Paz e Amor!

Paz e Amor!
Sol...Calor!
Mostrando postagens com marcador Japão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Japão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, dezembro 29

Ex-bancários se tornam cuidadores de idosos no Japão

Idoso: no Japão, estima-se que 8 milhões de pessoas têm demência ou mostram sinais de estar desenvolvendo a doença
Tóquio - Eles entravam no banco e pediam seu dinheiro. Yuriko Asahara, atrás do balcão, verificava onde eles o colocavam: no bolso lateral de uma sacola de mão ou talvez no fundo de uma bolsa.

Asahara não estava espionando. Ela sabia que uma ou duas horas depois teria que lembrá-los novamente. Muitos dos seus clientes sofriam de demência senil e ao longo de duas décadas a gerente de banco se tornou uma especialista autodidata na doença.

Mundialmente, um total estimado de 44,4 milhões de pessoas sofre de demência e a projeção é de que o número triplicará para 135,5 milhões em 2050 com o envelhecimento da população, estima a Alzheimer’s Disease International, a associação internacional sobre a doença.

O problema é mais agudo no Japão, onde estima-se que 8 milhões de pessoas têm demência ou mostram sinais de estar desenvolvendo a doença. Até 2060, 40 por cento dos japoneses terão mais de 65 anos, fatia maior que a atual, de 24 por cento, segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Populacional e de Seguridade Social do país.

“No início eu não entendia por que elas perdiam coisas tantas vezes em um mesmo dia e me frustrava”, disse Asahara, ex-gerente de uma agência da Japan Post Holdings Co., maior detentor de depósitos bancários do país. “Aos poucos eu aprendi a olhá-los nos olhos e a tentar sentir o que poderia estar ocorrendo em suas mentes”.

O governo japonês, confrontado por uma dívida recorde, está aumentando as tarifas e reduzindo o acesso aos lares de idosos financiados pelo Estado. Com cerca de 520.000 idosos nas listas de espera por um lugar, muitos passam os dias vagando por shopping centers e indo aos seus bancos para verificar suas poupanças.

Mais empatia

As empresas estão incentivando trabalhadores como Asahara, 64, que se aposentou neste ano, a ajudar idosos esquecidos a se guiarem em suas lojas.

O impulso vem, em parte, de um senso de dever cívico. E também da percepção de que ajudar os mais velhos é bom para os negócios. O mercado de bens e serviços adquiridos por idosos atingiu 100 trilhões de ienes (US$ 830 bilhões) em 2012, segundo o NLI Research Institute, em Tóquio.

As corporações que miram negócios para os mais velhos fazem parte de um fenômeno nacional que ocorre em um Japão que está envelhecendo. Cerca de 5,4 milhões de pessoas, de gestores imobiliários a funcionários de bancos e de lojas e até crianças, fizeram um curso financiado pelo governo para aprenderem sobre a demência e sobre como se comportar melhor com pessoas que mostram sinais da doença.

Muitas autoridades de países desenvolvidos prometeram combater a demência, enfatizando o cuidado com base na comunidade. Em dezembro do ano passado, o Grupo dos Oito países estabeleceu uma meta de encontrar uma cura para a demência ou uma forma de modificar o curso da doença até 2025.

“Existe uma compreensão de que não deveríamos confinar as pessoas”, disse Marc Wortmann, diretor-executivo da Alzheimer’s Disease International. Em vez disso, as comunidades deveriam “tentar integrá-las e mantê-las na sociedade”.

Banco de Asahara

Mais de uma dezena de clientes precisavam de uma assistência a mais na agência bancária de Asahara, segundo a ex-gerente. Ela e cinco colegas aprenderam a ser pacientes e a escutar.

Eles passavam horas ajudando esses clientes a encontrar senhas perdidas, zerar PINs para caixas automáticos e entender suas contas de serviços públicos. Muitos clientes idosos ficam obcecados com o dinheiro, disse Asahara.

A agência que Asahara gerenciava está localizada no coração de Nagabusa, que fica fora do centro da cidade de Tóquio e representa muitas das cidades do subúrbio do país que estão envelhecendo. A área é ocupada por fileiras de apartamentos parecidos onde moram mais de 3.000 famílias. Construídos nos anos 1960 e 1970, eles receberam famílias jovens quando Tóquio organizou as Olimpíadas em 1964 e a economia do Japão teve uma rápida expansão.

Cinquenta anos depois, os moradores envelheceram e seus filhos se mudaram. Os idosos acima de 65 anos respondiam por 29 por cento da população da área em 2011, acima da média nacional, segundo dados do governo.

Asahara, que assumiu o emprego de sua mãe, viu o bairro mudar ao longo dos anos. “Pouca coisa me fazia imaginar que seria assim quando eu comecei”, disse ela. “Mas esta é a realidade de um país que está envelhecendo”.

Agora que Asahara se aposentou, seu filho Takushi Asahara, 36, que ingressou no Japan Post há alguns anos, assumiu o posto dela. Há oito meses no cargo, ele disse que a extensão do envelhecimento da comunidade excedeu o que ele havia imaginado.

Takushi disse que fica impressionado de ver como os funcionários que trabalham na agência tratam os clientes idosos.

“No começo eu pensava que a agência deveria focar em expandir o negócio em vez de gastar tanto tempo lidando com os idosos e seus problemas”, disse ele. “Eu aprendi que eu estava errado. Nós precisamos cuidar bem deles para a nossa sobrevivência”.


quarta-feira, julho 30

Alimentos especiais para idosos tornam-se uma «febre» no Japão


Cada vez mais empresas japonesas apostam em produtos alimentares exclusivamente destinados aos consumidores de idade avançada, com características como uma textura mais suave do que o habitual ou pré-cozinhados e embalados individualmente.
Estes produtos podem ser encontrados nos supermercados com rótulos como «sénior» e com características adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos mais velhos, e preparados para se encaixar nos seus hábitos de consumo.

Muitos japoneses com mais de 65 anos vivem e comem sozinhos - entre 20% e 40%, segundo dados da Associação Japonesa da Dieta -, o que tem feito os fabricantes optarem por apresentar os produtos em porções individuais e quase prontos para consumo.

Uma das empresas de ponta neste nicho de mercado é a especializada em suplementos alimentares Nutri Co, que lançou uma linha de gelatinas e pós a partir de produtos desidratados, que depois de reconstituídos têm um aspecto muito parecido ao de alimentos naturais e propriedades nutricionais semelhantes.

A partir destes produtos podem ser preparados substitutos de tomates ou cenoura, udon (os macarrões grossos japoneses), filetes de frango e de atum e até hambúrgueres, alimentos que na textura original seriam difíceis de comer para pessoas que já perderam dentes ou têm problemas de deglutição.

Embora estes alimentos sejam distribuídos principalmente em hospitais e residências para idosos, a empresa japonesa promove o consumo caseiro com um serviço de entrega e publica diversas receitas na Internet para estimular a preparação de pratos mais atraentes que os tradicionais purés para idosos.

Gelatinas que podem transformar-se em filetes ou pós que viram cenouras são alguns dos produtos específicos para idosos desenvolvidos pela indústria japonesa, que encontrou um filão no envelhecimento da sua sociedade.

A gigante japonesa Ajinomoto também desenvolve desde 2009 este tipo de artigos dentro da marca «Medimeal», concebidos com a intenção de reforçar as funções digestivas, estimular o apetite e aumentar a contribuição nutricional, como explica no seu site.

Os produtos, sopas, gelatinas, pudins e outros formatos foram concebidos «com ênfase no sabor, um factor que tradicionalmente foi ignorado nos alimentos de uso médico», justificou a empresa.

O grupo Seven & I HD, o quinto maior do mundo no sector, promove uma linha com o rótulo «Seven premium» especialmente voltada para as pessoas que vivem sozinhas e as de idade avançada, e que inclui porções individuais e congeladas.

O mercado para pessoas de idade avançada que requerem cuidados de assistência ultrapassou os 102 mil milhões de ienes em 2012, valor que aumentará 26% até 2020, segundo dados do analista de mercado Fuji Keizai.

Outro estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Daichi Life Research apontou que a despesa de consumo anual dos idosos passará de 40% do total do consumo pessoal.

Os dados demográficos mostram que a tendência de envelhecimento da sociedade japonesa continua firme diante da baixa taxa de natalidade e, segundo os cálculos do governo japonês, os cidadãos com mais de 65 anos serão quase 40% da população total do país em 2060.

terça-feira, outubro 11

Japão tem quase 50 mil centenários, a maioria é mulher


Segundo o ministério da saúde, trabalho e previdência, o número de centenários quadruplicou em 12 anos, chegando a 47.756.

Os dados foram divulgados pela Associated Press, em Tóquio, no último dia 13 de setembro, quando o Japão anunciou um número recorde de pessoas com mais de cem anos. São 47.756, sendo que a maioria é mulher. O Japão tem 128 milhões de pessoas e é o país que envelhece mais rápido no mundo. Isso porque tem uma das menores taxas de nascimentos e uma das expectativas de vida mais longas.

No ano passado a credibilidade dessas estatísticas foram questionadas, depois de algumas pessoas incluídas na lista estarem mortas ou desaparecidas. O ministério, no entanto, confirmou que todos os centenários compilados estão vivos.

Representantes do Ministério da Saúde, Trabalho e Previdência assinalaram que o número de centenários quadruplicou em 12 anos.

De acordo com os dados divulgados, somente nos últimos 12 meses, 24.952 novos centenários foram registrados no país. Em 1999, o país tinha apenas 11.346 pessoas com mais de cem anos. Cada um dos novos centenários recebeu uma carta e uma caneca de prata do Primeiro-Ministro japonês.

As mulheres representam 87,1 % dos centenários. A mais velha é Chiyono Hasegawa, de 114 anos, que nasceu em 20 de novembro de 1896. E o homem mais velho, Jirouemon Kimura (foto), tem 114. Ele nasceu em 19 de abril de 1897.

abçs,

Paz!