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quinta-feira, março 5

Idosos com câncer de próstata podem viver mais se tratados com radiação e hormônios


Pesquisa mostrou que a terapia dupla salvou cerca de 50% mais vidas em comparação aqueles que fizeram apenas um dos tratamentos.

Muitos homens não têm recebido o tratamento ideal para combater o câncer de próstata, principalmente aqueles que já passaram dos 75 anos. Foi o que alertaram pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Idosos com câncer de próstata podem viver mais, se forem tratados com radiação e com terapia hormonal ao mesmo tempo, é o que diz o estudo. No entanto, os pesquisadores alertam que muitos homens não recebem o tratamento correto. A terapia dupla salvou cerca de 50% mais vidas no grupo de homens com idades entre 76 e 85 anos com câncer de próstata localmente avançado, em comparação com aqueles que fizeram apenas terapia hormonal, segundo o estudo publicado no Journal of Clinical Oncology.

Oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Stefhen Stefani explica que a terapia hormonal atua no bloqueio da testosterona, e a radioterapia busca destruir ou inibir o crescimento das células cancerosas.

– Os dois tratamentos podem, sim, serem prescritos ao mesmo tempo para pacientes com câncer de próstata, pois aumentam as chances de cura e de mais tempo de vida. A radioterapia está muito bem consolidada atualmente, combinado ao bloqueio da produção de testosterona, o efeito é muito superior à submissão a apenas uma técnica.

Stefani alerta apenas para os efeitos colaterais. Cada uma das terapias possui um tipo de resultado sobre o corpo. O paciente precisa estar ciente que o tamanho da eficácia têm consequências no organismo.

– A terapia de bloqueio hormonal pode reduzir a libido do homem. ele também pode sentir calorões, assim como as mulheres sentem quando estão na menopausa, e perda da massa muscular e óssea. Já a radioterapia pode fazer com que o paciente sinta desconforto para urinar e evacuar. Ainda assim, o resultado principal é viver por mais tempo e maior chance de cura – explica.

A pesquisa da Universidade da Pensilvânia foi feita com 31.541 homens com câncer de próstata com idades entre 65 e 85 anos. Todos eles se submeteram aos dois tratamentos. Dois testes clínicos foram realizados para que os pesquisadores pudessem compreender o efeito da terapia de bloqueio hormonal combinada à radioterapia. Estudos anteriores mostraram que, em média, 40% dos homens com câncer de próstata agressivo são tratados apenas com terapia hormonal. Há, portanto, um grupo significativo de pessoas que poderia se beneficiar de uma terapia com radiação, ao mesmo tempo.

– Falhas no uso de tratamentos eficazes para pacientes mais velhos são uma preocupação quando se pensa na qualidade do cuidado da saúde – disse o autor do estudo, Justin Bekelman.

No Brasil, Stefani aponta que o bloqueio hormonal é mais utilizado em sistemas privados de saúde, enquanto a radiação é usado nos sistemas públicos. O problema reside no tempo de espera para o início do tratamento com radiação, uma vez que a fila de espera é bastante grande.

– O tempo de tratamento varia, embora o ideal seja que eles comecem juntos. O bloqueio pode ser feito com injeções mensais, trimestrais ou semestrais ou até comprimidos diários. A radiação dura, em média, um mês e meio. Nada impede que a terapia hormonal seja iniciada quando a radiação está em curso. O que acontece em muitas situações é começar com tratamento hormonal até que a radiação seja liberada.

terça-feira, maio 15

SBGG condena práticas anti-envelhecimento

RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DE HORMÔNIOS, VITAMINAS, ANTIOXIDANTES E OUTRAS SUBSTÂNCIAS COM O OBJETIVO DE PREVENIR, RETARDAR, MODULAR E/OU REVERTER O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO.

Nos anos 90, a fração de idosos era de aproximadamente 10 milhões de indivíduos, ou seja, 7,0% da população total do Brasil. E, de acordo dados preliminares do Censo Demográfico de 2010 (IBGE), atualmente os idosos respondem por cerca de 11,3% da população, com aproximadamente de 21 milhões de indivíduos. As previsões são de que, em 2025, o Brasil terá mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos, aproximadamente 15% da população, e de que, em 2040, a população geriátrica brasileira ultrapassará, em proporção e números absolutos, a população infantil. 

Além disso, o grupo dos “muito idosos” (80 anos e mais) é o que mais cresce proporcionalmente no país, sendo, também, o segmento que engloba os indivíduos mais frágeis e portadores múltiplas doenças crônicas e de incapacidade funcional. De acordo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população total brasileira cresceu, em 10 anos, (1997-2007) 21,6%, ao passo que a população de 60 anos ou mais cresceu 47,8%, sendo que a faixa dos 80 anos ou mais, 65%. A previsão é de que esse grupo de “muito idosos” cresça, até 2050, duas vezes mais do que o aumento da população com 60 anos ou mais.

Considerando-se que, à medida que as pessoas atingem idades avançadas, aumenta o risco de que elas adquiram doenças crônicas e desenvolvam incapacidades, conclui-se que os médicos irão atender pacientes cada vez mais idosos, frágeis e com múltiplas doenças crônicas. Portanto, ações de promoção de saúde e preventivas se fazem necessárias no sentido de minimizar o impacto das doenças crônicas e da incapacidade sobre os indivíduos e a sociedade.

Tendo em vista que proliferam no Brasil propostas de tratamentos que visam prevenir, retardar, modular ou reverter o processo de envelhecimento, bem como prevenir doenças crônicas e promover o envelhecimento saudável através de reposição hormonal, suplementação vitamínica e/ou uso de anti-oxidantes, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia designou um grupo de especialistas para realizar revisão da literatura com o objetivo de avaliar a eficácia e a segurança do uso dessas substâncias com os fins acima citados.


Foram consultadas 164 referências bibliográficas publicadas a partir do ano de1990 e utilizadas 79 delas, correspondendo a:

Continue a leitura no site:
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

bjs,

segunda-feira, setembro 12

Estudo liga níveis baixos de testosterona a depressão em idosos


Baixos níveis do hormônio masculino podem alterar transmissores no cérebro. 
Baixos níveis do hormônio testosterona podem estar ligados à depressão em homens de idade avançada, apontou um estudo realizado por pesquisadores australianos. 
A equipe, da University of Western Austrália, avaliou cerca de 4 mil homens, com idade entre 71 e 89 anos. 
Durante o estudo, os especialistas colheram amostras de sangue - para avaliar a quantidade do hormônio - e aplicaram um questionário para investigar o estilo de vida e tendência para depressão entre os voluntários. 
Os pesquisadores concluíram que 203 participantes (5,1% do total) apresentaram baixos níveis de testosterona no sangue e acusaram um quadro de depressão. 
Na avaliação dos especialistas, esses voluntários apresentaram três vezes mais chances de desenvolver depressão do que os que tinham o hormônio em níveis mais elevados. 
Suplemento 
Segundo o estudo, publicado na revista especializada Archives of General Psychiatry, mulheres têm mais chances de ter depressão do que os homens até os 65 anos, idade a partir da qual a diferença entre os gêneros "quase desaparece por completo" nesse aspecto. 
Os pesquisadores disseram que os níveis de testosterona diminuem com a idade mas não souberam explicar a ligação entre os baixos níveis do hormônio e a depressão em 5,1% dos participantes. 
Eles acreditam, no entanto, que a baixa produção do hormônio altera os níveis de neurotransmissores ou hormônios no cérebro. 
"Agora são necessários novos testes para determinar se a aplicação de um suplemento de testosterona em homens mais velhos será capaz de combater os sinais de depressão", afirmou Osvaldo P. Almeida, coordenador do estudo. 
A testosterona é um hormônio é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. 
Apesar de ser encontrado em ambos os sexos, a testosterona é produzida em grandes quantidades pelos homens. 
Fonte:G1 
bjs e muita paz...

Paz!