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terça-feira, janeiro 13
Cuidando do Idoso em Casa
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segunda-feira, dezembro 29
Ex-bancários se tornam cuidadores de idosos no Japão
Idoso: no Japão, estima-se que 8 milhões de pessoas têm demência ou mostram sinais de estar desenvolvendo a doença
Tóquio - Eles entravam no banco e pediam seu dinheiro. Yuriko Asahara, atrás do balcão, verificava onde eles o colocavam: no bolso lateral de uma sacola de mão ou talvez no fundo de uma bolsa.
Asahara não estava espionando. Ela sabia que uma ou duas horas depois teria que lembrá-los novamente. Muitos dos seus clientes sofriam de demência senil e ao longo de duas décadas a gerente de banco se tornou uma especialista autodidata na doença.
Mundialmente, um total estimado de 44,4 milhões de pessoas sofre de demência e a projeção é de que o número triplicará para 135,5 milhões em 2050 com o envelhecimento da população, estima a Alzheimer’s Disease International, a associação internacional sobre a doença.
O problema é mais agudo no Japão, onde estima-se que 8 milhões de pessoas têm demência ou mostram sinais de estar desenvolvendo a doença. Até 2060, 40 por cento dos japoneses terão mais de 65 anos, fatia maior que a atual, de 24 por cento, segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Populacional e de Seguridade Social do país.
“No início eu não entendia por que elas perdiam coisas tantas vezes em um mesmo dia e me frustrava”, disse Asahara, ex-gerente de uma agência da Japan Post Holdings Co., maior detentor de depósitos bancários do país. “Aos poucos eu aprendi a olhá-los nos olhos e a tentar sentir o que poderia estar ocorrendo em suas mentes”.
O governo japonês, confrontado por uma dívida recorde, está aumentando as tarifas e reduzindo o acesso aos lares de idosos financiados pelo Estado. Com cerca de 520.000 idosos nas listas de espera por um lugar, muitos passam os dias vagando por shopping centers e indo aos seus bancos para verificar suas poupanças.
Mais empatia
As empresas estão incentivando trabalhadores como Asahara, 64, que se aposentou neste ano, a ajudar idosos esquecidos a se guiarem em suas lojas.
O impulso vem, em parte, de um senso de dever cívico. E também da percepção de que ajudar os mais velhos é bom para os negócios. O mercado de bens e serviços adquiridos por idosos atingiu 100 trilhões de ienes (US$ 830 bilhões) em 2012, segundo o NLI Research Institute, em Tóquio.
As corporações que miram negócios para os mais velhos fazem parte de um fenômeno nacional que ocorre em um Japão que está envelhecendo. Cerca de 5,4 milhões de pessoas, de gestores imobiliários a funcionários de bancos e de lojas e até crianças, fizeram um curso financiado pelo governo para aprenderem sobre a demência e sobre como se comportar melhor com pessoas que mostram sinais da doença.
Muitas autoridades de países desenvolvidos prometeram combater a demência, enfatizando o cuidado com base na comunidade. Em dezembro do ano passado, o Grupo dos Oito países estabeleceu uma meta de encontrar uma cura para a demência ou uma forma de modificar o curso da doença até 2025.
“Existe uma compreensão de que não deveríamos confinar as pessoas”, disse Marc Wortmann, diretor-executivo da Alzheimer’s Disease International. Em vez disso, as comunidades deveriam “tentar integrá-las e mantê-las na sociedade”.
Banco de Asahara
Mais de uma dezena de clientes precisavam de uma assistência a mais na agência bancária de Asahara, segundo a ex-gerente. Ela e cinco colegas aprenderam a ser pacientes e a escutar.
Eles passavam horas ajudando esses clientes a encontrar senhas perdidas, zerar PINs para caixas automáticos e entender suas contas de serviços públicos. Muitos clientes idosos ficam obcecados com o dinheiro, disse Asahara.
A agência que Asahara gerenciava está localizada no coração de Nagabusa, que fica fora do centro da cidade de Tóquio e representa muitas das cidades do subúrbio do país que estão envelhecendo. A área é ocupada por fileiras de apartamentos parecidos onde moram mais de 3.000 famílias. Construídos nos anos 1960 e 1970, eles receberam famílias jovens quando Tóquio organizou as Olimpíadas em 1964 e a economia do Japão teve uma rápida expansão.
Cinquenta anos depois, os moradores envelheceram e seus filhos se mudaram. Os idosos acima de 65 anos respondiam por 29 por cento da população da área em 2011, acima da média nacional, segundo dados do governo.
Asahara, que assumiu o emprego de sua mãe, viu o bairro mudar ao longo dos anos. “Pouca coisa me fazia imaginar que seria assim quando eu comecei”, disse ela. “Mas esta é a realidade de um país que está envelhecendo”.
Agora que Asahara se aposentou, seu filho Takushi Asahara, 36, que ingressou no Japan Post há alguns anos, assumiu o posto dela. Há oito meses no cargo, ele disse que a extensão do envelhecimento da comunidade excedeu o que ele havia imaginado.
Takushi disse que fica impressionado de ver como os funcionários que trabalham na agência tratam os clientes idosos.
“No começo eu pensava que a agência deveria focar em expandir o negócio em vez de gastar tanto tempo lidando com os idosos e seus problemas”, disse ele. “Eu aprendi que eu estava errado. Nós precisamos cuidar bem deles para a nossa sobrevivência”.
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sexta-feira, julho 18
Cuidados com idosos
1. Consulte seu geriatra regularmente;
2. Faça exames oftalmológicos anualmente;
3. Mantenha uma dieta saudável com ingestão de cálcio e vitamina D;
4. Reduza a ingestão de bebidas alcoólicas;
5. Tome banho de sol regularmente;
6. Informe-se com seu médico sobre efeitos colaterais dos remédios que você está tomando;
7. Certifique-se que todos os medicamentos estejam claramente rotulados e guarde-os em local adequado;
8. Tome os medicamentos nos horários corretos e da forma que foi receitado pelo seu médico;
9. Participe de programas de atividade física que visem o desenvolvimento de agilidade, equilíbrio, coordenação e força muscular;
10. Discuta com seu médico a respeito do tipo de atividade física que você pode realizar;
11. Leve uma vida saudável e seja feliz.
terça-feira, junho 3
Quem tem um familiar com Alzheimer deve ficar atento à própria mente
Ser um cuidador em tempo integral para um familiar com a doença ou qualquer outro tipo de demência exige ajustes constantes
Paul Divinigracia não se considera um santo. Contudo, quem o vê cuidando da mulher, Virgie, que sofre de Alzheimer há 11 anos, pode ter a impressão contrária. O casal comemorou o aniversário de 50 anos de casamento em agosto passado. Aos 75 anos, Paul ainda chama a mulher, de 87, de "meu bem", e não há dúvidas de que ele esteja sendo sincero, mesmo depois de responder a mesma pergunta 10 vezes em poucos minutos.
A paciência, ele afirmou em uma entrevista, é a palavra de ordem para sua existência.
— Continuar de bom humor me ajuda a continuar equilibrado — afirmou.
Ninguém duvida que ser um cuidador em tempo integral para um familiar com Alzheimer ou qualquer outro tipo de demência exija ajustes constantes. Novos desafios surgem a todo o momento. O último enfrentado por Paul é tentar convencer a esposa a tomar banho.
— Às vezes eu ofereço uma recompensa, como dizer a ela que vamos almoçar ou jantar em um restaurante que não nos deixa entrar a menos que estejamos cheirando bem — contou.
Paul poderia facilmente ser uma das pessoas retratadas nas 54 histórias do novo livro Support for Alzheimer's and Dementia Caregivers: The Unsung Heroes (Apoio aos Cuidadores de Pacientes com Alzheimer e Demência: Os Heróis Desconhecidos, em tradução livre), de Judith L. London. A autora, que atua como psicóloga em San Jose, na Califórnia, nos Estados Unidos, baseou cada uma das histórias em situações enfrentadas por cuidadores que ela conheceu.
Os desafios incluem convencer os pacientes e outros parentes que a doença realmente existe, que os lapsos não são apenas o resultado do declínio gradual na memória que costuma acompanhar o envelhecimento e que é preciso cuidar para que pessoas com algum tipo de demência não saiam de casa despercebidas e se percam (fechaduras duplas nas portas são uma maneira eficaz de impedir que isso ocorra).
Os benefícios do passado e de novas experiências
Judith se preocupa muito com o estresse enfrentado pelos cuidadores, e ela tem bons motivos. De acordo com dados da Universidade de Stanford e da Associação do Alzheimer, mais de 15 milhões de pessoas fornecem cuidados gratuitos a parentes ou amigos com doença de Alzheimer e outras formas de demência. Diversos estudos mostram que o estresse da tarefa pode aumentar o risco de uma série de doenças e até mesmo de morte.
Paul ama viajar e descobriu que pequenas viagens estimulam sua mulher de uma forma positiva. Em uma recente viagem de Fremont, na Califórnia, onde eles vivem, até Seattle para um evento familiar, eles passaram pelas belas montanhas do norte de São Francisco.
— Ela adorou a viagem e se lembrou dela, muito embora ela não consiga se lembrar do que eu disse há dois minutos — contou.
Para aumentar a qualidade do tempo que passam juntos nos anos que ainda restam, ele planejou viagens com ela. Todavia, retornar, às vezes, a uma velha atividade, também pode ser estimulante e divertido. Em uma das histórias do livro de London, uma esposa que cuida do marido, que possui uma forma grave de demência, fez ele recuperar sua velha paixão, o golfe, ao dizer que ela queria jogar. Uma vez no clube, com o taco na mão, ele lembrou, de repente, o que deveria fazer e mandou a bolinha para longe.
— Uma vez que ele tenha começado, talvez ele se lembre de como fazer algo de que gostava há anos. Que delícia! — diz London.
Da mesma forma, existem maneiras de recuperar memórias prazerosas por meio de novas experiências. London conta a história de uma mulher que pegou um ramo de alecrim durante um passeio. O cheiro lembrou o marido de como ele gostava de frango com alecrim e isso fez com que dissesse sua primeira frase completa em meses.
Vítimas escondidas
Um dos desafios mais comuns e difíceis enfrentados pelos cuidadores ocorre quando os pacientes com demência se tornam agitados, fisicamente ou verbalmente agressivos, situações que são emocionalmente exaustivas e muitas vezes perigosas para pacientes e cuidadores.
Laura N. Gitlin, professora da Faculdade de Enfermagem Johns Hopkins, trabalha com uma equipe de terapeutas ocupacionais que procuram formas de lidar com a situação sem recorrer ao uso de medicamentos. Eles prescrevem atividades que os pacientes e os cuidadores podem fazer juntos, de acordo com as capacidades, necessidades e interesses do doente. O resultado é que ficam mais calmos, seguros e engajados, e os cuidadores, menos estressados.
Ainda assim, há momentos em que até o cuidador mais astuto e esperto não é capaz de superar um desafio, especialmente quando o paciente com Alzheimer se torna violento.
Quando o marido de uma mulher parecia possuído por demônios, gritando ofensas e a ameaçando com uma faca, escreveu Judith, ela finalmente percebeu que não seria mais capaz de cuidar dele com segurança em casa. Relutantemente, ela teve de colocá-lo em uma casa de repouso, para que ambos ficassem seguros.
A partir de conversas com outras pessoas e da participação em grupos de apoio bimestrais na Associação do Alzheimer, Divinigracia sabe que o pior ainda está por vir. Ele continua a aprender formas eficazes de lidar com os desafios que surgem e como deixá-los sob controle.
Ainda assim, afirmou Judith, "os cuidadores são muitas vezes os efeitos colaterais, as vítimas escondidas da doença de Alzheimer. Ninguém vê os sacrifícios que eles fazem".
É fundamental que os cuidadores também cuidem de si mesmos, acrescentou, fazendo exercícios físicos, comendo e dormindo bem, e recebendo o cuidado de que necessitam.
Por Jane E. Brody
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terça-feira, abril 15
Cuidadoras de idosos partilhavam fotos de cadáveres através do WhatsApp
Funcionária de um lar criou um grupo com mais duas colegas, onde lançavam desafios relacionados com o trabalho.
Uma funcionária de um lar de idosos de Nuremberga, na Alemanha, cansada da monotonia do seu trabalho, resolveu criar um grupo no WhatsApp com mais duas colegas, onde lançavam e partilhavam desafios. O grupo chamava-se «As Três Mais Audazes».Mas uma das integrantes do grupo parece ter levado os desafios longe demais e passou a fotografar os idosos doentes e mesmo os cadáveres dos que perdiam a vida e partilhava-os através da aplicação, acompanhando as fotografias com comentários jocosos. Num dos casos, partilhou uma imagem de um cadáver de um dos idosos, acompanhada da frase «provavelmente demasiada morfina».De acordo com o jornal alemão «Süddeutsche Zeitung», este tipo de partilhas era habitual e durou até uma das pessoas que recebeu as imagens ter denunciado o caso junto da direção do lar, que atuou de imediato.A mulher que partilhou as imagens dos cadáveres colocou de imediato o lugar à disposição, o que não a impediu de enfrentar o tribunal. Pode ser condenada a uma pena até dois anos de cadeia. Quanto às duas outras funcionárias do grupo, uma foi demitida e a outra está de baixa por maternidade.
domingo, novembro 24
terça-feira, outubro 11
Riscos de queda em idosos é tema de I Workshop para cuidadores
No I Workshop para Cuidadores, a ser realizado no dia 15/10, o Hospital Universitário (SP) orientará cuidadores de idosos a identificar e prevenir os fatores de risco que podem ocasionar quedas.
O Hospital Universitário (HU) está com inscrições abertas para o I Workshop para Cuidadores, que será realizado no dia 15/10, no local. Organizado pelo Grupo de Prevenção de Quedas em Idosos, o evento tem como objetivo orientar os cuidadores de idosos a identificar e prevenir os fatores de risco que podem ocasionar quedas.
O evento sera realizado no Anfiteatro do HU, 2º andar, localizado na Avenida Professor Lineu Prestes, 2.565, Cidade Universitária – São Paulo. Telefone: (11) 5090-0590, Valor: R$ 30,00.
fonte; PE
abçs,
terça-feira, outubro 4
Alterações que podem ser encontradas na comunicação com idosos...
Algumas mudanças na maneira da pessoa cuidada se comunicar que podem sugerir alguma alteração do seu estado de saúde. Cuidador, observe alguns exemplos:
• Dificuldade para expressar uma ideia e, no lugar, usar uma palavra ou frase relacionada com essa ideia, por exemplo: em vez de dizer caneta, diz: “aquela coisa de escrever”.
• Não entender ou entender apenas parte do que falam com ela.
• Fala sem nexo ou sem sentido.
• Dificuldade para escrever e para entender o que está escrito.
• Não conseguir conversar, parar a conversa no meio, parece que não percebe as pessoas que estão perto dela, ou falar sozinha.
• Dificuldade para expressar as emoções: pode sorrir quando sente dor ou demonstrar tristeza e chorar quando está satisfeita, se agitar ou ficar ansioso ao expressar carinho e afeto.
• As dificuldades de comunicação são sinais frequentemente presentes na demência e outras doenças neurológicas. Caso o cuidador observe uma ou mais dessas alterações deve procurar a Unidade de Saúde.
É comum as pessoas idosas e também as pessoas com demência, doença de Alzheimer, esquecer de situações vividas, do nome de pessoas e coisas, trocar palavras.
Essas situações provocam embaraços e angústia tanto à pessoa cuidada como aos familiares.
É importante que o cuidador ao se referir a alguém conhecido, explique à pessoa cuidada de quem está falando: “Maria, sua filha”; “João, seu vizinho”, assim a pessoa vai se situando melhor na conversa e vai relembrando pessoas e fatos que havia esquecido. É preciso falar com simplicidade e pedir que a pessoa toque objetos, retratos e quadros, isso ajuda a “puxar” a memória e a melhorar a conversa.
Por: Wanda Patrocinio
site GeroVida
bjs,soninha
sábado, junho 25
Mal de Alzheimer: principais causas e cuidados
Saiba mais sobre o mal de Alzheimer, doença que causa perda de memória e atinge 5 em cada 100 idosos com mais de 70 anos
Perda de memória, dificuldade para realizar atividades simples, mudanças de humor e comportamento agressivo. Muitos acham que esses sintomas são "coisas de velho", mas eles podem ser sinais do mal de Alzheimer, doença que ataca o cérebro e não tem cura.
Segundo a psiquiatra Rita Ferreira, do Hospital das Clínicas de São Paulo, é possível prevenir o surgimento desse mal. "Atividades físicas, dieta saudável e controle de doenças como diabetes reduzem os riscos", explica. Já quem fuma e bebe álcool tem mais chances de desenvolver a doença.
De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer, 5 em cada 100 idosos com mais de 70 anos são atingidos por esse mal. E essa porcentagem aumenta conforme a idade.
7 dúvidas sobre o Alzheimer
1. O que causa a doença?
A causa é desconhecida, mas os cientistas já descobriram que ela não é provocada por envelhecimento ou infecções, nem tem relação com o uso do cérebro.
2. Como é descoberta?
Por meio de testes que avaliam juízo, atenção, percepção, memória, raciocínio, imaginação, pensamento e linguagem. Outros exames, como tomografia cerebral e ressonância magnética, também ajudam a confirmar a doença.
3. Há algum tratamento?
Sim, feito com remédios e terapias específicas para reabilitar as funções neuropsicológicas. O tratamento é fundamental e deve ser iniciado o mais rápido possível, para deter o avanço da doença.
4. Tenho um parente com Alzheimer, devo me prevenir?
Sim. Fique atenta aos sintomas e procure um médico caso perceba algum sinal da doença.
5. E se ele não me reconhecer nunca mais?
Há quem viva uma perda semelhante ao luto, que tende a piorar com a evolução da doença. Procure um psicólogo ou converse com o médico do paciente para enfrentar essa situação dolorosa.
6. O que digo às crianças quando o avê delas não as reconhecer?
Fale a verdade. Conte a elas que o vovô tem uma doença que o faz perder a memória. Mesmo assim, estimule seu filho a participar de atividades junto ao avô.
7. Como deixar o paciente mais confortável?
Ao perder a memória, o doente pode se sentir muito confuso. Por isso, não insista nem pressione para que ele se lembre de alguma coisa, só ajude-o a se situar no momento presente. Se nada adiantar, convide-o para dar um passeio e mude de ambiente. Sua postura é o que fará a diferença.
Aprenda a cuidar de um paciente
5 atitudes que ajudam o doente a se sentir confortável...
- Estabeleça rotinas
Elas representam uma segurança para o paciente.
- Incentive a independência
Faça as coisas com o idoso e não por ele. Respeite-o e preserve sua capacidade atual de realizar atividades cotidianas, como lavar louça ou fazer compras.
- Evite confrontos
Por mais que algumas atitudes pareçam de propósito, lembre-se de que a doença causa agitação e agressividade no paciente.
- Perguntas simples
Evite dar várias opções de escolha. Diga "Você quer uma laranja?" em vez de "Que fruta você quer?".
- Procure manter o bom humor
A gente sabe que não é fácil lidar com essa situação de forma leve e descontraída, mas o esforço é fundamental. Tente rir junto com o doente ou com as pessoas que estão ao redor, para aliviar o clima. Tente ser uma companheira compreensiva e amorosa.
fonte: M de Mulher
bjs,soninha
sexta-feira, fevereiro 11
O Cuidador e a Pessoa Cuidada
O ato de cuidar é complexo. O cuidador e a pessoa a ser cuidada podem apresentar sentimentos diversos e contraditórios, tais como: raiva, culpa, medo, angústia, confusão, cansaço, estresse, tristeza, nervosismo, irritação, choro, medo da morte e da invalidez. Esses sentimentos podem aparecer juntos na mesma pessoa, o que é bastante normal nessa situação. Por isso precisam ser compreendidos, pois fazem parte da relação do cuidador com a pessoa cuidada. É importante que o cuidador perceba as reações e os sentimentos que afloram, para que possa cuidar da pessoa da melhor maneira possível.
O cuidador deve compreender que a pessoa cuidada tem reações e comportamentos que podem dificultar o cuidado prestado, como quando o cuidador vai alimentar a pessoa e essa se nega a comer ou não quer tomar banho. É importante que o cuidador reconheça as dificuldades em prestar o cuidado quando a pessoa cuidada não se disponibiliza para o cuidado e trabalhe seus sentimentos de frustação sem culpar-se. O estresse pessoal e emocional do cuidador imediato é enorme. Esse cuidador necessita manter sua integridade física e emocional para planejar maneiras de convivência
.
Entender os próprios sentimentos e aceitá-los, como um processo normal de crescimento psicológico, talvez seja o primeiro passo para a manutenção de uma boa qualidade de vida. É importante que o cuidador, a família e a pessoa a ser cuidada façam alguns acordos de modo a garantir uma certa independência tanto a quem cuida como para quem é cuidado. Por isso, o cuidador e a família devem reconhecer quais as atividades que a pessoa cuidada pode fazer e quais as decisões que ela pode tomar sem prejudicar os cuidados. Incentive-a a cuidar de si e de suas coisas.
Negociar é a chave para se ter uma relação de qualidade entre o cuidador, a pessoa cuidada e sua família. O “não”, “não quero” ou “não posso”, pode indicar várias coisas, como por exemplo: não quero ou não gosto de como isso é feito, ou agora não quero, vamos deixar para depois? O cuidador precisa ir aprendendo a entender o que essas respostas significam e quando se sentir impotente ou desanimado, diante de uma resposta negativa, é bom conversar com a pessoa, com a família, com a equipe de saúde. Também é importante conversar com outros cuidadores para trocar experiências e buscar alternativas para resolver essas questões. Procure se informar sobre grupos de cuidadores.
É importante tratar a pessoa a ser cuidada de acordo com sua idade. Os adultos e idosos não gostam quando os tratam como crianças. Mesmo doente ou com limitações, a pessoa a ser cuidada precisa e tem direito de saber o que está acontecendo ao seu redor e de ser incluída nas conversas. Por isso é importante que a família e o cuidador continuem compartilhando os momentos de suas vidas, demonstrem o quanto a estimam, falem de suas emoções e sobre as atividades que fazem, mas acima de tudo, é muito importante escutar e valorizar o que a pessoa fala. Cada pessoa tem uma história que lhe é particular e intransferível, e que deve ser respeitada e valorizada. Muitas vezes, a pessoa cuidada parece estar dormindo, mas pode estar ouvindo o que falam a seu redor.Por isso,é fundamental respeitar a dignidade da pessoa cuidada e não discutir em sua presença, fatos relacionados com ela, agindo como se ela não entendesse, não existisse, ou não estivesse presente. Isso vale tanto para o cuidador e família como para os amigos e profissionais de saúde.Encoraje o riso. O bom humor é uma boa maneira de contornar confusões e mal entendidos.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008.
bjs,soninha
segunda-feira, janeiro 10
Brasileiros esperam mais cuidado da família na velhice
Os brasileiros são os que mais esperam ser sustentados pela família na velhice, segundo uma pesquisa feita em 12 países. A pesquisa da multinacional de seguro de saúde Bupa, conduzida pela universidade London School of Economics, foi feita com mais de 12 mil entrevistados em junho deste ano. No Brasil, 1.005 pessoas foram ouvidas.
Três em cada quatro brasileiros entrevistados disseram acreditar que sua família vai sustentá-los na velhice. Em países como França, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha, menos de 70% das pessoas acreditam que serão sustentadas pelos parentes ao chegarem a velhice. Os brasileiros também estão entre os que mais acreditam que a responsabilidade de ser sustentado na velhice é dos seus familiares – dois em cada três entrevistados manifestaram esta visão na pesquisa da Bupa. Na Grã-Bretanha, menos de 30% atribuem à família a responsabilidade de sustentá-los na velhice.
Planejamento
O estudo também revelou que os brasileiros são os que mais têm expectativas positivas sobre chegar à terceira idade – 17%. Os brasileiros só perdem para os franceses na “sensação” de juventude. Entre os entrevistados com 65 anos ou mais, 72% disseram que não se sentem velhos, e 67% se declararam saudáveis.
No entanto, apesar da perspectiva positiva sobre a terceira idade, 64% dos brasileiros disseram não estar se preparando financeiramente para a velhice. Menos de 7% das pessoas disseram estar separando dinheiro para quando pararem de trabalhar. “É realmente animador ver que tantos brasileiros não se sentem velhos e estão até com boas expectativas sobre a velhice, mas as pessoas não podem ser complacentes”, disse o diretor médico da Bupa International, Sneh Khemka.
Os brasileiros também estão entre os que menos atribuem ao Estado o papel principal no sustento das pessoas idosas. Como nos Estados Unidos, Alemanha e Índia, menos de 10% dos brasileiros acreditam que a responsabilidade maior no cuidado de idosos é do Estado. Na China e Grã-Bretanha, mais de 25% dos entrevistados esperam que o Estado os sustentará na velhice. A pesquisa revelou que a principal preocupação das pessoas ao chegar à velhice é com doenças como câncer (para 34% dos entrevistados nos 12 países) e demência (23%).
Fonte:
BBC (http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/09/brasileiros-sao-os-que-mais-
esperam-cuidados-da-familia-na-velhice-diz-estudo.html)
esperam-cuidados-da-familia-na-velhice-diz-estudo.html)
bjs,soninha
sábado, outubro 30
Cuidando do portador de Alzheimer
Cuidador é aquela pessoa que toma conta (e dá conta rs) de alguém.Pode ser alguém da família ou não.No caso do portador de Alzheimer a situação é bem mais delicada porque o(a)paciente não está interagindo com o meio ambiente não podendo informar as suas queixas.
Você terá que monitorar a sua vida diária a fim de obter possíveis padrões de comportamento que lhe ajudarão no processo de cuidar.
Monitorar o quê?!
- Eliminações intestinais: frequência, horário,quantidade,aspecto etc.- Eliminação urinaria: presente ou não,odor e cor. Como o(a) paciente deverá estar em uso de fralda descartável não poderá ser observados: horário, quantidade, frequência etc.- Aparelho respiratório: respiração normal,dificultada pela dispneia ou mesmo episódios de apneia,tosse, presença de secreções e/ou sangue nas mesmas.- Audição: observe se ele(a) atende ao seu apêlo, se ainda se interessa pela música, som de TV etc; em caso positivo estimule-o (a) através desta.- Sono:horário,aprofunamento do sono, pesadelos etc- Alimentação: apetite, alimentos prediletos, deglutição, utilização dos talheres etc.- Observar se o(a) paciente está,aparentemente,emagrecendo demais ou aumentando o peso por presença de edema ou alimentação errada.e em excesso.Esta última quase improvável pois este tipo de paciente geralmente alimenta-se bem pouco.- Alterações de humor: choro, risos , tristeza, depressão etc, tentando relacioná-las com motivos aparentes ou não.- Obsevar os movimentos do (a) mesmo (a),se está moviemntando-se ou permanecendo muito tempo na mesma posição,se tenta por si mesmo(a) realizar alguma atividade etc.- Se usa medicamentos observar as reações aos mesmos.
De posse de tais anotações você poderá estabelecer o seu Plano de Cuidados informando ao médico responsável e/ou familiares, as mudanças que o(a) mesmo está apresentando para que as devidas providências sejam tomadas.
Se você observa o seu idoso ou o seu paciente você passará a conhecê-lo como a palma da sua mão e detectará precocemente alterações que muito importam para uma boa qualidade de vida.
Por exemplo:
A observação contínua e acurada do idoso, tocá-lo e mudá-lo de posição com frequência, caso esteja acamado, lhe permitirá perceber alterações na sua pele como fissuras, início de formação de escaras que poderão ser detidas no seu avanço impedindo situações mais graves. Se ele ainda deambula pode acidentar-se fazendo surgir hematomas, escoriações etc.
A pele é o maior órgão de proteção do nosso organismo e qualquer lesão,por menor que seja, poderá se transformar numa porta de entrada para microorganismos que poderão levar à morte. Há casos registrados de óbito por conta de pequenas escaras que se traansformaram em verdadeiras crateras por falta de cuidado dos "cuidadores". Cuidadores aqui vai desde o técnico contratado, ao familiar e até mesmo o Serviço de Enfermagem mal administrado de muitos hospitais.
Você poderá observar um dado importantíssimo, além de muitos, a presença da diurese. O idoso pode até urinar pouco por estar ingerindo pouco líquido mas ele não pode,jamais, apresentar ausência total de urina.A anúria ou ausência total da urina deve ser,imediatamente,comunicada ao médico.
Sabemos que o Centro da Sede na pessoa idosa se apresenta alterado e em decorrência ela sente pouca sede não se preocupando em beber líquido nem mesmo solicitá-lo. Você que lhe proporciona cuidados,deve estar atento(a) ao fato e oferecer-lhe água e até mesmo obrigar-lhe (com carinho,é claro) a bebê-la a fim que não entre em um quadro de desidratação. Os acamados, que não mais interagem provavelmente estarão em uso de SNG (sonda nasogástrica por onde serão alimentados, hidratados e medicados.
Espero ter sido útil!
bjs,soninha
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segunda-feira, julho 12
CUIDANDO DO IDOSO VII
Quem cuida do idoso deve saber que somos seres gregários,fomos criados para viver em sociedade,em grupos,e o isolamento tende a adoecer o indivíduo,principalmente quando este indíviduo teve uma vida movimentada com a presença de amigos e está adentrando uma outra cheia de novidades para si mesmo.
As dificuldades que o idoso enfrenta devem ser encaradas de frente e levadas a sério a fim de se tentar ajudá-lo a adaptar-se a uma nova fase de sua vida.É preciso saber,em primeira mão ,o que o idoso entende por lazer a fim de poder atendê-lo dentro desta necessidade,estimulando-o sempre a participar de atividades que lhes proporcionem interação e prazer.
O indivíduo envelhece e os seus hábitos,na maioria das vezes também mudam.O que para ele constituía lazer,quando mais jovem,pode não mais lhe despertar o menor interesse nesta sua fase de envelhecimento.Claro que isto não é uma regra geral.
E o que é lazer? Para mim, lazer é o conjunto de atividades que o ser humano desenvolve nos seus momentos de folga e que ajudam-no a tornar a vida mais alegre,relaxada e feliz ajudando-o a manter um padrão de saúde,principalmente mental,harmônico e satisfatório.
E para você?!
"De acordo com Dumazedier (1976), o lazer é um conjunto de ocupações de bom grado que o indivíduo usa para repousar, para divertir-se, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação voluntária ou sua livre capacidade criadora, quando livre das obrigações profissionais, familiares ou sociais, sendo, portanto uma atividade de livre escolha, liberatória, desinteressada, sem fins lucrativos."
"Requixa (1980), apresenta uma definição bastante próxima a do sociólogo Dumazedier. Entende o lazer como uma ocupação não obrigatória, de livre escolha do indivíduo que a vive, e cujos valores propiciam condições de recuperação psicossomática e de desenvolvimentos pessoal e social."
"Pikunas (1979), salienta a necessidade de que, nesta fase, se deve manter interesses ocupacionais e aumentar as atividades recreativas, ocupando totalmente o tempo e tornando estes anos tardios da vida, satisfatórios e produtivos. "
Compreendida a necessidade do lazer na vida do idoso há de se compreender também a necessidade de se orientar o idoso à prática do mesmo, respeitando o seu direito de escolher o que mais se adapta ao seu momento bem como entender que a prática do lazer não implica que o idoso tenha que estar necessariamente cercado por pessoas da sua idade,se ele não o deseja.
Há idosos que sentem-se melhor perto dos mais jovens e até justificam dizendo que a juventude os renova.Um jogo de cartas ou xadrez, uma caminhada leve,um passeio para olhar vitrines ou ao lago etc,são formas de lazer que podem ser desfrutadas por pessoas das mais diversas idades,ao mesmo tempo. O respeito e a paciência são fundamentais no trato com o idoso.
Ajudá-lo a entender a necessidade de preservar o lazer é bem diferente de forçá-lo a aceitar o que lhe desagrada no momento.Portanto...
Seja mais que um cuidador,SEJA UM AMIGO!
bjs,soninha
domingo, julho 11
CUIDANDO DO IDOSO VI
Todos os nossos sentidos nos são importantes porque são eles que nos permitem uma relação mais ou menos harmônica e saudável com o meio que nos cerca.Não podemos dizer que um seja melhor do que o outro porque cada um exerce o seu papel e um não substitui o outro;muito embora possamos realizar adaptações até favoráveis com relação a alguns,como por exemplo o tato que pode substituir a visão nos casos de deficiência da mesma,haja vista os cegos que têm condições de estudar e galgar degraus elevados neste campo através do alfabeto Brailler onde as polpas digitais servem de órgãos substitutos dos olhos responsáveis pela visão. Ao toque nas letras formadas por diversos pontinhos salientes no papel eles são capazes de decifrar ou seja,ler, todo o texto. Infinitamente maravilhoso!
E a audição,quem poderá substituí-la?! Nenhum deles.Nem o tato,nem a visão,nem o olfato,tampouco o paladar. Quando a audição começa a diminuir no idoso ele poderá usar próteses que o auxiliem a penetrar melhor no mundo dos sons mas se ele não é levado a sério pelo seu cuidador que,em percebendo o avanço de tal deficiência não toma as medidas cabíveis,a tendência será o idoso isolar-se cada vez mais podendo entrar num estado depressivo muitas vezes irreversível.
É preciso entender e considerar que a audição é de grande importância na vida de quem já está contando com bem poucos recursos de si mesmo. Saber se ele está escutando bem ou não é de suma importância para
que ele possa permanecer interagindo com o meio. O cuidador deve observar sinais da redução da audição
como:
- O idoso aumentar demasiadamente o volume dos aparelhos de som que porventura esteja escutando.
- Durante o diálogo ele pedir,quase sempre, que repita o que foi dito.
- Em festividades,ainda que só em família (ou não),finge estar se distraindo com alguma coisa distante da roda de conversa a fim de se isolar.
- Na rua ele não escutará apitos nem buzinas,portanto não deverá sair sozinho nem na calçada em frente a própria casa.
- Ele tenderá a falar cada vez mais alto já que não escuta bem nem mesmo a sua voz.
Leve-o ao otorrinolaringologista que o avaliará e tomará as providências cabíveis.Não tente ajudá-lo com isto ou com aquilo,inclusive se notá-lo apresentando rouquidão até porque poderá ser alguma patologia na orofaringe que somente o médico poderá diagnosticar e tratar. Não o medique,jamais,sem antes levá-lo ao médico.
Lembre-se também que a música é um excelente instrumento de terapia e sem escutar o idoso não poderá desfrutar deste maravilhoso benefício.
Seja mais que um cuidador,SEJA UM AMIGO!
Seja mais que um cuidador,SEJA UM AMIGO!
bjs,soninha
quinta-feira, julho 1
CUIDANDO DO IDOSO V
Nunca é demais chamar àtenção para o cuidado com o idoso no que diz respeito às quedas.Aproveito para citar mais um exemplo da nossa vivência no exercício profissional de enfermagem.
Certa vez internou-se na Clínica Cirúrgica Feminina no hospital onde trabalho, uma senhora na faixa etária de 62 anos que havia fraturado o colo do fêmur dentro da sua casa,mais precisamente na garagem quando ela deslocando um objeto,foi acometida de uma súbita tontura vindo a cair ,ocorrendo a fratura.
Uma sexagenária alegre,aparentemente bem exceto a fratura que a tornou incapacitada para andar e necessitada de cirurgia.Como se tratava de uma pessoa com crises hipertensivas eventuais,o stresse de mantê-la presa ao leito,provavelmente, somado à falta do exercício habitual das caminhadas que ela fazia,segundo nos disse,fez com que a pressão se mantivesse quase que diariamente em níveis altos levando-a a um AVC -Acidente Vacular Cerebral- e posterior óbito.
Até hoje fico pasma quando me lembro daquela senhora alegre,tranquila,educada que nunca se queixava de nada e que morreu enquanto aguardava estabilizar a sua pressão para ser cirurgiada. Daí eu me pergunto: será que ela teria morrido naquele período se não tivesse caído,sofrido fratura e ficado acamada sem mobilizar-se adequadamente?
Sem falar que, ao serem hospitalizados os idosos permanecem internados o dobro do tempo se comparados aos que são admitidos por outra razão, surgindo o risco de adquirirem doenças secundárias até mesmo uma infecção hospitalar.
**Eis algumas medidas preventivas, preconizadas pelas Diretrizes da Associação Médica Brasileira, para reduzir o impacto das quedas em idosos:
• Orientar o idoso sobre os riscos de queda e suas conseqüências. Esta informação poderá fazer a diferença entre cair ou não e, muitas vezes, entre a instalação ou não de uma capacidade.
• Racionalização da prescrição de medicamentos, correção de doses e de combinações inadequadas.
• Redução da ingestão de bebidas alcoólicas.
• Avaliação anual: oftalmológica, da audição e da cavidade oral.
• Avaliação rotineira da visão e dos pés.
• Avaliação com nutricionista para correção dos distúrbios da nutrição.
• Fisioterapia e exercícios físicos (inclusive em idosos frágeis) visando: melhora do equilíbrio e da marcha; fortalecimento da musculatura proximal dos membros inferiores; melhora da amplitude articular; alongamento e aumento da flexibilidade muscular; atividades específicas para pacientes em cadeiras de rodas; identificação dos pacientes que caem com freqüência, encorajando a superar o medo de nova queda através de um programa regular de exercícios. Idosos que se mantêm em atividade, minimizam as chances de cair e aumentam a densidade óssea evitando as fraturas.
• Terapia ocupacional promovendo condições seguras no domicílio (local de maior parte das quedas em idosos); identificando “estresses ambientais” modificáveis; orientando, informando e instrumentalizando o idoso para o seu autocuidado e também os familiares e/ou cuidadores.
• Denunciar suspeita de maus-tratos.
• Correção de fatores de riscos ambientais (por exemplo: instalação de barra de apoio no banheiro e colocação de piso antiderrapante).
• Medidas gerais de promoção de saúde: prevenção e tratamento da osteoporose: cálcio, vitamina D e agentes anti-rearbsortivos; imunização contra pneumonia e gripe; orientação para evitar atividades de maior risco (descer escadas por exemplo) em idosos frágeis desacompanhados.
**http://www.cuidardeidosos.com.br/como-evitar-quedas-nos-idosos/
Acredito que, identificando-se os fatores que predispõem às quedas e corrigindo-os a probalidade torna-se bem menor podendo até mesmo alcançar índice zero.
SEJA MAIS QUE UM CUIDADOR,SEJA UM AMIGO!
bjs,soninha
quarta-feira, junho 30
CUIDANDO DO IDOSO IV
Um grande e grave problema na vida do idoso é a queda.O envelhecimento traz intensas modificações que levam o idoso a sofrer quedas,muitas vezes,fatais.
**Ocorrência de quedas por faixas etárias a cada ano:
• 32% em pacientes de 65 a 74 anos
• 35% em pacientes de 75 a 84 anos
• 51% em pacientes acima de 85 anos
• No Brasil, 30% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano.
**Consequências:
• 5% das quedas resultam em fraturas.
• 5% a 10% resultam em ferimentos importantes necessitando cuidados médicos.
• Mais de dois terços daqueles que têm uma queda cairão novamente nos seis meses subseqüentes.
• Os idosos que caem mais de duas vezes em um período de seis meses devem ser submetidos a uma avaliação de causas tratáveis de queda.
• Quando hospitalizados, permanecem internados o dobro do tempo se comparados aos que são admitidos por outra razão.
Com o envelhecimento surge a redução dos reflexos,da força muscular,da visão e com isto a instabilidade da postura e do equilíbrio.Os portadores da doença de Parkinson são pessoas que necessitam de cuidados redobrados de vez que os movimentos desordenados desta doença causam maior instabilidade e desequilíbrio do que aqueles que não são portadores.Levar em conta também os idosos que fazem uso de medicações para dormir pois estas medicações causam tontura e sonolência e o idoso poderá levantar-se para pegar água ou mesmo ir ao banheiro e ser vítima de uma eventual queda.
A casa do idoso que deveria ser o seu porto seguro poderá transformar-se em seu pior inimigo a depender da sua arquitetura.Pisos encerados e escorregadios,escadas que ele tenha "forçosamente" de fazer uso,tipo ter acesso ao dormitório,banheiros sem tapetes antiderrapantes etc.
Cito,com pesar,um acidente ocorrido aqui na nossa cidade com um idoso amigo,dentro da sua própria casa.Para ter acesso à mesma ele tinha duas opções por ruas diferentes mas em ambas havia uma escada.Ele não tinha uma outra opção para sair da sua casa ou para nela entrar,senão pela escada. E num belo dia ensolarado ele optou pelos fundos,caiu da escada sofreu trauma crâneoencefálico que o levou à morte.
**Eis algumas situações que podem levar o idoso às quedas:
• Pisos escorregadios, com superfícies lisas, úmidas e enceradas; pisos irregulares, ainda em construção, tacos soltos ou pisos quebrados.
• Tapetes soltos e desfiados, que podem deslizar e causar tropeções.
• Obstáculos no chão: fios elétricos, brinquedos, mesas pequenas, animais domésticos…
• Iluminação deficiente: luzes fracas, iluminando mal os ambientes, ou luzes mal posicionadas, causando reflexos diretos nos olhos dos idosos.
• Ambientes com várias tonalidades de uma mesma cor: os idosos não distinguem com clareza estes tons( móveis, chãos e portas de uma mesma cor), causando confusão e risco de quedas.
• Camas de altura inadequada, baixa demais ou alta demais.
• Cadeiras baixas e sem braços para apoio.
• Móveis frágeis, principalmente se localizados em corredores onde os idosos os façam também como apoio.
• Escadas sem corrimão e com degraus altos e inapropriados, mal sinalizados, sem pisos antiderrapantes e com iluminação deficiente (ufa!).
• Vasos sanitários baixos e sem apoios laterais.
• Falta de apoios laterais nos boxes, para o banho.
• Calçados inapropriados, não emborrachados nos solados, como chinelinhos de flanela.
Atente a estas situações e pense...pense...em outras que poderão também causar quedas procurando reverter para situações seguras.
SEJA MAIS QUE UM CUIDADOR...SEJA UM AMIGO!
bjs,soninha
domingo, junho 27
CUIDANDO DO IDOSO III
O processo de envelhecimento causa modificações nas papilas gustativas localizadas na língua e em menor quantidade no véu palatino,e como estas são responsáveis pela sensação do sabor,o nosso paladar,o idoso muitas vezes começa a apresentar inapetência por conta de não estar sentindo bem o sabor dos alimentos.
Como as Pessoas Sentem os Sabores
1-"Os sentidos do paladar e do olfato trabalham em conjunto para que seja possível reconhecer e apreciar os sabores. O centro do olfato e do paladar no cérebro combina as informações sensitivas provenientes da língua e do nariz. Milhares de papilas gustativas cobrem a maior parte da superfície da língua. Quando o alimento é colocado na boca, ele estimula os receptores das papilas gustativas. Estas, por sua vez, enviam impulsos nervosos ao centro do olfato e do paladar do cérebro, o qual os interpreta como sabor. As papilas gustativas da ponta da língua detectam os sabores doces; as laterais, os sabores salgados e ácidos; e as da parte posterior da língua, os sabores amargos. As combinações desses quatro sabores básicos produzem um amplo espectro de sabores. Uma pequena área da membrana mucosa nasal (o epitélio olfatório) contém terminações nervosas que detectam odores (nervos olfatórios). Quando as moléculas transportadas pelo ar entram nas vias nasais, elas estimulam diminutas projeções similares a pêlos (cílios) dessas células nervosas. Esse estímulo envia impulsos nervosos, através das projeções existentes na extremidade dos nervos (bulbos olfatórios), ao longo do nervo olfatório, até o centro do olfato e do paladar do cérebro. O centro interpreta esses impulsos nervosos como um odor distinto. Através desse processo, milhares de odores diferentes podem ser diferenciados. Para diferenciar a maioria dos sabores, o cérebro necessita do paladar e do olfato. Por exemplo, para diferenciar o sabor de uma barra de chocolate, o cérebro detecta um sabor doce captado pelas papilas gustativas e um aroma encorpado de chocolate através do nariz."
Várias são as causas que reduzem o paladar no idoso:
- A redução do número de botões gustativos existentes nas papilas gustativas que tendem a reduzir de 240 a 208 e até 88 botões quando a idade chega aos 80 anos ou mais.
- Má higiene bucal pode impedir que o sabor seja sentido já que os botões responsáveis por isto estarão recobertos por restos alimentares anteriores e bactérias.
- Existem vários medicamentos associados a este processo.
- Produtos químicos.
Diante destas modificações das estruturas imprescindíveis para sentir o sabor dos alimentos,o idoso pasa a recusá-los ou a exigir o aumento do açúcar e do sal,por exemplo, a fim de melhorar o sabor.Há que se ter muito cuidado principalmente diante do idoso diabético e/ou hipertenso.
Aqui estão algumas dicas que podem ajudar a estimular o idoso a aceitar o alimento:
a- A alimentação do idoso deve ser fracionada em 05 ou 06,diariamente,nunca ofereça pratos cheios duas ou três vezes.Desjejum,lanche,almoço,lanche,jantar,lanche.Cuidado nas escolhas dos alimentos!
b - Ofereça pratos mornos,cheirosos,com bom visual; use ervas para aguçar o aroma.
c- Não se esqueça de acrescentar alimentos ricos em: fibras,excelentes para melhorar o trânsito intestinal; cálcio que é bom para os ossos; frutas e verduras onde há as vitaminas; a carne que contém proteína,ferro e sais minerais,alternando-a com peixe rico em fosfato e frango que também é fonte de proteínas.
d- Evite sucos durante a refeição mas não esqueça de oferecer-lhe água já que o seu centro da sede não está respondendo bem e ele dificilmente buscará a água.Na maioria das vezes quando o idoso pede água ele já está próximo ao estado de desidratação. Ofereça no mínimo 06 a 08 copos d'água por dia.
e- Evite as comidas gordurosas,salgadas e muito doces.
f- Use as gorduras leves,não saturadas,de preferência óleo de canola,milho,girassol,soja e azeite de oliva.
g- Não se esqueça do feijão,ovo,lentilha,ervilha,soja,grão de bico etc;fontes de ferro.
h- As hortaliças e frutas são fundamentais pois são fonte de vitaminas e sais minerais.
i- Leite puro,desnatado,na forma de coalhada que poderá ser feita utilizando o yogurte natural ,conservar na geladeira; queijos brancos,amêndoas,brócolis,couve manteiga,castanha do pará,farinha láctea, farinha de soja,feijão branco,cereais,leite de cabra,leite condensado,queijo prato,queijo minas frescal,queijo parmesão etc,todos estes alimentos são fonte de cálcio.
Se o idoso apresentar diarréia suspenda os alimentos ricos em fibra, os laxantes tipo a laranja,o mamão,a ameixa,aveia etc; e troque o leite de vaca pelo de soja, ofereça arroz papa sem gordura com bife grelhado, batata sauté, maça, banana etc,que são alimentos obstipantes,eles ajudarão a formar o bolo fecal e minimizar a diarréia.Se ele tem dificuldade para mastigar desfie a carne.
ATENÇÃO! Nunca tente curar a diaarréia do idoso apenas com estas medidas,busque imediatamente o médico pois pode tratar-se de algo mais sério do que uma simples indisposição alimentar e ele poderá entrar num quadro de desidratação que poderá agravar-se rapidamente.
JAMAIS...JAMAIS...deixe-o sozinho à mesa!
Boa sorte no seu desempenho.
Seja mais que um CUIDADOR, seja um AMIGO!
bjs,soninha
terça-feira, junho 22
CUIDANDO DO IDOSO II
Se você cuida de um idoso ou se propõe a isto é preciso que saiba que o processo do envelhecimento causa mudanças aparentes e ostensivas nas pessoas o que requer do cuidador,além do conhecimento destas mudanças,a habilidade em monitorá-las e atendê-las minimizando os problemas do idoso e o amor que é fundamental para que haja o respeito necessário na relação cuidador x idoso.
No processo do envelhecimento o idoso pode apresentar:
- resistência às mudanças ou mesmo a não aceitação das mesmas
- hipervalorização das suas próprias dificuldades
- Apego exagerado às suas convicções
Tudo isto poderá levá-lo a um quadro de muitas queixas e até mesmo depressão.Ele poderá se recusar a cooperar com as atividades diárias;se tornar agressivo verbalmente ou até mesmo fisicamente;e muitas vezes exigir demais do seu cuidador.Tudo isto acontece por causa da sua realidade alterada.
O cuidador precisa estar atento para que não venha a se envolver emocionalmente na instabilidade do idoso e vir a responder-lhe negativamente com relação aos cuidados prestados.Com habilidade ele fará o idoso entender que haverá sempre um tempo de espera entre o que ele solicitou e o atendimento e isto será bom para que ele possa exercitar a sua paciência,virtude que todos nós carecemos.
Manter os cuidados higiênicos preservados;o banho de sol em local agradável;a terapia ocupacional é sempre bom ser implementada;conversar com o idoso sobre os alguns acontecimentos da família a fim de que ele perceba e sinta não estar sendo excluído da mesma e que ele possa estar a maior parte do tempo em contato com a mesma,jamais em seu quarto isolado.
E,por favor, seja paciente com quem você está cuidando.Eu já nem direi que afinal de contas você está ganhando o seu salário por conta dele mas lhe direi com ênfase,que ele é agora,quem você será no futuro,reforçando com a máxima do Cristo,"não devemos fazer ao próximo o que não gostaríamos que fizessem a nós mesmos."
Dê-lhe atenção,ame-o,respeite os seus limites,tente ser bem humorado sem ser mentiroso,saiba que existem limites entre você e ele que muitas vezes você não saberá ou não conseguirá transpô-los então peça ajuda;leve-o a passear,estimule-o a ouvir músicas alegre,passear se ele ainda anda leve-o ao parque,ao cinema;sobretudo respeite-o como você gostaria de ser respeitado.
Vá em frente e seja mais que um cuidador,seja um amigo!
bjs,soninha
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