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quarta-feira, junho 1

Mau hálito pode afetar convívio social


Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que quase 40% da população mundial sofre de halitose, conhecida popularmente como mau hálito. Apesar de não ser considerada doença, é um sinal ou sintoma de que existe alguma alteração no organismo. 

“Com o crescimento anormal das populações de bactérias anaeróbicas em locais do trato digestivo e respiratório, aumenta-se, automaticamente, a quantidade de substâncias químicas e gasosas produzidas por elas no metabolismo. Em concentrações elevadas, estas substâncias alteram a qualidade do ar expirado (hálito), conferindo-lhe um odor desagradável, que às vezes chega a ser ofensivo”, comenta o doutor Gilberto Borges de Brito, chefe do Serviço de Esôfago/Estômago e Cirurgia Bariátrica do Hospital de Base-FUNFARME, de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo e também professor adjunto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp). 

O mau hálito não vem do estômago 

Ainda segundo o especialista, ao contrário da crença popular, o mau hálito não vem do estômago. Ele explica que de 90% a 95% das vezes origina-se da garganta para frente. “A doença do refluxo gastro-esofageano (o conteúdo gástrico do estômago volta para o esôfago e, às vezes, chega até a cavidade oro-faringeana, trazendo restos alimentares que nutrem as bactérias anaeróbicas ali presentes, favorecendo sua proliferação) tem contribuição indireta para a halitose. Somente cânceres avançados, ulcerados e necrosados no estômago, no esôfago e na faringe poderiam causar mau hálito severo”, complementa Brito. 

Estresse e baixo consumo de água podem causar mau hálito 


Entre as causas mais frequentes do problema está a diminuição no fluxo salivar. O que acontece é que a saliva ajuda a eliminar as bactérias no intervalo entre as higienizações, porém, quando a sua quantidade é escassa, a boca fica seca e as bactérias responsáveis pelo odor ruim aumentam. Alguns dos motivos para isso acontecer são estresse, respiração pela boca e baixo consumo de água. 

Além disso, o franqueado da Odonto Company de Guarulhos-Taboão, em São Paulo, Daniel Henrique de Lima, e a responsável técnica da clínica, Tatiana Coelho Barreiro (foto), relatam que a má higienização bucal é outra responsável pela halitose. “A falta de cuidados com os dentes provoca doenças periodontais como a gengivite e que, em conjunto com a má higienização da língua, ocasiona a saburra lingual (também conhecida como biofilme lingual, ela se caracteriza por uma placa bacteriana de cor amarelada)”, afirmam. 

Cárie aberta e extensa, feridas cirúrgicas e abscessos, diabetes descompensado, insuficiência renal crônica e até mesmo os primeiros sinais de doenças mentais e neurológicas também são causadores do mau hálito, assim como cirrose hepática, diverticulose intestinal, faringite e amigdalites, especialmente a caseosa. 

Beber muita água ajuda a controlar a halitose 

Embora se manifeste de forma desagradável e tenha mais de 60 causas distintas, segundo a Associação Brasileira de Halitose (ABHA), o mau hálito pode ser evitado ou controlado. Para fazer o diagnóstico correto, é preciso uma boa anamnese (entrevista do médico com o paciente) e um detalhado exame clínico. Fora isso, é fundamental determinar a causa do odor e, assim, introduzir o melhor tratamento. 

“Alguns casos podem exigir a participação de especialistas de diferentes áreas, mas, sendo de origem local, a boa higienização da boca e da língua (escovação três vezes ao dia, uso de fio dental e raspador lingual), o controle da alimentação e a ingestão diária de dois a três litros de água já resolveria”, garantem os responsáveis pela Odonto Company de Guarulhos-Taboão. 

Modo de vida 

Também é importante a manutenção da saúde geral, levar uma vida saudável, evitar o excesso de bebidas alcoólicas, controlar o estresse e consumir alimentos saudáveis como frutas e verduras. Para prevenir a halitose, ainda se faz necessário manter as escovas dentais limpas e descontaminadas. Isso porque uma boca saudável e uma flora bucal equilibrada podem ser alteradas por contaminação e recontaminação de bactérias escondidas nas escovas. 

E, para quem costuma ingerir alimentos que se aderem mais às papilas linguais, como alho, cebola, leite, queijos e molhos, a orientação é consumir um alimento adstringente em seguida. Alguns exemplos são laranja, maçã, pepino, gengibre, hortelã ou salsa.


DICAS PARA PREVENIR O MAU CHEIRO BUCAL

Beber bastante águaIsso ajuda a evitar o mau hálito, já que uma das principais causas para o problema é a boca seca.
Escovar sempre os dentesApesar do mau hálito não significar necessariamente falta de higiene, a falta de escovação pode produzir bactérias e o mau cheiro irá aparecer. O uso do fio dental e a escovação na língua também são essenciais.
Cuidar da alimentaçãoAlguns alimentos, como cebola, alho, brócolis e couve causam mau hálito, o que se resolve facilmente com uma boa escovação. Porém, certas dietas podem ser prejudiciais ao hálito, como cortar totalmente o carboidrato do cardápio.
Ficar atento aos sinaisQuem acha que está com odor ruim na boca deve pedir a confirmação alguém da família ou a um amigo próximo. Muitas vezes, quem tem halitose não percebe e é necessário que terceiros apontem o problema.
Procurar um dentistaAssim que identificar o mau hálito, é imprescindível procurar um dentista. Na maioria das vezes, o problema é facilmente resolvido e evita que o paciente passe por situações desconfortáveis.

Foto: Ivana Debértolis 
Ilustrações: divulgação




Por Paulo Zahr

Formado em Odontologia pela Universidade do Oeste Paulista e especialista em Implantes, é fundador e presidente da Odontocompany (CRO 44.508)

Cuide-se!

segunda-feira, outubro 19

“Acho que hoje acordei com xerostomia...”


A afirmação pode soar estranha – parece até nome de doença grave –, mas, na realidade, xerostomia é o nome clínico para a conhecida ‘boca seca’, causada pela diminuição na produção de saliva. 

Causas 

- A idade avançada: com o passar da idade, as glândulas salivares vão se atrofiando; 

- O efeito colateral de certos medicamentos, tais como anti-hipertensivos, antidepressivos, tranquilizantes, anti-histamínicos e anticolinérgicos; 

- Hábitos e vícios, como o alcoolismo e a ingestão de alimentos ricos em cafeína; 

- A Síndrome de Sjõgren, na qual o organismo da própria pessoa reage contra as glândulas salivares; 

- A diabete Mellitus, na qual a boca seca é um sintoma frequente; 

- Cânceres na região de cabeça e pescoço: as pessoas que são tratadas com radioterapia podem ter suas glândulas afetadas permanentemente pela radiação; 

- Problemas psiquiátricos: certas psicoses e estados de ansiedade podem causar falta de saliva; 

- Doenças congênitas: existem pessoas que nascem sem as glândulas salivares (agenesia congênita). 

Tratamentos 

O primeiro passo para o tratamento é o diagnóstico correto. O paciente que perceber os sinais e sintomas associados à boca seca deve procurar o cirurgião-dentista. Os tratamentos variam em função da causa: se a xerostomia tiver origem medicamentosa, o cirurgião-dentista deverá entrar em contato com o médico do paciente para estudarem a possibilidade de substituição do medicamento por outro que não afete a produção de saliva. 

Nos casos de perda irreversível da produção de saliva (radiação, Síndrome de Sjõgren, idade avançada, agenesia congênita), existe a possibilidade de minimizar o problema com uso de saliva artificial (manipulada ou comercial), gomas de mascar sem açúcar e medicamentos que estimulem a salivação, além da orientação quanto à dieta com proteínas e vitaminas. 

O paciente com xerostomia, independentemente da causa, deverá ser acompanhado pelo profissional em intervalos menores para orientação de higiene oral constante, aplicação de flúor e tratamento gengival básico. O paciente deverá manter-se sempre bem hidratado, ingerindo água ou outra bebida sem açúcar e evitando o consumo de bebidas com álcool ou cafeína. 

Se os lábios estiverem secos, pode ser indicado o uso de lubrificantes à base de vaselina. Durante as refeições, devem-se preferir alimentos moles, úmidos e pouco condimentados. Nos casos onde existam também infecções fúngicas, o profissional poderá indicar bochechos com antifúngicos.

sábado, maio 16

Você sabia que alguns alimentos podem evitar o mau hálito? Conheça quais são!

Maçã

A fruta auxilia na limpeza da superfície dos dentes combatendo o acúmulo de resíduos que são encarregados de fazer as bactérias proliferarem. Ajuda na digestão, e ainda melhora o funcionamento do trânsito intestinal.


Gengibre

Atua como adstringente natural, por estimular alguns processos digestivos. Uma forma de consumir é carregar sempre balinhas de gengibre na bolsa ou na mochila. Se preferir, acrescente o alimento diretamente às refeições.


Salsa

A salsa é bastante eficaz por conter clorofila, que ajuda na remoção do mau cheiro e tem excelentes propriedades antibacterianas. Ela pode ser usada como tempero todos os dias. Ou então, uma ótima solução caseira é mastigar folhas de salsa, durante alguns minutos, e enxaguar a boca com água.


Hortelã

Não é à toa que a maioria das balas e pastas de dente utilizam esse alimento para dar sabor. A hortelã, além de refrescar o hálito, também possui diversas propriedades que estimulam o sistema digestivo. Pode ser ingerida pura ou adicionada como tempero a outros alimentos.



Cravo-da-índia

Contém eugenol, um poderoso antibacteriano. Para consumi-lo com essa finalidade, coloque um na boca e dê leves mordidas para extrair o óleo, não mastigue forte pois pode gerar ardência. Ah, e não use esta especiaria em óleo ou em pó, pois poderá queimar a parte interior da boca.


quinta-feira, janeiro 8

Inflamação na gengiva pode afetar o coração e aumentar o risco de infarto

O tártaro, originado por restos de alimento nos dentes, pode levar ao entupimento das artérias, piorar a diabetes e contribuir para a inflamação das articulações.

Mau hálito, infecções e inflamações na gengiva, problemas nos dentes e até nos ossos da mandíbula – tudo isso pode ser consequência da falta de higiene e da má escovação. Por isso, é importante tomar alguns cuidados diários com a saúde bucal.

Para quem não sabe, a gengiva inflamada pode prejudicar também a saúde do coração. Segundo a cardiologista Denise Hachul, as bactérias causadoras das infecções gengivais podem se espalhar pela corrente sanguínea e chegar aos vasos do coração, onde causam outra inflamação, que diminui o calibre desses vasos e reduz o fluxo sanguíneo, podendo causar doenças coronárias e até mesmo um infarto.


Má escovação leva ao surgimento do tártaro

Para evitar esses problemas, a principal dica é manter sempre os dentes limpos. Os restos de alimento nos dentes, consequência da má escovação, são causas importantes de problemas na gengiva, inclusive pelo surgimento do tártaro. Nesse caso, no entanto, apenas o dentista pode eliminar esse tártaro com equipamentos específicos.

Essa sujeira pode piorar ainda o entupimento das artérias, aumentar as placas de gordura, piorar a diabetes, contribuir para a inflamação das articulações, favorecer o parto prematuro na mulher e a disfunção erétil nos homens; tudo por causa da reação inflamatória que a má escovação causa na boca.
Porém, além das inflamações e sangramentos na gengiva, é preciso prestar atenção também ao mau hálito. Se for algo recorrente, que não se resolve com pastilhas, sprays, bochechos ou outras alternativas, deve ser avaliado por um especialista, já que pode ser sinal de algum problema no estômago e não na boca.

Formado em Odontologia pela Universidade do Oeste Paulista 
e especialista em Implantes, é fundador e presidente da 
Odontocompany (CRO 44.508)

Cuide da saúde bucal!

*soninha*

sábado, dezembro 25

LESÕES NA MUCOSA BUCAL NA TERCEIRA IDADE





Os indivíduos da terceira idade estão sujeitos a vários tipos de lesões na mucosa bucal (como candidíases e leucoplasias) e outras doenças, como por exemplo, o câncer bucal. A candidíase é uma infecção por levedura das membranas da mucosa da boca e da língua, sendo que a principal causadora de infecção em seres humanos é a Candida albicans.




Os sintomas incluem o surgimento de placas esbranquiçadas e aveludadas na membrana mucosa da boca e da língua. Outra lesão da mucosa é a leucoplasia. É uma das lesões cancerizáveis mais frequentes da boca. E isto vai depender de hábitos nocivos à saúde como o tabagismo associado ao etilismo, pois pode aumentar o risco de tornar-se cancerizável. 




Ela desenvolve-se em qualquer região da boca, sendo que as áreas mais afetadas são no lábio inferior, rebordo lateral de língua e mucosa jugal (mucosa interna da bochecha). O seu aspecto clínico é semelhante a outras lesões com aspecto de placas brancas que ocorrem na cavidade bucal. 




Já o câncer oral aparece geralmente como uma ulceração (ferida) com as bordas elevadas e pode se apresentar também com coloração branca e/ou vermelha. Essa ferida, no início, não dói e não cicatriza e o indivíduo pode apresentar dificuldade em falar ou engolir.


Mas o diagnóstico correto, tanto das lesões na mucosa como do câncer bucal, é realizado pelo dentista, sendo importante o diagnóstico precoce das mesmas. Para isto, é fundamental que os indivíduos da terceira idade realizem o auto-exame, isto é, o exame da própria boca diante do espelho, que possibilita a detecção de lesões na boca na fase inicial e a pessoa ao perceber alguma anormalidade, deve procurar o seu dentista.




Idosos que tem boa coordenação motora (idosos independentes), devem realizar o auto-exame através de um espelho e em um local bem iluminado. Aqueles que usam próteses (dentadura) precisam retirá-las antes de começar o exame. Baseado no que preconiza o Instituto Nacional do Câncer (INCA) do Ministério da Saúde, o auto-exame deve ser feito da seguinte forma:





a) De frente para o espelho, deve-se observar a pele do rosto e do pescoço. Prestar atenção em qualquer sinal que não tenha notado antes. Apalpar suavemente, com a ponta dos dedos, todo o rosto;


b) Puxar, com os dedos, o lábio inferior para baixo, expondo a parte interna (mucosa). Depois, repetir o mesmo procedimento com o lábio superior, puxando-o para cima;


c) Com a ponta do dedo indicador, afastar a bochecha, para examinar a parte interna. Repetir com o outro lado da bochecha;


d) Com a ponta do dedo indicador, sentir toda a gengiva na região superior e inferior, verificando se encontra alguma anormalidade;


e) Colocar o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo e procurar apalpar todo o assoalho da boca;


f) Virar a cabeça para trás e, abrindo a boca o máximo possível, examinar atentamente o céu da boca. Tocar com o dedo indicador todo o céu da boca. Em seguida, dizer: ÁÁÁÁÁ… e observar o fundo da garganta;


g) Colocar a língua para fora e observar a parte de cima. Repetir a observação com a língua levantada até o céu da boca. Em seguida, puxar a língua para a esquerda, observar a região da direita. Fazer o mesmo com o lado esquerdo, movendo a língua para a direita;


h) Colocar a língua para fora, segurando-a com um pedaço de gaze ou pano; apalpá-la em toda sua extensão, com o dedo indicador e polegar da outra mão;


i) Examinar o pescoço. Comparar os lados direito e esquerdo e ver se há diferença entre eles. Depois, apalpar o lado esquerdo do pescoço com a mão direita;


j) Repetir o procedimento para o lado direito, apalpando com a mão esquerda. Finalmente, introduzir o polegar por debaixo do queixo e apalpar suavemente todo o contorno inferior.


Deve-se fazer este auto-exame duas vezes por ano e se perceber anormalidades como: regiões irritadas embaixo das próteses, ferimentos que não cicatrizam em duas semanas, dentes quebrados ou moles, mudança de cor, algum caroço ou endurecimento, deve-se procurar imediatamente um dentista. Ele aconselhará se deve ou não consultar outro especialista. No caso de idosos que não tem boa coordenação motora (idosos dependentes), o exame para verificação de anormalidades na mucosa bucal deve ser realizado pelo familiar ou pelo cuidador.

Para finalizar vale sinalizar que é importante o retorno periódico ao dentista para uma reavaliação das condições de saúde bucal e prevenção de doenças. E na prevenção de enfermidades, como por exemplo o câncer oral, é fundamental reduzir e evitar o fumo e o álcool.


Autores:

- Marco Tulio Pettinato Pereira (Cirurgião-dentista com especialização em Saúde de família – UCAM, Saúde Coletiva – SL Mandic e Saúde Pública – UNAERP)

- Fernando Luiz Brunetti Montenegro (Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo)


bjs,soninha


quarta-feira, dezembro 8

SAÚDE BUCAL NA TERCEIRA IDADE II - Final



Existem três categorias de idosos:

- os independentes (conseguem viver por si só sem auxílio de outras pessoas)

- os parcialmente dependentes (muitas vezes ou quase sempre precisam do auxílio de um cuidador)

- os totalmente dependentes (não têm iniciativa própria, seja por deficiência física, seja por problemas psíquicos e necessitam de um cuidador).

Os idosos independentes devem observar maiores cuidados com dentaduras e pontes móveis quanto a sua limpeza. Invariavelmente devem ser escovadas com escovas de unha e com detergente neutro, já que os cremes dentais têm em sua composição abrasivos, que causam maior desgaste dos dentes artificiais.

A periodicidade dessa prática deve ser realizada após cada refeição e antes de dormir e ao acordar, pois placas bacterianas também se formam sobre as próteses. E, caso as placas não sejam removidas adequadamente, podem provocar uma série de doenças.


Os dentes artificiais das dentaduras exigem uma correta higiene para evitar o risco de disseminação de infecções que podem provocar a “endocardite” (inflamação de um tecido do coração) ou a “pneumonia por aspiração” dos microrganismos, e que podem levar o idoso à morte. À noite, antes de se recolher, o idoso, após promover a limpeza da prótese, deve colocá-la em um recipiente fechado com água. Mas é importante que o idoso não durma com a prótese para proporcionar um relaxamento dos tecidos de suporte.

Se o idoso tiver dentadura mas também tiver dentes, deve-se usar uma escova para dentadura e outra escova macia ou extramacia para os dentes naturais. Já os idosos que não têm dentes, devem promover a limpeza das mucosas e gengivas, utilizando-se de solução de digluconato de clorexidina a 0,12% sem álcool, aplicada numa gaze. 



Uma atenção especial deve ser tomada no caso de o idoso sentir dor de ouvido ou nuca. Nesses casos, possivelmente a dentadura deve ser refeita. Após dois ou três anos de uso, o melhor a fazer é procurar um dentista para reavaliá-la e verificar a adaptação da prótese.



Se o idoso tem algum tipo de doença como artrite, artrose e gota, devido às alterações nas articulações que levam a movimentos dolorosos e limitados, deve-se fazer adaptações, como por exemplo, com a escova através de um cabo engrossado com resina acrílica para facilitar os movimentos durante a higienização.


Já os idosos parcialmente e totalmente dependentes, necessitam de uma pessoa denominada “cuidador” para auxiliá-lo em sua rotina diária e que deve receber várias orientações sobre a importância da manutenção da saúde bucal, como por exemplo os cuidados com as próteses, a maneira correta de higienização bucal, quanto a dieta do idoso (deve ser à base de carnes, frutas, verduras, legumes, cereais e fibras e deve-se evitar o consumo de doces e refrigerantes), além da atenção que deve ser observada com relação a dificuldade que o idoso tem de alimentar-se (deve-se evitar que a a alimentação seja exclusiva ou habitualmente de alimentos moles), etc. 


Nestes casos, o cuidador é quem irá realizar a higiene bucal do idoso sob a orientação do dentista. Quando o idoso está acamado, o cuidador poderá se utilizar de abridores de boca para a realização da higienização e desta forma, poderá escovar os dentes do idoso com maior facilidade. E para o enxague da boca, poderá se utilizar de uma seringa descartável com água, onde a cabeça do idoso é direcionada para o lado e para a frente de uma vasilha em que a água irá sendo depositada.

autores do texto: 

Marco Tulio Pettinato Pereira – Cirurgião-dentista com especialização em Saúde de família (UCAM), Saúde Coletiva (SL Mandic) e Saúde Pública (UNAERP)

Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo


bjs,soninha

sexta-feira, dezembro 3

SAÚDE BUCAL NA TERCEIRA IDADE I


Na boca existem bactérias que ficam juntas e formam a chamada “Placa Bacteriana”. A “Placa Bacteriana” é a principal causa de cáries e doenças periodontais. A Placa Bacteriana é uma película transparente que se forma sobre a superfície dos dentes e ao redor da linha das gengivas. Ela é composta por uma colônia de bactérias que decompõem o açúcar e os restos alimentares acumulados, produzindo ácidos que atacam os dentes e a gengiva.

Um fator que pode causar a cárie na terceira idade é a chamada “xerostomia” (“boca seca”). A xerostomia, que é a diminuição da quantidade de saliva, é comum em quem toma muitos medicamentos, como por exemplo os idosos. No caso daqueles que sofreram radioterapia anticancerígena de cabeça e pescoço, uma diminuição do fluxo salivar ainda maior é observada e pode criar as cárie de radiação com uma exposição muito grande na região da raiz do dente, e por isto, é importante a participação dos dentistas antes dos tratamentos oncológicos iniciarem.


A “boca seca” também pode ser a causa de um aumento dos problemas na gengiva. O idoso deve consultar um dentista para que avalie sua condição bucal, e no caso da “boca seca”, sejam recomendados produtos que promovam bem estar, como por exemplo a saliva artificial para lubrificação da boca durante e após as refeições. No caso seja constatado a diminuição da quantidade de saliva devido o efeito colateral dos medicamentos, o uso de limpador de língua, uma vez por dia, ajuda a trazer de volta o gosto de certos alimentos que foi perdido com a xerostomia.


Um outro fato é que com o envelhecimento, há chances de que a gengiva comece a retrair e isso faz com que os dentes pareçam mais longos. Esse processo irá começar a expor a raiz do dente, podendo causar um maior risco de cáries, a chamada “cárie de raiz”, e pode causar uma hipersensibilidade da dentina. Neste caso, a realização de uma higiene bucal diária perfeita, incluindo escovação e uso de fio/fita dental, mais os tratamentos regulares com flúor, podem ajudar o idoso a ter dentes mais resistentes à cárie e podem auxiliá-lo a aliviar a dor associada aos dentes sensíveis.

autores do texto:

Marco Tulio Pettinato Pereira – Cirurgião-dentista com especialização em Saúde de família (UCAM), Saúde Coletiva (SL Mandic) e Saúde Pública (UNAERP)

Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo

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Paz!