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sábado, abril 30

Fraturas nas costelas podem ter consequências graves em idosos


Impressionante como as quedas vão se tornando cada vez mais frequentes em idosos. Eu, pelo menos, tenho várias amigas que caíram, com sérias consequências, como fraturas de fêmur, quadris, com recuperação muito difícil.

Posso dizer que sou uma mulher de sorte pois escorreguei no terraço da minha casa e batí as costas com uma violência inacreditável, sentindo uma dor insuportável. Fui ao médico, fiz exames de raio X e por sorte nenhuma fratura foi constatada. Uma semana depois voltei ao mesmo médico pois as dores estavam insuportáveis. Foi feita uma tomografia e mais uma vez o resultado foi negativo. Mas, o médico me avisou- a senhora vai precisar de muita paciência, pois não há o que fazer a não ser tomar um analgésico, pois a dor vai persistir por pelo menos um mês. Posso dizer que não é brincadeira, ela é mesmo insuportável. Imagino como seria se tivesse fraturado uma costela. O Dr. Renato Poggetti, cirurgião e coordenador do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho explica porque fraturas em costelas são mais graves em idosos e porque a imobilização do osso comprometido não se aplica na maioria dos casos. .

As costelas fazem parte da estrutura óssea da parede torácica, que se encontra permanentemente em movimento, durante a inspiração e a expiração. “Esses movimentos somados a outros mecanismos respiratórios fazem com que os pulmões recebam o ar com oxigênio e eliminem o ar com dióxido de carbono permitindo a oxigenação do nosso corpo, o que é fundamental para a manutenção da vida”, explica o médico. Assim sendo, a consolidação da fratura de costela ocorre mesmo com ela em movimento. Qualquer imobilização que restrinja o movimento das costelas pode ser muito prejudicial à respiração do indivíduo.


Em pessoas jovens, com boa reserva fisiológica e sem doenças pré-existentes o processo de consolidação das fraturas de costelas é melhor tolerado ocorrendo entre três e quatro semanas, sem grandes complicações. Em pessoas com idade acima de 65 anos, porém, a recuperação desse tipo de fratura pode ser um pouco mais lenta, podendo ultrapassar quatro semanas. “O idoso tem uma reserva fisiológica menor por conta do envelhecimento, e também por causa da alta incidência de doenças crônicas degenerativas associadas”, salienta o Dr. Poggetti.

O objetivo do tratamento do trauma torácico com fraturas de costelas é controlar a dor para manter a fisiologia normal da respiração apesar da fratura. As ações incluem a analgesia agressiva (controle da dor) e o estímulo à respiração, que pode ser feito de duas maneiras:

Ø Passiva: com o paciente respirando mais profundamente e movimentando adequadamente a caixa torácica

Ø Ativa: quando são utilizados equipamentos que levam ar para os pulmões com o uso de pressão positiva.

É importante salientar que o corpo do idoso costuma trabalhar próximo do limite da capacidade da maioria de seus sistemas orgânicos. Frequentemente, o idoso também é portador de doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose, insuficiência renal, doença pulmonar crônica etc. Assim, o idoso pode demorar mais tempo para consolidar as fraturas de costelas e também possui maior risco de complicações como pneumonia e infecção. “Há ainda o risco de outras doenças degenerativas que dificultam o tratamento, como as demências. “Quando necessário a vítima de trauma torácico com fraturas de costelas é melhor assistida com internação hospitalar”, afirma o Dr. Poggetti.


A suspeita de fraturas de costelas é feita com a ocorrência de trauma torácico e a existência de dor no local do trauma. A dor em geral piora com a movimentação do tórax e com a respiração. A dor também pode piorar com a palpação principalmente na costela e no local onde houve a fratura. Pode ou não existir inchaço e mancha roxa no local do trauma.

É importante procurar imediatamente ajuda médica para que seja iniciado o tratamento e para que sejam descartadas consequências mais graves, como hemorragias. “Quanto mais rápido for feito o diagnóstico, melhor a chance de o paciente se recuperar sem sequelas”, finaliza o especialista.

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