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segunda-feira, agosto 24

Idosos usam TV para suprir carência


Dos 15 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, 87% assistem à TV todo santo dia, segundo o estudo Panorama da Maturidade, realizado pelo instituto Indicator. É a necessidade de suprir a carência deixada pela falta do parceiro e da família que justifica o índice de audiência tão alto, segundo a psicoterapeuta especializada em maturidade Maria Celia de Abreu. Porém, "nada substitui o toque e o carinho. Pode amenizar, mas não completa", diz ela.

Muitas vezes deixado de lado pela família, ainda que vivendo sob o mesmo teto, o idoso é "largado" em frente da TV para não incomodar. "É socialmente inaceitável manter o idoso trancado sozinho dentro de um quarto, mas, se diante dele tiver uma televisão, tudo bem. É uma maneira de a família se livrar da culpa de, além de não dar atenção ao parente, impedir que ele atrapalhe a rotina. E ele mesmo sabe disso", diz Abreu.

Manter-se "grudado" ao aparelho também pode causar danos à saúde, "que vão de demência a mal de Alzheimer", diz Cássio Bottino, coordenador do Projeto Terceira Idade do HC.

Debate discute a forma como a terceira idade é retratada na televisão


“O Brasil ainda marginaliza o idoso e o faz parecer que é um tonto, um doente, um ET”, comentou Tony Bernstein durante o debate

Desde a invenção da televisão, em 1923, essa “caixa mágica” tem participado do cotidiano de milhões de pessoas em todo o mundo – a primeira transmissão de TV no Brasil aconteceu em 1948. De lá para cá, milhares de programas, filmes e telenovelas já exibiram conteúdo para todos os segmentos de público: adultos, crianças, homens, mulheres... Mas e a 3ª idade? Será que a programação atende essa faixa etária? E por que ela ainda é retratada de forma caricata na TV?

A Terceira Idade e a TV

O Portal Terceira Idade foi convidado a participar de um debate no Programa Ver TV sobre como a televisão trata essa parcela de brasileiros cada vez maior e como eles se relacionam com esse meio de comunicação. 

Participaram do debate, exibido pela TV Brasil e mediado pelo sociólogo e jornalista Lalo Leal, a pedagoga, jornalista e coordenadora geral do Portal, Tony Bernstein, Reginaldo Moreira, professor de comunicação da Universidade Estadual de Londrina, e Angélica Reis Marcondes, roteirista da série ‘É a vovozinha!’, exibida na TV Brasil.

A velhice precisa sair do armário

Segundo Reginaldo, “os idosos geralmente vêm com o estereótipo de problema com relação à aposentadoria, doenças, etc.. E sempre em contrapartida com o que é jovem, o que é belo, o que é produtivo, o que é rico”. 

Para Angélica Reis, “tudo tem que ser jovem, isso é uma coisa que a TV compra há muitos anos e que ainda persiste, o que é bastante irritante, e que já é um discurso velho. A velhice precisa sair do armário e as rugas precisam aparecer”. 

“O ser ‘mais velho’ não é nada diferente. O envelhecimento é um tabu que ainda não foi quebrado, porque a pessoa que está mais velha simplesmente somos nós amanhã. O Brasil ainda marginaliza muito e faz o idoso parecer que é um tonto, que ele é um doente, que ele é um ET”, comentou Tony. Assista ao debate completo, clicando no vídeo acima.



domingo, agosto 23

Veja quais são os males causados pelo excesso de TV


Cognição 

A TV limita a imaginação por não exigir esforço das funções cognitivas. Deixar-se levar pelo que ela exibe, sem valer-se de uma escolha criteriosa, pode causar o empobrecimento psicossocial. 

Depressão

Isolamento, uso de álcool e fumo e agressividade predominam em telespectadores contumazes, em comparação a telespectadores moderados, segundo pesquisas. 

Funções cerebrais 

Quando vista por mais de 20 horas por semana, a TV pode danificar as funções do lado esquerdo do cérebro, inibindo o desenvolvimento lógico-verbal --em crianças-- ou reduzindo-o --em adultos. 

Leitura 

Telespectadores assíduos tendem a ler mais vagarosamente do que usuários moderados, segundo pesquisas. 

Obesidade 

Mulheres adultas que assistem à TV por mais de três horas por dia são mais pesadas (30%) do que as que vêem menos de uma hora diária. Já os homens têm o dobro de tendência à obesidade do que os que não fazem da televisão um hábito compulsivo, aponta pesquisa. 

Percepção 

Diante da TV, os olhos ficam quase imóveis e desfocados na tentativa de captar a totalidade da imagem na tela. Essa prática em excesso pode enfraquecer ou inibir a capacidade de observação do que está ao redor do objeto focado. 

Postura 

Quanto mais tempo diante do aparelho, mais relaxado o telespectador fica e também mais ele se larga no sofá, no chão, ou seja, onde estiver. Resultado: coluna e articulações são prejudicadas por uma má postura. 

Sexo 

Se o casamento não vai bem, a TV pode servir de reforço, ocupando o "vazio" da relação. Muitos casais usam a televisão como desculpa para não ter relacionamento sexual. 

Sono 

O hábito de ver televisão à noite prorroga a ida para a cama, o que pode ser danoso para quem tem de acordar cedo. Nos EUA, cerca de metade dos americanos dormiriam mais cedo se não assistissem à TV. Dormir com o aparelho ligado é ainda pior: impede que se atinja o estado de sono profundo, fundamental para manter o equilíbrio orgânico -os flashes de imagem e a mudança de sons não acordam, mas mantêm o sono no estágio superficial. 

Relações sociais 

A telinha pode afastar a pessoa do convívio familiar (em algumas casas, cada um assiste à TV em seu quarto) e também dos amigos (há quem deixe de sair para ficar em casa com a TV). 

Exclusivo em idosos 

Colabora com o sedentarismo, deixando esse público mais sujeito a doenças degenerativas, como demência e Alzheimer, e ao aumento do risco de problemas cardiovasculares.

Paz!