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sábado, fevereiro 4

Artrite


O que é Artrite?

Artrite é um termo genérico para aproximadamente 100 doenças que produzem ou uma inflamação no tecido conjuntivo (particularmente nas articulações), ou uma degeneração não-inflamatória desses tecidos. Ela afeta aproximadamente 350 milhões de pessoas no mundo todo. As formas mais comuns são a osteoartrite, uma doença degenerativa causada pelo uso e desgaste da articulação, e a artrite reumatoide, uma doença inflamatória resultante de uma alteração no sistema imunológico. 

O que é a osteoartrite?

Osteoartrite (OA) é uma doença degenerativa que ocorre quando a cartilagem da articulação que cobre a terminação do osso é danificada ou desgastada de forma irregular, tornando a movimentação daquela articulação extremamente difícil e dolorosa. Ela normalmente atinge as articulações do pescoço, do quadril, do joelho e da coluna vertebral e é a causa mais comum de limitação funcional em pessoas idosas. A osteoartrite, segundo estimativas, afeta 90% da população acima de 50 anos, prejudicando a sua capacidade de dirigir, fazer compras, caminhar, banhar-se e fazer outras atividades rotineiras, como subir escadas e abrir latas. 

Segundo o Colégio Americano de Reumatologia (ACR), quase 70% das pessoas com mais de 70 anos tem sinais dessa doença, o que torna a osteoartrite a mais comum das artrites. 

As causas da osteoartrite

As suas causas são múltiplas, variando desde o desgaste natural pelo uso e idade, até o sobrepeso, que sobrecarrega as articulações maiores (quadril, joelhos, tornozelos). Traumas, lesões e cirurgias nas articulações também podem evoluir com osteoartrite.

Alguns casos de osteoartrite podem ser familiares, ou seja pais e filhos desenvolvem a doença quando atingem a idade madura, porém isso não é uma regra. Algumas pessoas que têm pais e mães com essa doença nunca irão desenvolvê-la.

O diagnóstico da osteoartrite é clínico. Durante a consulta o médico poderá ter evidências, pelas queixas, sinais e sintomas, de que se trata desse tipo de alteração degenerativa articular, principalmente quando a articulação afetada é superficial e acessível, como por exemplo o joelho. Em outros casos, o diagnóstico somente será feito após avaliação laboratorial e radiológica. Um raio-x simples poderá ser útil nos casos de OA de quadril ou de coluna.

Como tratar a osteoartrite 

O tratamento da osteoartrite visa basicamente aliviar os sintomas da doença, uma vez que o desgaste articular não pode ser revertido, exceto por meio de substituição da articulação por uma prótese. A terapia se baseia no alívio da dor, que pode ser conseguido com analgésicos simples ou com drogas antiinflamatórias não-esteróides (AINEs). Eventualmente nos casos em que não há resposta satisfatória com essas medicações, poderá ser feita uma infiltração de corticosteróides intra ou peri-articular. Atualmente existem também os produtos para viscossuplementação, ou seja, substâncias parecidas com o líquido sinovial, que preenchem a articulação, injetadas diretamente no espaço articular, aliviando a dor e restaurando as propriedades lubrificantes e elásticas do líquido sinovial.

terça-feira, agosto 9

Dor Lombar Feminina: Maiores Causas



Fique por dentro dos fatores que contribuem para danificar a coluna vertebral das mulheres e descubra já quais são as maiores causas de dor lombar feminina

Fatores externos e internos danificam a coluna vertebral das mulheres. Alexandre Elias, membro do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho (SP), nos mostra como isso acontece.

domingo, dezembro 6

Osteopenia


Osteopenia não é uma doença. É uma condição pré-clínica que sugere a perda gradual de massa óssea que pode levar à osteoporose esta, sim, uma doença, que compromete a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas no fêmur, pulsos e coluna vertebral.

Isso acontece porque, sob a aparência de solidez e resistência, nossos ossos estão em permanente processo de renovação. Eles se decompõem e reconstroem constantemente pela ação de três tipos de células: os osteoblastos, responsáveis pela reprodução da matriz óssea que entra na composição de todo o esqueleto; os osteócitos, células maduras que regulam a quantidade de minerais (especialmente de cálcio) no tecido ósseo e os osteoclastos, células gigantes que reabsorvem a massa óssea envelhecida para dar lugar a novas matrizes. Graças a esse potencial de reconstrução do tecido ósseo, é possível restaurar a forma e a função dos ossos, nos casos de lesões ou fraturas, por exemplo.

O pico de densidade mineral óssea (DMO) ocorre na terceira década de vida. Depois de alguns anos de estabilidade, o equilíbrio entre produção e reabsorção de células ósseas começa a ficar comprometido e os ossos se tornam mais fracos e porosos.

A osteopenia pode afetar mulheres e homens. No entanto, são mais vulneráveis as mulheres com menopausa precoce ou na pós-menopausa, especialmente as brancas e as asiáticas, de baixo peso e estatura, que se ressentem da queda na produção do estrogênio, hormônio feminino que contribui para a absorção de cálcio e estabiliza o metabolismo ósseo.

Causas

Entre as causas da osteopenia, é importante destacar o envelhecimento, que torna os ossos mais porosos e dificulta a absorção do cálcio. Fazem parte dessa lista também fatores genéticos e hereditários, desnutrição, exposição insuficiente ao sol e sedentarismo.

A osteopenia pode ser, ainda, a manifestação secundária de doenças em outros órgãos, como a tireoide, a paratireoide, o fígado e os rins. E não para por aí. O uso prolongado de alguns medicamentos (anticonvulsivantes, corticoides, hormônios tireoidianos), quimioterapia,anorexia nervosa, alcoolismo, cafeína e cigarro podem influir negativamente na qualidade da formação óssea.

Nos homens, o problema se agrava depois dos 60, 70 anos, quando cai a produção de testosterona o hormônio masculino.


Sintomas

A osteopenia é uma condição absolutamente assintomática. Os sintomas só aparecem, quando os ossos estão seriamente comprometidos pela osteoporose.

Diagnóstico

Segundo critérios estabelecidos pela OMS, considera-se que a osteopenia está instalada, quando a densidade mineral do osso gira entre menos 1% e menos 2,4%; portanto maior do que a perda fisiológica considerada normal para a faixa de idade.

O recurso mais importante para diagnóstico é a densitometria óssea, exame não invasivo, com baixa exposição à radiação, que permite medir a quantidade de cálcio por centímetro quadrado no fêmur e na coluna vertebral.

Exames laboratoriais de sangue são úteis para avaliar possiveis causas secundárias da degeneração óssea, que exigem tratamento específico.

Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de sucesso terá no tratamento.

Tratamento

É muito dificil reverter um quadro de osteopenia. Por isso, o objetivo maior é deter ou retardar a degradação do tecido ósseo que pode levar à osteoporose. O tratamento pode ser medicamentoso ou não medicamentoso.

O não medicamentoso consiste basicamente em adotar um estilo de vida saudável, o que inclui as seguintes medidas:

1) optar por uma alimentação balanceda, rica em cálcio, (leite e seus derivados, por exemplo), vitamina D (ovo, salmão, atum, verduras de folhas escuras, grãos integrais e cereais) pode ser suficiente para repor os 1.000 mg diários de cálcio necessários para a saúde dos ossos;

2) expor a pele ao sol, especialmente a dos braços e das pernas, sem passar protetor solar durante 10/15 minutos, no período da manhã ou no final da tarde, para garantir a síntese da vitamina D indispensável para a absorção intestinal de cálcio;

3) praticar atividades físicas, se possível com algum impacto, durante 30 minutos, pelo menos cinco dias na semana. Exercícios simples, como andar, dançar, nadar, ajudam a manter a densidade óssea, a fortalecer os músculos e a melhorar o equilíbrio, o que reduz o risco de quedas;

4) evitar o consumo excessivo de álcool e ficar longe do cigarro que prejudica muito a qualidade dos ossos;

5) controlar a ingestão de cafeína, presente não só no café, mas também em vários tipos de chá, refrigerantes, chocolate e bebidas energéticas, porque interfere na absorção de cálcio pelo organismo.

O tratamento medicamentoso, em geral, é reservado para os quadros mais graves de osteopenia e procura corrigir a deficiência de cálcio e vitamina D no organismo. Em alguns casos, o médico pode prescrever o uso de biofosfanatos, droga que têm demonstrado eficácia na preservação da densidade mineral óssea, e reposição hormonal, se não houver contraindicações.

Nenhum medicamento está livre de provocar efeitos colaterais indesejáveis e ser contraindicado em algumas situações. Portanto, qualquer remédio, inclusive as suplementações de cálcio e vitamina D aparentemente inofensivas, só deve ser utilizado com prescrição e acompanhamento médico.

Prevenção

A prevenção da osteopenia e, por tabela da osteoporose, deve começar na infância e estender-se vida afora. Para tanto, alimentação equilibrada e rica em cálcio, prática regular de exercícios físicos, exposição moderada ao sol para garantir a síntese de vitamina D, beber com moderação e não fumar representam a melhor escolha para quem quer ter ossos fortes e saudáveis.

quarta-feira, novembro 4

Nove Dicas de Como Disfarçar a Celulite


A frase “se não pode vencê-los, junte-se a eles”não se aplica à celulite. Os indesejáveis e anti-estéticos furinhos são o pesadelo de 10 entre 10 mulheres no planeta.

Esse fator, predominantemente feminino, está associado aos hormônios e suas intercorrências no organismo da mulher, provocando retenção de líquidos, má circulação, estresse, e de repente, a “bola de neve” em direção à celulite fica fora de controle.

Os homens, em sua maioria, praticamente não apresentam esse problema. Talvez um pouco na região abdominal, mas nada comparado ao estrago que provoca no corpo feminino. Sabe-se que apenas 5% dos casos afetam homens.

Talvez o grande estrago mesmo seja na autoestima da mulher. Em nossa sociedade, mulheres são muito cobradas, bombardeadas com imagens de modelos lindas e perfeitas. O que pouco se divulga é que essas mulheres de capa de revista, sem celulite, são uma minoria.

Entretanto, o que talvez possa servir de consolo é que a celulite é totalmente democrática, e não escolhe uma mulher ou outra, simplesmente não poupa nenhuma, ataca a todas, inclusive mulheres magras.

Existem Trtamentos: e promessas, mas o fato é que, uma vez instalada, sua remoção é uma tarefa árdua e cara, e na maioria das vezes, com resultados desanimadores.

Vamos passar algumas dicas de como disfarçar a celulite, mas não se pode esquecer que seus efeitos são meramente paliativos, ou seja, o problema ainda está lá, e merece atenção, não somente pelo lado estético, mas, principalmente pelo fator orgânico.


Muita atenção

É preciso investigar o que deu errado. Nosso corpo sempre nos aponta os problemas que estão ocorrendo com ele através de sinais físicos, tais como manchas, alergias, dores, e não podemos deixar a celulite de fora, nesse caso, literalmente.

O corpo está dizendo: beba mais água, seja menos sedentário, pratique mais exercício, tome menos refrigerante, coma menos açúcar, pare de ingerir frituras e outros alimentos gordurosos, procure se divertir mais, seja menos ansioso, tente não se estressar tanto.

Dicas

Entre algumas dicas de como disfarçar a celulite, selecionamos 9, que nos parecem plausíveis e aplicáveis ao dia a dia. Vamos conhecê-las:

- Evite, sempre, roupas claras demais, principalmente brancas. Elas têm o poder de criar um mapa da celulite, visível a quilômetros de distância, principalmente por outras mulheres. Portanto, no quesito vestuário, dê preferência a peças escuras, da cintura para baixo.

- Outra armadilha do guarda-roupa feminino: roupas justas aliadas a tecidos que colam ao corpo, como malha, lycra, elastanos e etc. Essas peças devem ser evitadas a todo custo, pois são extremamente reveladoras dos tais “furinhos”. Agora, se as peças justíssimas forem brancas, o desastre é irreversível.

Na praia, na piscina, seja onde for que o traje exigido deva ser um biquíni, e isso não faz com que a pessoa se sinta à vontade, basta recorrer à boa e velha canga, ou saída de praia. Há como disfarçar a celulite enrolando-a estrategicamente à cintura, deixando que cubra totalmente a área do quadril e coxas. É uma dica sem se excluir de momentos de lazer.

- Uso de cintas e bermudas modeladoras. Costumam ajudar bastante, podendo inclusive, diminuir um número do manequim. Mas é bom estar atenta para que essas peças sejam da cor da pele, evitando que façam uma sombra escura sob tecidos claros.

- Meia calça. É uma aliada muito conhecida das mulheres. Os tons podem ser perigosos. Se a ideia é procurar como disfarçar a celulite, evite uma meia calça branca. Quanto mais escuro o tom, maior o efeito camuflador. Inclusive, hoje em dia, a indústria tem desenvolvido meias com fios diversos, alguns mais compressores (não estamos nos referindo a meias elásticas), que realizam um bom trabalho na hora de mascarar o problema.

- Descolorir os pelos das pernas. É uma forma de sobreposição muito sutil, mas desse modo a pele fica menos exposta do que se estivesse totalmente depilada. Esse efeito “blonder” é apreciado e conhecido por algumas mulheres.


Visualmente, os furinhos da celulite formam um sombreado sobre a pele; portanto, quanto mais clara, maior o contraste e mais visível se torna a celulite. Nada impede que a pessoa tente se bronzear naturalmente, mas, para quem tem urgência, essa é uma das dicas de como disfarçar celulite mais interessantes.

- Há várias marcas de autobronzeadores. A aplicação pode ser feita em casa, desde que se leia atentamente as informações do fabricante. Deve ser espalhado uniformemente sobre a pele, para não deixar manchas.

Algumas marcas, inclusive, têm pigmentos cintilantes em sua formulação, que criam pequenos pontos que refletem a luz, e causam um efeito ótico que disfarça a celulite mais ainda.

Depois que se adquire prática, pode-se aplicar uma ou duas camadas a mais do produto nos locais onde há maior concentração de celulite.

- Spray fixador, ou o bom e velho laquê. Isso mesmo! Algum dia, em algum lugar, alguém teve essa ideia! O mais impressionante é que funciona. Basta ver as rainhas de bateria das escolas de samba em nosso carnaval. Todas estão sempre com as pernas lisinhas e brilhando muito. Mas como funciona essa mágica?


Da mesma forma que, ao secar, ele fixa o cabelo, sua atuação sobre a pele surte o mesmo efeito. 

Aplique e aguarde secar. A pele ficará lisa e uniforme, atenuando os furinhos. Além disso, o spray cria uma camada brilhante que reflete a luz, e disfarça muito as “covinhas”. Essa dica de como disfarçar a celulite funciona para pessoas que não transpiram muito, caso contrário, será necessário reaplicar o produto.

Outra coisa importante: faça um teste para ver se não há reação alérgica ao spray. Escolha produtos de marcas conceituadas e idôneas.

E mais uma coisa: nunca aplique spray e vá para a praia ou piscina, porque além de sair na água, esse produto não foi feito para longos períodos de exposição ao Sol.

- Meia calça líquida. Nada mais é que uma maquiagem para as pernas. Pode ser encontrada em vários tons de pele. Disponível em spray, é muito fácil de ser aplicada. Deixa a pele lisa, com aspecto uniforme. Cobre temporariamente as imperfeições como estrias e vasinhos, além da celulite.

Outra vantagem é que pode ser utilizada na praia e na piscina, porque foi desenvolvida para um efeito de longa duração, apresentando-se muito resistente à água.

Ainda que a celulite seja esteticamente feia, o mais importante, talvez, seja cuidar mais da saúde como um todo, mudando alimentação, incluindo uma rotina de exercícios regulares e evitando pessoas e situações estressantes. Você viu que há como disfarçar a celulite, mas tratando de sua saúde como um todo, o resto é consequência!

terça-feira, outubro 27

A Sexualidade em Idosos


A sexualidade em idosos é objeto de muita polêmica. Os estudos demográficos sobre essa questão apresentam resultados que devem ser vistos com reserva uma vez que essa população não costuma se comportar com muita abertura quando questionados sobre suas vidas íntimas. De um modo geral se aceita que à medida que os anos avançam o interesse freqüência e o desempenho dessa atividade diminui em ambos os sexos.

Entre as mulheres o interesse costuma estar mais diminuído que nos homens. Fatores como o estado civil, o status social e a presença de doenças afetam essa atividade de maneira determinante e devem ser considerados. Doenças cardíacas, insuficiência coronariana e infartos recentes podem gerar estados de ansiedade e insegurança interferindo nessa esfera. Acredita-se que pessoas idosas que são aptas para subir um lance de escadas sem desconforto, têm condições físicas para manter uma vida sexual satisfatória sem grandes problemas.

Algumas doenças realmente acabam por interferir seriamente e entre elas se destacam:

Artrites: Cerca de 50% das pessoas com problemas articulares com dores e limitações funcionais costumam ter sua atividade sexual reduzida. O tratamento das dores,medidas de reabilitação física e o aconselhamento sobre as posições mais confortáveis no intercurso sexual minoram essa condição.

Próstata: Homens submetidos à resseção transuretral parcial ou total da próstata são vítimas freqüentes de impotência. Em 90% das cirurgias desse tipo ,uma complicação ,que deve ser discutida com o médico antes do procedimento, é a ejaculação retrógrada quando o líquido seminal , ao invés de ser expelido no orgasmo, flui para o interior da bexiga urinária. A capacidade de conseguir uma ereção não costuma estar comprometida.

Câncer de Mama: Mulheres que são submetidas a cirurgias mutilantes como a mastectomia costumam ter sua sexualidade comprometida por ansiedade e medo da reação e/ou rejeição do parceiro. O aconselhamento profissional psicológico e a passagem do tempo aliviam esse tipo de manifestação.

Sexualidade Feminina

A sexualidades das senhoras é afetada basicamente por três aspectos:

Motivação e desejo · Problemas com o parceiro (afeto, diálogo, informação) · Doenças físicas limitantes (osteoartropatias, doenças cardíacas) · Doenças emocionais (depressão, ansiedade) · Diminuição da libido (hormonais) Alterações genitais · Atrofia vaginal (secura, estreitamento, dor). Fatores sócio-culturais · Vergonha, receio do ridículo · Educação rígida, valores morais e religiosos · Dificuldade em propor ou insinuar o início da relação

O desejo parece estar comprometido pela alteração dos níveis de estrógeno. A falta de lubrificação vaginal pode causar dor e desconforto. A resolução desse problema, orientada pelo ginecologista, costuma ser simples e geralmente feita com lubrificação externa e/ou com o uso de cremes a base de hormônios. Um dos grandes problemas, entretanto, é que muitas senhoras não se queixam e deixam as coisas permanecerem como estão. A vergonha, o medo do ridículo e outros receios de ordem cultural fazem com continuem mantendo relações dolorosas ou que deixem de realizá-las por razões óbvias.

O comportamento do parceiro é decisivo. O afeto,o carinho, a informação, a paciência e o respeito às limitações físicas e/ou emocionais de ambos é fator determinante no relacionamento. Em geriatria nunca se deve falar em sexualidade sem afetividade. Sexo por si só, sem afeto, não costuma ser praticado ou ser gratificante para casais idosos. Apenas 3% das mulheres vão ao ginecologista para resolver questões de ordem sexual, mas se estimuladas a falar sobre o assunto, 15% apresentam queixas nessa área demonstrando claramente a pouca disposição que as senhoras têm em expor seus problemas íntimos voluntariamente. Muitas senhoras, só após anos de relacionamento com seu médico tomam coragem para abordar o assunto. Por outro lado, poucos médicos costumam tocar nesse assunto fazendo com que esse tabu siga persistindo.

Raramente os médicos estão preparados para aconselhar seus pacientes idosos nessa sensível área. Infelizmente esse fato prejudica a saúde de um modo geral uma vez que a grande maioria dos problemas que comprometem essa esfera é resolvida com informações corretas, educação específica sobre aspectos biológicos e com um aconselhamento profissional dirigido e personalizado. Um estudo realizado com senhoras acometidas de artrite demonstrou que 40% delas gostariam muito que seus médicos abordassem o assunto.


Sexualidade Masculina

Nos homens idosos, o padrão de sexualidade é um dos componentes essenciais para a qualidade de vida. Assim como nas senhoras, é esperada uma diminuição na motivação, freqüência e desempenho. O sexo em si perde suas cores. A questão emocional sempre acompanha os contatos mais íntimos onde o afeto torna-se cada vez mais presente e necessário. Na ausência de doenças a rigidez do pênis costuma ser adequada para o intercurso até idades bastante avançadas.

A ereção é mais demorada e normalmente conseguida com estimulação direta mais prolongada. A impotência ou disfunção erétil é de longe a questão sexual que mais aflige a população masculina. O hormônio masculino, testosterona, é responsável pela libido (desejo) e também na manutenção da integridade dos tecidos e dos órgãos envolvidos no processo. Com o passar dos anos há um declínio natural das taxas desse hormônio que acabam por determinar essas alterações.

Taxas muito baixas são corrigidas com suplementação. A ereção é um ato complexo relacionado com fantasias e/ou estimulação local direta. Essa reação é regulada basicamente pelo cérebro e medula nervosa. São liberadas substâncias que causam a dilatação dos vasos sanguíneos e o preenchimento dos corpos cavernosos do pênis (pequenas bolsas laterais) resultando na rigidez do órgão. As veias se fecham e aprisionam o sangue nessa região conferindo a manutenção da ereção. Após o orgasmo, as veias deixam o sangue escoar, as artérias voltam ao seu calibre normal e a ereção termina.

Na investigação da impotência, a ultrassonografia fornece importantes informações com respeito à integridade dos vasos sanguíneos. Os exames laboratoriais mais comuns incluem a dosagem de testosterona total e livre,a glicemia e eventualmente a dosagem de prolactina. A verificação das taxas de glicemia é fundamental uma vez que o diabetes mellitus é uma causa freqüente de impotência sexual. A verificação da pressão arterial é obrigatória no exame físico. Grande parte dos portadores de hipertensão arterial apresentam disfunção erétil como complicação.

Avaliação Clínica da Disfunção Erétil.  Um dado de importância quando se avalia uma queixa de disfunção é se há ereção noturna “involuntária”. A presença desse tipo de ereção demonstra não haver problemas relevantes de ordem física recaindo as possibilidades em causas emocionais. A ausência conduz à possibilidade de doenças associadas ao processo. A impotência sexual de aparecimento súbito normalmente está relacionada ao uso de alguns medicamentos ou devida a traumas emocionais. A alternância entre boas e más ereções faz pensar primeiro em problemas psicológicos. 

A piora progressiva sugere a coexistência de doenças. Alguns hábitos relacionados ao estilo de vida como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o uso de drogas podem estar intimamente relacionados com o quadro. Algumas condições e doenças devem ser especialmente investigadas: · Diabetes mellitus · Hipertensão arterial · Doenças vasculares · Cirurgias (próstata, aneurisma de aorta) · Ginecomastia (aumento das mamas por doença endócrina) · Abdome volumoso e pênis de pequenas dimensões · Doenças neurológicas periféricas · Atrofia dos testículos.

segunda-feira, outubro 19

“Acho que hoje acordei com xerostomia...”


A afirmação pode soar estranha – parece até nome de doença grave –, mas, na realidade, xerostomia é o nome clínico para a conhecida ‘boca seca’, causada pela diminuição na produção de saliva. 

Causas 

- A idade avançada: com o passar da idade, as glândulas salivares vão se atrofiando; 

- O efeito colateral de certos medicamentos, tais como anti-hipertensivos, antidepressivos, tranquilizantes, anti-histamínicos e anticolinérgicos; 

- Hábitos e vícios, como o alcoolismo e a ingestão de alimentos ricos em cafeína; 

- A Síndrome de Sjõgren, na qual o organismo da própria pessoa reage contra as glândulas salivares; 

- A diabete Mellitus, na qual a boca seca é um sintoma frequente; 

- Cânceres na região de cabeça e pescoço: as pessoas que são tratadas com radioterapia podem ter suas glândulas afetadas permanentemente pela radiação; 

- Problemas psiquiátricos: certas psicoses e estados de ansiedade podem causar falta de saliva; 

- Doenças congênitas: existem pessoas que nascem sem as glândulas salivares (agenesia congênita). 

Tratamentos 

O primeiro passo para o tratamento é o diagnóstico correto. O paciente que perceber os sinais e sintomas associados à boca seca deve procurar o cirurgião-dentista. Os tratamentos variam em função da causa: se a xerostomia tiver origem medicamentosa, o cirurgião-dentista deverá entrar em contato com o médico do paciente para estudarem a possibilidade de substituição do medicamento por outro que não afete a produção de saliva. 

Nos casos de perda irreversível da produção de saliva (radiação, Síndrome de Sjõgren, idade avançada, agenesia congênita), existe a possibilidade de minimizar o problema com uso de saliva artificial (manipulada ou comercial), gomas de mascar sem açúcar e medicamentos que estimulem a salivação, além da orientação quanto à dieta com proteínas e vitaminas. 

O paciente com xerostomia, independentemente da causa, deverá ser acompanhado pelo profissional em intervalos menores para orientação de higiene oral constante, aplicação de flúor e tratamento gengival básico. O paciente deverá manter-se sempre bem hidratado, ingerindo água ou outra bebida sem açúcar e evitando o consumo de bebidas com álcool ou cafeína. 

Se os lábios estiverem secos, pode ser indicado o uso de lubrificantes à base de vaselina. Durante as refeições, devem-se preferir alimentos moles, úmidos e pouco condimentados. Nos casos onde existam também infecções fúngicas, o profissional poderá indicar bochechos com antifúngicos.

sábado, julho 25

Apneia do Sono


Também chamada de Apneia Noturna é uma desordem do sono caracterizada pela parada da respiração durante o sono. Estes episódios podem durar poucos segundos após os quais é retomada a respiração normal, mas para que a síndrome seja caracterizada, é necessário que essas pausas sejam maiores que 10 segundos e que o nível de oxigênio no sangue caia e que a pessoa desperte.

Na maior parte das vezes, as apneias não são suficientes para despertar a pessoa, mas há uma alteração no padrão de sono, passando do sono profundo para um sono mais superficial. Como este sono não é repousante, as manifestações típicas são uma sensação de "noite mal dormida" ao despertar, assim como fadiga e sonolência durante o dia. 
Se uma pessoa apresenta estes sintomas, ronca, tem excesso de peso e irritabilidade, deve procurar seu médico e investigar a presença deste problema, que está relacionado a níveis maiores de pressão arterial e maior probabilidade de ter infarto do miocárdio.

Para fazermos o diagnóstico correto, se é apneia do sono ou não, necessitamos de um teste chamado Polissonografia. Níveis clinicamente significativos de apneia do sono são definidos como cinco ou mais episódios por hora, detectados por este exame.

terça-feira, junho 16

AVC é mais comum em mulheres e nos idosos a atenção deve ser redobrada


As doenças cardiovasculares, apesar de serem conhecidas como tipicamente masculinas, já têm feito quase tantas vítimas mulheres quanto homens. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a principal causa de morte nas mulheres é o AVC (Acidente Vascular Cerebral), sendo a segunda o infarto do miocárdio e a terceira, o câncer de mama.

Existem basicamente dois tipos de AVC, também popularmente conhecidos como derrame: o isquêmico, que é aquele em que a passagem do sangue é impedida por alguma obstrução nas artérias que irrigam o cérebro, e o hemorrágico, aquele que por uma ruptura há um extravasamento de sangue no cérebro. "Tanto um quanto o outro são alterações arteriais na irrigação do cérebro. A causa é praticamente a mesma para os dois tipos: hipertensão, diabetes, tabagismo, alcoolismo, colesterol e má formação cerebrais que podem existir sem a pessoa saber", pontua a geriatra Dra. Amabile Pandori.

A incidência de AVC em mulheres jovens tem aumentado bastante pelo uso do anticoncepcional aliado ao tabagismo. De acordo com a médica, outros medicamentos também podem ser indutores de um processo isquêmico ou hemorrágico, como remédios para emagrecer, que podem produzir uma alteração na estrutura vascular. Os sintomas de um AVC vão desde dores de cabeça até uma síncope, um desmaio, paralisia de um lado do corpo, problemas de fala ou alteração de memória, entre outros.

Dra. Amabile afirma que "no diagnóstico clínico, o médico verifica se há perda muscular de um lado, paralisia da área afetada, alteração da parte visual, ou mesmo, confusão mental. Posteriormente, exames de imagem devem ser realizados para a confirmação do diagnóstico do AVC."

Segundo a geriatra, o AVC é um processo isquêmico similar ao infarto do coração, só que ele acontece no cérebro. Idosos, por exemplo, merecem atenção especial, pois os sintomas do AVC se confundem com características da idade, então eles já estão um pouco mais confusos, começam a ficar mais quietos e quando os familiares se dão conta, ele pode estar com o AVC instalado há dois ou três dias. "Os idosos são mais propensos a terem um AVC justamente por muitos terem doença aterosclerótica. As artérias são mais velhas e a mobilidade delas já não é a mesma e os mecanismos compensatórios circulatórios não existem mais", comenta Dra. Amabile.

Para prevenir o AVC, a especialista recomenda evitar as doenças de base, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, tabagismo, sedentarismo e o uso de medicamentos que podem levar a um processo isquêmico. "O tratamento do AVC pode ser realizado na fase aguda da doença, assim como a indicação de medicamentos na fase posterior. Também podemos trabalhar na reabilitação das sequelas que o AVC pode deixar. O primeiro passo é controlar a doença de base para eliminar o risco de um segundo AVC. O segundo passo é realizar a reabilitação por meio de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, oferecidas, por exemplo, na Clínica Sainte Marie", alerta a especialista.

terça-feira, junho 2

Dor de cabeça: não tome remédio sem saber a causa


Muitas dores são geradas por tensão muscular e apertamento dentário e passam imperceptíveis a quem o faz.

Existem várias causas da dor de cabeça, como também existem diferentes dores com diferentes modos de apresentação. À que nós estamos nos referindo é aquela dor que você já percebe estar presente logo depois de acordar, ou mesmo depois de um dia tenso, desgastante.

Muitas dores são geradas por tensão muscular e apertamento dentário e passam imperceptíveis a quem o faz. Cabe ao dentista mais experiente, durante o exame clínico, perguntar sobre possíveis dores de cabeça, saber diagnosticar e possivelmente tratá-las ou encaminhar ao médico quando o diagnóstico é diferente deste mencionado.

Tratamento

O tratamento, quando a causa está relacionada ao apertamento dentário, consiste em fazer uma placa acrílica, que é colocada sobre os dentes, geralmente na arcada superior. O paciente é orientado a usá-la por um determinado tempo, variando conforme o grau de intensidade da dor, disponibilidade de uso e, principalmente, sob orientação, enquanto estiver com o aparelho.

O relaxamento da musculatura envolvida na mastigação, através de bolsas de água quente, exercícios de alongamento (tanto do pescoço quanto dos músculos faciais), ajuda, e muito, para a melhora dos sintomas. Até a mudança de travesseiro, sob orientação, deve ser cogitada, pois não adianta tratarmos os sintomas sem identificar a real causa do problema.

Formado em Odontologia pela Universidade do Oeste Paulista e especialista em Implantes, é fundador e presidente da Odontocompany (CRO 44.508)

quinta-feira, janeiro 8

Inflamação na gengiva pode afetar o coração e aumentar o risco de infarto

O tártaro, originado por restos de alimento nos dentes, pode levar ao entupimento das artérias, piorar a diabetes e contribuir para a inflamação das articulações.

Mau hálito, infecções e inflamações na gengiva, problemas nos dentes e até nos ossos da mandíbula – tudo isso pode ser consequência da falta de higiene e da má escovação. Por isso, é importante tomar alguns cuidados diários com a saúde bucal.

Para quem não sabe, a gengiva inflamada pode prejudicar também a saúde do coração. Segundo a cardiologista Denise Hachul, as bactérias causadoras das infecções gengivais podem se espalhar pela corrente sanguínea e chegar aos vasos do coração, onde causam outra inflamação, que diminui o calibre desses vasos e reduz o fluxo sanguíneo, podendo causar doenças coronárias e até mesmo um infarto.


Má escovação leva ao surgimento do tártaro

Para evitar esses problemas, a principal dica é manter sempre os dentes limpos. Os restos de alimento nos dentes, consequência da má escovação, são causas importantes de problemas na gengiva, inclusive pelo surgimento do tártaro. Nesse caso, no entanto, apenas o dentista pode eliminar esse tártaro com equipamentos específicos.

Essa sujeira pode piorar ainda o entupimento das artérias, aumentar as placas de gordura, piorar a diabetes, contribuir para a inflamação das articulações, favorecer o parto prematuro na mulher e a disfunção erétil nos homens; tudo por causa da reação inflamatória que a má escovação causa na boca.
Porém, além das inflamações e sangramentos na gengiva, é preciso prestar atenção também ao mau hálito. Se for algo recorrente, que não se resolve com pastilhas, sprays, bochechos ou outras alternativas, deve ser avaliado por um especialista, já que pode ser sinal de algum problema no estômago e não na boca.

Formado em Odontologia pela Universidade do Oeste Paulista 
e especialista em Implantes, é fundador e presidente da 
Odontocompany (CRO 44.508)

Cuide da saúde bucal!

*soninha*

quarta-feira, setembro 24

_Perda da Audição_

Estudos revelam que a deficiência auditiva atinge de alguma forma cerca de 70% da população de idosos e fica mais evidente após os 65 anos de idade. Mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde.

A deficiência auditiva está muito disseminada como um mal que não tem prevenção, mas alguns cuidados podem controlar o problema. A perda auditiva é provocada por vários fatores, por exemplo, doenças hereditárias, problemas genéticos, enfermidades adquiridas durante a gravidez ou infecções na infância.

O presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, Marcelo Hueb, afirma que as perdas auditivas podem ser prevenidas com hábitos simples, cultivados desde a infância e juventude.
Um deles é evitar a exposição à poluição sonora. Segundo ele, uma conversa normal entre duas pessoas tem a intensidade de 50 a 60 decibéis, enquanto um aparelho de som emite de 100 até 120 decibéis. O contato constante com esses equipamentos pode levar à falência auditiva. Basta uma exposição diária de cinco a 15 minutos por dia com ruídos na faixa de 120 decibéis para sofrer perda de audição.

O idoso precisa controlar diabetes, colesterol, pressão alta, problemas renais e do sistema circulatório. Tudo isso atrapalha a microcirculação do ouvido, o que é mais um fator de risco para a perda de audição. Ele também deve evitar cigarro, bebida alcoólica e abuso de cafeína, que são substâncias tóxicas ao aparelho auditivo.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento para o diagnóstico, tratamento clínico e reabilitação, com fornecimento de aparelho auditivo, acompanhamento e terapia fonoaudiológica. Ao sentir qualquer zumbido no ouvido ou apresentar dificuldade de compreensão das palavras, o idoso deve procurar um médico da área.

O otorrinolaringologista Osmar Mesquita Neto, da Santa Casa de São Paulo, explica que é natural haver uma pequena redução da sensibilidade auditiva a partir dos 60 anos, sobretudo para sons médios e agudos. Segundo ele, o cérebro de uma pessoa mais jovem recebe os sons, interpreta, reconhece e determina quais são mais importantes. Já o da pessoa idosa não consegue determinar o que é importante.
Com a perda das células sensoriais do ouvido, o idoso deixa de ouvir o som fraco e o forte o incomoda, daí a dificuldade de adaptação ao aparelho auditivo. A terapia com fonoaudiólogo pode ajudar a treinar a audição de maneira gradativa e evitar que o idoso desista de tentar entender o que lhe dizem.

“Muitas vezes a família fala com o idoso e ele não entende. Aí, repete em tom muito alto, o que provoca dor no ouvido do idoso e ainda não repete a frase exatamente do jeito que disse inicialmente”, argumenta Osmar Mesquita Neto.

Evitar ambientes muito barulhentos, falar de forma clara e pausada e de frente para a pessoa, facilitando a leitura labial, podem ajudar na inclusão do idoso que sofre perda de audição

Fontes:

quarta-feira, agosto 6

Equilíbrio nos Idosos


O equilíbrio: como é mantido ?
O equilíbrio corporal é mantido por diversos orgãos e sistemas. Os principais sensores do sistema do equilíbrio estão no labirinto, olhos, músculos, ossos e articulações.

Todas essas estruturas mandam informações sobre a posição da cabeça e do corpo para o cérebro que analisa estas informações e faz ajustes para manter um equilíbrio perfeito. O cerebelo também ajuda nessa tarefa. Tudo funciona com muita harmonia, como se fosse uma orquestra.
Como surge o desequilíbrio ?
O desequilíbrio (tontura) aparece quando as informações não são mandadas corretamente para o cérebro ou quando o cérebro não consegue entendê-las como deveria. Significa que uma ou mais das estruturas responsáveis em mandar e receber informações estão alteradas ou estão em conflito. As doenças e o processo de envelhecimento muito contribuem para o desequilíbrio do idoso.
Como é a tontura ?
Pode ser uma simples sensação de desequilíbrio, impressão de queda, mudança de rumo, sensação de flutuação, vertigem. A vertigem é um tipo frequente de tontura, a pessoa sente que as coisas giram ou ela gira.

Os diferentes tipos de tontura podem ocorrer em qualquer faixa etária mas é nos idosos que elas são bem mais frequentes e preocupantes por causa das quedas. Nos ambulatórios de clínicas geriátricas a incidência de tonturas atinge 81% a 90% .
Por que os idosos caem ?
Cerca de 29% dos idosos caem ao menos uma vez por ano e 13% caem de forma recorrente. A lesão acidental é a sexta causa de mortalidade em pessoas idosas. A queda é responsável por 70% dessa mortalidade.

As doenças que acometem os idosos podem ser fatores únicos das quedas ou fatores coadjuvantes das labirintopatias.
Entre as causas que predispõem às quedas , podemos citar as seguintes:
Tipos e excesso de medicamentos: cerca de 3000 medicamentos são citados como possíveis causadores de tontura e vertigem. Os efeitos indesejáveis causados pelo excesso e pela interação medicamentosa são incontáveis. O paciente idoso costuma tomar remédios receitados por vários médicos.Além de tomarem remédios demais, as doses nem sempre estão certas.

Visão: as causas principais de visão prejudicada são glaucoma, degeneração macular , retinopatia diabética.

Ortopedia: artrite, osteoporose , sequelas de fraturas ,anquiloses.

Labiríntica: prevalencia das tonturas posicionais , tonturas infecciosas, degeneração progressiva das estruturas labirínticas.

Cardiovascular: problemas circulatórios nas extremidades distais causando neuropatia periférica , baixo impulso vascular cardíaco.

Neurológico: história de acidente vascular cerebral , insuficiência vertebrobasilar, esclerose múltipla.

Endocrinológica: aumento de incidência de diabete trazendo consequências à retina e ao labirinto.

Vida sedentária: vida sedentária leva à obesidade e esta afeta a função do equilíbrio.

Há pessoas idosas que costumam sair pouco de suas casas pelo receio que possam cair. As quedas porém são mais frequentes justamente em casa e são resultantes de ‘’perigos domésticos’’ como as escadas, os pisos escorregadios, pouca luminosidade e disposição inadequada de móveis. As escadas e o trajeto quarto-banheiro, principalmente à noite, são considerados os de maior risco na moradia. Além da limitação social e física em idosos com tonturas , uma queda pode resultar em fratura. As fraturas podem levar à hospitalização muitas vezes prolongada e de custo elevado.
O "ataque de queda"
A maior causa de queda dos idosos são de natureza acidental : cair das escadas , tropeçar num tapete, escorregar num assoalho encerado , etc.

Mas um outro tipo de queda pode ocorrer nos idosos: o ‘’ ataque de queda’’ ou sincope postural . Os ataques de queda são súbitos, não acidentais ,sem nenhum sinal ou sintoma pregresso de queda. A pessoa simplesmente cai (desaba) e se dá conta que está no chão. Em geral resultam em lesões (fraturas, ferimentos,hematomas, contusões ) de maior ou menor gravidade.Os casos de ataques de queda ou sincopes posturais são atribuídos a uma hipotensão ortostática com momentâneo deficit circulatório cerebral, acompanhados de perda temporária da consciência.
Como prevenir e tratar tonturas e quedas nos idosos?

Prevenção

Enquanto alguns fatores de risco para as quedas não podem ser mudados, como o envelhecimento, outros podem ser eliminados ou reduzidos através de orientações de prevenção a pacientes e familiares: 
- Estar ciente dos objetos e móveis existentes na casa e suas localizações;
= Evitar escadas;
- Eliminar objetos e móveis desnecessários;
- Mover-se devagar;
- Usar iluminação de orientação;
- Evitar bebida alcoólica;
- Evitar o uso de roupas folgadas e longas que possam enganchar em objetos ou móveis;
- Eliminar tapetes que possam deslisar ou dobrar;
- Estar atento aos animais domésticos , seus brinquedos e recipientes com água;
- Colocar roupas ao fácil alcance, evitando bancos ou escadas;
- Usar calçados bem adaptados aos pés. Evitar chinelos, pantufas, etc. pequenos ou folgados.
Tratamento
O tratamento inicia com uma retomada das condições orgânicas e psiquicas da pessoa idosa:

Os medicamentos precisam ser revistos quanto aos tipos, quantidades e doses. Uma avaliação da condição visual, neuro-psicológica, cardio-vascular, metabólica, endócrina, ortopédica é necessária. A atividade física (aeróbica e anaeróbica) precisa ser exercida pelo paciente idoso, seja na academia, seja com educador físico personalizado.

Os medicamentos anti-vertiginosos são usados nos casos de crises agudas de tonturas e cabe ao médico monitorar as doses e tempo de uso.

Uma vez estabelecido um diagnóstico inicia-se a fisioterapia labiríntica que é um programa de exercícios que visa aumentar a estabilidade postural.É chamado reabilitação vestibular.

O tratamento cirúrgico está indicado em casos específicos (tumores,insucesso de tratamento clínico).
Como a tontura do idoso evolui ?
O tratamento médico e as medidas preventivas de quedas trarão uma melhor qualidade de vida ao idoso, oferecendo-lhe maior segurança nas suas atividades diárias.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico ?
- A tontura nos idosos é diferente ?
- Por que os idosos caem ?
- O tratamento para tonturas e quedas dos idosos é eficiente ?

quinta-feira, abril 3

Idosos devem ter cuidado redobrado com a saúde dos olhos


Perder a visão é uma das deficiências que mais incapacitantes do ser humano. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, estima-se que exista aproximadamente 4 milhões de pessoas com deficiência visual e cerca de 1,5 milhões de cegos. Os distúrbios oculares tendem a aumentar com o avanço da idade.

As taxas de cegueira em pessoas acima de 80 anos são de 15 a 30 vezes maiores do que entre as pessoas de 40 a 50 anos. De acordo com o Presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e consultor do Instituto Varilux da Visão, Dr. Marcus Sáfady, os idosos precisam ficar atentos. “Eles são os mais afetados por problemas visuais, pois suas estruturas oculares sofreram numerosos danos com o passar dos anos. Logo, é de suma importância a realização de exames oftalmológicos frequentemente”, afirma.

Sáfady alerta ainda para três patologias que podem levar à cegueira em pessoas acima dos 60 anos: a catarata, o glaucoma e a retinopatia diabética. “A catarata é a opacidade do cristalino. Com o tempo ele vai ficando menos transparente e a visão começa a ficar mais difícil. Este quadro pode piorar até que fique impossível enxergar sendo inevitável a cirurgia. Já o glaucoma provoca lesão no nervo ótico e pode levar à cegueira irreversível se não detectado a tempo. E a retinopatia diabética, que é mais comum em pessoas que têm o diabetes há mais de 20 anos, é caracterizada pela alteração dos vasos sanguíneos ocasionando má circulação na retina, que pode resultar em queda de visão gradual seguidos, muitas vezes, por queda de visão abrupta”, explica.

É importante que a disponibilidade de serviços especializados em atendimento aos idosos aumente na mesma proporção do crescimento desta população. “A assistência a este tipo de paciente requer hospitais especializados, além de equipes multidisciplinares, capazes de atendê-los e orientá-los de uma forma global. Uma vez assistidos e tratados em suas patologias, as consequências dos distúrbios oculares no idoso serão bem menores, evitando sua incapacitação e proporcionando uma melhor qualidade de vida”, conclui o oftalmologista. 
Vista Cansada

Um outro distúrbio que ocorre, geralmente, a partir dos 40, 45 anos de idade é a Vista Cansada. Ela é caracterizada pela dificuldade em enxergar objetos que estejam próximos dos olhos. “A vista cansada ocorre por causa do enfraquecimento do músculo ciliar que faz a acomodação do cristalino – uma espécie de lente que temos dentro dos olhos e que permite uma visão nítida para perto, média e longa distância”, esclarece o médico, acrescentando que, o cristalino tem a função de focar para perto e para longe. “Quando somos jovens, esse músculo é elástico, mas com o passar do tempo, por volta dos 40, vai se tornando mais rígido e perde suas funções. Algo que faz parte do envelhecimento natural”, explica.

A solução nesse caso é a utilização de óculos com lentes multifocais que corrigem a visão para longe e para perto. Hoje existe no mercado lente multifocal com tecnologia de ponta capaz de oferecer ao usuário uma visão quase 100%, ou seja, bem próxima da visão natural e que acaba de vez com a deformação de imagens e o efeito de flutuação, ou seja, as incômodas “tonteiras” causadas pelas lentes multifocais comuns.

Paz!