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sexta-feira, agosto 12

Inverno exige cuidados com a pele e cabelos


Especialista do Iamspe alerta para ocorrência de irritação, alergia e coceira causadas pela falta de hidratação.
Os cuidados para evitar o ressecamento da pele e do cabelo no verão devem continuar a fazer parte da rotina diária no inverno. Nessa estação, a umidade do ar é menor e favorece a quebra da barreira cutânea, camada da pele formada por queratina (proteína impermeabilizante) e responsável pelo equilíbrio físico/imunológico e hidratação. A temperatura baixa também é prejudicial para a barreira cutânea.

“No inverno, o ressecamento ocorre devido aos banhos quentes e demorados com o uso excessivo de sabonetes alcalinos”, explica o médico do Serviço de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Estadual, Mario Cezar Pires. “Assim como nos preocupamos com os dentes, escovando-os diariamente, a pele e os cabelos também merecem cuidados”, acrescenta.

O especialista observa que são comuns as queixas de irritações, alergias e coceiras devido ao ressecamento - ao contrário do verão, que propicia ao aparecimento de micoses, herpes, viroses, bicho geográfico e outras doenças de pele.

O médico recomenda que os banhos sejam menos demorados, com água morna e sabonetes líquidos em pouca quantidade. O mesmo vale para os xampus que devem ter pH ácido, entre 5 e 6, próximo do pH natural da pele. Também é importante usar sempre um bom hidratante de pele e cabelos após o banho.

No caso das crianças e dos idosos, os cuidados com a pele devem ser maiores, adverte o especialista, por apresentarem maior facilidade de quebra da barreira cutânea, estando portanto mais propensos aos problemas de pele.

Segundo Mario Cezar, a alimentação interfere pouco na prevenção desses problemas mas a ingestão de água deve ser sempre adequada para o bom funcionamento do organismo.

sábado, abril 30

Na terceira idade, cuidado redobrado com a hidratação da pele


A partir dos 60 anos é importante aumentar a ingestão de líquidos e uso de hidratantes

Perda de elasticidade da pele, redução da camada de gordura e diminuição das secreções sebáceas fazem parte do processo de envelhecimento. Por isso, a hidratação da pele não pode ser esquecida por quem já chegou à terceira idade. “A pele acaba precisando de uma hidratação melhor, que deve ser interna, por meio de ingestão de líquidos e alimentos, e também com uso de produtos que podem ser aplicados na pele”, explica a dermatologista e professora da Universidade Positivo, Katia Scheylla Malta Purim.Ambos os tipos de hidratação têm recomendações específicas. Para se hidratar “de dentro para fora”, por exemplo, o geriatra do Hospital Marcelino Champagnat José Maria Tupiná Machado recomenda que os idosos consumam de 30 a 50 mililitros de líquidos por quilo de peso por dia, mesmo sem sentir sede, já que a sensibilidade à sede diminui com o passar dos anos. “Quando eu motivo o idoso a se hidratar, em geral, falo em ‘tomar líquido’, não em ‘tomar água’, porque ele não perde apenas água, perde uma série de íons”, esclarece o médico. Além de água, ele recomenda a ingestão de água de coco, gelatina, chás e sucos, além de frutas ricas em líquidos (cítricas, principalmente).


Opções

Os cremes e loções hidratantes vêm para ajudar a hidratar e manter a pele sadia, contribuindo também para uma sensação de bem-estar, pois a pele seca pode coçar ou descamar. Para regiões mais secas, como os pés e as mãos, os especialistas recomendam o uso de cremes que contenham silicone e óleos vegetais e minerais, que realizam a chamada hidratação por oclusão (redução da perda de água pela pele). Para regiões mais delicadas, como o rosto, a orientação é que se use produtos com ureia ou pantenol. “Eles vão reter um pouco de água, mas darão à pele a sensação de toque suave”, diz Katia.

Alguns produtos além de hidratar, ajudam a restaurar a barreira lipídica da pele, protegendo-a do ressecamento, e outros mais oleosos, são recomendados para quem sofre de alguma condição específica, como a psoríase, que causa a intensa descamação da pele. Para determinar qual o melhor tipo de hidratação e o produto mais indicado para cada caso, porém, a recomendação é que as pessoas passem por uma avaliação médica.



Barreira lipídica da pele

O manto natural de lipídios protege a pele do ressecamento, o qual, além de envelhecer, pode causar rachaduras e fissuras por onde micro-organismos podem entrar na pele, causando infecções. Por isso, os cuidados para a manutenção dessa barreira são essenciais.

Desidratação crônica

Segundo o geriatra do Hospital Marcelino Champagnat José Maria Tupiná Machado, a popular ideia de que o idoso é um “desidratado crônico” está errada e precisa ser desmentida. Machado diz que a proporção do peso de um idoso que corresponde à água é menor do que a de crianças e adultos, por isso ele tem uma necessidade um pouco menor de líquidos. Por outro lado, isso facilita o processo de desidratação, já que a reserva de líquido dos idosos é menor.


30 a 50 mL/kg

A recomendação do médico do Hospital Marcelino Champagnat é que o consumo de líquidos seja calculado a partir do peso da pessoa, considerando a menor necessidade de líquidos que os idosos têm em relação às pessoas mais jovens. “Quanto mais velho, mais próximo de 30 ml/kg. Quanto mais jovem, mais próximo de 50 ml/kg”, diz o médico. Isso significa que uma pessoa de 70 anos, pesando 70 kg, deve consumir, em média, 2,8L de líquidos por dia.


Outras dicas

Hidratante: o melhor momento para passá-lo é logo após o banho, quando os poros ainda estão dilatados e o produto é melhor absorvido.

Banho quente: deve ser evitado, porque promove perda hídrica. O melhor é que a água esteja morna ou fria.

Sabonete: optar por sabonetes neutros, sem desengordurantes (exceto se a pele for oleosa), e não exagerar no uso do produto.

Esponja de banho: além de contribuírem para a remoção da barreira natural da pele, as esponjas podem machucar peles mais velhas, que são mais finas e delicadas, então a orientação é evitá-las.


quarta-feira, maio 8

A Pele dos Idosos


Nas mulheres na pós-menopausa, o colágeno declina cerca de 2,1% ao ano, estando relacionado aos anos de menopausa (carência de esteróides sexuais) e não à idade cronológica. Muitos estudos mostram, porém de forma definitiva, que a terapia de reposição hormonal (uso de estrogênios) atuam positivamente na pele, melhorando o colágeno tipo I, que é o principal constituinte da derme, entretanto, verificou-se que as concentrações do colágeno tipo II também é beneficiado.

A hipoderme também poderá diminuir com a idade, agravando as condições da pele que, além de mais fina e vulnerável, ficará mais desprotegida sem o seu acolchoamento adiposo, favorecendo o enrugamento.


O envelhecimento cutâneo é evidenciado pela diminuição das secreções endócrinas e estreitamento das arteríolas cutâneas, afetando as reações enzimáticas do tecido conjuntivo e estruturas epiteliais, interferindo com a nutrição tissular e com o metabolismo do colágeno, elástico dos vasos, do tecido adiposo e dos músculos.

As Rugas – Com o envelhecimento, a pele perde a elasticidade, os músculos enfraquecem e ficam frouxos, o coxim subcutâneo dissolve-se e a pele perde o apoio levando ao aparecimento das rugas. A cronologia e o aparecimento das rugas são variáveis de pessoa para pessoa. Aparecem sulcos em todas as direções: horizontais na fronte e nariz; pregas nas pálpebras e canto externo dos olhos, de onde se espalham rugas oblíquas ¾ os “pés-de-galinha”; verticais na glabela, no lábio superior e na frente da orelha, além de uma ruga oblíqua importante no sulco nasolabial.


Manchas senis – Com a idade, há uma progressiva redução do número de melanócitos dopa-positivos da pele com conseqüente formação de manchas hipocrômicas. Há também formação de sardas (pequenas manchas pigmentadas, castanhas) que surgem no rosto e no corpo de certas pessoas, sobretudo nas de pele muito clara, devido ao aumento da deposição de melanina. Surgem também melanoses (pigmentos pretos pelo depósito abundante de melanina). Estas alterações ocorrem em 50% dos indivíduos acima de 45 anos, devido à hiperplasia localizada de melanócitos da junção dermoepidérmica.

Fragilidade capilar -As alterações mais freqüentemente observadas nos cabelos são o embranquecimento e a queda. O embranquecimento inicia-se nas têmporas, em faixa etária que depende de raça e hereditariedade, disseminando-se, gradualmente, pelo couro cabeludo. O cabelo branco, por si só, não pode ser considerado como uma expressão de pré-senescência, podendo estar presente até em indivíduos de pouca idade.

A queda de cabelo se processa de maneira difusa, há uma mudança gradual na espessura dos cabelos do occipto para o ápice. Geralmente, essa diminuição de cabelos é imperceptível cosmeticamente, mas torna-se evidente na senilidade.


Os cabelos diminuem, em número e volume, e embranquecem. Primeiro diminuem os corporais, seguidos dos pelos do púbis e das axilas. Acima dos 60 anos, grande parte das mulheres não tem pelos axilares e apresentam declínio acentuado dos pubianos. Os pelos das pernas também diminuem, em número e volume. Paradoxalmente, aparecem pelos terminais faciais, com aumento da espessura e comprimento. Além da idade cronológica, fatores hormonais e hereditários também são importantes,

As glândulas sudoríparas e sebáceas diminuem, em tamanho e função, em graus variáveis.

Cuidados com a pele A estrogenioterapia, feita de acordo com os esquemas prescritos para mulheres climatéricas, atua não só como terapêutica mas também como preventivo das alterações descritas da pele.

A pele seca e escamosa é quase sempre reversível com reposição de hormônios sexuais apropriados. É evidente que os hormônios sexuais e, em particular os estrogênios, desempenham importante papel na manutenção da qualidade da pele da mulher, pois segundo vários estudos existem receptores para estrogênios na pele.

A produção de colágeno aumenta após a administração de estrogênios, os quais alteram a polimerização de mucopolissacarídeos. Esta terapêutica também melhora o conteúdo de água no fluido intercelular da derme, pelo aumento da síntese de ácido hialurônico.

A alimentação rica em água e vitaminas, assim como o repouso, as massagens e a limpeza adequada da pele, complementam a terapêutica.


Paz!