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segunda-feira, setembro 22

Casamento faz bem ao coração, afirmam cardiologistas americanos


Estar casado ajuda a manter um coração saudável, enquanto ser divorciado ou viúvo está associado a níveis mais altos de doenças cardiovasculares, segundo um estudo realizado com 3,5 milhões de pessoas nos Estados Unidos.
Este é o maior estudo que mostra como a saúde cardíaca está ligada ao estado civil, e foi apresentado na conferência anual do American College of Cardiology, realizada em Washington neste fim de semana.

"Esses resultados certamente não devem levar as pessoas a se casar, mas é importante saber que as decisões sobre com quem você está, por que e por que não, podem ter implicações importantes para a saúde vascular", explica o autor do estudo Carlos Alviar, cardiologista do Langone Medical Center da Universidade de Nova Iorque.

De acordo com o estudo, para os casados, o risco de desenvolver qualquer doença cardiovascular é 5% menor em comparação com os solteiros. O risco de doenças cardíacas também é menor entre casados, em relação aos viúvos ou divorciados.

Os divorciados apresentaram uma maior probabilidade de desenvolver qualquer doença vascular, aneurisma da aorta abdominal, doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral em comparação com solteiros e casados​.

Os viúvos mostraram probabilidades ligeiramente mais elevadas de sofrer qualquer doença vascular e doença arterial coronariana em comparação com os outros grupos.

"O estudo mostra que outros fatores de risco, como tabagismo, obesidade, hipertensão, diabetes e sedentarismo, também aumentam (o risco) junto ao fato de ser divorciado ou viúvo", indica Suzanne Steinbaum, diretora do departamento de mulheres e de doenças do coração do hospital Lenox Hill de Nova York.

Solidariedade conjugal

"Como os casados tendem a ajudar uns aos outros a ser mais saudáveis​​, assegurando que seu cônjuge se alimente bem, faça exercícios, tome seus medicamentos e ajude a ir a compromissos, as pessoas casadas tendem a ter menos risco de doenças do coração", acrescenta Steinbaum, que não participou do estudo.

Os pesquisadores ficaram surpresos ao ver que a relação era maior em pessoas com menos de 50 anos de idade.

"A parceria entre casados ​​e uma menor probabilidade de doença vascular é maior entre os jovens, o que não esperávamos", garante Alviar.

Neste grupo, o casamento esteve relacionado a 12% menos de probabilidade de apresentar doenças cardíacas ou arterial.

Entre aqueles que se casaram com idades compreendidas entre 51 e 60 anos, houve 7% menos de probabilidade de desenvolver doenças do coração e de 4% entre os 61 anos ou mais.

Os dados, coletados entre 2003 e 2008, foram obtidos a partir de 3,5 milhões de pessoas em 50 estados, com idades entre 21 e 102 anos que participaram de um programa pago para estudar doenças cardiovasculares.

Os autores observam que o estudo incluiu uma proporção relativamente pequena de participantes de minorias raciais e étnicas, o que pode limitar o significado dos resultados.

quarta-feira, agosto 20

“Eu vos declaro marido e mulher!”

 
A célebre frase selou o casamento de Joaquim Ribeiro da Silva, 90, e Luzia Rodrigues, 81, que se conheceram há apenas três meses, provando que realmente o amor não tem idade.

E, assim, eu vos declaro marido e mulher!” A célebre frase selou mais um final feliz em Vera Cruz, pequena cidade com apenas 11 mil habitantes no interior de São Paulo, no último dia 15 de junho.

Joaquim Ribeiro da Silva, 90, e Luzia Rodrigues, 81, realizaram o sonho de se casar de véu e grinalda. E quem pensa que eles estão renovando votos de amor antigo, se engana. Os dois se conheceram há apenas três meses e começaram a namorar. “O amor não tem idade mesmo, só é preciso a gente se gostar de verdade”, conta dona Luzia.

Foi amor à primeira vista, segundo o seu Joaquim. “Eu me sentia muito sozinho, não comia direito e nem dormia muito bem e quando a conheci foi amor à primeira vista. Ela é muito boa para mim, é o amor da minha vida”, conta.

E o pedido de casamento foi inusitado. “Ela me chamou para conhecer a casa, foi mostrando tudo, sala, cozinha, quarto e disse que tinha bastante espaço para eu ficar lá, era só trazer a roupa. Foi quando eu disse que se era para morarmos juntos e se fosse assim teria que casar e deu certo agora vamos nos casar, finalmente.”

Joaquim ficou viúvo há 10 anos, Luzia, há 3. Depois do segundo encontro, eles já decidiram morar juntos. Tudo com o apoio dos filhos.

“Eu fiquei muito feliz porque o que eu mais quero é ver a minha mãe feliz”, afirma Sueli Pereira, filha da noiva. A irmã Vera Lúcia também concorda. “Eu tenho certeza que ela está feliz e isso é o que importa. E ela vai ser muito mais feliz”. “O que desejo a eles é a felicidade plena e que seja bem-vindo o seu Joaquim à família”, completa o filho Ari Pereira.

O casal selou o compromisso na igreja. A cerimônia reuniu 150 pessoas, entre elas, os 13 filhos, 45 netos, 38 bisnetos e dois tataranetos de Joaquim, além da família de Luiza, que não perde muito no tamanho. São 9 filhos, 20 netos e 14 bisnetos. Todos acompanharam bem de perto o momento do “sim”.

segunda-feira, fevereiro 10

Homem de 97 anos se casa com mulher de 90


Nunca é tarde demais para amar.

Nem para dizer sim, garantiu ao blog o inglês Sid Ratcliffe, que se tornou o inglês mais velho a contrair matrimônio na última quinta. Ele tinha 97 anos enquanto subia ao altar com Iris Law, de 90, mas já alcançou os 98 ontem.

A história de amor nonagenária começou em 2001, quando os dois viúvos se conheceram no ponto de ônibus. “A gente vivia cada um de um lado da rua, pegávamos o mesmo ônibus, mas nunca nos víamos”, conta ele.

Bastou um olhar. “Foi amor à primeira vista. O Sid é tão engraçado e forte. É tudo o que eu gosto num homem”, diz Iris, que acaba de se mudar para o apartamento dele.

Não houve lua de mel. Até porque os dois já preencheram a cota de carimbos no passaporte: nos últimos anos foram a Maiorca, na Espanha, e Nova York, além de a retiros de fim de semana no próprio Reino Unido.

“Não viajamos porque nem sabíamos que íamos nos casar até dois meses atrás”, conta o aposentado, que pediu a mão da namorada “num rompante”. “Eu tinha medo de que a gente fosse velho demais e que a lei nem fosse permitir”, diz Ratcliffe. E permitiu.

“O casamento foi um dia lindo, do qual nunca me esquecerei”, diz Isis, que levou seus cinco filhos, nove netos e seis bisnetos para a cerimônia.

Os planos dos recém-casados, ela tem na ponta da língua: “Agora é só aproveitar cada dia e cuidar dele do mesmo jeito que ele vai cuidar de mim”. Felicidade (e todo tempo do mundo) aos noivos.

Por Chico Felitti via Folha.

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