Paz e Amor!

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sexta-feira, outubro 9

Diagnóstico precoce melhora a resposta ao tratamento.


Começou o Outubro Rosa e, junto com ele, as diversas ações realizadas pelo Ministério da Saúde, órgãos e entidades que conscientizam durante esses 31 dias sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama.

O Outubro Rosa foi criado no início da década de 90, mesma época em que o símbolo da prevenção ao câncer de mama, o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA) e, desde então, promovido anualmente em diversos países.

Mais comum entre as mulheres, a maioria dos casos de câncer de mama tem sido diagnosticados já em estágios avançados. No Brasil, as taxas de mortalidade pela enfermidade continuam elevadas, exigindo cada vez mais atenção à necessidade do diagnóstico precoce, que, aliado ao tratamento, possibilita melhores resultados.
A doença é causada pela multiplicação anormal das células da mama, que formam um tumor maligno. Os sintomas consistem em alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante à casca de laranja. Secreção no mamilo e nódulo (caroço) endurecido e fixo no seio, geralmente indolor, também são sinais de alerta. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila e no pescoço.

Detecção precoce – Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), uma das formas detecção precoce do câncer de mama é a mamografia. Para o controle do câncer de mama, é recomendado que as mulheres entre 50 e 69 anos realizem mamografia a cada dois anos, mesmo que não tenham alterações.

As mulheres devem ter suas mamas examinadas pelo médico(a) ou enfermeiro(a) como parte de seu exame físico. No exame clínico das mamas o profissional observa e apalpa as mamas da paciente na busca de nódulos ou outras alterações .

A mamografia é a radiografia da mama capaz de mostrar lesões em fase inicial e até muito pequenas (milímetros) e assim, permite a detecção precoce do câncer de mama. Segundo o INCA, o exame é realizado em um aparelho de raio X apropriado, o mamógrafo. Nesse aparelho, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

Fatores de risco – Entre os fatores de risco de câncer de mama estão a primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos), a menopausa tardia (após os 50 anos), a primeira gravidez após os 30 anos ou não ter tido filhos e ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos. O sedentarismo, excesso de peso, consumo de bebida alcoólica e exposição frequente a radiações ionizantes também aumentam o risco de desenvolver a doença.

A hereditariedade é responsável por 10% do total de casos. Mulheres com história familiar de câncer de mama e ovário, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos apresentam maior risco de desenvolver a doença. A mulher que possui um desses fatores genéticos tem risco elevado para câncer de mama. É recomendado que essa mulher converse com o médico para avaliação do risco e conduta a ser seguida.

A presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente câncer de mama. As mulheres, de todas as idades, devem ser orientadas a olhar, palpar e sentir suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. Em caso de alterações persistentes, procure uma unidade de saúde.

Participe desta iniciativa e compartilhe informações sobre o câncer de mama que estão disponíveis nas páginas do Facebook e Twitter do Ministério da Saúde.

sexta-feira, outubro 2

O que é o Outubro Rosa?


Outubro Rosa

O mês de outubro é dedicado exclusivamente a prevenção do câncer de mama. Conhecido por "Outubro Rosa", neste mês todas as mulheres entre 40 a 69 anos de idade são estimuladas a fazer o exame mamográfico. Se você não está nessa faixa etária, informe suas amigas, familiares e conhecidos para conscientizar essa prática simples e que salva milhares de vidas!

Prevenção e diagnóstico do câncer de mama

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização realizada por diversos entes no mês de outubro dirigida à sociedade e às mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.


A Terceira Idade no clima do Outubro Rosa


Divulgue a campanha na sua maquiagem!!

beijinhos de luz!

Campanha Outubro Rosa


Participe!

quinta-feira, outubro 1

Mortalidade por CA de mama cresce na Terceira Idade.

Resistência à mamografia aparece como principal causa. 
Um levantamento realizado pela Escola Pública de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz revela que o número de casos de mulheres com câncer de mama acima dos 60 anos vem crescendo nos últimos anos.

Segundo o levantamento, as mulheres com mais de 60 anos acham a mamografia desnecessária e não procuram o médico. Essa seria uma das principais causas do crescimento de 40% dos casos de câncer de mama em mulheres acima dos 60 anos entre 1980 e 2005.
Dados da Fundação mostram que o câncer de mama é o tumor que mais mata mulheres nessa faixa etária. Foram entrevistadas 4821 mulheres e, entre elas, 1.287 nunca tinham feito uma mamografia. O dado mais grave, segundo os médicos é o fato de mais da metade (53,9%) simplesmente não considerava o exame necessário. 
Médicos da escola de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz alertam para os perigos da falta de prevenção e acreditam que apenas medidas de conscientização poderão reverter este quadro. Edimilson Micali, especialista do Minha Vida explica que medidas simples como o autoexame e consultas médicas periódicas diminuem muito a mortalidade por câncer de mama e a ocorrência de casos em que é preciso a retirada da mama.

terça-feira, outubro 14

Autoexame das mamas


Clique na imagem e amplie!

abçs

segunda-feira, outubro 13

Câncer de Mama - O que fazer ao descobrir a doença


 
Quais os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama?

Mulheres e homens (2% dos casos) podem desenvolver câncer de mama. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA, 2009), os principais fatores de risco para câncer de mama são: histórico familiar (quando mãe, irmã ou tia já tiveram câncer de mama, existe uma probabilidade maior de um descendente desenvolver a doença); obesidade; alimentação inadequada (dieta rica em gorduras, embutidos e enlatados); tabagismo e faixa etária elevada (após a menopausa), embora a cada ano o câncer de mama acometa mulheres mais jovens. Somado a isso, podemos citar situações de grande estresse e mágoas represadas. Isso não significa que todas as pessoas expostas a esses fatores de risco desenvolverão a doença. O câncer é, sim, uma doença multicausal, isto é, não há um único fator apenas que cause o problema.
Para se protegerem, as mulheres podem se submeter mensalmente ao autoexame das mamas, que preferencialmente deve ser realizado uma semana após a menstruação, visto que é o período no qual as mamas ficam menos densas, e anualmente ao exame clínico, realizado por um profissional especializado, o qual poderá indicar a realização de mamografia periodicamente, se for o caso, ou mesmo a ultrassonografia das mamas (INCA, 2009). Todas essas medidas são importantes para o aumento das chances de diagnóstico precoce, quando então a doença é mais facilmente tratada.

Como posso me preparar para uma consulta médica na qual receberei a confirmação ou não de que estou com câncer de mama?

A espera por essa consulta costuma ser bastante angustiante e é um momento apontado na literatura como um dos mais estressantes de todos, pelo fato do câncer ainda ser frequentemente associado ao sofrimento e à morte. Sendo assim, durante os dias que antecedem a consulta: tente realizar sua rotina diária normalmente; procure fazer coisas que lhe tragam prazer; anote todas as perguntas que você queira esclarecer com seu médico e as leve à consulta; escolha um acompanhante para comparecer e entrar no consultório com você — essa pessoa precisa ser alguém da sua confiança, ou seja, alguém com quem você possa compartilhar toda sua ansiedade e que você saiba que conseguirá suportar com você a alegria de um diagnóstico negativo ou a tristeza de uma possível confirmação da doença; e, se você tiver alguma crença, se ancore nela para se sentir mais forte antes, durante e depois da consulta.

Estou com câncer de mama. E agora? Quais são frequentemente as etapas de um tratamento para o câncer de mama?

Primeiro não se culpe pelo ocorrido nem se despeça dos seus entes queridos pensando que morrerá. Tente, sim, se informar o máximo possível sobre seu estado de saúde e se amparar nas pessoas de sua confiança e/ou em profissionais especializados.
Na maioria dos casos, o tratamento do câncer de mama inicia-se com a realização de uma cirurgia, que só seu médico poderá lhe informar qual o tipo mais adequado para o tratamento do seu problema. Além disso, caso seja necessário retirar a mama inteira, converse com seu médico para ponderar as possibilidades de uma reconstrução de mama imediata, ou seja, quando na mesma cirurgia na qual a mama é retirada, em alguns casos, há a possibilidade da colocação de uma prótese. Contudo, alguns pacientes necessitam de quimioterapia antes da realização da cirurgia, que é feita com o intuito de diminuir o tamanho do tumor para facilitar o procedimento cirúrgico.

Nem todos os casos de câncer de mama são tratados apenas com a cirurgia. Sendo assim, após análise do tecido retirado, há o planejamento do restante do tratamento, o qual pode ser composto pela realização de radioterapia e/ou quimioterapia. Em algumas mulheres, ainda, a análise do material retirado pode indicar a necessidade da utilização de um medicamento que iniba a produção de hormônios dos ovários, porque em alguns casos o câncer é hormônio-dependente. 
Assim como o momento do diagnóstico, o momento do tratamento também é muito estressante, e muitas mulheres chegam até a verbalizar que, ao finalizarem, não se sentem a mesma pessoa. Por isso, é importante possuir uma rede de suporte de acolhimento nesses momentos. Essa rede pode ser composta por familiares, amigos, religião ou mesmo grupos de autoajuda. No Brasil, em vários hospitais universitários há grupos cuja participação é gratuita, bastando apenas haver motivação do paciente para frequentá-los. Algumas mulheres também verbalizam que seus maridos as abandonam após a descoberta da doença, porém os estudos mostram que, se os vínculos conjugais se rompem com a chegada do câncer, significa que esses vínculos já estavam próximos de sua dissolução, ou seja, o câncer sozinho não é capaz de finalizar um casamento.

Como dar continuidade na vida após o tratamento por câncer de mama?

Após o término do tratamento, o paciente precisa ser frequente às consultas médicas agendadas, para que, se porventura ocorrer alguma metástase (volta do câncer), ela possa ser tratada o quanto antes. 
Os pacientes que passam pelo procedimento do esvaziamento axilar (retirada de linfonodos) ficam com a circulação sanguínea mais lenta no braço do lado operado, o que requer a adesão a exercícios físicos adequados e rotineiros, os quais podem ser aprendidos com profissionais treinados para ministrá-los.

Importante refletirmos que, apesar dos cuidados com o lado operado, o paciente é um todo integrado, com necessidades físicas, psíquicas, sociais e espirituais. A partir disso, é fundamental que o paciente que já recebeu o diagnóstico de câncer de mama não deixe de se cuidar em sua integralidade.
**Doutorado em Enfermagem e Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. Mestrado em Enfermagem e Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. Graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Uberlândia. Experiência na área de Psicologia com concentração em Psicologia da Saúde e ênfase em intervenção terapeutica, atuando em temas como o câncer de mama.

sexta-feira, outubro 10

Outubro Rosa: câncer de mama pode afetar também os ossos. Fique alerta!


O Outubro Rosa é um movimento internacionalmente conhecido e comemorado em todo o planeta desde o século 20. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação de todas as pessoas na campanha.

Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referentes à doença no mês de outubro e, com a aprovação do Congresso Americano, se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama. No Brasil, o movimento vem sendo adotado desde 2002. A ideia é chamar atenção, diretamente, para a realidade atual da doença e a importância do diagnóstico precoce.

Qual a relação do câncer de mama com os ossos?

Por vezes, as células cancerosas rompem o tumor original e viajam pelo corpo, sendo atraídas para os ossos ou outros órgãos em diferentes partes do corpo. Isso pode acontecer através do sistema linfático ou sanguíneo. O nome dessa migração é metástase. As células que se espalham para os ossos são especificas do câncer de mama. Elas não são as mesmas células do tipo de câncer que começa no osso.

O osso é o local mais comum de câncer de mama secundário (metástase óssea). Os ossos mais comumente afetados são a coluna vertebral, costelas, crânio, pelve, perna e braço. Infelizmente, na maioria dos casos em que o câncer da mama se espalha para o osso, ele já não pode ser mais curado.

Quais os sintomas do CA de mama secundário no osso?

Quem tem câncer de mama secundário no osso pode ter diferentes sintomas ou nenhum. Muitas pessoas se sentem muito bem e os sintomas podem ser controlados, por isso a importância de fazer os exames como a cintilografia óssea para investigação e estadiamento.

- Dor nos ossos: a dor pode variar de leve a grave, a experiência e intensidade é diferente em cada pessoa.

- Enfraquecimento e/ou fratura óssea: os ossos afetados podem enfraquecer e damos o nome de osteoporose secundária, o que às vezes pode aumentar o risco de fratura (quebra de um osso). Quando isto é ocorre, chamamos de fratura patológica, que significa que a ruptura no osso é devido à doença, e não como um resultado de um acidente.

- Compressão da medula espinhal: se os ossos da coluna vertebral fraturarem ou colapsarem pela doença, isso pode causar pressão sobre a medula espinhal (compressão da medula espinhal). Os sintomas de compressão da medula espinhal são o aumento da dor ao redor da coluna, que às vezes desce para uma ou ambas as pernas, ou fraqueza nas pernas ou incontinência (perda da capacidade de controlar a bexiga e/ou intestinos).

- Hipercalcemia (cálcio excessivo no sangue): o osso é um tecido vivo e é composto por proteínas de cálcio e várias outras que o tornam forte. O câncer de mama secundário no osso pode alterar a estrutura óssea a ponto de o cálcio ser liberado na corrente sanguínea. Se o nível de cálcio fica muito alto, os sintomas como náuseas, vômitos, constipação ou sonolência podem aparecer. Em casos mais graves pode ocorrer sede excessiva, fraqueza ou confusão mental.

- Anemia/infiltração da medula óssea: em casos raros, o câncer da mama secundário pode invadir a medula óssea. Esta é a parte interna do osso, onde as células sanguíneas são feitas, podendo causar anemia (diminuição de células vermelhas do sangue). Os sintomas são cansaço ou falta de ar, sendo necessários exames de sangue e uma biópsia de medula óssea para fazer o diagnóstico.

Obviamente, o tratamento destes cinco sintomas e outros que podem ocorrer na metástase óssea do câncer de mama são médicos com especialista em ortopedia oncológica, mas a mensagem que quero deixar hoje é que o melhor tratamento é a prevenção!



Faca seu exame na mama nesse mês rosa!

segunda-feira, outubro 6

Outubro Rosa

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.Esta campanha acontece com mais intensidade no mês de outubro e tem como símbolo o laço cor de rosa.

O movimento começou a surgir em 1990 na primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, e desde então, promovida anualmente na cidade. Entretanto, somente em 1997 é que entidades das cidades de Yuba e Lodi, também nos Estados Unidos, começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença, escolhendo o mês de outubro como epicentro das ações.1 Hoje o Outubro rosa é realizado em vários lugares.

terça-feira, outubro 8

Para o corpo e para a mente


Todos sabem dos benefícios que a atividade física traz para a saúde de forma geral. O sedentarismo é um grande inimigo das mulheres, em especial daquelas que estão acima do peso. Sentir-se bem é a ordem do dia, portanto, uma mudança de hábito pode melhorar muito a sua qualidade de vida

Fazer exercícios, mesmo os mais simples, pode colaborar muito para que você tenha uma vida mais saudável. Além de melhorar a função cardiovascular, essa prática oferece grande auxílio para o corpo e a mente. “A atividade física ajuda na queima de calorias, facilitando a manutenção e redução do peso, aumenta as endorfinas circulantes, melhorando o humor e também a autoestima”, explica Maria do Socorro Maciel, mastologista do Hospital A.C.Camargo, em São Paulo. “Na menopausa, ajuda a evitar ou até melhorar a densidade óssea, reduzindo as fraturas patológicas que diminuem a qualidade de vida das mulheres”, esclarece.

Para as pacientes de câncer de mama, a prática de exercícios orientada pelo fisioterapeuta ou pelo médico é fundamental antes, durante e após o procedimento cirúrgico e o tratamento, como explica a diretora da Fisioterapia do Hospital A.C.Camargo, Celena Freire Friedrich. “A atuação do fisioterapeuta deve se iniciar no pré-operatório, objetivando conhecer as principais alterações pré-existentes e identificar os possíveis fatores de risco para complicações pós-operatórias, conscientizando a paciente da importância dos procedimentos fisioterapêuticos.”

Recuperando movimento e autoestima 
Mas o que pode ser feito? Após a cirurgia, o fisioterapeuta acompanha e indica o que e como fazer. “Durante o período de internação pós-operatória, as pacientes realizam exercícios ativos assistidos ou ativos livres, respeitando sempre o limite de amplitude articular de 90° do lado operado”, explica Celena. “Pacientes submetidas a esvaziamento axilar recebem orientações em relação aos cuidados com o membro superior do lado operado”, complementa.

No período de tratamento, a paciente pode e deve se exercitar para recuperar os movimentos normais, mas sempre respeitando os próprios limites. “É necessário que entendam a importância e o benefício dos exercícios para a manutenção da flexibilidade e da força muscular, bem como a da função do aparelho locomotor e da manutenção do condicionamento cardiovascular e respiratório”, alerta a fisioterapeuta. “Após o tratamento, a realização de atividade física promove o restabelecimento da função do membro e desperta na mulher o sentimento de independência, além de estimular sua percepção em relação à importância da qualidade de vida no processo de tratamento do câncer de mama”, conclui Celena Freire Friedrich.

Exercícios durante o tratamento

Para esclarecer o que pode ser feito em cada fase do tratamento, a mastologista Maria do Socorro Maciel orienta:

1. Exames pré-operatórios (estadiamento): a paciente que está se preparando para a cirurgia deve procurar manter sua vida como antes, respeitando suas limitações (tempo, estresse, expectativas e mudanças). Exercícios aeróbicos ou outros podem ser mantidos;

2. Pós-operatório (dependendo do tratamento cirúrgico): geralmente nesse período é solicitado que não se faça esforços físicos, no caso de a pessoa ter sido submetida a tratamento conservador, ou não, seguido de reconstrução mamária. A fisioterapeuta orienta os movimentos com os braços e, nos casos em que a cirurgia foi mais conservadora, sugere-se alongamentos (se a cirurgia estiver sem qualquer complicação), evitando sol, mar e piscina;

3. Durante a quimioterapia (período em que a paciente apresenta queda de imunidade): recomenda-se evitar aglomerações, piscina ou mar, mas, dependendo da sua disposição, efetuar esteira ou caminhadas leves, mas não priorizar a atividade nesse período;

4. Durante a radioterapia (evitar tomar sol ou banho de mar e piscina): nessa fase, a paciente pode sentir sonolência e perda de suas energias, logo é importante respeitar o seu corpo;

5. Após todos os tratamentos citados, procurar voltar à vida normal. Caminhada, ioga, musculação, natação, pilates… O importante é tentar se sentir bem, incentivando exercícios aeróbicos.

Portanto, converse com o seu médico, mas saiba que, para cada fase, há uma possibilidade de se exercitar. É importante para sua recuperação e autoestima. Isso vai possibilitar uma vida melhor e mais saudável.

sábado, outubro 5

Câncer de Mama em Homens


Embora raro, o câncer de mama pode, sim, afetar os homens. Câncer de mama em homens representa menos de 1% do total de casos de câncer de mama. O câncer de mama nos homens é diagnosticado com base em uma alteração na mama, geralmente notada pelo próprio paciente, já que não existe rastreamento de câncer de mama em homens.

Fatores de risco de câncer de mama em homens

Aproximadamente 20% dos homens que desenvolvem câncer de mama têm caso(s) de câncer de mama na familia. Aproximadamente 10% deles são portadores de uma mutação genética que os predispõe ao câncer, uma mutação no gene denominado de BRCA2.

Além desta mutação, há outras mutações genéticas, também hereditárias, e que podem predispor ao câncer de mama, mas que são mais raras.

Outros fatores predisponentes são exposição à radiação (por exemplo em acidentes nucleares), raça negra (ao menos nos EUA) e obviamente, a idade (quanto mais velho, maior a incidência, com pico por volta dos 75 anos). Ginecomastia (mama aumentada em homens) é um possível fator de risco, embora isto não esteja totalmente confirmado.

Em função de uma proporção significativa de homens com câncer terem história familiar da doença, todo homem com câncer deveria passar por orientação oncogenética (com oncogeneticista), para que seja estabelecido se o paciente e/ou parentes devam fazer investigação diferente da rotineiramente recomendada.

Prognóstico e sobrevida de homens com câncer de mama

Devido à falta de rastreamento, casos de câncer de mama em homens acabam sendo diagnosticados, em média, mais tarde que em mulheres. A média da idade ao diagnóstico do câncer de mama nos EUA é de 67 anos de idade, contra 61 anos de idade entre as mulheres. Também pela falta de rastreamento, os casos em homens acabam sendo diagnosticados quando o tumor já está um pouco maior do que no caso de mulheres, especialmente as que se submetem a mamografia de rotina. Quando é notada uma alteração suspeita, o homem pode sim ser submetido a mamografia, ultrassom e biópsias nos moldes do que ocorre com as mulheres.

Se analisarmos a chance de cura de um homem com câncer de mama comparada à chance de uma mulher, observamos que as chances são muito parecidas, se considerarmos as doenças no mesmo estágio de desenvolvimento.

Homens que desenvolvem câncer de mama têm um risco aumentado de desenvolver um segundo câncer ao longo da vida, de aproximadamente 20%. Destes segundos cânceres, os mais comuns são câncer de próstata, cólon e bexiga.

Como diagnosticar

Quando um homem nota um nódulo ou crescimento da mama, deve procurar um médico. Assim como nas mulheres, além do exame físico, será realizada mamografia e eventualmente ultrassonografia de mama.

Câncer de mama em homens geralmente se manifesta na região próxima à aréola.

A mamografia pode identificar um nódulo ou microcalcificações suspeitas, embora estas sejam mais raras em tumores em homens que nas mulheres.

Assim como nas mulheres, o diagnóstico do câncer de mama em homens somente pode ser firmado através de uma biópsia ou cirurgia. A peça é avaliada pelo patologista, que com base no aspecto do tumor ao microscópio além de análise por técnica denominada de imunohistoquímica, consegue firmar que se trata de um câncer de mama (ao invés de uma metástase de algum outro tumor, por exemplo). A biópsia pode ser feita com agulha grossa (chamada de core-biopsy) ou com biópsia por sucção (mamotomia).

Aspectos da patologia e estadiamento no câncer de mama em homens

Assim como nas mulheres, o tipo mais comum de câncer de mama é o chamado carcinoma ductal invasivo. Homens também podem ter carcinoma ductal in situ, e apresentam o chamado carcinoma papilífero em até 4% dos casos (este é mais raro em mulheres).

Nos cânceres em homens, a presença de receptores de estrógeno e de progesterona é um pouco mais elevada que nos cânceres em mulheres (80% vs 70%). A proteína Her2 está hiperexpressa um pouco mais frequentemente que nas mulheres. As implicações da presença destas proteínas é igual nos homens que nas mulheres (receptores de estrógeno e progesterona associados com tumores menos agressivos, que respondem a hormonioterapia; hiperexpressão de Her2 associada a tumores mais agressivos, que respondem aterapia anti-Her2). 

O estadiamento – a avaliação da extensão da doença localmente, nos gânglios axilares, e a distância é feita de maneira igual ao que é feito nas mulheres. Como já mencionado, pelo fato de homens não fazerem rastreamento para o câncer de mama, eles acabam sendo diagnosticados com tumores um pouco maiores que aqueles diagnosticados nas mulheres, em média.
Tratamento do câncer de mama em homens

Assim como nas mulheres, o tratamento curativo do câncer de mama obrigatoriamente passa por um procedimento cirúrgico. Diferente das mulheres (nas quais se faz frequentemente uma cirurgia parcial da mama), nos homens quase sempre se faz a retirada completa da mama, a denominada mastectomia radical modificada.

Assim como nas mulheres, é possível fazer a pesquisa do linfonodo sentinela na axila, e se este não tiver doença, poupar o paciente do chamado esvaziamento axilar. Este esvaziamento axilar consiste na retirada de ao menos 10 linfonodos da axila, como meio de prever melhor o prognóstico (risco de recidiva). O esvaziamento pode causar problemas como inchaço no braço e dor crônica, de modo que sempre que possível, deve ser evitado.

Radioterapia é indicado sempre para o tratamento de homens cujo tumor seja maior que 4 cm e/ou quando há comprometimento de mais de 3 linfonodos axilares. Seguindo uma tendência de tratamento em mulheres, hoje se discute também o benefício da radioterapia mesmo em casos de tumores menores ou com menos de 4 linfonodos comprometidos.

O tratamento sistêmico pode ser dividido em hormonioterapia, quimioterapia e terapia anti-Her2. Além disso, o tratamento sistêmico pode ser indicado antes da cirurgia (denominado de tratamento neo-adjuvante), após a cirurgia (denominado de tratamento adjuvante) e em casos de doença metastática (disseminada).

O tratamento hormonioterápico está indicado sempre que o tumor tiver expressão de receptores de estrógeno e/ou progesterona. Quando ele é administrado após a cirurgia, geralmente o tratamento dura entre 5 anos (apenas uma medicação) até 10 anos (uma medicação por 5 anos e uma segunda por mais 5 anos). Em homens, Tamoxifeno continua sendo a hormonioterapia de escolha, já que há poucos dados com a classe de medicações denominada de inibidores de aromatase. Em casos de doença metastática, a hormonioterapia é administrada até que a doença não mais responda ao tratamento.

O tratamento quimioterápico está indicado após a cirurgia de tumores maiores que 1 cm, em casos de linfonodos comprometidos na axila, ou mesmo em casos específicos de tumores menores mas com características mais agressivas na análise do patologista. Além disso, a quimioterapia pode estar indicada em doença metastática.

Existem diversas drogas que podem ser combinadas ou usadas isoladamente, e a escolha das medicações leva em conta diversos parâmetros mais sofisticados cuja discussão não cabe aqui. 

A terapia anti-Her2, indicada somente em casos em que o tumor hiperexpressa a proteína Her2, pode e deve ser usado também em homens. Esta classe de medicações pode estar indicada antes da cirurgia (neo-adjuvância), após a cirurgia (adjuvância) e na doença metastática. Normalmente a medicação é associada a um quimioterápico durante parte do tratamento adjuvante. Na doença metastática, pode ser associada a hormonioterapia, a quimioterapia ou pode ser usada isoladamente.

Por último, vale mencionar que em casos de doença metastática para os ossos, está indicado o uso de uma classe de medicações denominada bisfosfonatos. Estas medicações são administradas paralelamente ao tratamento hormonal, quimioterápico ou à terapia anti-Her2.

sexta-feira, outubro 4

Historia do Laço Cor-de-rosa


O primeiro Laço Cor-de-Rosa foi introduzido pela Fundação do câncer de Mama Susan G. Komen. A fundação ofereceu bonés cor-de-rosa aos sobreviventes do câncer de mama que participavam na Corrida para a Cura desde 1990. Alguns meses mais tarde em 1991 todos os participantes da Corrida de Nova Iorque receberam um Laço Cor-de-Rosa. No entanto, o laço não teve a importância que se esperava, na medida em que era um pormenor num evento com bastante importância.

Alexandra Penney, que em 1992 era a editora chefe do "Self", uma revista de saúde para mulheres, trabalhava então na segunda edição anual do National Breast Cancer Awareness. Evelyn Lauder, que era então vice-presidente da empresa Estee Lauder foi editora convidada da edição da NBCAM do mesmo ano. Juntas Penney e Lauder lembraram-se de criar um laço e de fazer com que as grandes distribuidoras de cosméticos os distribuíssem nas lojas de Nova Iorque. Mais tarde Evelyn Lauder prometeu distribuir os laços por todo o país embora a cor do laço não tivesse ainda sido decidida. No entanto, uma senhora de 68 anos de nome Charlotte Hayley que acabara de combater o câncer de mama produziu laços laranja.

Charlotte vendeu-os com um cartão que dizia " O budget anual do Instituto Nacional do Câncer é de 1.8 bilhões de dólares, e somente 5% vai para a prevenção contra o câncer. Ajude-nos a acordar os nossos legisladores e a América, usando este laço." A mensagem rapidamente se divulgou, o que fez com que Penny e Evelyn se interessassem pelo conceito de Hayley. Ambas viram potencial na ideia de se associarem a Charlotte. Mas esta rejeitou a proposta alegando que Penny e Evelyn eram demasiado comerciais. Após uma discussão com Lauder, Hayley e os seus advogados foi então acordada uma nova cor. O cor-de-rosa fora então escolhido para a cor do laço, tornando-se assim um símbolo internacional para a luta contra o câncer de mama.

Paz!