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terça-feira, dezembro 16

Estudo lista 5 regras de ouro’ para prevenir demência


Uma revisão de estudos acadêmicos feita pela ONG britânica Age UK identificou cinco passos que podem ajudar idosos a manter a saúde do cérebro e reduzir os riscos de se desenvolver o Mal de Alzheimer e outras formas de demência.

Segundo a organização, cerca de 76% do declínio cognitivo - mudanças nas habilidades cerebrais, que incluem perda de memória - está associado ao estilo de vida do idoso e a outros fatores ambientais, como o nível de educação.
E essas mudanças nas habilidades cerebrais podem ser influenciadas por hábitos cotidianos.

"Ainda que não haja cura ou formas de reverter a demência, (os estudos) indicam que há formas simples e eficientes de reduzir o risco", declara Caroline Abrahams, diretora da Age UK, em comunicado da ONG.

"E mais, as mudanças que precisamos fazer para manter nossos cérebros saudáveis já se provaram boas para o coração e para a saúde em geral. Quanto mais cedo começarmos, melhores as nossas chances de termos uma vida saudável nessa etapa da vida."

Um dos estudos revisados pela Age UK - e realizado ao longo de 30 anos - percebeu que homens de 45 a 59 anos que seguiram ao menos quatro dos cinco pontos listados reduziram em mais de um terço seus riscos de perda cognitiva e de demência em relação aos demais.

Exercícios físicos regulares

Exercícios aeróbicos, de resistência ou equilíbrio se mostraram como o modo mais eficiente de evitar o declínio cognitivo entre idosos.

"Estudos sugerem que exercitar-se três a cinco vezes por semana, entre 30 minutos e 1 hora, é benéfico", diz a Age UK.

Uma das sugestões da ONG é que idosos que não tenham problemas de mobilidade incorporem caminhadas em suas rotinas - caminhar ao supermercado em vez de dirigir; usar escadas em vez de elevador; mesmo ao dirigir, parar um pouco mais longe do ponto final, para andar pelo menos parte do percurso; planejar caminhadas em lugares agradáveis no final de semana.

Dieta mediterrânea

Em levantamento publicado no ano passado, pesquisadores analisaram os hábitos alimentares de 17,4 mil pessoas com uma idade média de 64 anos. E as que tinham uma dieta que se aproximava da mediterrânea tiveram seu risco de deterioração mental reduzido em quase um quinto.

A dieta mediterrânea é rica em ácidos graxos ômega-3, encontrados em alguns peixes, nozes e linhaça -, além de incluir muitos vegetais e frutas frescos, que têm pouca gordura saturada. Tudo isso ajuda o sistema nervoso e o cérebro, além de ter efeitos positivos já identificados sobre a memória.

Não fumar

Os dados revisados pela ONG apontam um número significativo de casos de demência entre fumantes em comparação com quem nunca fumou.

Beber álcool com moderação

Beber em excesso também está relacionado a maior risco de demência - causando perdas de tecido cerebral sobretudo em partes do cérebro responsáveis pela memória e pelo processamento de informações visuais.

Ao mesmo tempo, o consumo moderado de álcool parece proteger o tecido cerebral, ao aumentar o bom colesterol e baixar o mau.

Prevenir e tratar a diabetes, pressão alta e obesidade
Um estudo global apresentado em setembro pela entidade Alzheimer’s Disease International apontou que pessoas que sofrem de diabetes têm chances muito maiores de desenvolver demência.

O estudo não consegue precisar até que ponto a diabetes em si aumenta os riscos de demência, mas identificou que pessoas portadoras da diabetes tipo 2 - a mais comum - também têm mais probabilidade de sofrerem de obesidade e outros problemas de saúde que tendem a aumentar o risco de demência.

terça-feira, abril 15

Caminhadas regulares reduzem progresso de demência em idosos, diz estudo

Prática de exercícios aeróbicos duas vezes por semana podem ajudar a aumentar a memória.


Idosos devem investir em exercícios aeróbicos para combater o risco de demência. Pesquisadores observaram que mulheres cuja capacidade intelectual foi afetada pela idade tiveram aumento de memória com a prática de caminhadas regulares. O resultado pode ser percebido em apenas seis meses.
Caminhada aumenta a memória.
No estudo, realizado por pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, também foi observado o aumento do volume do hipocampo, área do cérebro relacionada com a linguagem verbal e memória.

O resultado, no entanto, surpreendeu os pesquisadores. Teresa Liu-Ambrose, autora da pesquisa, explica que aquelas que demonstraram ganhos maiores no volume do hipocampo, também foram as que tiveram menor desempenho da memória.

Café faz bem para a memória, diz estudo.


“Foi uma descoberta desconcertante. Esta análise sugere que a relação entre a estrutura e o comportamento do cérebro é complexa e são necessárias mais pesquisas para explorar esta relação”, diz.
O estudo analisou ao todo 86 mulheres entre 70 e 80 anos . Elas foram distribuídas em três grupos com três diferentes treinos aeróbicos de uma hora duas vezes por semana. Um grupo realizou caminhadas rápidas; outro fez treinamento de resistência, como agachamentos e atividades com pesos; e o terceiro praticou exercícios de equilíbrio e tonificação muscular meses. As mulheres que fizeram caminhadas em ritmo moderado rápido apresentaram o melhor desempenho de memória.

“Atualmente não há nenhum tratamento eficaz para comprometimento cognitivo e demência. Os benefícios do exercício tanto para a saúde, quanto para o desempenho cognitivo, parecem ser uma estratégia eficaz”, disse Teresa.

quarta-feira, julho 31

Interação com cachorros pode ajudar pessoas com demência


A interação estruturada com um cão pode ajudar a melhorar a saúde mental e as funções físicas de pessoas com demência, aponta uma nova pesquisa da Universidade de Maryland (EUA). O estudo analisou adultos com demência em residenciais para idosos e encontrou uma diminuição na depressão após a realização de um programa que envolveu interação regular com um cão. O estudo também indicou uma tendência para a melhoria da função física.

“O estado funcional dos idosos com demência pode deteriorar-se rapidamente, o que frequentemente leva à transferência para casas de repouso especializados em doentes mentais” disse a coordenadora do estudo e professora da Universidade de Maryland, Erika Friedmann.

“Esta pesquisa fornece evidências importantes sobre os benefícios da interação com animais domésticos para pessoas com demência. Ao melhorar a saúde mental e função física, estes tipos de programas podem ajudar as pessoas a manterem a sua independência por mais tempo” afirmou a pesquisadora.

O estudo envolveu 40 idosos com demência domiciliados em residenciais. Os participantes tiveram duas sessões de 60 e 90 minutos por semana durante três meses em que eles foram incentivados a interagir com um cão. Isto incluiu cuidar do animal utilizando habilidades motoras finas e grossas. Alimentar o cão, ajustar sua coleira, caminhar com o animal e acariciá-lo foram algumas das atividades desenvolvidas. As sessões também envolviam o uso de habilidades sociais, como conversar com o cão, falar sobre o cão para os outros, e dar os comandos ao animal.

Os resultados mostraram que os participantes que interagiram regularmente com um cão tiveram melhorias nas suas funções emocionais em comparação com o grupo controle, como pode ser visto pela diminuição na frequência de depressão. Os participantes do estudo também demonstraram uma tendência para a função física melhorada em comparação com o grupo controle, com um aumento de atividades físicas em todos os dias ao longo do tempo.

A pesquisa foi apresentada na conferência trienal da Associação Internacional de Organizações de Interação Homem-Animal (IAHAIO), realizada no mês de julho, em Chicago.


domingo, abril 21

Idoso com Transtorno Bipolar tem mais chance de ter Demência.


Transtorno bipolar é uma doença caracterizada por sintomas de depressão e euforia é ocorre também em idosos.

Essa doença sobrecarrega os sistemas de saúde e muitas vezes é difícil a estabilização do quadro. Ela afeta de 1% a 2% da população e os primeiros sintomas costumam aparecer entre a segunda e terceira década de vida, mas aproximadamente 8% dos casos podem começar após 65 anos de idade. 

A pessoa pode apresentar a primeira manifestação de depressão e passar em média entre 10 e 15 anos para o aparecimento do primeiro episódio de euforia. Quando mais graves, as alterações de humor podem estar acompanhadas de sintomas psicóticos, sendo os delírios normalmente os mais frequentes. 

As causas são heterogêneas, mas os fatores mais estabelecidos na literatura para o transtorno bipolar são familiares e genéticos. Fatores sociais como (ex: isolamento social) e psicológicos (ex: perdas afetivas importantes) podem influir de forma significativa no desenvolvimento da doença, interferir no curso e na recorrência dos sintomas. 

O desenvolvimento dos sintomas do transtorno bipolar em idosos não diferem de outras faixas etárias. Nos idosos existe uma maior proporção de mulheres que homens com a doença. Ou seja, Devido à feminização da velhice, existe uma maior porcentagem de mulheres idosas na população. 

Quanto aos sintomas cognitivos no transtorno bipolar em idosos, as funções executivas e a memória são as mais alteradas e frequentemente relacionadas com o curso da doença. Estudos apontam um *declínio cognitivo e ** funcional dos indivíduos idosos com transtorno bipolar. 

Os idosos com transtorno bipolar têm um risco duas vezes aumentado para evoluir para um quadro de demência comparados com indivíduos com outras doenças crônicas. Nos idosos é grande a comorbidade (relação) com outras patologias, bem como o uso de múltiplas medicações. Por isso, é muito difícil estabelecer o diagnóstico de transtorno de humor acompanhado de outra condição médica. 

Pacientes idosos com transtorno bipolar têm mais risco de ter uma síndrome mental orgânica associada. Entre essas doenças que podem cursar com o transtorno bipolar estão: cerebrovasculares, traumatismo craniano, alcoolismo crônico, doenças endócrinas, demência e esclerose múltipla. 

Quanto ao tratamento, esse deve ter o objetivo de suprimir os sintomas, a prevenção de recaídas e preservar a funcionalidade do paciente. 

O tratamento medicamentoso para o transtorno bipolar em idosos deve ser o mesmo recomendado para adultos. A abordagem não farmacológica também é importante. A forma como o paciente enfrenta e lida com a doença e eventos estressores têm implicações importantes.

Psicoterapia, reeducação, grupos de apoio e suporte social são formas de tratamentos não farmacológicos indicados e melhoram de forma significativa a adesão ao tratamento medicamentoso. 

* Declínio cognitivo: falhas de memória, de atenção, concentração, dificuldade de coordenação motora. 

** Declínio funcional: perda da autonomia e para realizar atividades da vida diária como preparar refeições, sair sozinho, controlar finanças, etc.


por Elisandra Vilella G. Sé

domingo, agosto 7

Transtornos Mentais em Idosos

TRANSTORNOS MENTAIS EM IDOSOS
A velhice é um período normal do ciclo vital caracterizado por algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas. É importante fazer essa consideração pois algumas alterações nesses aspectos não caracterizam necessariamente uma doença. Em contrapartida, há alguns transtornos que são mais comuns em idosos como transtornos depressivos, transtornos cognitivos, fobias e transtornos por uso de álcool. Além disso, os idosos apresentam risco de suicídio e risco de desenvolver sintomas psiquiátricos induzidos por medicamentos.

Muitos transtornos mentais em idosos podem ser evitados, aliviados ou mesmo revertidos. Conseqüentemente, uma avaliação médica se faz necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso.


Diversos fatores psicossociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais.

Esses fatores de risco incluem:

Perda de papéis sociais
Perda da autonomia
Morte de amigos e parentes
Saúde em declínio
Isolamento social
Restrições financeiras
Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica, com prejuízo na memória).

Demência
Demência é um comprometimento cognitivo geralmente progressivo e irreversível. As funções mentais anteriormente adquiridas são gradualmente perdidas. Com o aumento da idade a demência torna-se mais freqüente. Acomete 5 a 15% das pessoas com mais de 65 anos e aumenta para 20% nas pessoas com mais de 80 anos.

Os fatores de risco conhecidos para a demência são: Idade avançada História de demência na família Sexo feminino

Os sintomas incluem alterações na memória, na linguagem, na capacidade de orientar-se. Há perturbações comportamentais como agitação, inquietação, andar a esmo, raiva, violência, gritos, desinibição sexual e social, impulsividade, alterações do sono, pensamento ilógico e alucinações.

As causas de demência incluem lesões e tumores cerebrais, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), álcool, medicamentos, infecções, doenças pulmonares crônicas e doenças inflamatórias. Na maioria das vezes as demências são causadas por doenças degenerativas primárias do sistema nervoso central (SNC) e por doença vascular. Cerca de 10 a 15% dos pacientes com sintomas de demência apresentam condições tratáveis como doenças sistêmicas (doenças cardíacas, renais, endócrinas), deficiências vitamínicas, uso de medicamentos e outras doenças psiquiátricas (depressão).

As demências são classificadas em vários tipos de acordo com o quadro clínico, entretanto as mais comuns são demência tipo Alzheimer e demência vascular.


Demência tipo Alzheimer

De todos os pacientes com demência, 50 a 60% têm demência tipo Alzheimer, o tipo mais comum de demência. É mais freqüente em mulheres que em homens. É caracterizada por um início gradual e pelo declínio progressivo das funções cognitivas. A memória é a função cognitiva mais afetada, mas a linguagem e noção de orientação do indivíduo também são afetadas. Inicialmente, a pessoa pode apresentar uma incapacidade para aprender e evocar novas informações.


As alterações do comportamento envolvem depressão, obsessão (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e desconfianças, surtos de raiva com risco de atos violentos. A desorientação leva a pessoa a andar sem rumo podendo ser encontrada longe de casa em uma condição de total confusão. Aparecem também alterações neurológicas como problemas na marcha, na fala, no desempenhar uma função motora e na compreensão do que lhe é falado.

O diagnóstico é de exclusão, isto é, só pode ser feito quando não se encontra nenhuma outra causa. A rigor, tal diagnóstico só é realizado pós-morten, através de biópsia cerebral, na qual aparecem alguns sinais característicos e exclusivos da doença. A história do paciente e exame clínico, além das técnicas de imagem cerebral como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis no diagnóstico clínico.


O diagnóstico é feito com base na história do paciente e do exame clínico. As técnicas de imagem cerebral como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis.

O tratamento é paliativo e as medicações podem ser úteis para o manejo da agitação e das perturbações comportamentais. Não há prevenção ou cura conhecidas.

Demência vascular

É o segundo tipo mais comum de demência. Apresenta as mesmas características da demência tipo Alzheimer mas com um início abrupto e um curso gradualmente deteriorante. Pode ser prevenida através da redução de fatores de risco como hipertensão, diabete, tabagismo e arritmias. O diagnóstico pode ser confirmado por técnicas de imagem cerebral e fluxo sangüíneo cerebral.


fonte: ABC da Saúde
abçs,

segunda-feira, abril 18

Demências Reversíveis / Tratáveis



Apesar de as demências irreversíveis representarem 80 a 90% de todas as demências, 10 a 20 % destas são potencialmente reversíveis ou no mínimo passíveis de serem tratadas.

È fundamental que essas demências sejam prontamente diagnosticadas e tratadas, pois à medida que o tempo passa, o potencial de recuperação diminui e acabam por se tornarem irreversíveis.

Esse fato deve ser divulgado e amplamente conhecido, dada a sua importância, reforçando indiscutivelmente a tese de que toda alteração da memória ou de comportamento deve ser investigada e esclarecida.

Não são raros os casos de demências potencialmente reversíveis determinem a institucionalização de pacientes que poderiam ter sua saúde mental recuperada.

A avaliação cuidadosa pode evitar desfechos trágicos no destino de muitas dessas pessoas.

CAUSAS:

D ROGAS
E MOCIONAIS
M ETABÓLICAS
E NDÓCRINAS
N UTRICIONAIS
C ÁRDIO-VASCULARES
I NFECCIOSAS
A TEROSCLEROSE
S ENSORIAIS

OUTRA CAUSAS:

Estados de estresse ambiental isolamento, hospitalização, dor, grandes cirurgias, intoxicação química por arsênico, chumbo ou mercúrio, monóxido de carbono, hipotermia, hipóxia, carcinomatose, anemia, alcoolismo, tumores cerebrais e hidrocefalia de pressão normal.



bjs,soninha

quinta-feira, janeiro 20

Continuar trabalhando pode adiar demência em idosos, diz estudo



Pesquisadores analisaram dados de 1.320 pacientes com demência. Eles descobriram que os homens que continuaram trabalhando durante a velhice conseguiram adiar a doença.

O estudo do Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres foi publicado pela revista científica "International Journal of Geriatric Psychiatry".

A demência é causada por uma perda de grande parte de células do cérebro. Especialistas acreditam que uma forma de se proteger contra isso é criando o maior número de conexões entre as células o possível através de atividades mentais. Esse fenômeno é chamado de "reserva cognitiva".

O estudo do King's College sugere que para cada ano que a aposentadoria foi adiada na vida de uma pessoa, houve um retardo de seis semanas na manifestação da doença.

"A possibilidade de que a reserva cognitivas de uma pessoa possa ser alterada em idade avançada dá mais peso ao conceito de 'use [o cérebro] ou perca-o', que determina que manter uma vida ativa em idade avançada traz benefícios importantes para a saúde, incluindo a redução de risco de demência", disse o pesquisador John Powell.

O pesquisador Simon Lovestone, que leu o artigo, mas não participou da pesquisa, disse que "o estímulo intelectual de pessoas mais velhas no ambiente de trabalho podem prevenir um declínio das habilidades mentais, mantendo as pessoas fora do alcance da demência por mais tempo." Ele ressalta, no entanto, que ainda é preciso fazer mais estudos sobre demência para comprovar a relação entre os diferentes fatores.

Para Susanne Sorensen, diretora da Sociedade de Alzheimer da Grã-Bretanha, a pequena amostragem do estudo faz com que seja difícil que se tire conclusões definitivas sobre o tema.

"Pode haver uma série de motivos que ligam a aposentadoria em idade avançada em homens à manifestação tardia da demência", disse Sorensen.


bjs,soninha


Paz!