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segunda-feira, março 2

Pousada acolhe idosos como casa de família


Após ver o pai quase definhar em asilos, empresários transformou a própria residência em abrigo de idosos. Na pousada Vovô Emílio, idosos vivem em clima familiar e todos tiveram avanços em sua saúde e disposição (Foto: Kísie Ainoã)

Cansado de ver o pai Emílio Takamori, de 65 anos, ficando cada dia mais debilitado em casas de repouso tradicionais, o empresário Wagner Takamori tomou uma atitude que mudou a vida de seu genitor e de outros idosos. Transformou a própria residência, no Jardim São Lourenço, em Campo Grande, na pousada geriátrica Vovô Emílio. O local funciona como se fosse uma casa com o aconchego de um verdadeiro ambiente familiar. Os resultados são surpreendentes até para o próprio Wagner. 


“Meu pai teve hidrocefalia. Comecei a colocá-lo em casas de repouso. Passou por sete (em Presidente Prudente e Campo Grande) e só definhava. Hoje, aqui na pousada, ele é outra pessoa. Engordou 15 quilos e come de tudo”, enaltece Wagner. Na pousada, além de Emílio, vivem outros três idosos. “Eu não queria um lugar com cara de hospital e nem de asilo. Meu objetivo era oferecer um lar”, informou sobre o local que funciona como pousada há cerca de três meses. 

A ideia de pousada-lar está em prática. Tanto que os moradores têm plena liberdade de ir e vir e se alimentam na hora que quiserem. Não existe a rigidez dos asilos pelos quais Emílio passou e que em nada contribuíram para sua recuperação, segundo Wagner. “Por vezes, o idoso é teimoso. Em um dos locais, se meu pai recusasse uma refeição, por exemplo, só podia comer na outra. Acho um absurdo que não ajudou melhorar a saúde”, analisa. 


Em uma das casas de repouso, ele se deparou com banhos no turno da madrugada, o que considerava cruel com os idosos. No Vovô Emílio, os moradores definem seus horários. Mais do que saudáveis, a ideia é de que eles estejam felizes. Para isso, Wagner tomou providências. Começou retirando o muro da frente da casa. Agora, há uma grade, com isso, os hóspedes podem passar as tardes apreciando o movimento da rua, como qualquer morador. 

Além disso, as confraternizações são frequentes. Os aniversários são comemorados com festinha. No Carnaval, teve baile de máscaras e o almoço de domingo é uma grande reunião em família. Tudo para garantir o convívio social no ambiente. 

Evolução - Seu Emílio mudou muito. “Come alimento sólido e com garfo e faca. Me disseram que ele não chegaria a este ponto nunca”, comemora Wagner ao lado do pai. Já seu Emílio é de poucas palavras. “Estou bem”, resume. A enfermeira da pousada Sebastiana Souza relata os passos dessa evolução. “Hoje, na hora do banho, ele já é muito colaborativo”, afirma. 

Os idosos estão ali por decisão de seus familiares que podem visitá-los quando quiserem. Também cabe à família levar para atendimento médico, fisioterapia e outros. Na pousada, os enfermeiros se encarregam de ministrar a medicação (essa sim com horários regulados). O tempo de permanência dos idosos varia de acordo com a necessidade da família. 


Oneida Mafra, de 91 anos, morava sozinha no Rio de Janeiro e agora tem companhia no Vovô Emílio 
(Foto: Kísie Ainoã)

Assim como Emílio, segundo a enfermeira, todos apresentaram evolução na saúde desde que chegaram ali. Comem bem, dormem melhor e reclamam menos dos desconfortos da idade. 

A administradora do local Dulce Hugo explica que o objetivo é fazer os idosos se sentirem como se estivem sendo cuidados por alguém que tem laços familiares com eles. “Aqui não temos aquela enfermeira uniformizada que chega para medir a pressão num gesto frio. Cuidamos e conversamos como se fossem da família”, explicou. 


Recentemente, foram instaladas câmeras de vídeo em todos os cômodos do local. Os parentes dos idosos podem verificar online e em tempo real como eles estão sendo tratados ali dentro. O valor da diária é a combinar, mas no geral, o preço mensal, fica entre R$ 2,8 mil a R$ 5 mil. Serviço - A pousada Vovô Emílio fica na Rua Silvio Romero, 172, no Jardim São Lourenço. O telefone é 3027-2748.

quinta-feira, dezembro 11

Franquia de cuidados com idosos inicia projeto para trazer mais qualidade de vida para 3ª idade


- Right at Home, líder mundial em cuidados com idosos em domicílio, começa a realizar palestras e distribuir cartilhas para abordar temas como prevenção de quedas e fatores de risco para conscientizar a Terceira Idade

- A primeira palestra foi ministrada aos alunos do curso de informática para idosos do Ibratitude, programa de responsabilidade social do Bestway Group

- Instituições interessadas podem entrar em contato com as franquias no Brasil para receberem gratuitamente a cartilha de prevenção de quedas

Melhorar a qualidade de vida das famílias. Este é o principal propósito da Right at Home http://www.rightathome.com.br/ líder mundial em cuidados com idosos em domicílio. Por este motivo, a franquia norte-americana começa um processo para conscientizar a Terceira Idade. A intenção é mostrar que é preciso preparar-se para ter uma melhor qualidade de vida nesta fase.

“Ás vezes por causa de uma simples queda, a vida do idoso e de seus familiares vira um caos”, afirma Eduardo Chvaicer, máster franqueado da Right at Home no Brasil. “E por que não tomar algumas ações de prevenção? Nós oferecemos cuidadores de idosos, mas queremos que nosso público esteja bem”.


De fato, um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em 2011, mostrava que por dia, em média, quatro idosos morriam no Estado em razão de quedas. Ainda segundo o estudo, 27.886 pessoas com mais de 60 anos tinham sido internadas naquele ano por conta de alguma queda.

A intenção é mostrar aos idosos quais os fatores de risco e os perigos dentro de sua própria casa. “Há uma certa resistência porque ninguém quer admitir que sua mobilidade não é mais a mesma e que seu organismo não é mais como de um jovem. Tomamos atitudes somente depois que um acidente acontece. Por isso, resolvemos conscientizar que é preciso redobrar os cuidados para aproveitar melhor a aposentadoria. É melhor dar o ‘braço a torcer’ do que ficar com ele quebrado”, afirma Eduardo.

Portanto, a Right at Home preparou palestras e uma cartilha sobre qualidade de vida e prevenção de quedas. As instituições, igrejas, grupo de apoio a idosos, casas de repouso, hospitais que tiverem interesse na palestra poderão entrar em contato para agendar gratuitamente. Basta enviar um e-mail para (contato@rightathome.com.br) fazendo o pedido. Os franqueados em São Paulo também estão disponíveis para ministrar palestras sobre o assunto.


A primeira palestra da Right at Home foi realizada no curso de informática para idosos do Ibratitude, programa de responsabilidade social do Bestway Group. Duas turmas com 60 alunos participaram com muita atenção da palestra.

História da Rede - Allen Hager fundou a Right at Home nos Estados Unidos após passar quase uma década na administração de hospitais. Enquanto esteve no ambiente hospitalar viu muitos pacientes (especialmente idosos) saírem do hospital e retornarem para casa, mas não necessariamente voltarem a ter saúde. Uma vez em casa, muitos destes ex-pacientes eram incapazes de cuidar de si próprios. Allen sabia que com uma pequena ajuda, muitas destas pessoas poderiam manter vidas saudáveis e felizes em suas próprias casas, além disso, ele tinha conhecimento que poucas empresas ofereciam este tipo de assistência.

Em 1995, Allen inaugurou a primeira Right at Home em Omaha, Nebraska. Cinco anos depois, começou a expandir para outras regiões do país, selecionando cuidadosamente franqueados que compartilhavam sua paixão por cuidar das pessoas e de suas comunidades.

Em 2012, foi eleita a pela revista Black Enterprise, como uma das 25 melhores franquias para afro-americanos, está entre 100 melhores empresas para se trabalhar eleita pela Star Tribune e uma das 100 melhores franquias para a terceira idade em eleição feita pela Franchise Business Review.

Hoje possui cerca de 450 operações nos Estados Unidos e em mais oito países (Austrália, Brasil, Canadá, China, Irlanda, Japão, Reino Unido e Holanda), cuidando de mais de 15 mil pessoas por dia. Em 2013 seu faturamento foi de 266 milhões de dólares. Esse ano foi eleita ainda a segunda melhor franquia americana até 150 mil dólares


Fundada em 1995 por Allen Hager, nos Estados Unidos, a Right at Home é líder mundial em cuidados com idosos em domicílio e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das famílias, oferecendo serviços de cuidadores que auxiliam idosos e adultos convalescentes que queiram permanecer em suas casas.

A empresa conta hoje com cerca de 450 franquias espalhadas nos Estados Unidos, Canadá, China, Irlanda, Inglaterra, Brasil, Austrália, Japão e Holanda cuidando de mais de 15 mil pessoas por dia. Antes de entrar na casa dos clientes, seus profissionais são criteriosamente selecionados por um rigoroso processo, que inclui avaliações e testes psicotécnicos.


terça-feira, novembro 5

"Doença Escondida nos Sinais da Velhice"


É uma doença que é frequentemente confundida com os sinais do envelhecimento, uma vez que são as pessoas idosas as mais afetadas. A estenose do canal lombar cria uma dificuldade progressiva no andar, dores e falta de força nos membros inferiores. A marcha fica cada vez mais lenta. Muitos dos doentes conformam-se com aquilo que pensam ser a velhice.

Estima-se que a doença afete cerca de 10% da população portuguesa, mas mais de 20% na faixa etária acima dos 65 anos. A coluna é uma estrutura móvel sujeita a um processo degenerativo, mais rápido ou lento dependendo dos indivíduos. O desgaste progressivo das vértebras e dos discos da coluna origina a estenose lombar - o estreitamento do canal central da coluna vertebral e dos canais por onde saem as raízes nervosas.

"A doença aparece na sequência das idades mais avançadas. A grande maioria das pessoas afetadas por este problema não são diagnosticadas. Muitas vezes as queixas iniciais não são consideradas, e com o tempo a pessoa apercebe-se de que tem de sentar-se para descansar e só depois andar mais um bocadinho", explicou ao CM Eduardo Pegado, ortopedista da CUF de Torres Vedras.

A cirurgia é um dos tratamentos aconselhados quando os sintomas se tornam mais graves. Contudo, é um procedimento caro, devido ao material que é necessário. Um doente sem seguro de saúde, que procure um hospital privado, pagará entre 10 mil a 12 mil euros pela intervenção. A operação torna-se necessária para a descompressão das estruturas nervosas e geralmente traduz-se numa melhoria da qualidade de vida do doente. É um procedimento demorado: a operação tem uma duração de duas a três horas.

"A cirurgia não tem de se fazer logo quando é feito o diagnóstico, mas numa situação já avançada não trará muitos benefícios. A cirurgia consiste em atuar sobre o aperto das estruturas que estão dentro do canal medular", refere Eduardo Pegado.

Segundo o mesmo responsável, após duas ou três semanas o paciente começa a retomar a sua vida normal, tendo já reflexos para conduzir, por exemplo. Mas só ao fim de um ano é que há resultados com vista à recuperação.

Paz!