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segunda-feira, janeiro 27

Lutar boxe ajuda pacientes com mal de Parkinson


Se você tem Doença de Parkinson, pense nisto!

Aulas de boxe nos EUA ajudam pacientes com Parkinson

Ron Addison treina em academia na cidade de Costa Mesa, na Califórnia
Pacientes que sofrem de Parkinson nos EUA estão lutando contra a doença no ringue de boxe. Uma rede de academias que tem 15 unidades no país e uma na Austrália oferece aulas para pacientes na Califórnia.

Exercício eleva níveis cerebrais de dopamina, substância afetada pelo mal.Treinos personalizados não têm contato direto entre os praticantes.

Durante os treinos, não há contato direto entre os lutadores: os exercícios são feitos apenas com a ajuda de um instrutor.
O aluno Jim Coppula treina com o técnico Justice Smith 
(Foto: Mike Blake/Reuters)
Segundo a Fundação para o Mal de Parkinson dos EUA, pesquisas mostram que a atividade física pode, transitoriamente, aumentar no cérebro os níveis de dopamina, que são significativamente reduzidos por esse problema degenerativo, caracterizado por tremores nas mãos ou nos braços, rigidez muscular, postura encurvada, movimentos lentos e alterações no equilíbrio, na voz e na escrita.

O famoso boxeador Muhammad Ali, de 71 anos, foi diagnosticado com Parkinson nos anos 1980, mas até hoje a ciência não encontrou nenhuma relação direta entre esse exercício e a doença.
Deloris Nouhan participa de aula em academia na Califórnia 
(Foto: Mike Blake/Reuters)
Segundo o neurologista Francisco Cardoso, o risco de Parkinson aumenta dez vezes após os 65 anos – cerca de 1,5% da população acima dessa idade terá a doença, mas isso não significa que ela seja exclusivamente de idosos. Cerca de 5% dos pacientes desenvolvem o problema antes dos 50 anos e, em casos raros, na infância ou na adolescência.

Como medida de prevenção, estudos apontam que tomar duas xícaras de café por dia pode reduzir o risco de Parkinson. Quando já diagnosticada, a doença é tratada com medicamentos que podem controlar os sintomas. Em alguns casos, também é usado um marcapasso artificial no cérebro.
Pacientes que sofrem de Parkinson durante a aula nos EUA 
(Foto: Mike Blake/Reuters)

terça-feira, fevereiro 26

Disfagia em Parkinson


A doença de Parkinson é uma doença neurológica crônica decorrente de uma degeneração dos neurônios. O parkisonismo caracteriza-se pela combinação de quatro sinais clínicos: tremor de repouso, rigidez muscular, bradicinesia (dificuldade em iniciar o movimento, acompanhado de uma redução na velocidade e na amplitude dos movimentos) e alterações dos reflexos de postura. A doença costuma ter inicio a partir do 50 anos de idade. No começo, a evolução é lenta e gradual.

O indivíduo pode apresentar comprometimento da comunicação oral, fraca intensidade vocal, alteração da velocidade da fala e articulação imprecisa, além disso, a perda de peso pode estar presente devido à dificuldade de alimentar-se com alimentos sólidos e líquidos, dando preferência aos pastosos. A dificuldade da deglutição é chamada de disfagia orofaríngea. 

Explicando melhor: é o conjunto de sinais e sintomas específicos que caracterizam-se por alterações em qualquer etapa da deglutição, podendo ser causada por doenças neurológicas ou trauma, alterações nas estruturas anatômicas responsáveis pela deglutição, envelhecimento e por uso de alguns medicamentos.

O paciente com disfagia pode apresentar “voz molhada”. Essa voz pode sugerir penetração laríngea de saliva, secreção e/ou alimentos. Na doença de Alzheimer nota-se:

- dificuldades na iniciativa de mastigar e conduzir o bolo alimentar dentro da boca;
- dependência na alimentação;
- ausência de sinais involuntários durante a mastigação;
alteração na mobilidade da língua; alteração do reflexo de deglutição;
- tosse antes ou após a deglutição.

Alguns pacientes levam de três a quatro minutos para iniciar uma simples deglutição
.
Na Doença de Parkinson, o idoso apresenta:

- rigidez, tremor e incoordenação durante a mastigação;
- escape de saliva (pode babar);
- fraca pressão labial;
- fraca intensidade vocal (voz baixa) e incoordenção pneumofônica;
- tosse antes, durante ou após a deglutição;
- possível penetração e aspiração do alimento.

Pessoas que apresentam essas dificuldades de DEGLUTIÇÃO, devem procurar o médico e o fonoaudiólogo. O fonoaudiólogo realizará uma avaliação do quadro e com base nos achados desenvolverá estratégias, que possibilitarão uma melhor deglutição e melhor qualidade de vida ao indivíduo.


sábado, fevereiro 16

Cientistas se aproximam de exame que permite detectar mal de Parkinson A técnica ajudaria os médicos a parar, ou ao menos reduzir, o avanço do mal neurológico


Quando o diagnóstico é feito, pode ser tarde demais. Pessoas que sofrem de mal de Parkinson só sabem que estão doentes quando os sinais já se manifestaram e, embora seja possível amenizar incômodos como tremores e rigidez muscular, não há forma de impedi-los. Detectar o problema precocemente, em tese, evitaria ou retardaria o surgimento dos sintomas. É por isso que cientistas buscam desenvolver um teste que aponte, no organismo, a presença de substâncias associadas à enfermidade. Um estudo publicado na revista Journal of Parkinson’s Disease mostrou que é possível rastrear pistas do mal no sangue dos pacientes, antes que qualquer característica da doença se instale.

A pesquisa foi conduzida pelo Centro de Ciência Neurodegenerativa e Micromatrizes Genéticas do Instituto Van Andel, em Michigan. “A doença de Parkinson afeta aproximadamente 5 milhões de pessoas em todo o mundo; é um mal complexo e heterogêneo que, em 2030, deve atingir até 10 milhões de indivíduos. Como ainda dependemos dos sintomas para detectá-lo, no momento do diagnóstico o paciente já perdeu até 70% dos neurônios dopaminérgicos”, revela a principal autora do estudo, Sok Kean Khoon. Essas células são as que, no cérebro, regulam os movimentos, entre outras funções. A morte das estruturas leva ao desenvolvimento dos sinais do Parkinson.

Correio Braziliense/ Foto: ocontexto.com

quarta-feira, janeiro 16

Doença de Parkinson // sintomas


As manifestações clínicas motoras se caracterizam por tremor, rigidez, bradicinesia e alteração do equilíbrio. O início dos sintomas é unilateral nos primeiros anos e o quadro é lento e gradual.

Alguns sintomas podem aparecer antes das manifestações motoras como a diminuição do olfato, sintomas depressivos, alterações do sono, constipação intestinal.

O tremor aparece em cerca de 70% dos pacientes como sintoma inicial afetando principalmente as mãos, mas pode ocorrer nas pernas, queixo. E ocorre principalmente quando a pessoa está em repouso e relaxada e melhora com os movimentos. Pode piorar com ansiedade, cansaço e fadiga e desaparece durante o sono.

A rigidez é manifestada por um enrijecimento muscular sendo mais proeminente nas grandes juntas, e envolve todos os músculos. Pode ser constante ou apresentar o sinal da roda denteada, como se estivéssemos lidando com uma engrenagem.

A bradicinesia significa que os movimentos estão lentos, dificuldade em realizá-los podendo ser interrompidos ou realizados incompletamente. Isto é principalmente observado quando realiza movimentos com as mãos, pés, levantarem-se de uma cadeira, andar, mudar de posição como, por exemplo, se virar na cama.

Outros movimentos finos com as mãos se tornam difíceis como abotoar, calçar sapatos. A letra se torna menor (micrografia). A própria rigidez também contribui para que os movimentos sejam lentos.


A bradicinesia não é somente motora, mas também mental, ou seja, há uma lentidão para pensar, dar uma resposta verbal.

Existe diminuição da expressão da face, tendência à abertura da boca, diminuição do piscamento. Os familiares geralmente é quem percebem.

A postura apresenta tendência de flexão da cabeça e tronco para frente, diminuição dos movimentos dos braços durante o caminhar, como se estes estivessem grudados no corpo. À medida que a doença progride os braços e as pernas também vão tendendo a ficar dobrados. Passa a acontecer a dificuldade de equilíbrio.

A marcha se torna lenta, com passos curtos; algumas vezes arrasta um ou ambos os pés e dificuldade ao se virar. Pode acontecer algumas vezes de sentir como se o pé estivesse colado no chão.


A fala vai se tornando mais lenta e o tom de voz diminui.

Outros sinais chamados não motores são seborréia (excesso da camada de gordura sobre a pele), sudorese excessiva na face, tontura, alteração de memória, depressão, insônia, hipotensão postural, ansiedade, dificuldade para engolir, aumento da saliva, dores, cansaço e perda de peso.

Embora seja uma doença progressiva, o curso e prognóstico não são necessariamente iguais para todos os doentes.


quinta-feira, janeiro 10

Doença de Parkinson


Leiam o depoimento de uma paciente com DP sem demência, que administra sua vida como dona de casa, vai a consulta sem ser acompanhada; transcrevo suas palavras carregadas de sentimento e crença sobre fios que saem de seus dentes:
Paciente: “Ele é feito esse pelinho, assim feito um fiapuzinho, como se você tivesse chupado uma manga e tivesse ficado um fiapo no dente, sabe? Aí eu sinto que ele sai e passo a língua assim, aí eu sinto, ele saindo, às vezes, eu pego um pedaço de papel, um pedacinho de guardanapo, um papel de guardanapo, aí boto assim entre um dente e outro aí eu sinto que puxa”.

Interlocutor: Aí a senhora consegue tirar.

Paciente: Eu consigo tirar, mas não dá pra vê direito, porque é tão fino que não dá pra vê, às vezes, eu consigo vê que é um fiozinho bem fininho cor-de-rosa, sabe? Às vezes, não sai de um fiozinho sai uma uma…uma coisa como se fosse uma gelatina sabe? Uma gelatina que fica agarrada no meu dente, aí com um guardanapo e tiro tudo. Não é um sufoco o meu caso?

Interlocutor: Agora só sai de um dente?

Paciente: Não, sai de todos eles.

Interlocutor: Mas, sai de mais de um do que de outro?

Paciente: É, sai mais de um do que do outro. Sai mais desse daqui sabe? Tem um queijal também aqui no canto, que tá saindo mais um pouco agora sabe? Mas o que me aperreia mais é esse agora, às vezes eu pego um pedacinho de algodão, faço aquela bolinha de algodão e boto dentro do dente. Aí é que eu descanso um pouco, porque esse é o que sai mais, aí é que melhora um pouco, porque não fica saindo né? Mas, se eu tirar a bolinha de algodão aí começa a sair.

Interlocutor: Mas, a senhora agora arrumou uma nova técnica. O que é que faz o chiclete?

Paciente: Não, o chiclete agarra nele mesmo quando tá saindo, o chiclete agarra nele, aí tira.

Interlocutor: Aí o chiclete vai para o lado que tá saindo o pelinho?

Paciente: Eu boto, eu sinto que tá saindo nesse aqui, eu boto nele sabe? Aí naquele lugar já não tá mais, aí no outro lado a mesma coisa, tô sentindo que tá saindo aí eu boto o chiclete pra o outro lado, e vivo nessa situação.

Interlocutor: Agora, a senhora fica mastigando chiclete o dia inteiro.

Paciente: O dia inteiro.

Interlocutor: Não fica cansada?

Paciente: Fico, mas não é pra mastigar. Eu fico com ele na boca, quando eu sinto onde é que tá saindo aí eu boto o chiclete no lugar.


Interlocutor: Faça aí o movimento pra eu ver como é.

Paciente: Pronto, esse aqui da frente. Eu boto, aí deixo, porque eu tiro o chiclete, ele tá saindo.

Interlocutor: Ah! Porque o chiclete puxou.

Paciente: Puxou ele, porque o chiclete não agarra né?

Interlocutor: Ah tá ótimo. Tá bom”.
Situações delirantes podem ocorrer antes ou durante dos sintomas motores na DP, quando pacientes acreditam que já estiveram em lugares nunca idos, como no seu consultório, mesmo todos contra suas opiniões. Especialmente em pacientes com déficit cognitivo, a alucinação visual pode ser facilmente desencadeada pelo uso do tratamento de remédios anticolinérgicos, possivelmente porque existe importante perda de células nervosas no córtex temporal envolvidos com o reconhecimento visual em pacientes com demência associada à DP.
Dr. Paulo Brito
CRM 6322-PE
Professor de Neurologia

Psicose associada à doença de Parkinson

O termo psicose é amplo e deve ser diferenciado em neurologia daquele que é usado em doença psiquiátrica, como na esquizofrenia. A psicose encontrada na doença de Parkinson (DP) envolve tanto má interpretação como alucinações visuais, auditivas e táteis; às vezes, os estímulos tornam-se verdadeiros delírios. Os estímulos surgem a partir da estimulação de um objeto qualquer, interpretando objetos não vivos como vivos, principalmente quando estão em movimento.

Ainda dentro desse contexto de ilusão aparece à sensação de existir uma pessoa ao seu lado, sensação de presença, ou mesmo, ter a sensação de que alguém passou ao seu lado, sensação de passagem no seu campo visual periférico. As ilusões são facilitadas pelo pôr-do-sol ou ambientes interiores com pouca luz.

Alterações na visão ocorridas na DP podem resultar de alterações na acuidade visual, contraste sensitivo, visão colorida, discriminação de objeto, reatividade das pupilas, movimentos dos olhos, percepção, sensibilidade do campo visual e velocidade de reação visual; todas essas alterações podem ser decorrentes da DP. Lentidão na velocidade de processamento visual pode também conduzir ao declínio na percepção visual, especialmente para mudança de estímulos rápidos. Portanto, os pacientes com DP precisam de mais tempo para visualizar os objetos em foco.

Podem existir muitos distúrbios de orientação visoespaciais, problemas de reconhecimento facial e alucinações visuais. A mesma substância que é reduzida no cérebro em pacientes com DP também pode ser diminuída na retina. Portanto, se os problemas visuais também estiverem presentes na DP podem trazer impacto importante na qualidade de vida do paciente.

As alterações da retina devem ser diferenciadas das alterações visuais relacionadas com a idade, como: catarata (redução na iluminação da retina, redução na acuidade visual e contraste sensitivo, alteração na adaptação da lente, etc.), degeneração macular da retina no idoso (redução na acuidade visual e adaptação ao escuro, restrição do campo visual e visão colorida), e prejuízo no córtex occipital (redução visoperceptiva, acuidade visual, contraste sensitivo e percepção do movimento).

As alucinações visuais são as mais frequentes, ocorrem em 25% dos casos, podendo englobar diversos tipos de situações. A presença de pessoas estranhas dentro de casa, ou de animais como cobra ou cachorro, ou objetos familiares podem ser interpretados como qualquer coisa. Cenas complexas podem ser vistas do tipo de um grupo de pessoas andando em volta e conversando sobre seus negócios. Um jarro com flores pode se transformar em um rosto de um monstro ou muitos olhos olhando para o paciente. Nos primeiros momentos, o paciente sente receio de dizer a alguém o que ele está vendo, às vezes as alucinações desaparecem como um branco quando o paciente tenta checar sua veracidade, mas posteriormente ele discute e obriga as pessoas estranhas a saírem de sua casa.

Às vezes, o paciente sofre acidentes como fratura de órbita e perda da visão, na busca de solução com as pessoas que estão lhe incomodando; por outras vezes, dorme desconfortável, em cadeiras, acreditando que entrou alguém no seu quarto, ficando à espera de sua saída; ou desconhece o cônjuge e tenta pô-lo para fora de seu aposento como um impostor.

As alucinações auditivas são menos comuns que as visuais, percebendo 8% nos casos de DP. As alucinações auditivas podem ser causadas por estímulos elementares, como alguém tocando a campainha ou batendo à porta. Aí, o paciente se desloca para atender ou pede para alguém fazê-lo. Geralmente, o conteúdo da voz é neutro ou incompreensível e difere das alucinações ameaçadoras da esquizofrenia.

Em situações de alucinações auditivas mais complexas, o paciente pode ouvir uma trilha sonora de situações vividas ou de pessoas não reais conversando, orquestras tocando, etc. Entretanto, é importante lembrar que pessoas idosas, devido ao processo de otoesclerose, podem apresentar os mesmos estímulos auditivos elementares que ocorrem na DP, mas nos idosos normais esses estímulos não  evoluem.

As alucinações táteis são raras; nas alucinações táteis elementares os pacientes acreditam que existem insetos andando no seu corpo, ou têm a sensação de que foram tocados por alguém. Em situações de alucinações táteis complexas existe paciente que acredita que nascem fios de gelatina de dentro dos seus dentes, precisando estar usando um lenço de papel para limpar, ou mesmo, usar uma goma de mascar para impedir sua saída do dente. A experiência mostra que os fatores emocionais têm alguma relevância na piora das alucinações táteis complexas. A intensidade do sintoma chega ao delírio, acompanhado por sentimento de ansiedade, pavor e constrangimento.


quarta-feira, abril 11

Pacientes de Parkinson podem recuperar a autonomia com nova tecnologia


'Neuroestimulação é hoje o tratamento mais avançado para a doença', diz neurocirurgião

Uma tecnologia médica pode ajudar os pacientes de Parkinson, doença que tem seu Dia Mundial nesta quarta-feira (11/04). A neuroestimulação, ainda pouco difundida no país, é uma das alternativas quando medicamentos e fisioterapia deixam de surtir efeito.

A tecnologia consiste em um aparelho similar a um marca-passo, implantado no peito do paciente, enviando estímulos elétricos (por meio de eletrodos) para áreas específicas do cérebro, ajudando o parkinsoniano a controlar seus movimentos e recuperar a autonomia.

A cirurgia é feita com o paciente acordado, assim ele pode auxiliar o médico na localização da área exata que controla os movimentos no cérebro. O neurocirurgião Erich Fonoff explica:

- A neuroestimulação é hoje o tratamento mais avançado para a doença de Parkinson. É uma terapia segura que proporciona resultados excelentes. Ela é realizada no exterior e no Brasil desde os anos 80, mas nos últimos anos ganhou mais efetividade, podendo ser aplicada com maior precisão. O implante é uma alternativa para os casos em que o tratamento medicamentoso deixou de ser eficiente ou para quem sofre muito com os efeitos colaterais.

O Ministério da Saúde estima que a prevalência do Parkinson no Brasil seja de 100 a 200 casos para cada 100 mil habitantes. Trata-se de uma condição crônica, sem causa conhecida, progressiva e degenerativa do sistema neurológico, que afeta os movimentos e a coordenação dos portadores. Conforme progride, incapacita o indivíduo, fazendo com que atividades simples do dia a dia, como tomar banho e se vestir, se tornem impossíveis.

- Mesmo com toda a evolução na área médica nos últimos anos, o Parkinson ainda é uma doença de difícil diagnóstico e sem cura. Seus sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças, além de variar bastante de paciente para paciente.

Geralmente os primeiros sinais da doença de Parkinson são sutis. Muitos ficam surpresos ao saber que a falta de expressão facial, perda do olfato, constipação, tontura, desmaios, postura curvada e dificuldade para dormir também podem ser sintomas da doença.

Segundo o médico, a maioria das pessoas só reconhece a doença quando surgem os tremores constantes e a dificuldade para se movimentar e andar. Normalmente, os sintomas aparecem depois dos 65 anos de idade, porém aproximadamente 15% dos que convivem com o Parkinson desenvolvem a doença antes dos 50 anos.

- Ainda não existe prevenção. Mas quanto antes for descoberta, melhor será a resposta do paciente ao tratamento. Adiar a procura por ajuda médica pode interferir no sucesso da terapia.

Fonte:180graus
abçs

Dia 11 de Abril:
DIA MUNDIAL DA DOENÇA DE PARKINSON

quinta-feira, março 1

Doença de Parkinson e a alimentação


A doença de Parkinson pode interferir na alimentação?

Sim. Dependendo da fase em que se encontra, da dose do medicamento ou da etapa do tratamento, podem ser observados alguns sintomas que dificultam uma alimentação adequada. Alterações nutricionais, interações dos medicamentos com os nutrientes, problemas com o apetite, deglutição, mastigação, entre outros, podem ocorrer e podemos melhorar estas condições.

Que fatores podem estar prejudicando minha alimentação?

Alguns fatores, geralmente presentes em pacientes com doença de Parkinson, podem apresentar-se como risco para falta de apetite, perda de peso e conseqüentemente má nutrição. São eles:

• Problemas de dentição e dificuldades de mastigação e deglutição ( ato de engolir os alimentos líquidos e/ou sólidos);

• Pouca atividade física e imobilidade;

• Medicamentos usados na fase inicial da doença (anticolinérgicos, como Artane e Akineton e outros), interferindo na absorção intestinal, dificultando o seu funcionamento, provocando náuseas, vômitos, intestino preso ou boca seca (dificultando a formação normal do "bolo alimentar"), reduzindo a sensibilidade do paladar e olfato;

• Aumento do metabolismo e conseqüentemente das necessidades energéticas, facilitando a perda de peso;

• Falta de equilíbrio para preparar a própria alimentação ou a inexistência de outra pessoa que possa fazê-lo;

• Problemas com a postura e dificuldade em se manter ereto à mesa;

• Dificuldades motoras para manusear os talheres ( levar o talher à boca, cortar os alimentos ), devido ao tremor e/ou rigidez;

• Os movimentos do esôfago que ajudam a "empurrar" os alimentos para o estômago, podem estar prejudicados, provocando engasgos e dificultando a deglutição;

• Tremor e rigidez, especialmente nos músculos da face, dificultando a mastigação e deglutição;

• Hábitos alimentares inadequados.

Como obter uma alimentação saudável?

A alimentação é fator essencial para a promoção, manutenção ou recuperação da saúde. Tanto a qualidade quanto a quantidade dos alimentos ingeridos devem ser avaliadas, pois, a combinação dos dois fatores pode nos trazer benefícios específicos.
Sexo, altura, atividade física, estado nutricional, existência ou não de outras doenças e dificuldades físicas ou mentais influenciam direta ou indiretamente nossa dieta. Uma alimentação variada deve fornecer todos os nutrientes de maneira adequada.

Orientações para obter uma alimentação adequada:

• Procure variar ao máximo a sua alimentação, para receber todos os nutrientes e evitar possíveis carências;

• Coma diariamente frutas (pelo menos 03 unidades); verduras cruas (02 porções); verduras cozidas (02 porções); pães, bolachas, cereais (04 porções à sua escolha); feijão, lentilha, grão de bico, ervilha seca (01 02 porções à sua escolha); carnes (01 a 02 porções); leite, queijo, iogurte (03 a 06 porções);

• Faça de 05 a 06 pequenas refeições ao dia, evitando comer grandes quantidades de alimentos de uma só vez;

• Não deixe de fazer nenhuma refeição durante o dia;

• Procure ingerir uma média de 08 copos de água por dia (pode ser em forma de sucos não muito açucarados ou chás, exceto o mate e o preto);

• Se estiver perdendo peso, procure a nutricionista e avise ao seu médico;

• Se o intestino estiver preso, observe as orientações para melhorar seu funcionamento. Não desista e procure seguir todas as indicações diariamente;

• Procure fazer alguma atividade física que lhe agrade: fisioterapia, caminhada, exercícios na água, atividades domésticas ou qualquer outra;

• Não use laxantes sem prescrição médica;

• Evite o uso de doces, açúcar, frituras e gorduras em excesso. Substitua estas guloseimas por alimentos mais saudáveis como frutas, pães, leites, iogurtes, queijos magros. Dê preferência às carnes assadas, grelhadas ou cozidas com pequena quantidade de óleo;

• Cozinhe com óleos vegetais de qualquer tipo (soja, milho, canola, girassol), pois, não possuem colesterol;

• Não exagere no sal na hora de cozinhar e evite ingerir com freqüência salgadinhos, salames, embutidos, enlatados, carnes salgadas e outros alimentos salgados. Use mais temperos à base de ervas aromáticas (salsa, cebolinha, coentro, hortelã, manjericão e outros);

• Após o almoço e o jantar (ou refeição com algum tipo de carne) coma alguma fruta rica em vitamina C (laranja, mexerica, acerola, morango, goiaba, abacaxi) para facilitar a absorção do ferro (Lembra que as carnes brancas ou vermelhas são ricas em ferro?);

• No lugar de gorduras animais (banha, toucinho, manteiga) prefira óleos vegetais (soja, milho, canola, azeite, girassol) e margarina vegetal, de preferência do tipo "light";

• Evitar o consumo exagerado de alimentos industrializados (embutidos, enlatados e outros);

• Evite uso de alimentos ricos em cafeína (café, coca-cola, chás mate e preto), especialmente no fim de tarde e à noite, para não atrapalhar o sono;

• Evite o consumo excessivo de sal. Se você for hipertenso (mesmo tomando medicamentos) deve tomar cuidado com aqueles alimentos que já vêm preparados (enlatados, presuntos, salames, salgadinhos, carnes salgadas, , queijos salgados; 

• Você é o responsável por sua saúde. Seja independente de acordo com as suas limitações, aceitando ajuda de amigos, familiares, profissionais de saúde.

beijinhos...

quarta-feira, novembro 2

Doença de Parkinson // Depoimento Paolo


Tenho 74 anos. Minha doença de Parkinson foi diagnosticada na primavera de 1997. No momento, a lua de mel com os medicamentos específicos está terminando. Os efeitos colaterais não desejados dos medicamentos se fazem sentir. De formação cientifica, atuei 37 anos na área de pesquisa e desenvolvimento no setor industrial. Atualmente estou aposentado.

Não me deixo levar facilmente por charlatães, mas estou convencido de que ao lado da terapia farmacológica oficial, as pessoas com Parkinson (PcP) podem achar numerosas possibilidades de melhorar sua qualidade de vida encontrando nas terapias não convencionais aquelas que melhor a sua doença, a sua pessoa, ao meio em que vivem.

Não me deixo influenciar por afirmações do tipo “Sua eficácia não está demonstrada cientificamente”, que muitos neurologistas utilizam freqüentemente para calar pacientes que colocam em duvida coisas que trazem grandes lucros para a industria farmacêutica.

A «verdade cientifica» não é eterna! Progressos importantes do conhecimento são freqüentemente obtidos justamente quando se contesta a “verdade” atualmente em voga!

Para dar um exemplo prático: vivo numa casa isolada, há 2(dois)km de um pequeno vilarejo isolado, que dista 40 km da cidade mais próxima, na qual não há muitos recursos terapêuticos. Especialmente depois que parei de dirigir, minhas alternativas ficaram limitadas, essencialmente aquilo que pode ser feito a domicílio.

Comecei um programa de reabilitação permanente que se poderia chamar «programa de manutenção” de exercícios de ginástica em grupo, ministrado por um bom fisioterapeuta. Depois continuei fazendo diariamente, com raras exceções, entre 15 e 60 minutos de exercícios.
Uma vez por semana minha fisioterapeuta vem fazer-me um pouco de ginástica passiva, alongando meus músculos além do que eu posso fazer sozinho. Três vezes por semana uma amiga (não profissional) me faz massagens nas pernas e na coluna lombar. Também faço massagens com ondas sonoras através de um método que eu mesmo inventei. Durante os três primeiros anos de DP fiz experiências muito boas com shiatsu, mas infelizmente a japonesa que me aplicava essa técnica deixou de atender a domicílio. O shiatsu me proporcionava momentos agradáveis que me deixavam menos rígido e mais tranqüilo.

No ano passado, após ter introduzido o Mirapex na minha terapia me apareceram edemas nas pernas. Drenagens linfáticas manuais e terapia de compressão deram bons resultados, que venho mantendo com meias elásticas e massagens, mesmo feitas por amador. Os experimentos com ondas eletromagnéticas não deram resultados conclusivos, o que não quer dizer que não possa funcionar em outros pacientes e em outro tio de dor.

Ansioso por natureza,facilmente caio em depressão. Sempre me recusei a tomar anti-depressivos e utilizo dois produtos naturais: 30 gramas ao dia de chocolate amargo (72% de cacau e sem gordura vegetal hidrogenada) e, seguindo os conselhos do Dr. David Servan Schreiber, tomo diariamente uma cápsula de óleo de peixe rico em ácidos graxos omega3. Para favorecer o sono noturno tomo um bom produto da flora sem efeitos colaterais. (Passiflora, Valeriana, Escolzia). Contra as dores, tenho experimentado diversos medicamentos indicados por meu clínico geral e meu neurologista, mas constatei que eles reduziam a eficácia da Levodopa, e apresentavam muito pouco efeito. Acabei por substitui-los por produtos da flora a base de “artiglio del diavolo” (harpagophytum procumbens) mais eficazes e sem efeitos negativos.

Eu utilizo também meu método de micro-massagem com ondas sonoras para atenuar as dores na região lombar e nas pernas. Como anti-oxidantes, tomo regularmente o extrato de papaia, o glutatione e a vitamina E. As frutas, especialmente o kiwi, me fornecem vitamina C. Segundo afirmam meus familiares e amigos, depois que passei a tomar papaia minha expressão melhorou enormemente. De outro lado, eu tenho cuidado com o regime alimentar. (Já coloquei uma mensagem sobre isso no Fórum Parkliste).

Eu comecei a experimentar de forma prudente e progressiva a substitutir parcialmente o Madopar pela Mucuna Pruriens, mas é ainda muito cedo para tirar conclusões. Finalmente, procuro fazer o cérebro trabalhar o mais possível. Estudo a DP sob diferentes aspectos usando meu computador (tremores, desartria, aplicação de terapias vibro-sonoras, estimulação de ondas cerebrais, musicoterapia...)

Eu me esforço para permanecer sempre em atividade e jamais me entregar. Se um dia encontrar um bom terapeuta disposto a atender a domicílio, gostaria de experimentar a acupuntura. Acho importante promover trabalho de pesquisa para otimizar diversas terapias não convencionais aos problemas específicos da DP.
Fonte: DAQUI 

abçs,

quinta-feira, setembro 8

Cientista encontra alvo para tratar sintomas de Parkinson



Descoberta abre caminho para desenvolver remédio mais eficaz contra doença

08/09/2011 - Os resultados de uma pesquisa americana trazem novas esperanças aos pacientes que sofrem com a doença de Parkinson. O estudo, realizado por um cientista do Instituto Gladstone, identificou como a falta da dopamina pode atrapalhar a interação entre dois grupos de células cerebrais e levar aos sintomas da doença. A descoberta foi publicada na edição online desta quinta-feira do periódico científico Neuron.

Anatol Kreitzer, do Institudo Gladstone, identificou como a perda de dopamina altera a conexão de um pequeno grupo de células cerebrais, iniciando assim uma cadeia de eventos que, em geral, leva a dificuldade de controlar o movimento – sintoma marcante da doença de Parkinson. De acordo com a Associação Brasileira de Parkinson, a doença afeta cerca de 200.000 brasileiros, a maioria acima de 60 anos.

“Tem sido difícil desenvolver terapias eficazes para os pacientes de Parkinson”, afirma Lennart Mucke, que dirige a pesquisa em doenças neurológicas no Instituto Gladstone. “Essa descoberta lança uma nova luz sobre o complicado processo que desencadeia as dificuldades motoras e que incapacita as pessoas. A partir disso, espero que consigamos desenvolver medicamentos mais eficazes”, diz.

Dois tipos de células cerebrais chamadas neurônios espinhosos médios trabalham juntas para coordenar os movimentos do corpo - uma age como um acelerador e outra como um freio. Pensava-se que a redução da dopamina eliminaria o equilíbrio entre as duas forças opostas, levando assim a problemas com o movimento. Kreitzer, porém, pensou que outro fator também poderia estar envolvido.

Para entender melhor a realação da dopamina com as células cerebrais, Kreitzer removeu artificialmente a dopamina do cérebro de camundongos e monitorou as mudanças que ocorreram em seguida. Assim como acontece em humanos, as cobaias começaram a apresentar os sintomas motores do Parkinson, como tremores, problemas no equilíbrio e movimento alterado. Kreitzer percebeu que a falta de dopamina também mudou a interação entre os neurônios espinhosos médios e os neurônios chamados "fast-spiking".

Saiba mais:

Dopamina
É um neurotransmissor principalmente associado aos mecanismos de recompensa do cérebro. Alterações da dopamina estão relacionadas à várias doenças, inclusive o Parkinson. A deficiência pode causar tremor, rigidez e lentidão dos movimentos dos pacientes.
Neurônios espinhosos médios
É o neurônio chave para entender a razão da dificuldade de reposição dopaminérgica na doença de Parkinson. É nele que estão os receptores de dopamina.
O pesquisador usou então um programa de computador para mostrar que essa pequena mudança atrapalha o funcionamento dos neurônios espinhosos médios. "Nossa pesquisa revelou como um grupo totalmente diferente de neurônios pode desempenhar um papel no desenvolvimento dos sintomas da doença de Parkinson", disse Dr. Kreitzer.

abraços fraternos...

terça-feira, setembro 6

Depoimento da Rejaine // Doença de Parkinson


Oi, também tenho DP desde os 29 anos hoje estou com37,começou na mão direita, depois na perna e devagar ta chegando do lado esquerdo. 
O mais dificil pra mim é não escrever mais pois, sou professora e quero e vou voltar a lecionar.
Tomo Prolopa e Sifrol, mas sou sensivel a medicação tomo 1/8 do prolopa a cada duas horas, o que segundo a medica é agua com açucar e mesmo assim tenho crises de discinesia e o sifrol 1/2 comprimido de 1mg. tres vezes por dia.Tem alguns dias que eu tomo prolopa e este não faz efeito aumento a dose e nada,ja cheguei a tomar 1/2 comprimido e nada, tomei tambem prolopa HBS era muito forte pra mim. 
O pior é que se eu não tomar eu travo, meu parkinson não é o que treme ele me deixa dura rigida, não consigo nem mexer o pescoço. 
Por isso estou tentando a cirurgia no HC de SP.Muita gente fala pra eu me aposentar, não gosto nem de pensar......em 2006 eu entrei pra faculdade, muitas pessoas me olhavam meio torto, como ela vai cursar faculdade ela não escreve....pois eu terminei me formei e ainda tirava excelentes notas, mesmo sem ter escrito uma frase, nem caderno eu tinha.........nós portadores de DP temos uma memoria e um raciocinio privilegiado não se esqueçam disso. 
Em 2006 tambem passei no concurso publico municipal (para vaga de deficiente)fui chamada lecionei durante 15 dias em uma sala de segunda série(na lousa eu consigo escrever devagar mas consigo)me tiraram a vaga porque o CID G20 NÃO CONSTA COMO DEFICIENTE, muita gente falou: entra com processo, eu não entrei mas ano passado 2009 eu prestei concurso de novo passei (sem ser como deficiente) faltam 5 pessoas para chegar no meu nome to doida pra saber o q eles vão fazer........... 
Bom gente é isso lute sempre continue sempre me adicionem é sempre bom conhecer pessoas e historias novas. 
Beijos a todos fiquem com DEUS. 
Fonte:DP 

abçs,

segunda-feira, agosto 29

Remédio contra Parkinson “desaparece” em São Paulo

Especialista revela que, sem o levodopa, vida dos pacientes fica muito complicada

Presidente da Associação Brasil Parkinson, o doutor Samuel Grossmann conversou com Oliveira Andrade, durante o Jornal de Serviço, sobre um grave problema, que atinge uma parte dos paulistanos que sofrem com o Mal de Parkinson: a secretaria Municipal de Saúde não está entregando o medicamento levodopa, algo que coloca em risco a vida dos pacientes.

Segundo o médico, o remédio não é encontrado nos postos municipais de saúde há cerca de um mês, sendo que um problema administrativo é apontado como a principal razão para a falta de abastecimento. O especialista garantiu que o levodopa “é o tubo de oxigênio das pessoas que dependem deste remédio” e, sem seu uso, os pacientes com Mal de Parkinson ficam paralisados.

Infelizmente, os médicos ainda não descobriram a cura da doença, o que torna o remédio ainda mais importante. Samuel Grossmann criticou que a distribuição do medicamento “fique nos descaminhos das repartições administrativas”, garantindo que só é possível “lamentar” a atitude da secretaria municipal de saúde, uma vez que, sem o levodopa, até mesmo a respiração é prejudicada.
Fonte:  
 
***Enquanto a população padece por falta de respeito à cidadania à qual faz jus, as obras para a Copa do Mundo faturam alto....

Que haja  Copa  com segurança, brilho e tudo mais, mas não em detrimento do ser humano.
QUE PAÍS É ESTE?!

abçs e paz!


terça-feira, junho 14

Parkinson também pode aparecer em jovens


Entenda a doença desencadeada por uma "pane" nos neurônios

Maggie é uma jovem de 26 anos bonita, bem-humorada e apaixonada. Porém, precisa constantemente de remédios - sem eles, é muito difícil segurar um simples copo de água - e teve de deixar sua profissão de artista porque suas mãos já não a obedeciam.


O filme Amor e Outras Drogas retrata a vida de quem sofre do Mal de Parkinson, mas sob uma ótica nova: a personagem tem menos de 30 anos, muito diferente do idoso que vem à mente quando pensamos na doença.


A arte imita a vida

O mal de Parkinson ataca também pessoas mais novas. "A doença é típica de pessoas mais velhas, mas nada impede que se inicie por volta dos 35 ou 40 anos. Nestes casos, é mais frequente que tenham uma história do mesmo problema na família", explica o Dr. Henrique Ballalai Ferraz, neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em qualquer idade, os sintomas são os mesmos: tremores, dificuldade de coordenação motora, lentidão dos movimentos e enrijecimento dos músculos. No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas tenham a doença.

Apesar de o tratamento atual controlar os sintomas, mas não impedir que a doença avance, o médico é otimista. "A cura é possível, mas ainda não estamos perto dela. A qualidade de vida das pessoas que estão recebendo o tratamento é muito boa e muitos pacientes conseguem levar uma vida muito próxima do normal", afima. Além da medicação, o neurologista afirma que alguns hábitos são positivos, como "manter vida ativa no trabalho ou, se já estiver aposentado, manter hábitos saudáveis, como praticar caminhadas, musculação, ginástica, sempre que possível".


É importante consultar um médico para saber qual tratamento é o mais adequado. O medicamento mais usado ainda é a levodopa, mas para os pacientes mais jovens ou que não estão em um estágio avançado da doença, uma cirurgia de estimulação cerebral é indicada.


Entenda a doença

O Mal de Parkinson ocorre devido à destruição de neurônios chamados dopaminégicos, que leva a uma escassez de dopamina que prejudica o sistema nervoso central. Os sintomas aparecem quando boa parte (entre 70 e 80%) dos neurônos estão destruídos.


A causa do Parkinson não é clara: geralmente ocorre em pessoas com mais de 60 anos, a maioria do sexo masculino. O histórico familiar também é importante. Familiares de pessoas que têm o mal de Parkinson são mais propensos a ter a doença no futuro. Levar pancadas na cabeça com frequência, como acontece com lutadores, também aumenta as chances. É o caso do lutador de boxe Muhammad Ali, diagonisticado com a doença em 1984, aos 42 anos.

Muhammad Ali (no meio apontando para si mesmo,já doente)

http://www.bomprevenir.com.br/noticias/v/parkinson

bjs,soninha


Lições de superação




abçs,

sexta-feira, maio 6

Exercícios Físicos Para Estimular Doentes de Parkinson



Estes exercícios foram concebidos para ajudar a manter a mobilidade facial.

- Comece por erguer as sobrancelhas e franzir a testa.

- Abra a boca o mais que puder. Ao mesmo tempo, tente erguer as sobrancelhas.

- Feche a boca com força e encha as bochechas de ar tanto quanto possível. Deixe sair o ar e depois mexa o nariz.

- Comprima os lábios e tente assobiar. Repita cada exercício 10 vezes, pelo menos uma vez por dia.

Boa sorte!

bjs,soninha

segunda-feira, abril 11

11 de Abril: Dia Mundial da Doença de Parkinson




A doença de Parkinson é uma enfermidade que foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson.

É uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa. Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio além de alterações na fala e na escrita.

Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano.É uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa. Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, e alterações na fala e na escrita. Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano.

Também não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável, é progressiva (variável em cada paciente) e a sua causa ainda continua desconhecida até hoje.



A Doença de Parkinson é devida à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra.

Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os sintomas acima indicados.

Como é que se sabe se tem a Doença de Parkinson ? Existe algum exame para diagnosticá-la ?

O diagnóstico da doença de Parkinson é feito por exclusão. Às vezes os médicos recomendam exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, análise do líquido espinhal, etc., para terem a certeza de que o paciente não possui nenhuma outra doença no cérebro. O diagnóstico da doença faz-se baseada na história clínica do doente e no exame neurológico. Não há nenhum teste específico para fazer o diagnóstico da doença de Parkinson, nem para a sua prevenção.

O médico neurologista é o profissional indicado para diagnosticar e tratar da doença de Parkinson.

Quem é que contrai a doença ?

A doença pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sexo, raça, cor ou classe social. A doença de Parkinson tende a afetar pessoas mais idosas. A grande maioria das pessoas tem os primeiros sintomas geralmente a partir dos 50 anos de idade. Mas pode também acontecer nas idades mais jovens, embora os casos sejam mais raros.

Um por cento das pessoas com mais de 65 anos têm a doença de Parkinson.

Estimulação profunda do cérebro (marcapasso cerebral)

Atualmente já disponível no Brasil, o marcapasso é muito benéfico, especialmente para reduzir o tremor.


PARKINSONIANOS FAMOSOS



Michael J. Fox

Lembrado sobretudo por sua participação na trilogia De Volta para o Futuro, o ator abandonou a carreira aos 39 anos, depois de revelar que estava com Parkinson. Criou a Michael J. Fox Foundation, organização que, desde 2000, já arrecadou mais de 40 milhões de dólares para pesquisas sobre a cura da doença. No ano passado, apoiou publicamente o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, por sua postura progressista em relação às pesquisas com células-tronco.



Papa João Paulo II

Apresentou em 1994 os primeiros sinais da doença, amenizados durante anos graças ao uso de remédios. De lá para cá, sua fragilidade física se acentuou de maneira drástica, em parte devido aos problemas decorrentes da velhice – o Papa tem hoje 84 anos. Nas últimas semanas seu estado de saúde se agravou e ele foi submetido a uma traqueostomia (intervenção cirúrgica para facilitar a respiração). Segundo especialistas, essa dificuldade para respirar também pode ser conseqüência do mal de Parkinson.



Muhammad Ali

Um dos maiores boxeadores de todos os tempos, Ali iniciou a carreira aos 22 anos, época em que se converteu ao islamismo e abandonou o nome de batismo, Cassius Clay. Quando parou de lutar, em 1981, tinha acumulado 56 vitórias, contra apenas 5 derrotas. Descobriu que sofria do mal de Parkinson em 1984, e a notícia deu origem a rumores de que a doença fora causada pelos inúmeros e perigosos golpes recebidos na cabeça em treinos e lutas, o que nunca ficou comprovado.



bjs,soninha

domingo, novembro 7

Doença de Parkison, Vitamina B2 e Consumo de Carne Vermelha



Em virtude do questionamento de vários de nossos pacientes com doença de Parkinson, seus cuidadores e familiares, e do questionamento feito pela Associação Brasil Parkinson, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), através de seu Departamento Científico de Transtornos do Movimento decidiu emitir uma posição oficial a respeito do assunto “vitamina B2 e consumo de carne vermelha na doença de Parkinson”.

Tem sido colocado na imprensa que o consumo de carne vermelha poderia provocar a doença de Parkinson e que o uso de vitamina B2 em doses elevadas seria capaz de impedir a progressão e mesmo melhorar os sintomas da doença. Inicialmente, houve entrevistas na imprensa (Jornal da Paulista - jornal de circulação interna da Universidade Federal de São Paulo, Jornal Nacional de TV Globo, Revista Saúde da Editora Abril) e posteriormente uma entrevista no Jornal Agora, de São Paulo, onde foi acrescentado que exercícios físicos excessivos também poderiam provocar a doença.

Em outubro último foi publicado um artigo na revista Brazilian Journal of Medical and Biological Research (ano de 2003, volume 36, fascículo 10, páginas 1409 a 1417) dos autores CG Coimbra e VBC Junqueira. Baseado nessa publicação é que nós da ABN e especialistas em transtornos do movimento faremos os comentários.


Concluam a leitura no link: 

http://www.cadastro.abneuro.org/site/conteudo.asp?id_secao=29&id_conteudo=32&ds_secao=%C3%9Altimos%20Artigos&ds_grupo=Departamento%20de%20Transtornos%20do%20Movimento

bjs,soninha

Paz!