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segunda-feira, novembro 2

Próstata


Ela é um órgão pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. 
Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.
Estimativa de novos casos: 68.800 (2014)
Número de mortes: 13.772(2013 - SIM)

Atenção: A informação existente neste portal pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Câncer de Próstata


Próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que produz e armazena parte do fluido seminal. Câncer de próstata é o tumor mais comum em homens acima de 50 anos. Os fatores de risco incluem idade avançada (acima de 50 anos), histórico familiar da doença, fatores hormonais e ambientais e certos hábitos alimentares (dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas), sedentarismo e excesso de peso.

Os negros constituem um grupo de maior risco para desenvolver a doença.


Sintomas

A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).

Dor óssea, principalmente na região das costas, devido à presença de metástases, é sinal de que a doença evoluiu para um grau de maior gravidade.


Diagnóstico

O câncer de próstata pode ser diagnosticado por meio de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Caso sejam constatados aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar seu tamanho e a presença ou não de metástases.

Tratamento

O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.


Recomendações

* Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos;

* Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos;

* Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos;

* Homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos; já aqueles com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente;

* Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa;

* Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.



Cuidar da Saúde Também é Coisa de Homem!


Homens...cuidem-se!

quinta-feira, março 5

Vasectomia pode aumentar em até 10% risco de câncer de próstata

Efeito pode ser mais forte entre os homens que realizam o procedimento ainda jovens.

O método contraceptivo da vasectomia foi associado com um aumento do risco de câncer de próstata de acordo com um novo estudo da Harvard School of Public Health (HSPH) e publicado no Journal of Clinical Oncology.
Os pesquisadores descobriram que a relação permaneceu mesmo entre os homens que realizaram o exame de PSA normal (teste que auxilia no diagnóstico de cânce de próstata), sugerindo que o aumento do risco de câncer letal não pode ser explicado pelo viés do diagnóstico.

A vasectomia é uma forma comum de contracepção nos EUA, com cerca de 15% dos homens realizando o procedimento. O câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer entre os homens no país, por isso a identificação de fatores de risco para o câncer de próstata letal é importante para a saúde pública.

Os cientistas analisaram dados de 49.405 voluntários, que foram acompanhados por 24 anos, de 1986 a 2010. Durante esse período, foram diagnosticados 6.023 casos de câncer de próstata, sendo 811 letais. Um em cada quatro participantes havia feito vasectomia.

Os resultados mostraram um aumento de 10% do risco de desenvolver câncer de próstata em homens que realizaram o procedimento. O efeito parece ser mais forte entre homens que fizeram vasectomia em uma idade mais jovem.

Neste estudo, 16 em cada 1 mil homens desenvolveram câncer de próstata letal. Embora o aumento relativo do risco associado à vasectomia tenha sido significativo, isso se traduz em um aumento relativamente pequeno na diferença absoluta no risco de câncer de próstata letal, dizem os pesquisadores.

— A decisão de optar pelo procedimento como forma de controle de natalidade é altamente pessoal e um homem deve discutir os riscos e benefícios com o seu médico — conclui a autora e professora do Departamento de Epidemiologia na HSPH, Kathryn Wilson.

Idosos com câncer de próstata podem viver mais se tratados com radiação e hormônios


Pesquisa mostrou que a terapia dupla salvou cerca de 50% mais vidas em comparação aqueles que fizeram apenas um dos tratamentos.

Muitos homens não têm recebido o tratamento ideal para combater o câncer de próstata, principalmente aqueles que já passaram dos 75 anos. Foi o que alertaram pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Idosos com câncer de próstata podem viver mais, se forem tratados com radiação e com terapia hormonal ao mesmo tempo, é o que diz o estudo. No entanto, os pesquisadores alertam que muitos homens não recebem o tratamento correto. A terapia dupla salvou cerca de 50% mais vidas no grupo de homens com idades entre 76 e 85 anos com câncer de próstata localmente avançado, em comparação com aqueles que fizeram apenas terapia hormonal, segundo o estudo publicado no Journal of Clinical Oncology.

Oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Stefhen Stefani explica que a terapia hormonal atua no bloqueio da testosterona, e a radioterapia busca destruir ou inibir o crescimento das células cancerosas.

– Os dois tratamentos podem, sim, serem prescritos ao mesmo tempo para pacientes com câncer de próstata, pois aumentam as chances de cura e de mais tempo de vida. A radioterapia está muito bem consolidada atualmente, combinado ao bloqueio da produção de testosterona, o efeito é muito superior à submissão a apenas uma técnica.

Stefani alerta apenas para os efeitos colaterais. Cada uma das terapias possui um tipo de resultado sobre o corpo. O paciente precisa estar ciente que o tamanho da eficácia têm consequências no organismo.

– A terapia de bloqueio hormonal pode reduzir a libido do homem. ele também pode sentir calorões, assim como as mulheres sentem quando estão na menopausa, e perda da massa muscular e óssea. Já a radioterapia pode fazer com que o paciente sinta desconforto para urinar e evacuar. Ainda assim, o resultado principal é viver por mais tempo e maior chance de cura – explica.

A pesquisa da Universidade da Pensilvânia foi feita com 31.541 homens com câncer de próstata com idades entre 65 e 85 anos. Todos eles se submeteram aos dois tratamentos. Dois testes clínicos foram realizados para que os pesquisadores pudessem compreender o efeito da terapia de bloqueio hormonal combinada à radioterapia. Estudos anteriores mostraram que, em média, 40% dos homens com câncer de próstata agressivo são tratados apenas com terapia hormonal. Há, portanto, um grupo significativo de pessoas que poderia se beneficiar de uma terapia com radiação, ao mesmo tempo.

– Falhas no uso de tratamentos eficazes para pacientes mais velhos são uma preocupação quando se pensa na qualidade do cuidado da saúde – disse o autor do estudo, Justin Bekelman.

No Brasil, Stefani aponta que o bloqueio hormonal é mais utilizado em sistemas privados de saúde, enquanto a radiação é usado nos sistemas públicos. O problema reside no tempo de espera para o início do tratamento com radiação, uma vez que a fila de espera é bastante grande.

– O tempo de tratamento varia, embora o ideal seja que eles comecem juntos. O bloqueio pode ser feito com injeções mensais, trimestrais ou semestrais ou até comprimidos diários. A radiação dura, em média, um mês e meio. Nada impede que a terapia hormonal seja iniciada quando a radiação está em curso. O que acontece em muitas situações é começar com tratamento hormonal até que a radiação seja liberada.

sábado, novembro 8

Câncer de Próstata


Próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que produz e armazena parte do fluido seminal. Câncer de próstata é o tumor mais comum em homens acima de 50 anos. Os fatores de risco incluem idade avançada (acima de 50 anos), histórico familiar da doença, fatores hormonais e ambientais e certos hábitos alimentares (dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas), sedentarismo e excesso de peso. Os negros constituem um grupo de maior risco para desenvolver a doença.
Sintomas 
A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).Dor óssea, principalmente na região das costas, devido à presença de metástases, é sinal de que a doença evoluiu para um grau de maior gravidade. 
Diagnóstico 
O câncer de próstata pode ser diagnosticado por meio de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Caso sejam constatados aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar seu tamanho e a presença ou não de metástases. 
Tratamento 
O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada. 
Recomendações 
* Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos; 
* Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos; 
* Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos; 
* Homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos; já aqueles com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente; 
* Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa; 
* Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.

quarta-feira, setembro 18

Câncer de Próstata



Próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que produz e armazena parte do fluido seminal. Câncer de próstata é o tumor mais comum em homens acima de 50 anos. Os fatores de risco incluem:
- idade avançada (acima de 50 anos)
- histórico familiar da doença
- fatores hormonais
- fatores ambientais
- certos hábitos alimentares:dieta rica em gorduras e pobre em verduras,vegetais e frutas, 
- sedentarismo e excesso de peso.
Os negros constituem um grupo de maior risco para desenvolver a doença.

Sintomas

A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).

Dor óssea, principalmente na região das costas, devido à presença de metástases, é sinal de que a doença evoluiu para um grau de maior gravidade.

Diagnóstico

O câncer de próstata pode ser diagnosticado por meio de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Caso sejam constatados aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar seu tamanho e a presença ou não de metástases.

Tratamento

O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.

Recomendações

* Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos;

* Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos;

* Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos;

* Homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos; já aqueles com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente;

* Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa;

* Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.

segunda-feira, setembro 16

PSA Depois dos 75 anos.


O valor do PSA no diagnóstico precoce do câncer de próstata é um dos temas mais controversos da medicina moderna.

Michael Barry, da Universidade Harvard, acaba de publicar na revista The New England Journal of Medicine, um artigo no qual questiona a utilidade do exame depois dos 75 anos.

Sem a pretensão de resolver a controvérsia, leitor, vou explicar as dúvidas que cercam esse exame.

O PSA é uma proteína que a próstata libera na circulação. Quando ocorre proliferação de células prostáticas, seu valor aumenta. A subida não indica a presença de câncer (porque prostatites e as hiperplasias benignas que surgem com a idade também aumentam o PSA), mas cria incerteza.

Diante da suspeita, está indicada a biópsia, procedimento geralmente seguro e indolor (quando feito com anestesia geral), porém de custo alto e sujeito a complicações.

A partir dos anos 1990, quando o teste se tornou disponível, ocorreu uma revolução no diagnóstico precoce dessa neoplasia que se instala em um de cada seis homens com mais de 50 anos.

A determinação anual do PSA permitiu detectar a doença cinco a dez anos antes das manifestações clínicas. Muitos homens estão vivos graças à existência do exame.

Agora, vamos aos problemas criados por ele:

1) a velocidade de crescimento do câncer de próstata é imprevisível: há tumores de alta agressividade que se disseminam em dois ou três anos, outros que levam mais de dez anos para fazê-lo e outros, ainda, que jamais o fazem;

2) à medida que o homem envelhece, o PSA tende a aumentar. Com isso, os mais velhos se tornam candidatos preferenciais às biópsias e suas complicações;

3) dada a lentidão de crescimento de muitos tumores, a expectativa de vida da população testada precisa ultrapassar dez anos para que o benefício do diagnóstico precoce se torne mensurável;

4) em cada 100 homens de 75 anos que não fumam, apenas dois irão a óbito por câncer de próstata, enquanto 43 morrerão de outras causas, nos dez anos seguintes;

5) o diagnóstico depois dos 75 anos, eventualmente, conduz a tratamentos cirúrgicos, radioterápicos e hormonais, cujas consequências e complicações podem ser bem piores do que as causadas por tumores de crescimento lento;

6) por outro lado, 70% das mortes por câncer de próstata acontecem depois dos 75 anos de idade. A maioria como consequência de tumores que começaram a crescer bem antes.

Como colocar ordem nessas informações?

Embora os dados falem a favor de realizar o exame uma vez por ano, a partir dos 50 anos de idade (ou antes naqueles com parentes de primeiro grau que tiveram a doença), a balança do risco-benefício pende para o lado do risco depois dos 75 anos.

Como nos mais velhos, existe uma relação direta entre a expectativa de vida e a avaliação que cada um faz de seu próprio estado de saúde, Michael Barry sugere a estratégia que resumo abaixo:

1) Homens de 65 anos que definem sua própria saúde como “precária”; homens com 70 que a consideram “razoável”; e aqueles com 75 ou mais que a avaliam como simplesmente “boa”, apresentam expectativa de vida de aproximadamente 10 anos. Nesses casos, a conveniência do teste anual seria no mínimo discutível;

2) Já nos homens de 75 anos ou mais, que definem seu estado de saúde como “excelente”, o acompanhamento do PSA estaria indicado.

É importante deixar claro que essas discussões em torno da conveniência ou não de acompanhar o PSA, levam em conta o risco-benefício da aplicação em massa do teste.

No plano individual, é evidente que cada caso deve ser discutido isoladamente. Um homem de 85 anos ou mais, que deseja continuar acompanhando seu PSA, deve fazê-lo, mas precisa ser informado das desvantagens que o exame pode trazer.

O PSA é um exame importante que reduz a mortalidade por câncer de próstata, mas sua repetição em intervalos anuais não beneficia todos os homens.

quinta-feira, agosto 4

Café ajuda a prevenir câncer de próstata


Pesquisa avaliou 50 mil homens que tomaram café durante 20 anos. Risco de ter a doença foi 60% menor, em relação a quem não tomava café.

Pesquisas médicas que foram divulgadas nesta semana nos Estados Unidos mostraram que os homens podem ter novos aliados no combate ao câncer de próstata. Pode beber mais um café sem culpa. O conselho vale para os homens e tem como base um novo estudo da Universidade de Harvard.

Pesquisadores avaliaram 50 mil homens que tomaram café regularmente, durante 20 anos. O risco de desenvolver câncer avançado de próstata foi 60% menor, em relação aos homens que não tomavam café.

Os cientistas ainda não detalharam os motivos, mas já sabem que o café, mesmo descafeinado, influi na produção de insulina e hormônios sexuais, relacionados aos tumores na próstata.

Receber um diagnóstico de câncer é sempre difícil, mas um outro novo estudo sugere que homens com câncer de próstata, e que mantém hábitos saudáveis, como o de fazer exercícios físicos, têm muito mais chances de superar a doença.

Os pesquisadores analisaram exames de sangue de 2,6 mil pacientes com a doença. Na comparação com os sedentários, a taxa de mortalidade caiu 35%, entre os que faziam exercícios, como corrida, em média, três horas por semana.

A queda da taxa de mortalidade foi de 23%, entre os pacientes que faziam pelo menos 30 minutos de caminhada, por dia.

Há 40 anos, três vezes por semana, Charles dá uma escapada na hora do almoço para correr no parque. "Corro porque é bom para a saúde e bom para a cabeça", ensina.
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