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sábado, agosto 27

Cartilha Prevenção de Quedas em Idosos!


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Cuidado!!

segunda-feira, junho 27

O local onde moramos pode parecer inofensivo, mas esconde armadilhas que passam despercebidas


É importante ficar atento ao ambiente doméstico, realizando mudanças e adaptações de acordo com as alterações corporais e mentais inerentes ao envelhecimento.

O local onde moramos, frequentemente motivo de orgulho e fruto de muita luta, onde conhecemos de uma forma íntima todos os detalhes, pode parecer inofensivo a primeira vista, mas esconde surpresas e armadilhas que passam despercebidos frente a olhos destreinados. 

Com o passar dos anos, nosso organismo vai se fragilizando e o equilíbrio vai diminuindo. A utilização de remédios que afetam a consciência e o aparecimento de distúrbios neurológicos podem transformar nossa percepção do ambiente doméstico. Muitas vezes esse ambiente acaba se tornando cenário de quedas e acidentes. Até quedas “da própria altura” podem causar lesões gravíssimas como a fratura de fêmur, que levam a incapacidade e até ao óbito. 

Por isso, é importante ficar atento no ambiente doméstico realizando mudanças e adaptações pensando sempre nas alterações corporais e mentais inerentes ao envelhecimento, moldando-as de acordo com as necessidades de cada indivíduo. 

Dicas:

Dez sugestões ergonômicas* em ambiente domiciliar aplicadas às pessoas da terceira idade: 
1. Procure ter sempre ambientes mais iluminados. Podendo optar, opte por lâmpadas chamadas frias ou fluorescentes, pois iluminam mais e gastam menos.

2. Os tapetes também podem funcionar como armadilhas. Eles devem ser colocados em locais onde são realmente necessários, e devem ser aderentes ao piso, evitando, assim, quedas.

3. A utilização de corre-mão ao longo de escadas e rampas também é potencialmente benéfico.

4. A questão do piso também é importante. Opte sempre por modelos que não sejam escorregadios, principalmente quando molhados. Uma ótima saída para quem tem piso com essas características e não quer trocá-lo, é utilizar lixas especiais, que devem ser coladas em seqüência, formando um caminho ao longo do quintal ou áreas externas.

5. Sempre optar por um varal com sistema de polias preso com ganchos no teto, evitando assim o movimento e a utilização excessiva e inadequada da articulação do ombro, uma articulação que freqüentemente é alvo de queixas, principalmente em mulheres acima dos 50 anos.

6. Para as pessoas que residem em casas, o sistema de fotocélula também é interessante, onde, por meio de sensores, as luzes se ascendem ao perceberem a presença de alguém se aproximando.

7. A casa deve possuir aparelhos de telefone fixo e telefones sem fio, facilitando assim a utilização do telefone em qualquer parte da casa.

8. No quarto, o interruptor deve ser localizado na cabeceira da cama.

9. Optar por portões automáticos a fim de evitar acidentes em dias de chuva e segurança no período noturno.

10. Um “amigão do peito” também pode ajudar, principalmente para as pessoas que moram sozinhas. Prefira um animal de raça pequena, comportada, inteligente e dócil, para não incomodar os vizinhos. 
Viver com Saúde é viver feliz!

sábado, abril 30

Fraturas nas costelas podem ter consequências graves em idosos


Impressionante como as quedas vão se tornando cada vez mais frequentes em idosos. Eu, pelo menos, tenho várias amigas que caíram, com sérias consequências, como fraturas de fêmur, quadris, com recuperação muito difícil.

Posso dizer que sou uma mulher de sorte pois escorreguei no terraço da minha casa e batí as costas com uma violência inacreditável, sentindo uma dor insuportável. Fui ao médico, fiz exames de raio X e por sorte nenhuma fratura foi constatada. Uma semana depois voltei ao mesmo médico pois as dores estavam insuportáveis. Foi feita uma tomografia e mais uma vez o resultado foi negativo. Mas, o médico me avisou- a senhora vai precisar de muita paciência, pois não há o que fazer a não ser tomar um analgésico, pois a dor vai persistir por pelo menos um mês. Posso dizer que não é brincadeira, ela é mesmo insuportável. Imagino como seria se tivesse fraturado uma costela. O Dr. Renato Poggetti, cirurgião e coordenador do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho explica porque fraturas em costelas são mais graves em idosos e porque a imobilização do osso comprometido não se aplica na maioria dos casos. .

As costelas fazem parte da estrutura óssea da parede torácica, que se encontra permanentemente em movimento, durante a inspiração e a expiração. “Esses movimentos somados a outros mecanismos respiratórios fazem com que os pulmões recebam o ar com oxigênio e eliminem o ar com dióxido de carbono permitindo a oxigenação do nosso corpo, o que é fundamental para a manutenção da vida”, explica o médico. Assim sendo, a consolidação da fratura de costela ocorre mesmo com ela em movimento. Qualquer imobilização que restrinja o movimento das costelas pode ser muito prejudicial à respiração do indivíduo.


Em pessoas jovens, com boa reserva fisiológica e sem doenças pré-existentes o processo de consolidação das fraturas de costelas é melhor tolerado ocorrendo entre três e quatro semanas, sem grandes complicações. Em pessoas com idade acima de 65 anos, porém, a recuperação desse tipo de fratura pode ser um pouco mais lenta, podendo ultrapassar quatro semanas. “O idoso tem uma reserva fisiológica menor por conta do envelhecimento, e também por causa da alta incidência de doenças crônicas degenerativas associadas”, salienta o Dr. Poggetti.

O objetivo do tratamento do trauma torácico com fraturas de costelas é controlar a dor para manter a fisiologia normal da respiração apesar da fratura. As ações incluem a analgesia agressiva (controle da dor) e o estímulo à respiração, que pode ser feito de duas maneiras:

Ø Passiva: com o paciente respirando mais profundamente e movimentando adequadamente a caixa torácica

Ø Ativa: quando são utilizados equipamentos que levam ar para os pulmões com o uso de pressão positiva.

É importante salientar que o corpo do idoso costuma trabalhar próximo do limite da capacidade da maioria de seus sistemas orgânicos. Frequentemente, o idoso também é portador de doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose, insuficiência renal, doença pulmonar crônica etc. Assim, o idoso pode demorar mais tempo para consolidar as fraturas de costelas e também possui maior risco de complicações como pneumonia e infecção. “Há ainda o risco de outras doenças degenerativas que dificultam o tratamento, como as demências. “Quando necessário a vítima de trauma torácico com fraturas de costelas é melhor assistida com internação hospitalar”, afirma o Dr. Poggetti.


A suspeita de fraturas de costelas é feita com a ocorrência de trauma torácico e a existência de dor no local do trauma. A dor em geral piora com a movimentação do tórax e com a respiração. A dor também pode piorar com a palpação principalmente na costela e no local onde houve a fratura. Pode ou não existir inchaço e mancha roxa no local do trauma.

É importante procurar imediatamente ajuda médica para que seja iniciado o tratamento e para que sejam descartadas consequências mais graves, como hemorragias. “Quanto mais rápido for feito o diagnóstico, melhor a chance de o paciente se recuperar sem sequelas”, finaliza o especialista.

sexta-feira, dezembro 12

Medo de cair pode causar isolamento social em idosos com problemas de visão

 
A limitação da atividade devido ao medo de cair é muito comum em idosos com doença oculares. Embora esta estratégia compensatória possa proteger o idoso contra as quedas, ela também pode colocá-lo em risco maior de isolamento social e deficiências.
Um estudo publicado na revista Investigative Ophthalmology & Visual Science revelou que entre 40-50% dos idosos com problemas de visão limitam suas atividades rotineiras devido ao medo de cair. Os cientistas alertam que esta “estratégia de proteção” coloca os idosos em risco de isolamento social e de desenvolvimento de outras deficiências.

No artigo, denominado Limitação das atividades devido ao medo de cair em idosos com problemas de visão, os pesquisadores compararam exames de pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI), glaucoma e Distrofia Corneana de Fuchs com os exames de um grupo controle, composto por idosos que não apresentavam problemas de visão.

Dos três grupos com limitações visuais, os pacientes com Distrofia Corneana de Fuchsforam os que mais relataram limitação de atividades devido ao medo de cair, seguido por aqueles com glaucoma e pelo grupo com DMRI.

Os pesquisadores se surpreenderam ao constatar que os pacientes com Distrofia de Fuchseram os mais suscetíveis a limitar suas atividades, bem como o quão frequentemente os idosos com alguma doença ocular relataram limitações de suas atividades devido ao medo de cair. “Sem dúvida, um problema de visão afeta muito a vida do idoso”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Ao todo, a equipe de pesquisadores realizou um estudo transversal de 345 pacientes (93 com a DMRI, 57 com Distrofia Corneana de Fuchs, 98 com glaucoma e 97 integrantes do grupo controle). Questionários e testes de visão foram aplicados em cada um dos pacientes. Apenas 16% dos integrantes do grupo controle com visão normal relataram limitação de atividade devido ao medo de cair em comparação com 40-50% dos pacientes com moléstias oculares.

Os resultados também mostraram que as pessoas que relataram limitação das atividades devido ao medo de cair eram mais velhas, do sexo feminino, tinham uma pior qualidade de visão, eram mais propensas a ficarem deprimidas e tinham mais comorbidades.


“Estas descobertas não são relevantes apenas para pacientes idosos com doenças oculares, mas para suas famílias, cuidadores, médicos e profissionais que prestam serviços de reabilitação para os que apresentam baixa visão. É importante saber mais sobre quais atividades estão sendo limitadas devido ao medo de cair para que possamos fazer intervenções e ajudar os idosos a se sentirem mais confiantes sobre sua capacidade de fazer essas atividades com segurança”, defende Virgílio Centurion.

O médico lembra também que é preciso não esquecer que as mulheres, em média, vivem mais que os homens, que a incidência de depressão e osteoporose também é maior no sexo feminino, o que requer atenção especial. “Pacientes idosos que não vão a um oftalmologista com regularidade podem ter catarata não diagnosticada, perdendo, assim, a chance de enxergar melhor, pois o tratamento reverte totalmente o problema, devolvendo a qualidade da visão ao paciente”, destaca o oftalmologista.


Medo de cair na terceira idade…

Para muitos idosos, o risco real e as possíveis complicações das quedas podem ser ultrapassados pelo medo mórbido associado às quedas. Este é um problema circular, diversos estudos têm mostrado que o medo de cair, na verdade, aumenta o risco de queda.

“Muitos idosos, após uma queda, mesmo quando não se ferem, desenvolvem um grande medo de cair. Esse medo pode levá-los a limitar suas atividades, o que os leva à mobilidade reduzida e à perda de aptidão física por perda de massa muscular e de equilíbrio, o que por sua vez, aumenta o risco de cair”, afirma o oftalmologista Juan Caballero, (CRM-SP 63.017), que também integra o corpo clínico do IMO.

O medo, no entanto, é justificado. Em pesquisas realizadas sobre os maiores temores na terceira idade, cair é, invariavelmente, o item no topo da lista, superando o medo do crime e dos problemas financeiros.

O médico destaca também que se um paciente, ou um membro de sua família, já caiu algumas vezes ou chegou perto de cair muitas vezes é muito importante procurar um médico. “Há uma série de pequenas coisas que podem levar a quedas que são corrigíveis. Rever cuidadosamente os medicamentos que podem causar tontura ou sonolência; exames de visão regulares; calçados adequados; uso correto dos dispositivos de marcha – andador ou bengala – também podem ajudar a reduzir o risco de quedas”, alerta o oftalmologista.

Além das medidas mencionadas, é preciso prestar atenção nos riscos ambientais, garantindo, por exemplo, que o idoso tenha iluminação adequada e corrimãos em pontos-chave, como escadas. A prática de exercícios físicos que fortaleçam os músculos e melhorem o equilíbrio, a flexibilidade e a força também são importantes, especialmente para os braços, que podem ajudar a impedir que uma queda aconteça.

quarta-feira, agosto 6

Equilíbrio nos Idosos


O equilíbrio: como é mantido ?
O equilíbrio corporal é mantido por diversos orgãos e sistemas. Os principais sensores do sistema do equilíbrio estão no labirinto, olhos, músculos, ossos e articulações.

Todas essas estruturas mandam informações sobre a posição da cabeça e do corpo para o cérebro que analisa estas informações e faz ajustes para manter um equilíbrio perfeito. O cerebelo também ajuda nessa tarefa. Tudo funciona com muita harmonia, como se fosse uma orquestra.
Como surge o desequilíbrio ?
O desequilíbrio (tontura) aparece quando as informações não são mandadas corretamente para o cérebro ou quando o cérebro não consegue entendê-las como deveria. Significa que uma ou mais das estruturas responsáveis em mandar e receber informações estão alteradas ou estão em conflito. As doenças e o processo de envelhecimento muito contribuem para o desequilíbrio do idoso.
Como é a tontura ?
Pode ser uma simples sensação de desequilíbrio, impressão de queda, mudança de rumo, sensação de flutuação, vertigem. A vertigem é um tipo frequente de tontura, a pessoa sente que as coisas giram ou ela gira.

Os diferentes tipos de tontura podem ocorrer em qualquer faixa etária mas é nos idosos que elas são bem mais frequentes e preocupantes por causa das quedas. Nos ambulatórios de clínicas geriátricas a incidência de tonturas atinge 81% a 90% .
Por que os idosos caem ?
Cerca de 29% dos idosos caem ao menos uma vez por ano e 13% caem de forma recorrente. A lesão acidental é a sexta causa de mortalidade em pessoas idosas. A queda é responsável por 70% dessa mortalidade.

As doenças que acometem os idosos podem ser fatores únicos das quedas ou fatores coadjuvantes das labirintopatias.
Entre as causas que predispõem às quedas , podemos citar as seguintes:
Tipos e excesso de medicamentos: cerca de 3000 medicamentos são citados como possíveis causadores de tontura e vertigem. Os efeitos indesejáveis causados pelo excesso e pela interação medicamentosa são incontáveis. O paciente idoso costuma tomar remédios receitados por vários médicos.Além de tomarem remédios demais, as doses nem sempre estão certas.

Visão: as causas principais de visão prejudicada são glaucoma, degeneração macular , retinopatia diabética.

Ortopedia: artrite, osteoporose , sequelas de fraturas ,anquiloses.

Labiríntica: prevalencia das tonturas posicionais , tonturas infecciosas, degeneração progressiva das estruturas labirínticas.

Cardiovascular: problemas circulatórios nas extremidades distais causando neuropatia periférica , baixo impulso vascular cardíaco.

Neurológico: história de acidente vascular cerebral , insuficiência vertebrobasilar, esclerose múltipla.

Endocrinológica: aumento de incidência de diabete trazendo consequências à retina e ao labirinto.

Vida sedentária: vida sedentária leva à obesidade e esta afeta a função do equilíbrio.

Há pessoas idosas que costumam sair pouco de suas casas pelo receio que possam cair. As quedas porém são mais frequentes justamente em casa e são resultantes de ‘’perigos domésticos’’ como as escadas, os pisos escorregadios, pouca luminosidade e disposição inadequada de móveis. As escadas e o trajeto quarto-banheiro, principalmente à noite, são considerados os de maior risco na moradia. Além da limitação social e física em idosos com tonturas , uma queda pode resultar em fratura. As fraturas podem levar à hospitalização muitas vezes prolongada e de custo elevado.
O "ataque de queda"
A maior causa de queda dos idosos são de natureza acidental : cair das escadas , tropeçar num tapete, escorregar num assoalho encerado , etc.

Mas um outro tipo de queda pode ocorrer nos idosos: o ‘’ ataque de queda’’ ou sincope postural . Os ataques de queda são súbitos, não acidentais ,sem nenhum sinal ou sintoma pregresso de queda. A pessoa simplesmente cai (desaba) e se dá conta que está no chão. Em geral resultam em lesões (fraturas, ferimentos,hematomas, contusões ) de maior ou menor gravidade.Os casos de ataques de queda ou sincopes posturais são atribuídos a uma hipotensão ortostática com momentâneo deficit circulatório cerebral, acompanhados de perda temporária da consciência.
Como prevenir e tratar tonturas e quedas nos idosos?

Prevenção

Enquanto alguns fatores de risco para as quedas não podem ser mudados, como o envelhecimento, outros podem ser eliminados ou reduzidos através de orientações de prevenção a pacientes e familiares: 
- Estar ciente dos objetos e móveis existentes na casa e suas localizações;
= Evitar escadas;
- Eliminar objetos e móveis desnecessários;
- Mover-se devagar;
- Usar iluminação de orientação;
- Evitar bebida alcoólica;
- Evitar o uso de roupas folgadas e longas que possam enganchar em objetos ou móveis;
- Eliminar tapetes que possam deslisar ou dobrar;
- Estar atento aos animais domésticos , seus brinquedos e recipientes com água;
- Colocar roupas ao fácil alcance, evitando bancos ou escadas;
- Usar calçados bem adaptados aos pés. Evitar chinelos, pantufas, etc. pequenos ou folgados.
Tratamento
O tratamento inicia com uma retomada das condições orgânicas e psiquicas da pessoa idosa:

Os medicamentos precisam ser revistos quanto aos tipos, quantidades e doses. Uma avaliação da condição visual, neuro-psicológica, cardio-vascular, metabólica, endócrina, ortopédica é necessária. A atividade física (aeróbica e anaeróbica) precisa ser exercida pelo paciente idoso, seja na academia, seja com educador físico personalizado.

Os medicamentos anti-vertiginosos são usados nos casos de crises agudas de tonturas e cabe ao médico monitorar as doses e tempo de uso.

Uma vez estabelecido um diagnóstico inicia-se a fisioterapia labiríntica que é um programa de exercícios que visa aumentar a estabilidade postural.É chamado reabilitação vestibular.

O tratamento cirúrgico está indicado em casos específicos (tumores,insucesso de tratamento clínico).
Como a tontura do idoso evolui ?
O tratamento médico e as medidas preventivas de quedas trarão uma melhor qualidade de vida ao idoso, oferecendo-lhe maior segurança nas suas atividades diárias.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico ?
- A tontura nos idosos é diferente ?
- Por que os idosos caem ?
- O tratamento para tonturas e quedas dos idosos é eficiente ?

sexta-feira, maio 16

Desrespeito ao Idoso

 
A aposentada Augusta Soares Machado, de 80 anos, deu entrada no pronto-socorro da Santa Casa de São Paulo na última quarta-feira depois de sofrer um AVC (acidente vascular cerebral), mas 24 horas depois o seu quadro médico era outro.

A queda de uma maca na sala de emergência do hospital, na quinta-feira, deixou um saldo de seis pontos na testa, sangue acumulado no olho esquerdo e diversos hematomas pelo rosto e pescoço da idosa.

De acordo com Roberto Machado, a sua mãe estava sentada na cama hospitalar enquanto era examinada por um médico e por um enfermeiro, que abaixaram o braço de proteção do equipamento durante o procedimento. O problema é que, após a consulta, a dupla esqueceu de recolocar a proteção.

“Meu sobrinho estava com ela dentro do quarto. Quando os médicos chegaram para examiná-la, ele saiu da sala para usar o celular. Ele voltou quando ouviu um estrondo”, disse Roberto, que, segundo o relato de seu sobrinho, encontrou Augusta caída no chão e com o rosto ensanguentado.

A queda aconteceu por volta das 18h30 e desse horário até às 23h a família ficou sem notícias do estado de saúde da aposentada. A única informação que receberam é que ela estava fazendo exames para saber se a queda ocasionou fraturas.

"Somente depois de mais de quatro horas Roberto conseguiu ver a mãe. Eu nem a reconheci. O rosto estava desfigurado. Nessa hora eu me desesperei e chamei a polícia. Registrei um boletim de ocorrência”, disse.

Atendimento foi feito prontamente depois da queda.

sexta-feira, setembro 13

Três idosos são internados a cada hora em São Paulo devido a lesões causadas por queda


Três idosos são internados por hora em hospitais públicos do estado de São Paulo em decorrência de lesões causadas por quedas, de acordo com levantamento feito pela Secretaria Estadual da Saúde. Segundo os dados, em 2012 houve 27.817 internações de pessoas com 60 anos ou mais em serviços hospitalares do SUS (Sistema Único de Saúde). Do total, 60% das internações foram de mulheres com mais de 60 anos.
De acordo com o geriatra e coordenador médico do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG), unidade de saúde instalada na zona leste da capital paulista, Anderson Della Torre, o número é maior em mulheres, pois as idosas tendem a ser mais ativas e possuem menos massa muscular do que os homens. “Normalmente, as mulheres também são mais atingidas pela osteoporose, apesar de a doença também atingir os homens”.
Segundo Della Torre, 3,7% dos idosos entre 60 e 69 anos cai uma vez por ano, enquanto essa porcentagem chega a 7% para a faixa de 70 a 79 anos. Já entre os maiores de 89, 27% têm pelo menos uma queda ao ano. “O número de quedas é elevado, por isso há muitas internações. É muito comum que eles sofram lesões ósseas que os levem à imobilidade momentânea ou mesmo à dependência, posteriormente”.
Della Torre destacou que o uso de medicamentos e o comportamento dos idosos também podem ser apontados como causadores de quedas. Idosos mais ativos, que tendem a realizar atividades principalmente dentro de casa, possuem maior risco. “Um dos maiores motivos de quedas em idosos é a falta de equilíbrio e a perda de massa muscular, que ocorrem naturalmente com o avanço da idade”, explicou.

Por isso, o médico alerta sobre a importância da fisioterapia para fortalecer a musculatura e reforçar o equilíbrio. “Essa intervenção vai gerando confiança na marcha. É preciso gerar confiança, para que o idoso volte a andar com tranquilidade, porque depois de um tombo ele pode desenvolver um medo de quedas e acabar se isolando”.
Ao desenvolver o medo de cair, o idoso pode piorar sua situação. “Ele limita sua vida e assim, para de fazer atividade física, porque diminui a massa muscular por falta de exercício. Para de fazer as coisas que fazia, diminui sua exposição à vida social e isso leva à depressão, que muitas vez precisa ser tratada com medicamentos”, disse Della Torre.

Ele também destacou que as fraturas podem evoluir para doenças mais graves, devido à imobilidade do paciente. Por não levantar da cama, o idoso fica também mais suscetível a doenças crônicas que levam à morte.
Para evitar quedas, o médico recomenda atitudes e mudanças simples, como fazer atividades para reforço muscular e equilíbrio; utilizar calçados fechados ou que possam ser presos ao redor dos calcanhares; retirar possíveis obstáculos à circulação, como mesas de centro; colocar os objetos mais utilizados no dia a dia em prateleiras baixas ou em locais de fácil alcance; e tomar cuidados com os tapetes, principalmente no banheiro.

Além disso, o médico diz que o idoso, quando sofrer alguma queda, deve procurar um médico imediatamente para investigar qual o motivo do acidente. Em caso de idosos que já enfrentam falta de equilíbrio em grau elevado, é recomendável que sejam instaladas adaptações em casa, como corrimãos, elevação dos vasos sanitários e barras de apoio para sentar e levantar.

terça-feira, outubro 11

Riscos de queda em idosos é tema de I Workshop para cuidadores


No I Workshop para Cuidadores, a ser realizado no dia 15/10, o Hospital Universitário (SP) orientará cuidadores de idosos a identificar e prevenir os fatores de risco que podem ocasionar quedas.

O Hospital Universitário (HU) está com inscrições abertas para o I Workshop para Cuidadores, que será realizado no dia 15/10, no local. Organizado pelo Grupo de Prevenção de Quedas em Idosos, o evento tem como objetivo orientar os cuidadores de idosos a identificar e prevenir os fatores de risco que podem ocasionar quedas.

O evento sera realizado no Anfiteatro do HU, 2º andar, localizado na Avenida Professor Lineu Prestes, 2.565, Cidade Universitária – São Paulo. Telefone: (11) 5090-0590, Valor: R$ 30,00.

fonte; PE

abçs,

segunda-feira, junho 13

Triste Relato!


 foto ilustrativa


Quando se começa a descer a rampa da terceira idade há de se rodear de muitos cuidados a fim de evitar-se os acidentes que podem deixar sequelas graves e até mesmo levar a pessoa ao óbito.

Mas, por mais que se tenha cuidado, por mais que se evite isto ou aquilo, coisas acontecem que nos perguntaremos: poderiam ter sido evitadas?!

Só Deus sabe!

Aqui na nossa cidade, morando pertinho da nossa casa, a ex sogra do meu irmão, 83 anos de idade, viúva, no passado exímia costureira de vestidos de noiva, morando com a filha, os gatos da filha, rodeada dos cuidados aos quais lhe cabiam por amor e por direito, escorregou em um pedacinho de pimentão que estava no chão e caiu dolorosamente fraturando colo de fêmur e fissura no osso próprio da pélvis.

Os filhos e netos, extremamente cuidadosos a encaminharam a Salvador por ser um centro maior, mais recursos, tendo em vista a sua idade avançada onde foi submetida a cirurgia para colocação de prótese(sic).

Alguns dias após a cirurgia telefonei para saber notícias, ela estava na UTI em uso de tarqueostomia, não souberam dizer-me o que havia acontecido para que estivesse daquela maneira.Supus que houvesse ocorrido alguma complicação tipo parada cárdio respiratória e o recurso da traqueostomia havia sido utilizado a fim de manter as vias aéreas permeáveis.

Hoje, recebi a notícia que ela desencarnou.

Enfim, um simples pedacinho de pimentão largado ao chão...por quem? O vento? Improvável, ele é meio pesadinho. Ela mesma estava cortando-o e deixou cair? ou teria sido a filha? ou a secretária? ou um dos gatinhos?! Quem o sabe?! Ou será que ele estava ali para que ela cumprisse o seu destino que seria esse mesmo?!

Volto a dizer: Só Deus sabe!!

Enquanto não conseguimos decifrar os mistérios que transitam entre o céu e a Terra, o fato é que o piso da casa do idoso deve ser antiderrapante e livre de obstáculos, por menores que sejam, que possam colocar em risco a sua integridade física.

Deus a tenha sob a Sua proteção amiga E.

abçs,soninha

Paz!