Paz e Amor!

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segunda-feira, junho 27

O local onde moramos pode parecer inofensivo, mas esconde armadilhas que passam despercebidas


É importante ficar atento ao ambiente doméstico, realizando mudanças e adaptações de acordo com as alterações corporais e mentais inerentes ao envelhecimento.

O local onde moramos, frequentemente motivo de orgulho e fruto de muita luta, onde conhecemos de uma forma íntima todos os detalhes, pode parecer inofensivo a primeira vista, mas esconde surpresas e armadilhas que passam despercebidos frente a olhos destreinados. 

Com o passar dos anos, nosso organismo vai se fragilizando e o equilíbrio vai diminuindo. A utilização de remédios que afetam a consciência e o aparecimento de distúrbios neurológicos podem transformar nossa percepção do ambiente doméstico. Muitas vezes esse ambiente acaba se tornando cenário de quedas e acidentes. Até quedas “da própria altura” podem causar lesões gravíssimas como a fratura de fêmur, que levam a incapacidade e até ao óbito. 

Por isso, é importante ficar atento no ambiente doméstico realizando mudanças e adaptações pensando sempre nas alterações corporais e mentais inerentes ao envelhecimento, moldando-as de acordo com as necessidades de cada indivíduo. 

Dicas:

Dez sugestões ergonômicas* em ambiente domiciliar aplicadas às pessoas da terceira idade: 
1. Procure ter sempre ambientes mais iluminados. Podendo optar, opte por lâmpadas chamadas frias ou fluorescentes, pois iluminam mais e gastam menos.

2. Os tapetes também podem funcionar como armadilhas. Eles devem ser colocados em locais onde são realmente necessários, e devem ser aderentes ao piso, evitando, assim, quedas.

3. A utilização de corre-mão ao longo de escadas e rampas também é potencialmente benéfico.

4. A questão do piso também é importante. Opte sempre por modelos que não sejam escorregadios, principalmente quando molhados. Uma ótima saída para quem tem piso com essas características e não quer trocá-lo, é utilizar lixas especiais, que devem ser coladas em seqüência, formando um caminho ao longo do quintal ou áreas externas.

5. Sempre optar por um varal com sistema de polias preso com ganchos no teto, evitando assim o movimento e a utilização excessiva e inadequada da articulação do ombro, uma articulação que freqüentemente é alvo de queixas, principalmente em mulheres acima dos 50 anos.

6. Para as pessoas que residem em casas, o sistema de fotocélula também é interessante, onde, por meio de sensores, as luzes se ascendem ao perceberem a presença de alguém se aproximando.

7. A casa deve possuir aparelhos de telefone fixo e telefones sem fio, facilitando assim a utilização do telefone em qualquer parte da casa.

8. No quarto, o interruptor deve ser localizado na cabeceira da cama.

9. Optar por portões automáticos a fim de evitar acidentes em dias de chuva e segurança no período noturno.

10. Um “amigão do peito” também pode ajudar, principalmente para as pessoas que moram sozinhas. Prefira um animal de raça pequena, comportada, inteligente e dócil, para não incomodar os vizinhos. 
Viver com Saúde é viver feliz!

terça-feira, junho 21

Musculação depois dos 60?


O exercício de força, com a supervisão de um profissional habilitado de educação física, é um dos melhores remédios para a manutenção da qualidade de vida do idoso.

envelhecimento é um processo degenerativo que acontece progressivamente. Decorrente de um estilo de vida saudável ou não, a velocidade destas alterações no organismo varia de indivíduo para indivíduo. 

A partir dos 35 anos, o organismo do homem começa a ter alguns déficits funcionais alterando a sua qualidade de vida. E, se o indivíduo for sedentário, este quadro tende a ficar pior. 

Veja alguns exemplos: 

Sistema muscular: há reduções na massa e força muscular, podendo causar limitações nas atividades rotineiras do idoso, como andar, segurar objetos e cuidar da própria higiene pessoal. 

Sistema ósseo: perda de massa óssea, que pode causar osteopenias/osteoporoses, aumentando a possibilidade de fraturas em mínimos choques. 

Sistema cardiovascular: uma pessoa não ativa tem mais chances de desenvolver doenças crônicas degenerativas, como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias, entre outras, se comparada a uma pessoa que foi mais ativa durante sua vida. 

O exercício de força, com a supervisão de um profissional habilitado de educação física, é um dos melhores remédios para a manutenção da qualidade de vida do idoso. É aí que a musculação deixa de assumir um papel de estímulo estético e passa a auxiliar, e muito, em nossa saúdefuncional, definida como a capacidade de realizar as tarefas do cotidiano. 

É muito importante lembrar que o idoso requer uma atenção especial. Por isso, antes de iniciar exercícios com pesos, é recomendável consultar um médico para atestar se você está apto a praticar exercícios físicos, bem como um nutricionista, pois a nutrição é de grande importância para quem vai iniciar esse tipo de atividade. 

Já chegou aos 60 anos e nunca fez uma atividade física? Nunca é tarde para começar. Mude seu estilo de vida. Já pratica alguma atividade? Parabéns! E não desanime, o seu corpo agradece..


segunda-feira, maio 9

Espiritualidade para a Terceira Idade – Reflexões.


Coisas do espírito são diferentes das coisas do mundo? Sim, são! O que é espiritualidade? É o que fazemos para encontrarmos o caminho do sentido da existência e então experimentar felicidade verdadeira. A Espiritualidade tem respostas para perguntas não respondidas pela ciência, como por exemplo “o que é o amor”?

Espiritualidade é muito mais um campo de experimentação do que de averiguação. Aí está! Uma “característica-chave”: experimentar muito mais do que averiguar! Pois há coisas impassíveis de serem averiguadas (já que são únicas), por exemplo: eu!

Para que me averiguar se não há comparações a fazer? Sou único. Tenho impressão de que averiguação em demasia gera neuroses em meio a uma inundação de “porquês”…

Para aproveitar TEMPO, tenho mais que “me experimentar” e então aprender como eu funciono. A espiritualidade é a pura experiência de você com você mesmo. O resultado disso é a forma como você se projeta para o mundo. Vai bem? Ou vai mal?

Experiências claras, profundas, maduras, maravilhosas, surpreendentes… experiências de força, vitórias, conquistas… experiências de desafios, superações, aprendizados… todas elas se consolidam no campo espiritual.

Tudo em prol da experiência da F e l i c i d a d e ! ! !

Quando olhamos para esse nosso lado (espiritual) temos que reconhecer que se os humanos existissem sem valores espirituais, para ninguém existiria o “sucesso de se viver”. Portanto precisamos de um braço muito poderoso (que deve ser o Braço de Deus) afim de nos servir como uma outra referência e inúmeras possibilidades.

De alguma forma este braço é o nosso suporte. Mesmo quando o negligenciamos ou duvidamos de sua existência. Sabe porquê? Porque a história da humanidade já teria sido completamente aniquilada num sistema rapidamente falido de comportamentos tortos e inúmeras aberrações. Jamais conseguiríamos ter a referência do belo e da bondade novamente. E o que acontece a cada apocalipse? Encontramos uma nova maneira de se viver!

Fato é que temos esta referência! Sabemos o que é bom e o que é ruim, o que é bonito e o que é feio, o que é riqueza e o que é pobreza. Sendo assim, sabemos que o melhor do melhor do melhor, o eterno perfeito, existe. Deus. E o pior do pior do pior também existe. Deus não deve se importar quando alguém duvida de sua existência, pois sendo Deus, não se importa se há mentiras e verdades. Deus apenas É. E pronto. Ele não deve ter nascido pra discussões, penso eu.

Espiritualidade é diferente de religiosidade. A religiosidade requer um conjunto de regras e condutas de acordo com um determinado grupo, organizando uma história e criando métodos para se manter a estabilidade desse grupo. Isso é muito importante para a sociedade. Mas para a natureza do espírito temos que ir mais além! Além de regras e sistemas para aprender a fazer uma “leitura da alma” que se é. A felicidade só é possível se fizermos esta “leitura”.

Quando se ora, se pede. Quando se reza, se repete até que aquilo aconteça. Quando se utiliza os pensamentos de forma auto-construtiva, se auto-realiza. E autorrealização é a chave da felicidade. Somente nos auto-realizamos quando olhamos para dentro e entendemos quem somos, o que fazemos e pra quê fazemos. Um diálogo que só é possível através do exercício da espiritualidade, já que seria interessante economicamente existir um “livro sobre eu”. Este livro não serviria pra mais ninguém além de eu mesmo… percebe como este não é um assunto da ciência?

Espiritualidade é a auto-realidade e seu exercício é a autorrealização, que não podemos fazer uns pelos outros. Sendo assim, assumir esta condição nos aproxima das nossas vitórias, de se viver com sucesso, do que é a minha verdade, da MINHA experiência de felicidade.

Portanto não se preocupe em encontrar um manual de espiritualidade, não vai achar. E se porventura achar, não se limite ao que diz, nem mesmo ao que escrevo pra você aqui.

Jogue-se no fantástico mundo interno das experiências sutis e indizíveis dentro de você e se liberte de tudo que até agora lhe trancafiou. Apenas experimente o oceano de tesouros que você é, cada vez mais e mais.

E VIVA, no sentido real da palavra, a fase mais madura de sua vida!

Oficina de artes cênicas para idosos: conheça os benefícios para a saúde

Você está buscando uma atividade nova para realizar agora que está aposentado? E que tal investir em oficinas de artes cênicas? As técnicas aplicadas nas aulas trazem vários benefícios para a saúde de quem já passou dos 60 anos. Isso porque, além de contribuir para uma melhora da memória do idoso, aumenta a criatividade e estimula a interação social.

Aliás, em decorrência da interação com outros colegas de cena, com o professor ou autor da história, ajuda a diminuir a solidão. Um problema muito comum na terceira idade e que é fator desencadeador para o início da depressão em pessoas mais velhas, sendo está responsável por diversos problemas na vida do aposentado como perda de memória, desmotivação, desinteresse, apatia, embotamento afetivo, irritabilidade, falta de atenção concentrada e distúrbio psicomotor.
Outros benefícios das aulas de teatro

– Melhora a memorização;

– Respiração facilitada;

– Aumenta a autonomia do idoso;

– Eleva a autoestima;

– Melhora a voz ativa na família e entre amigos;

– Ajuda a conquistar de espaço junto ao grupo;

– Afasta o risco de depressão;

– Aumenta a capacidade de compreensão e discernimento sobre diferentes assuntos;

– Ajuda a aprender diferentes idiomas, pois os alunos podem interpretar em um idioma específico.

Teatro como terapia para o idoso
As aulas de teatro envolvem diferentes atividades relacionadas às artes performáticas e encenação. Diante disso, estimula o aluno a desenvolver habilidades interpessoais como conversar, discutir, entreter, falar em público, brincar e interagir emocionalmente.

Outra vantagem das artes cênicas é que o idoso ganha habilidade de estruturar emoções por meio da expressão artística. Ou seja, muitas vezes as expressões e sentimentos ficam reprimidos ao longo dos anos por causa do envelhecimento, mas a arte ajuda a colocar tudo o que sente para fora.

Assim, desbloqueia suas emoções através da representação ou de outras formas de arte coloca uma série de emoções que ficaram reprimidas para fora. Aliás, quando realizado mediante a recomendação médica, a arte se transforma como uma terapia que ajuda a lidar com as mudanças que a passagem dos anos traz e ainda ajuda a exercitar a mente e o corpo.

segunda-feira, abril 18

Maturidade é tempo de novos limites, tempo de se redescobrir...

Foto mostra grupos de atividades do Projeto ‘Permitir-se’, trabalho voltado para o auto conhecimento, abrangendo as esferas emocional, corporal e espiritual do ser humano
Projeto ‘Permitir-se - Encontros com a Melhor Idade’ possibilita reflexão, interação, alegria e descontração, através de oficinas de memória, expressão corporal adaptada à idade, socialização, contação de estórias, atividades e jogos de criatividade.

É possível e salutar envelhecer com leveza, liberdade e privilegiando uma boa saúde física, afetiva e social. Está ao nosso alcance entrar na maturidade de uma forma ativa, com boas relações sociais, fazendo aquilo que gostamos e que nos acrescenta bem estar. É possível estar sereno, de bem consigo mesmo e manter a mente aberta para novas oportunidades. Para isso, basta focar os olhos no horizonte que se descortina. 

Permita-se! 

‘Encontros com a Melhor Idade’ é uma das atividades do Projeto ‘Permitir-se’, que tem entre outros objetivos, oferecer oficinas de memória, expressão corporal adaptada à idade, socialização, contação de estórias, atividades e jogos de criatividade. Esses grupos trazem reflexão e compartilhamento, interação, alegria e descontração, contribuindo para “o despertar” de várias alternativas. 

Cada encontro tem a duração de duas horas e meia, e são independentes entre si. Neles, vários temas são abordados como: limites e/ou desafios e conquistas da maturidade, solidão e novas amizades, dependência e independência, etc.. Todos os encontros são vivenciados de forma prática e lúdica, sempre se levando em conta as habilidades de cada participante, bem como suas vivências. 

Conviver, exercitar o corpo e a mente, aprender novas tarefas, superar obstáculos, vivenciar novos desafios e primar por novas conquistas. Essa é a proposta dos encontros, e você é o protagonista de sua história.

Psicóloga com especialização em Psicosíntese, terapeuta individual e de grupo, coordenadora do projeto ‘Permitir-se’, formação holística de base (UNIPAZ), é colunista convidada do Portal Terceira Idade.

quinta-feira, fevereiro 18

Bairro inteiramente adaptado para idosos é inaugurado em Singapura


Cerca de dois mil voluntários, estudantes e equipes de atendimento ao público em lojas, restaurantes, hospitais e igrejas, foram treinados para saber a maneira mais eficiente de interagir com o público da terceira idade

Imagine uma situação na qual um idoso sai de um supermercado, sem pagar, e é acusado de furto. No caso, o idoso é senil, e a cena, quase sempre, é bastante constrangedora – para o idoso e para quem a presencia. 

Bem, existe um lugar no mundo onde essa cena será encarada – e tratada – com o devido respeito. Em Singapura foi criado o primeiro bairro adaptado para idosos, com moradores qualificados para atender a todas as necessidades dos idosos, especialmente as dos que estão senis. 

São cerca de dois mil voluntários, estudantes e equipes de atendimento ao público em lojas, restaurantes, hospitais e igrejas, todos treinados para saber a maneira mais eficiente de interagir com o público da terceira idade. 

Segundo o jornal Straits Times, a iniciativa foi fruto da parceira da Prefeitura de Yishun, uma das cidades que tem a maior proporção pessoas com mais de 65 anos do país – 10% de seus 20 mil habitantes –, com o Khoo Teeck Hospital e a Lien Foundation. 

Tratamento especial 

O tratamento é direcionado para que não haja constrangimento nem estigmas para aqueles que inspiram cuidados. Assim, caso algum morador se perca, haverá um instrutor preparado para ajudar, ou caso saia de um estabelecimento sem pagar, não será acusado de furto. 

O projeto está dando tão certo que vislumbra ser estendido para outras áreas de Singapura, com a criação de novas comunidades para que os idosos não tenham que ser realocados em asilos e hospitais, e possam continuar em suas casas da maneira que estão acostumados




Semáforos 

Até nos semáforos Singapura encontrou uma boa maneira de facilitar a vida dos idosos na hora de atravessar a rua. Pessoas com mais de 60 anos ou alguma deficiência podem obter um cartão especial para andar nos ônibus e trens, similar ao nosso Bilhete Único. Esse mesmo cartão pode ser usado em leitores existentes em semáforos especiais para pedestres. Ao detectar o cartão como válido, o semáforo automaticamente estende o tempo por até 13 segundos.

quarta-feira, fevereiro 17

Pensão alimentícia contra os avós

A pensão alimentícia dos netos contra os avós é uma realidade. Caso o pai ou mãe processado não seja capaz de dar sustento aos filhos, então os avós entram na linha de frente da obrigação.

Alimentos Avoengos! Achou o nome feio? Pois a situação é mais ainda... O tema tem trazido arrepios nas espinhas de muitos idosos.

A pensão alimentícia dos netos contra os avós é uma realidade. Sim. Você já criou seus filhos e agora pode ter que repetir a dose com os netos. O aumento do número de divórcios, filhos fora do casamento e outras situações que deixam o menor sob guarda de apenas um dos pais são as causas usuais dos pedidos de pensão. Caso o pai ou mãe processado não seja capaz de dar sustento aos filhos, então os avós entram na linha de frente da obrigação. Se você tem uma situação assim na família, então pode estar em risco de sofrer uma demanda judicial por alimentos de seus pequeninos.

O que fazer para se defender caso isso aconteça 

O primeiro passo é procurar rapidamente seu advogado de confiança e, caso não possa pagar um, procure a Defensoria Pública do Estado na sua cidade. O avô ou avó Requerido pode defender-se, alegando não ser o único devedor e que outros existem, pelos quais tal encargo deve ser distribuído. Isso irá reduzir o valor a ser pago em caso de condenação, pois o juiz irá dividir a obrigação por todos os devedores na proporção das respectivas posses. Você pode demonstrar, também, que simplesmente não pode contribuir para tais alimentos, ocasião em que será simplesmente excluído.

Mas a principal linha de defesa a ser adotada é provar que o pai ou a mãe que pede os alimentos não está totalmente incapacitado de cumprir com seu dever legal e moral de sustentar os filhos. Por exemplo: uma mãe que cria os filhos sozinha pode pedir pensão ao pai destes. Caso o pai dos menores venha a falecer, ou seja preso e não contribua com os alimentos, poderá propor em juízo uma ação contra os avós das crianças. É necessário, porém, provar a absoluta falta de condições da mãe de dar o mínimo aos filhos para poder cobrar dos avós.

Caso você seja demandado em juízo neste sentido, lembre-se de que pode e deve chamar para o processo todos os avós da criança. A responsabilidade dos avós quantos aos alimentos é complementar e deve ser diluída entre os paternos e maternos, ou seja, não apenas os genitores do pai falecido ou preso têm que ser demandados, mas também os maternos. A mãe das crianças não pode poupar os próprios pais.

Polêmica

Assunto que ainda está bastante controvertido é a possibilidade ou não de prisão civil dos avós, que, condenados em alimentos por sentença, deixem de pagar. Ainda não há na lei artigo específico, e cabe aos juízes e Tribunais analisar caso a caso o cabimento ou não de prisão. 

A opinião deste colunista é de que a cobrança de alimentos contra os avós é uma situação absurda, e a possibilidade de prisão ainda mais, pois trata-se de pessoas que já cumpriram sua cota de responsabilidade, na criação dos filhos e no trabalho, e cabe ao Estado, por meio de políticas públicas, garantir o sustento de crianças cujos pais faltem, e não aos avós. 
Por: Thiago Bonatto Longo
Advogado, trabalha com causas cíveis, familiares, 
empresariais e trabalhistas na Advocacia Assessoria Jurídica 
(OAB/SP 220.148)

terça-feira, janeiro 5

Quem disse que o sexo perde o seu encanto na terceira idade?


Na terceira idade, a prática sexual tem lá suas diferenças, mas continua fazendo bem, oferecendo prazer e sensação de bem-estar. Cerca de 50% das pessoas acima de 60 anos – casadas ou que têm parceiros sexuais - relatam a prática de sexo a cada 15 dias mais ou menos.

"Além do sexo como o conhecemos, uma carícia, um toque ou uma troca de intimidades, muitas vezes, é sensual e tem o mesmo grau de prazer na terceira idade que o sexo tradicional tem para o jovem", explica o geriatra do Einstein, Dr. Fabio Nasri.

"As pessoas se esquecem de que os mais velhos continuam tendo desejos, projeções, fantasias e afeto, que muitos jovens, inclusive, estão perdendo", diz.

A terceira idade

Em países mais jovens e menos desenvolvidos, são consideradas da terceira idade as pessoas acima de 60 anos - é o caso do Brasil. Nos mais desenvolvidos e com uma população mais velha - como os Estados Unidos e os países europeus, aquelas acima de 65 anos.

Uma nova revolução

O surgimento do famoso medicamento azul para disfunção erétil, em 1998, provocou uma nova revolução sexual - essa repleta de possibilidades para os integrantes da terceira idade.

O medicamento pegou muitos casais de surpresa. Vários deles não praticavam o sexo há um bom tempo. Com a novidade, os homens sentiram-se dispostos a procurar por suas mulheres novamente, que nem sempre estavam preparadas para recomeçar uma vida sexual ativa.

Como se sabe, as mulheres tendem a cuidar mais da saúde do que os homens porque visitam seus médicos regularmente. Depois deste medicamento, o sexo tornou-se novamente um assunto em pauta no consultório.

Para aquelas interessadas em recomeçar uma vida sexual com seus parceiros, a questão da lubrificação vaginal é a dúvida mais comum. E não há complicações: hormônios locais, aplicados em forma de cremes diretamente na vagina, possibilitam um retorno normal à prática sexual.

Com o passar dos anos, um pesadelo que aterroriza alguns jovens vai deixando de ser um bicho de sete cabeças. Com a idade, os homens passam a demorar mais para ejacular e, por isso, a ejaculação precoce deixa de ser um problema.

Dificuldades e contraindicações

Não há contraindicações para o sexo na terceira idade, apenas restrições temporárias como, por exemplo, para quem acabou de passar por uma cirurgia – as mesmas indicadas para qualquer idade.

Algumas dificuldades de um corpo mais maduro, porém, podem impedir ou atrapalhar a prática. Para as mulheres, dores reumáticas e incontinência urinária são as principais. No segundo caso, aplicação de hormônio local pode conter o problema.

No caso dos homens, hipertensão e complicações com a próstata são as principais chatices.

Cerca de 50% dos que passaram dos 60 anos no Brasil são hipertensos; e os remédios para pressão tendem a diminuir a potência sexual. A boa notícia é que já existem medicamentos com menos efeitos colaterais desse tipo.

Pacientes com câncer de próstata que tiveram a produção de testosterona bloqueada podem ter dificuldade de ereção, assim como os que fizeram cirurgia para a retirada do órgão. Atualmente, porém, existem técnicas de extração da próstata que conseguem preservar, em alguns casos, os nervos responsáveis pela ereção.

Para pacientes com doenças coronárias ou problemas pulmonares, a indicação é que conversem com seus médicos e que realizem exames para avaliar a sua capacidade física. "No caso do coração, por exemplo, um teste ergométrico nos dá uma ideia de como o órgão se comportaria na hora do sexo", explica o médico.

Alerta

Os medicamentos para disfunção erétil são contraindicados para pacientes com doenças das coronárias ou que tomam medicamentos vasodilatadores, já que eles mesmos são deste tipo, o que pode levar o paciente a sofrer uma vasodilatação excessiva.

Frequência e orgasmo

"É natural que, nessa faixa etária, a frequência sexual seja menor. Mas devemos considerar que a noção de sexo para eles é mais ampla. Muitos se satisfazem com as carícias. Nessa fase existe uma desobrigação do orgasmo e, com menos expectativas, muitas vezes a relação fica mais prazerosa", afirma o geriatra.

Fertilidade na terceira idade

Diferente da menopausa – fenômeno que encerra os ciclos menstruais e ovulatórios de uma única vez – a andropausa (que acontece nos homens) acontece gradativamente com o passar dos anos.

Por isso, enquanto o homem produzir espermatozoides ele pode engravidar uma mulher. A diferença é que a produção será cada vez menor e o caminho até o óvulo ficará mais difícil. Por esta razão, muitos casais de homens mais velhos com mulheres mais jovens procuram inseminação artificial quando optam por ter um bebê.

Consenso é fundamental

Com a menopausa, a queda na libido da mulher é natural e elas começam a procurar menos por seus parceiros. Para elas, será cada vez mais importante sentirem a presença do homem, sua proximidade e suas carícias. "Nessa fase, especialmente se o homem toma algum medicamento para disfunção erétil ou continua sexualmente ativo, conversar e entrar em consenso é fundamental para não haver atrito entre os dois", recomenda o Dr. Fábio Nasri.

Ainda sem perspectiva de um medicamento para as mulheres, a utilização de testosterona no combate à perda de massa muscular e óssea tem se mostrado positiva para elas. O tratamento acaba ajudando no aumento da libido.

Felicidade na terceira idade

Considerando a história do ser humano, a terceira idade é praticamente uma novidade. A expectativa de vida no Brasil em 1900, por exemplo, era de 33 anos. Hoje, é de 75. "Envelhecer é novo e muitos idosos ainda têm dificuldade de lidar com as perdas que vieram com o fim da chamada segunda idade, como a capacidade e a frequência sexual, a perda de amigos, de trabalho e até financeira", avalia o Dr. Nasri.

"Aqueles que entenderem o seu envelhecimento e entrarem em consenso com as suas novas características, terão menos dificuldade em lidar com a sua terceira idade. Já aqueles que não aceitarem, tentarão ter atitudes de jovens por acreditar que estarão envelhecendo menos. Mas envelhecer é natural e quanto mais cedo nos prepararmos, melhor será a nossa aceitação", conclui o médico.

segunda-feira, dezembro 28

Amor: sentimento incondicional


Amores proibidos, amores impossíveis, amores diferentes...

A Bíblia narra a estória de Adão e Eva e a “maçã do pecado”’, Shakespeare escreveu Romeu e Julieta, um “amor impossível”, contos como o Corcunda de Notre Dame ou A Bela e A Fera falam de paixões estranhas entre “seres diferentes” que se apaixonam por lindas donzelas.

Desde crianças ouvimos estórias e contos de fadas, onde por acaso a princesa ou o príncipe são sempre bons e bonitos, enquanto suas irmãs ou suas madrastas são feias e grosseiras. Assimilamos de forma sutil e inconsciente esses valores estéticos e morais que acabam nos condicionando na idade adulta, sem nem percebermos.

Tudo bem, é bom poder viver por algum tempo de sua vida num mundo onde tudo e todos são perfeitos. O perigo é continuarmos nesse mundo por um tempo indefinido. Pense bem, será que você já deixou de amar alguém por suas diferenças físicas, morais, ou até financeiras?

A sociedade, que não é perfeita, continua nos impondo padrões de beleza e comportamento iguais aos das novelas, filmes e estórias da “Ilha de Caras”, onde tudo é lindo e maravilhoso, como nos belos contos de fadas.

Vale a pena buscar mais a fundo seus verdadeiros valores e enfrentar o mundo “perfeito”. Quando você ama alguém que possa parecer “diferente” ou “estranho”, jogue no lixo seus preconceitos, mande para o espaço a moral e os padrões sociais.

Não existem amores “impossíveis” ou “errados”. Essa ideia é apenas uma estória “mal contada”.
Entender e aceitar a si mesmo é o primeiro passo para amar livremente, sem culpas ou preconceitos.

terça-feira, dezembro 22

O Passar dos Anos é Inevitável


A vida nos prepara surpresas com as quais raramente sabemos lidar, e muitas das vezes enroscamos os pés nas mãos. Acabamos presos em armadilhas que nós mesmos, inconscientemente, montamos durante a nossa caminhada. 

Acabamos por atropelar desejos, pular planejamentos, esquecer as metas, deixar de lado os sonhos...

O passar dos anos é mesmo inevitável.

Porque aos poucos nossas energias vão ficando escassas, nossas forças vão se limitando ao básico movimento do 'sim' e do 'não', enquanto deixamos que o tempo responda pelo resto das nossas atitudes e ações. E quando deixamos que isso aconteça, tomar as rédeas da nossa caminhada, novamente, é muito mais complicado.

O passar dos anos é realmente... inevitável.

Mas podemos fazer a diferença; podemos dar um novo sentido às nossas esperanças enquanto essas permanecem adormecidas em algum lugar entre o sonho e a realidade. E os sonhos... 

Ah! Os nossos sonhos, aqueles que insistem em nos levar para a frente e que acabam por nos dizer que a vida pode ser mais que isso. 

E que no final, valerá a pena olhar para trás e dizer que o passar dos anos é inevitável, mas aproveitar a vida é inesquecível.

Somente quando deixamos de acreditar nos nossos sonhos é que realmente envelhecemos.


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domingo, dezembro 6

A Importância dos Exames Ginecológicos na Pós-Menopausa


Não é segredo que as mulheres devem fazer acompanhamento ginecológico regular para manter a saúde em dia. Porém, a rotina ginecológica no período que sucede a chegada da menopausa pode suscitar dúvidas. O ginecologista Luciano Pompei, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), ressalta a importância de não confundir o período de pós-menopausa com a “terceira idade”, termo utilizado comumente para designar as pessoas que chegam aos 60 anos ou mais.

“O mais importante para nós, ginecologistas, é a divisão entre a fase reprodutiva da mulher, o momento da chegada da menopausa e a pós-menopausa. Não necessariamente esta última significa ‘terceira idade’. Inclusive, há mulheres que tem menopausa precoce, antes dos 45 anos”, explica.

Segundo o Dr. Pompei, a periodicidade da visita ao ginecologista depende de cada caso, mas, normalmente, o ideal é consultar o especialista uma vez ao ano. Alguns exames específicos, no entanto, são indicados para todas as pacientes, independentemente do histórico clínico individual. Confira, abaixo, os exames ginecológicos imprescindíveis no período da pós-menopausa.

Mamografia: Detecta, precocemente, um possível câncer de mama. É recomendado pelos médicos a partir dos 40 anos e, dependendo do risco de cada mulher, deve ser refeito a cada um ou dois anos.

Exames de sangue: Analisam, principalmente, colesterol e triglicerídeos, além da função renal e a dosagem dos hormônios da tireoide. Somente com os resultados é possível recomendar os intervalos para sua repetição e quais medidas a ser tomadas, se necessário.

Exame preventivo do colo de útero (mais conhecido como Papanicolaou): Segundo recomendação do Ministério da Saúde, a mulher deve realizar esse exame até os 65 anos. Já a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) o indica até os 70. Ainda de acordo com Ministério da Saúde, como regra geral, em caso de resultados sem alterações em dois exames consecutivos com intervalo de um ano entre si, a repetição passa a ser indicada a cada três anos.

Ultrassonografia pélvica (preferencialmente transvaginal): Não há consenso claro; a maioria dos médicos defende que seja anual, enquanto outros solicitam o exame somente se houver reclamação de sangramento ou queixa uterina. “Particularmente, defendo a realização anual”, diz o ginecologista.

Densitometria óssea: Permite o diagnóstico de osteoporose e de osteopenia (baixa densidade óssea). A mulher sem motivos aparentes para ser considerada de maior risco para fraturas osteoporóticas recebe a indicação a partir dos 65 anos de idade. Se há riscos, o pedido é antecipado. Em casos de menopausa precoce, a primeira desintometria deve ser realizada aos 50 anos.

Exames Clínicos: O exame físico realizado no consultório também é importante. Além do exame físico geral, o médico poderá fazer palpação das mamas, exame especular e exame de toque, para checar a existência de anormalidades mamárias ou pélvicas.

“Por isso, é imprescindível consultar o ginecologista, mesmo quando a paciente não tem vida sexual ativa e não menstrua mais. Em todas as idades, as mulheres nunca devem deixar a saúde de lado e parar de se cuidar”, conclui.

sexta-feira, dezembro 4

quarta-feira, dezembro 2

Dança Para a Terceira Idade


Gente...se vocês acharem que esta dança está muito devagar, 
que vocês possuem energia pra dar e vender, então caiam no rock, no samba, 
na gafieira e vão em frente...

O importante é se sentir bem e feliz!!

beijinhos procês!

III Festival de Dança - Terceira Idade Em Movimento


Dançando...dançando...

é isso aí galera!!

Vamos nos movimentar!!

beijinhos de luz procês

Alegria...alegria!!

Os Benefícios da Dança na Terceira Idade


Durante muitos anos a dança foi considerada apenas como um instrumento de recreação e lazer. Tanto os médicos quanto os leigos, ao pensarem numa atividade física adequada para idosos, consideravam apenas a hidroginástica e a caminhada. Hoje sabemos que a dança é uma atividade física positivamente associada à saúde psicológica e ao bem-estar emocional dos idosos.
 Com o advento dos programas educacionais para idosos, a dança passou a fazer parte de todos os módulos de atividade física. Por ser uma atividade aeróbica, muitas vezes é uma recomendação médica com o intuito de amenizar sintomas de algumas doenças como: hipertensão, obesidade, osteoporose, depressão e exercícios para a memória, etc. Além disso, a dança, principalmente a de salão é uma atividade que estimula a sociabilidade e promovendo o bem-estar emocional.
Memória é fator motivacional para dançar

No Brasil, as pesquisas envolvendo dança e idosos são incipientes, porém as práticas de ensino de dança são muitas. Pessoas que vivenciaram as ídas aos grandes bailes em salões, têm em sua memória o registro do prazer que essa atividade proporciona. Por isso, a prática da dança por parte dos idosos deve-se levar em consideração o fator relacionado à memória, às recordações que o idoso traz para o grupo em termos de relatos de experiência e pesquisa de fotos e discos antigos que registram essa época. É essa experiência que o idoso já possui com a dança que o motiva a continuar dançando.
São vários os motivos que levam uma pessoa a procurar a dança como atividade física. Na dança além de exercitar o corpo, a agilidade, coordenação motora e equilíbrio, ela também exercita a mente, a atenção, a concentração e a memória. Diminui o estresse e a ansiedade, além de melhorar a auto-estima, porque a dança ajuda na percepção positiva do corpo.
Pesquisas científicas envolvendo dança e idosos comprovam as contribuições para a saúde física e mental dos sujeitos, principalmente no que se refere aos ganhos ligados à força, ritmo, agilidade, equilíbrio e flexibilidade. As atividades físicas, quando praticadas regularmente, retardam as doenças que podem acometer os idosos.

É evidente também a possibilidade de retardar o declínio normal associado ao envelhecimento com a prática da dança. Segundo *Mônica Todaro, a dança pode ser praticada tanto por uma pessoa sedentária como por um atleta. Tudo depende do interesse, motivação, o prazer por dançar e da relação que a pessoa tem com seu corpo.
A dança é uma atividade física de corpo e alma. Somos um corpo inteligente, um corpo que sonha, reage, se emociona, sofre e que têm afetos. Cada um tem uma história corporal. Nosso corpo cresce com a experiência da atividade que praticamos com ele. 
*Profª. Mônica Todaro: bailarina, mestre em Gerontologia pela Unicamp e pesquisadora sobre dança na terceira idade.

terça-feira, outubro 27

A Sexualidade em Idosos


A sexualidade em idosos é objeto de muita polêmica. Os estudos demográficos sobre essa questão apresentam resultados que devem ser vistos com reserva uma vez que essa população não costuma se comportar com muita abertura quando questionados sobre suas vidas íntimas. De um modo geral se aceita que à medida que os anos avançam o interesse freqüência e o desempenho dessa atividade diminui em ambos os sexos.

Entre as mulheres o interesse costuma estar mais diminuído que nos homens. Fatores como o estado civil, o status social e a presença de doenças afetam essa atividade de maneira determinante e devem ser considerados. Doenças cardíacas, insuficiência coronariana e infartos recentes podem gerar estados de ansiedade e insegurança interferindo nessa esfera. Acredita-se que pessoas idosas que são aptas para subir um lance de escadas sem desconforto, têm condições físicas para manter uma vida sexual satisfatória sem grandes problemas.

Algumas doenças realmente acabam por interferir seriamente e entre elas se destacam:

Artrites: Cerca de 50% das pessoas com problemas articulares com dores e limitações funcionais costumam ter sua atividade sexual reduzida. O tratamento das dores,medidas de reabilitação física e o aconselhamento sobre as posições mais confortáveis no intercurso sexual minoram essa condição.

Próstata: Homens submetidos à resseção transuretral parcial ou total da próstata são vítimas freqüentes de impotência. Em 90% das cirurgias desse tipo ,uma complicação ,que deve ser discutida com o médico antes do procedimento, é a ejaculação retrógrada quando o líquido seminal , ao invés de ser expelido no orgasmo, flui para o interior da bexiga urinária. A capacidade de conseguir uma ereção não costuma estar comprometida.

Câncer de Mama: Mulheres que são submetidas a cirurgias mutilantes como a mastectomia costumam ter sua sexualidade comprometida por ansiedade e medo da reação e/ou rejeição do parceiro. O aconselhamento profissional psicológico e a passagem do tempo aliviam esse tipo de manifestação.

Sexualidade Feminina

A sexualidades das senhoras é afetada basicamente por três aspectos:

Motivação e desejo · Problemas com o parceiro (afeto, diálogo, informação) · Doenças físicas limitantes (osteoartropatias, doenças cardíacas) · Doenças emocionais (depressão, ansiedade) · Diminuição da libido (hormonais) Alterações genitais · Atrofia vaginal (secura, estreitamento, dor). Fatores sócio-culturais · Vergonha, receio do ridículo · Educação rígida, valores morais e religiosos · Dificuldade em propor ou insinuar o início da relação

O desejo parece estar comprometido pela alteração dos níveis de estrógeno. A falta de lubrificação vaginal pode causar dor e desconforto. A resolução desse problema, orientada pelo ginecologista, costuma ser simples e geralmente feita com lubrificação externa e/ou com o uso de cremes a base de hormônios. Um dos grandes problemas, entretanto, é que muitas senhoras não se queixam e deixam as coisas permanecerem como estão. A vergonha, o medo do ridículo e outros receios de ordem cultural fazem com continuem mantendo relações dolorosas ou que deixem de realizá-las por razões óbvias.

O comportamento do parceiro é decisivo. O afeto,o carinho, a informação, a paciência e o respeito às limitações físicas e/ou emocionais de ambos é fator determinante no relacionamento. Em geriatria nunca se deve falar em sexualidade sem afetividade. Sexo por si só, sem afeto, não costuma ser praticado ou ser gratificante para casais idosos. Apenas 3% das mulheres vão ao ginecologista para resolver questões de ordem sexual, mas se estimuladas a falar sobre o assunto, 15% apresentam queixas nessa área demonstrando claramente a pouca disposição que as senhoras têm em expor seus problemas íntimos voluntariamente. Muitas senhoras, só após anos de relacionamento com seu médico tomam coragem para abordar o assunto. Por outro lado, poucos médicos costumam tocar nesse assunto fazendo com que esse tabu siga persistindo.

Raramente os médicos estão preparados para aconselhar seus pacientes idosos nessa sensível área. Infelizmente esse fato prejudica a saúde de um modo geral uma vez que a grande maioria dos problemas que comprometem essa esfera é resolvida com informações corretas, educação específica sobre aspectos biológicos e com um aconselhamento profissional dirigido e personalizado. Um estudo realizado com senhoras acometidas de artrite demonstrou que 40% delas gostariam muito que seus médicos abordassem o assunto.


Sexualidade Masculina

Nos homens idosos, o padrão de sexualidade é um dos componentes essenciais para a qualidade de vida. Assim como nas senhoras, é esperada uma diminuição na motivação, freqüência e desempenho. O sexo em si perde suas cores. A questão emocional sempre acompanha os contatos mais íntimos onde o afeto torna-se cada vez mais presente e necessário. Na ausência de doenças a rigidez do pênis costuma ser adequada para o intercurso até idades bastante avançadas.

A ereção é mais demorada e normalmente conseguida com estimulação direta mais prolongada. A impotência ou disfunção erétil é de longe a questão sexual que mais aflige a população masculina. O hormônio masculino, testosterona, é responsável pela libido (desejo) e também na manutenção da integridade dos tecidos e dos órgãos envolvidos no processo. Com o passar dos anos há um declínio natural das taxas desse hormônio que acabam por determinar essas alterações.

Taxas muito baixas são corrigidas com suplementação. A ereção é um ato complexo relacionado com fantasias e/ou estimulação local direta. Essa reação é regulada basicamente pelo cérebro e medula nervosa. São liberadas substâncias que causam a dilatação dos vasos sanguíneos e o preenchimento dos corpos cavernosos do pênis (pequenas bolsas laterais) resultando na rigidez do órgão. As veias se fecham e aprisionam o sangue nessa região conferindo a manutenção da ereção. Após o orgasmo, as veias deixam o sangue escoar, as artérias voltam ao seu calibre normal e a ereção termina.

Na investigação da impotência, a ultrassonografia fornece importantes informações com respeito à integridade dos vasos sanguíneos. Os exames laboratoriais mais comuns incluem a dosagem de testosterona total e livre,a glicemia e eventualmente a dosagem de prolactina. A verificação das taxas de glicemia é fundamental uma vez que o diabetes mellitus é uma causa freqüente de impotência sexual. A verificação da pressão arterial é obrigatória no exame físico. Grande parte dos portadores de hipertensão arterial apresentam disfunção erétil como complicação.

Avaliação Clínica da Disfunção Erétil.  Um dado de importância quando se avalia uma queixa de disfunção é se há ereção noturna “involuntária”. A presença desse tipo de ereção demonstra não haver problemas relevantes de ordem física recaindo as possibilidades em causas emocionais. A ausência conduz à possibilidade de doenças associadas ao processo. A impotência sexual de aparecimento súbito normalmente está relacionada ao uso de alguns medicamentos ou devida a traumas emocionais. A alternância entre boas e más ereções faz pensar primeiro em problemas psicológicos. 

A piora progressiva sugere a coexistência de doenças. Alguns hábitos relacionados ao estilo de vida como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o uso de drogas podem estar intimamente relacionados com o quadro. Algumas condições e doenças devem ser especialmente investigadas: · Diabetes mellitus · Hipertensão arterial · Doenças vasculares · Cirurgias (próstata, aneurisma de aorta) · Ginecomastia (aumento das mamas por doença endócrina) · Abdome volumoso e pênis de pequenas dimensões · Doenças neurológicas periféricas · Atrofia dos testículos.

Pintura em tela traz benefícios à terceira idade


Quem disse que a aposentadoria precisa ser sinônimo de rotina pouco ativa? Realizar tarefas simples, porém prazerosas no dia a dia ajudam a melhorar a autoestima do idoso e ainda contribuem para o aumento da sua capacidade cognitiva.
Por este motivo, é importante ocupar o tempo livre – adquirido após o término das responsabilidades trabalhistas – de maneiras diferentes, com práticas ocupacionais como a pintura em tela. Não é necessário ser nenhum artista ou pintor profissional para começar a pintar. Basta pegar o pincel, uma tela em branco e começar a expor todo o sentimento através de desenhos ou figuras geométricas.

Estudos revelam que o desenho e a pintura atuam na coordenação motora das pessoas, ajudam na capacidade de organização e servem como um recurso terapêutico, obviamente, aliada a outros tratamentos já realizados pelo idoso. Os canais sensoriais também são ativados durante a prática da pintura. Com isso, ajuda a equilibrar as emoções e soltar a imaginação e pensamentos.

Como é uma atividade que requer concentração, aprimora a capacidade de observação, de prestar atenção em mínimos detalhes e, claro, aumenta a crítica ao conferir os progressos da própria pintura em tela. Para quem vai fazer um curso de pintura, essa atividade ajuda também a melhorar as relações interpessoais já que incentiva a comunicação entre os colegas para trocas de informações, dicas e sobre novas técnicas.

Aliás, especialistas afirmam que a atividade é muito interessante para todas as faixas etárias, porém, na terceira idade ajuda a ativar a memória. A razão é que, como qualquer outra atividade, requer aprendizagem ao longo dos anos ajudando a manter os neurônios sempre ativos.

Embora não haja cursos de pintura totalmente gratuitos, por causa do custo com materiais é grande o número de aposentados que buscam na arte uma forma de superar doenças, elevar a autoestima e ocupar o tempo.

sexta-feira, outubro 23

Só idosos têm AVC? Sequela é para sempre? O que você sabe sobre a doença?


Durante uma visita ao Brasil, o pai do cantor Michael Jackson sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico associado a um quadro de arritmia cardíaca. Joe Jackson ficou internado durante oito dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O empresário norte-americano foi vítima do tipo mais comum de AVC, que é quando uma artéria do cérebro entope. O outro tipo é o hemorrágico, conhecido como derrame, que é quando um vaso se rompe e extravasa sangue para o cérebro. De acordo com a coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Gisele Sampaio Silva, quando o paciente chega a uma unidade hospitalar dentro de 4h30 é possível tratá-lo com um medicamento chamado trombolítico, no caso do isquêmico, que desfaz o coágulo e normaliza o fluxo sanguíneo até o cérebro. Caso isto seja possível, a chance de se ter uma sequela diminui consideravelmente.

"Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas", diz a especialista.

Existem também os pequenos AVCs, chamados de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, explica o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama.

Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento."Os cinco principais sinais de que se está tendo um AVC são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura".
Idosos

A doença não afeta exclusivamente pessoas idosas, apesar de ser mais comum em quem tem acima de 55 anos.

"Quando a gente fala em AVC em jovem, nós também apontamos casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro", diz Gama.

Entretanto, segundo Gama, os jovens possuem uma maior neuroplasticidade no cérebro, que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram durante o AVC, fazendo com que o paciente se recupere em até 100%.

Segundo os especialistas, a melhor forma de se combater um AVC é a prevenção. Uma boa dieta, associada com exercícios físicos, o controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol e do triglicerídeo diminuem as chances de o indivíduo ter a doença. "Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro", afirma Gama.

quarta-feira, outubro 14

Mudança no estilo de vida pode prevenir o infarto agudo do miocárdio


A prática de exercícios físicos e a redução no consumo de gorduras e sal estão entre algumas das medidas que devem ser tomadas quando se inicia um tratamento para pessoas com risco de infarto. Mas por que essas mudanças são tão difíceis?

Infarto agudo do miocárdio – popularmente conhecido como infarto e erroneamente chamado de “infarte” – é a principal causa de morte em nosso país. O Brasil também apresenta índices acima da média mundial para hipertensão e diabetes. 
Mesmo com a medicina preventiva em alta no Brasil, com equipes de saúde da família atuando na maioria dos municípios brasileiros, não conseguimos baixar estes índices. Claro que nosso objetivo aqui não é discutir os problemas de saúde pública que assolam nosso país, mas, sim, dar dicas e informação sobre saúde. 

Todos os anos, inúmeros estudos sobre a doença cardiovascular, sua prevenção e medicamentos para o tratamento são realizados. Contudo, parece haver uma dificuldade na mudança do estilo de vida, que seria a primeira atitude a ser tomada e provavelmente uma das mais eficazes.

Podemos apontar medidas como a prática de exercícios físicos, a redução no consumo de gorduras e sal, deixar de fumar, reduzir os níveis de glicose no sangue, perder peso, como atitudes que devem ser tomadas quando se inicia um tratamento para pessoas com risco de infarto. Mas por que essas mudanças são tão difíceis? 

Se decidirmos procurar uma desculpa, acharemos inúmeras delas para apontar o insucesso dessas mudanças. Mas, ao invés disso, pode ser mais interessante termos claro na mente que o sucesso do tratamento depende das efetivas mudanças apontadas acima. Portanto, devemos, todos os dias, buscar fórmulas e soluções para implementar essas mudanças em nosso cotidiano, sem abandonar as tentativas.

Frente a uma tentativa fracassada, devemos buscar outra, pois existem várias para todos os itens que citei acima. Assim, as mudanças serão menos sentidas e, caso uma tentativa não dê certo, devemos ter em nossas mentes que: “É proibido parar de tentar!”

Paz!