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terça-feira, outubro 27

Pintura em tela traz benefícios à terceira idade


Quem disse que a aposentadoria precisa ser sinônimo de rotina pouco ativa? Realizar tarefas simples, porém prazerosas no dia a dia ajudam a melhorar a autoestima do idoso e ainda contribuem para o aumento da sua capacidade cognitiva.
Por este motivo, é importante ocupar o tempo livre – adquirido após o término das responsabilidades trabalhistas – de maneiras diferentes, com práticas ocupacionais como a pintura em tela. Não é necessário ser nenhum artista ou pintor profissional para começar a pintar. Basta pegar o pincel, uma tela em branco e começar a expor todo o sentimento através de desenhos ou figuras geométricas.

Estudos revelam que o desenho e a pintura atuam na coordenação motora das pessoas, ajudam na capacidade de organização e servem como um recurso terapêutico, obviamente, aliada a outros tratamentos já realizados pelo idoso. Os canais sensoriais também são ativados durante a prática da pintura. Com isso, ajuda a equilibrar as emoções e soltar a imaginação e pensamentos.

Como é uma atividade que requer concentração, aprimora a capacidade de observação, de prestar atenção em mínimos detalhes e, claro, aumenta a crítica ao conferir os progressos da própria pintura em tela. Para quem vai fazer um curso de pintura, essa atividade ajuda também a melhorar as relações interpessoais já que incentiva a comunicação entre os colegas para trocas de informações, dicas e sobre novas técnicas.

Aliás, especialistas afirmam que a atividade é muito interessante para todas as faixas etárias, porém, na terceira idade ajuda a ativar a memória. A razão é que, como qualquer outra atividade, requer aprendizagem ao longo dos anos ajudando a manter os neurônios sempre ativos.

Embora não haja cursos de pintura totalmente gratuitos, por causa do custo com materiais é grande o número de aposentados que buscam na arte uma forma de superar doenças, elevar a autoestima e ocupar o tempo.

sábado, setembro 19

Música traz benefícios físicos e mentais para a saúde dos idosos


Não importa o estilo, o fato é que não há quem não goste de ouvir uma música em casa, no carro, durante uma caminhada ou realizando tarefas simples do dia a dia. O que poucos sabem é que a música, além de promover relaxamento e fazer bem para a alma, atua no tratamento de determinadas doenças e ajuda a manter o cérebro mais ativo.

Conhecida como musicoterapia trata-se de uma especialização cientifica que a melodia, ritmo e outros elementos musicais para fins terapêuticos a fim de estimular reações no corpo para recuperar o paciente de determinada enfermidade.

Aliás, os benefícios da música para a saúde já foram comprovados em diversos estudos como os pela American Music Therapy Association-AMTA, dos Estados Unidos, e pela World Federation of Music Therapy-WFMT, localizada em Gênova, na Itália. De acordo com os pesquisadores, dependendo do ritmo a respiração fica mais branda ou mais ofegante, podendo influenciar ainda no batimento cardíaco por causa da pressão sanguínea que fica mais forte ou menos intensa. Prevenindo, dessa forma, doenças cardíacas.

Todavia, ao aumentar a pressão sanguínea atua na melhora do sistema imunológico, no sistema endócrino, nos órgãos dos sentidos e na coordenação motora, ajudando ainda na prevenção e no tratamento de diferentes doenças físicas e mentais e, inclusive, no tratamento do estresse. É por estes e outros motivos que a musicoterapia já é utilizada em diversas clínicas, hospitais e até mesmo centros de reabilitação para integração física, psicológica e emocional como as APAEs.

No cérebro, a música age estimulando regiões ligadas a concentração, processamento de informações e produção de sentido. Isso porque, os estímulos sonoros agem nas áreas temporais do cérebro e que são incumbidas pela decodificação do comportamento musical.

Veja os principais benefícios da musicoterapia:

– Ajuda no relacionamento entre pessoas;
– Atua no desenvolvimento da inteligência espacial, melhorando as habilidades matemáticas;
– Aumenta a concentração e raciocínio lógico;
– Dependendo do ritmo eleva ou diminui a energia muscular;
– Ajuda no tratamento de problemas respiratórios;
– Reduz a fadiga no dia a dia;
– Aumenta as atividades psicomotoras;
– Ajuda no tratamento de hipertensos;
– Previne doenças cardiovasculares.

Notou a quantidade de benefícios? Então o que você está esperando para colocar sua canção preferida para tocar?

segunda-feira, janeiro 27

Idosos religiosos têm menos transtornos mentais


Você se considera religioso? Com que frequência participa de encontros religiosos? E qual sua religião? Essas foram algumas das perguntas respondidas por 1.980 idosos moradores de uma região de baixa renda de São Paulo. A pesquisa fez parte do estudo "Investigando o papel do suporte social na associação entre religiosidade e saúde mental em idosos de baixa renda: resultados do São Paulo Ageing & Health Study (SPAH)", desenvolvido por Alexandre Corrêa, da Universidade Federal de Juiz de Fora, e colegas. 

Os autores contam no artigo que ainda será publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria que o objetivo do trabalho foi analisar a associação entre dimensões de religiosidade e a prevalência de transtornos mentais comuns entre idosos. Eles testaram ainda o suporte social como mecanismo de mediação desta suposta associação. 

Segundo os pesquisadores, 90,7% da amostra consideraram-se religiosos, sendo que 66,6% eram católicos e 41,2% frequentavam uma ou mais vezes alguma atividade religiosa semanalmente. "A presença de transtorno mental comum não foi associada com filiação religiosa ou considerar-se religioso. A prevalência de transtorno mental comum para os que frequentam serviço religioso foi aproximadamente a metade (OR entre 0,43 e 0,55, p < 0,001) daqueles que nunca frequentam", afirmam no artigo. 

Os resultados também mostraram que maior frequência a serviços religiosos associou-se a maiores níveis de suporte social. 

Dessa forma, os autores entendem que a amostra apresentou altos níveis de religiosidade, houve forte associação entre frequência religiosa e menor prevalência de transtornos mentais comuns entre idosos e esta associação não foi explicada pelo suporte social. 

Fonte: Saúde em Movimento

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