai a produção de testosterona o hormônio masculino.


Sintomas

A osteopenia é uma condição absolutamente assintomática. Os sintomas só aparecem, quando os ossos estão seriamente comprometidos pela osteoporose.

Diagnóstico

Segundo critérios estabelecidos pela OMS, considera-se que a osteopenia está instalada, quando a densidade mineral do osso gira entre menos 1% e menos 2,4%; portanto maior do que a perda fisiológica considerada normal para a faixa de idade.

O recurso mais importante para diagnóstico é a densitometria óssea, exame não invasivo, com baixa exposição à radiação, que permite medir a quantidade de cálcio por centímetro quadrado no fêmur e na coluna vertebral.

Exames laboratoriais de sangue são úteis para avaliar possiveis causas secundárias da degeneração óssea, que exigem tratamento específico.

Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de sucesso terá no tratamento.

Tratamento

É muito dificil reverter um quadro de osteopenia. Por isso, o objetivo maior é deter ou retardar a degradação do tecido ósseo que pode levar à osteoporose. O tratamento pode ser medicamentoso ou não medicamentoso.

O não medicamentoso consiste basicamente em adotar um estilo de vida saudável, o que inclui as seguintes medidas:

1) optar por uma alimentação balanceda, rica em cálcio, (leite e seus derivados, por exemplo), vitamina D (ovo, salmão, atum, verduras de folhas escuras, grãos integrais e cereais) pode ser suficiente para repor os 1.000 mg diários de cálcio necessários para a saúde dos ossos;

2) expor a pele ao sol, especialmente a dos braços e das pernas, sem passar protetor solar durante 10/15 minutos, no período da manhã ou no final da tarde, para garantir a síntese da vitamina D indispensável para a absorção intestinal de cálcio;

3) praticar atividades físicas, se possível com algum impacto, durante 30 minutos, pelo menos cinco dias na semana. Exercícios simples, como andar, dançar, nadar, ajudam a manter a densidade óssea, a fortalecer os músculos e a melhorar o equilíbrio, o que reduz o risco de quedas;

4) evitar o consumo excessivo de álcool e ficar longe do cigarro que prejudica muito a qualidade dos ossos;

5) controlar a ingestão de cafeína, presente não só no café, mas também em vários tipos de chá, refrigerantes, chocolate e bebidas energéticas, porque interfere na absorção de cálcio pelo organismo.

O tratamento medicamentoso, em geral, é reservado para os quadros mais graves de osteopenia e procura corrigir a deficiência de cálcio e vitamina D no organismo. Em alguns casos, o médico pode prescrever o uso de biofosfanatos, droga que têm demonstrado eficácia na preservação da densidade mineral óssea, e reposição hormonal, se não houver contraindicações.

Nenhum medicamento está livre de provocar efeitos colaterais indesejáveis e ser contraindicado em algumas situações. Portanto, qualquer remédio, inclusive as suplementações de cálcio e vitamina D aparentemente inofensivas, só deve ser utilizado com prescrição e acompanhamento médico.

Prevenção

A prevenção da osteopenia e, por tabela da osteoporose, deve começar na infância e estender-se vida afora. Para tanto, alimentação equilibrada e rica em cálcio, prática regular de exercícios físicos, exposição moderada ao sol para garantir a síntese de vitamina D, beber com moderação e não fumar representam a melhor escolha para quem quer ter ossos fortes e saudáveis.

segunda-feira, novembro 2

Câncer de Próstata


Próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que produz e armazena parte do fluido seminal. Câncer de próstata é o tumor mais comum em homens acima de 50 anos. Os fatores de risco incluem idade avançada (acima de 50 anos), histórico familiar da doença, fatores hormonais e ambientais e certos hábitos alimentares (dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas), sedentarismo e excesso de peso.

Os negros constituem um grupo de maior risco para desenvolver a doença.


Sintomas

A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).

Dor óssea, principalmente na região das costas, devido à presença de metástases, é sinal de que a doença evoluiu para um grau de maior gravidade.


Diagnóstico

O câncer de próstata pode ser diagnosticado por meio de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Caso sejam constatados aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar seu tamanho e a presença ou não de metástases.

Tratamento

O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.


Recomendações

* Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos;

* Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos;

* Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos;

* Homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos; já aqueles com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente;

* Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa;

* Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.



terça-feira, outubro 27

A Sexualidade em Idosos


A sexualidade em idosos é objeto de muita polêmica. Os estudos demográficos sobre essa questão apresentam resultados que devem ser vistos com reserva uma vez que essa população não costuma se comportar com muita abertura quando questionados sobre suas vidas íntimas. De um modo geral se aceita que à medida que os anos avançam o interesse freqüência e o desempenho dessa atividade diminui em ambos os sexos.

Entre as mulheres o interesse costuma estar mais diminuído que nos homens. Fatores como o estado civil, o status social e a presença de doenças afetam essa atividade de maneira determinante e devem ser considerados. Doenças cardíacas, insuficiência coronariana e infartos recentes podem gerar estados de ansiedade e insegurança interferindo nessa esfera. Acredita-se que pessoas idosas que são aptas para subir um lance de escadas sem desconforto, têm condições físicas para manter uma vida sexual satisfatória sem grandes problemas.

Algumas doenças realmente acabam por interferir seriamente e entre elas se destacam:

Artrites: Cerca de 50% das pessoas com problemas articulares com dores e limitações funcionais costumam ter sua atividade sexual reduzida. O tratamento das dores,medidas de reabilitação física e o aconselhamento sobre as posições mais confortáveis no intercurso sexual minoram essa condição.

Próstata: Homens submetidos à resseção transuretral parcial ou total da próstata são vítimas freqüentes de impotência. Em 90% das cirurgias desse tipo ,uma complicação ,que deve ser discutida com o médico antes do procedimento, é a ejaculação retrógrada quando o líquido seminal , ao invés de ser expelido no orgasmo, flui para o interior da bexiga urinária. A capacidade de conseguir uma ereção não costuma estar comprometida.

Câncer de Mama: Mulheres que são submetidas a cirurgias mutilantes como a mastectomia costumam ter sua sexualidade comprometida por ansiedade e medo da reação e/ou rejeição do parceiro. O aconselhamento profissional psicológico e a passagem do tempo aliviam esse tipo de manifestação.

Sexualidade Feminina

A sexualidades das senhoras é afetada basicamente por três aspectos:

Motivação e desejo · Problemas com o parceiro (afeto, diálogo, informação) · Doenças físicas limitantes (osteoartropatias, doenças cardíacas) · Doenças emocionais (depressão, ansiedade) · Diminuição da libido (hormonais) Alterações genitais · Atrofia vaginal (secura, estreitamento, dor). Fatores sócio-culturais · Vergonha, receio do ridículo · Educação rígida, valores morais e religiosos · Dificuldade em propor ou insinuar o início da relação

O desejo parece estar comprometido pela alteração dos níveis de estrógeno. A falta de lubrificação vaginal pode causar dor e desconforto. A resolução desse problema, orientada pelo ginecologista, costuma ser simples e geralmente feita com lubrificação externa e/ou com o uso de cremes a base de hormônios. Um dos grandes problemas, entretanto, é que muitas senhoras não se queixam e deixam as coisas permanecerem como estão. A vergonha, o medo do ridículo e outros receios de ordem cultural fazem com continuem mantendo relações dolorosas ou que deixem de realizá-las por razões óbvias.

O comportamento do parceiro é decisivo. O afeto,o carinho, a informação, a paciência e o respeito às limitações físicas e/ou emocionais de ambos é fator determinante no relacionamento. Em geriatria nunca se deve falar em sexualidade sem afetividade. Sexo por si só, sem afeto, não costuma ser praticado ou ser gratificante para casais idosos. Apenas 3% das mulheres vão ao ginecologista para resolver questões de ordem sexual, mas se estimuladas a falar sobre o assunto, 15% apresentam queixas nessa área demonstrando claramente a pouca disposição que as senhoras têm em expor seus problemas íntimos voluntariamente. Muitas senhoras, só após anos de relacionamento com seu médico tomam coragem para abordar o assunto. Por outro lado, poucos médicos costumam tocar nesse assunto fazendo com que esse tabu siga persistindo.

Raramente os médicos estão preparados para aconselhar seus pacientes idosos nessa sensível área. Infelizmente esse fato prejudica a saúde de um modo geral uma vez que a grande maioria dos problemas que comprometem essa esfera é resolvida com informações corretas, educação específica sobre aspectos biológicos e com um aconselhamento profissional dirigido e personalizado. Um estudo realizado com senhoras acometidas de artrite demonstrou que 40% delas gostariam muito que seus médicos abordassem o assunto.


Sexualidade Masculina

Nos homens idosos, o padrão de sexualidade é um dos componentes essenciais para a qualidade de vida. Assim como nas senhoras, é esperada uma diminuição na motivação, freqüência e desempenho. O sexo em si perde suas cores. A questão emocional sempre acompanha os contatos mais íntimos onde o afeto torna-se cada vez mais presente e necessário. Na ausência de doenças a rigidez do pênis costuma ser adequada para o intercurso até idades bastante avançadas.

A ereção é mais demorada e normalmente conseguida com estimulação direta mais prolongada. A impotência ou disfunção erétil é de longe a questão sexual que mais aflige a população masculina. O hormônio masculino, testosterona, é responsável pela libido (desejo) e também na manutenção da integridade dos tecidos e dos órgãos envolvidos no processo. Com o passar dos anos há um declínio natural das taxas desse hormônio que acabam por determinar essas alterações.

Taxas muito baixas são corrigidas com suplementação. A ereção é um ato complexo relacionado com fantasias e/ou estimulação local direta. Essa reação é regulada basicamente pelo cérebro e medula nervosa. São liberadas substâncias que causam a dilatação dos vasos sanguíneos e o preenchimento dos corpos cavernosos do pênis (pequenas bolsas laterais) resultando na rigidez do órgão. As veias se fecham e aprisionam o sangue nessa região conferindo a manutenção da ereção. Após o orgasmo, as veias deixam o sangue escoar, as artérias voltam ao seu calibre normal e a ereção termina.

Na investigação da impotência, a ultrassonografia fornece importantes informações com respeito à integridade dos vasos sanguíneos. Os exames laboratoriais mais comuns incluem a dosagem de testosterona total e livre,a glicemia e eventualmente a dosagem de prolactina. A verificação das taxas de glicemia é fundamental uma vez que o diabetes mellitus é uma causa freqüente de impotência sexual. A verificação da pressão arterial é obrigatória no exame físico. Grande parte dos portadores de hipertensão arterial apresentam disfunção erétil como complicação.

Avaliação Clínica da Disfunção Erétil.  Um dado de importância quando se avalia uma queixa de disfunção é se há ereção noturna “involuntária”. A presença desse tipo de ereção demonstra não haver problemas relevantes de ordem física recaindo as possibilidades em causas emocionais. A ausência conduz à possibilidade de doenças associadas ao processo. A impotência sexual de aparecimento súbito normalmente está relacionada ao uso de alguns medicamentos ou devida a traumas emocionais. A alternância entre boas e más ereções faz pensar primeiro em problemas psicológicos. 

A piora progressiva sugere a coexistência de doenças. Alguns hábitos relacionados ao estilo de vida como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o uso de drogas podem estar intimamente relacionados com o quadro. Algumas condições e doenças devem ser especialmente investigadas: · Diabetes mellitus · Hipertensão arterial · Doenças vasculares · Cirurgias (próstata, aneurisma de aorta) · Ginecomastia (aumento das mamas por doença endócrina) · Abdome volumoso e pênis de pequenas dimensões · Doenças neurológicas periféricas · Atrofia dos testículos.

sábado, julho 25

Apneia do Sono


Também chamada de Apneia Noturna é uma desordem do sono caracterizada pela parada da respiração durante o sono. Estes episódios podem durar poucos segundos após os quais é retomada a respiração normal, mas para que a síndrome seja caracterizada, é necessário que essas pausas sejam maiores que 10 segundos e que o nível de oxigênio no sangue caia e que a pessoa desperte.

Na maior parte das vezes, as apneias não são suficientes para despertar a pessoa, mas há uma alteração no padrão de sono, passando do sono profundo para um sono mais superficial. Como este sono não é repousante, as manifestações típicas são uma sensação de "noite mal dormida" ao despertar, assim como fadiga e sonolência durante o dia. 
Se uma pessoa apresenta estes sintomas, ronca, tem excesso de peso e irritabilidade, deve procurar seu médico e investigar a presença deste problema, que está relacionado a níveis maiores de pressão arterial e maior probabilidade de ter infarto do miocárdio.

Para fazermos o diagnóstico correto, se é apneia do sono ou não, necessitamos de um teste chamado Polissonografia. Níveis clinicamente significativos de apneia do sono são definidos como cinco ou mais episódios por hora, detectados por este exame.

quinta-feira, julho 23

Sangramento de nariz salva a vida de família nos Estados Unidos

(Foto: Reprodução / CBS)

Um nariz sangrando não é uma dádiva para ninguém, certo? Certo, mas foi a salvação de uma família no Texas, nos Estado Unidos. 

Depois de Crystal Enns, uma garotinha de 14 anos, dar entrada no hospital em 2013 para checar o motivo de um sangramento intenso no nariz, médicos descobriram que ela sofria de uma rara doença no rim e que precisaria de um transplante. 

Em seguida, ao fazer exames em familiares visando o transplante, foi descoberto que a mãe e o pai da menina, Cristy e Mark, possuíam um tipo de câncer nos rins que estava escondido. Ambos necessitavam de tratamento imediato. 

(Foto: Reprodução / CBS)

“Com essa experiência aprendemos que Deus trabalha com caminhos misteriosos”, disse a mãe da jovem no aniversário de três meses do transplante de rim da pequena Crystal. Ela teve um rim doado pela sua tia e os país, após o tratamento, passam bem. 

“Neste caso tivemos que ver Deus nos trazer o bem em uma situação muito difícil. Estamos extremamente gratos, já que eu e Mark nunca iríamos fazer exames se não fosse o sangramento de Crystal”, encerrou Cristy.


Paz!