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segunda-feira, maio 9

O que são Prebióticos e Probióticos?



Os nomes são estranhos, mas, acredite, eles são parceiros indispensáveis para quem quer ter uma saúde de ferro!

Dentro da Ciência da Nutrição, sempre há novidades sobre a alimentação. Felizmente, cada vez mais se descobrem alimentos que desempenham funções benéficas ao organismo humano, como prevenção de doenças, proteção de órgãos e tecidos, manutenção das reações básicas, entre outros. Esses alimentos são chamados alimentos funcionais. De acordo com a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária - propriedade funcional é aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano.



Os alimentos prebióticos são alguns tipos de fibras alimentares, ou seja, carboidratos não digeríveis pelo nosso corpo. Isto é, possuem uma configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas. Esse tipo de fibra possui as seguintes funções:

- Ajuda na manutenção da flora intestinal;

- Estimula a motilidade intestinal (trânsito intestinal);

- Contribui com a consistência normal das fezes, prevenindo assim a diarréia e a constipação intestinal por alterarem a microflora colônica por uma microflora saudável;

- Colabora para que somente seja absorvido pelo intestino as substâncias necessárias eliminando assim o excesso de glicose (açúcar) e colesterol, favorecendo, então a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue;

- Possui efeito bifidogênico, isto é, estimulam o crescimento das bifidobactérias. Essas bactérias suprimem a atividade de outras bactérias que são putrefativas, que podem formar substâncias tóxicas.



Exemplos de prebióticos são: frutoologosacarídeos (FOS) e a inulina. Os FOS são obtidos a partir da hidrólise da inulina. Os frutooligosacarídeos estão presentes em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja. A inulina é um polímero de glicose extraído principalmente da raiz da chicória.

Ela se encontra também em alho, cebola, aspargos e alcachofra. A inulina extraída da chicória é produzida comercialmente e pode ser consumida por diabéticos como substituto do açúcar por conter de 1 a 2 kcal/g.



Os probióticos são outro tipo de alimentos considerados funcionais. São microorganismos que, quando ingeridos, exercem efeitos benéficos para a saúde. Esses organismos são adicionados aos alimentos, como os leites fermentados, por exemplo.

As mais conhecidas bactérias que exercem essa função são as Bifidobacterium e Lactobacillus, em especial Lactobacillus acidophillus. Elas agem produzindo compostos como as citoquinas e o ácido butírico que são antimicrobianos e antibacterianos, ou seja, favorecem a presença de bactérias benéficas ao organismo e diminuem a concentração de bactérias e microorganismos indesejáveis. Outra maneira de proteger a mucosa intestinal é metabolizar as fibras presentes e transformá-las em ácidos.




As espécies de PRObióticos mais utilizadas são:

- Especialmente o Lactobacillus acidophillus
- Lactobacillus casei
- Lactobacillus rhamnosus
- Lactobacillus reuterii
- Enterococus faecium
- Bifidobacterium adolescentis
- Bifidobacterium breve
- Bifidobacterium bifidum
- Bifidobacterium infantis
- Bifidobacterium longum

 
Dessa forma, no meio ácido há uma diminuição na concentração de bactérias patogênicas e putrefativas, que provocam doenças e gases.

Outras funções:

- Os probióticos aumentam de maneira significativa o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos porque há um aumento dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos. Absorção acrescida de cálcio e ferro;

- Fortalecimento do sistema imunológico, através de uma maior produção de células protetoras e,

- Particular importância para os indivíduos com intolerância à lactose, devido ao aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose.



A manutenção do equilíbrio da flora intestinal é muito importante para o nosso organismo. Dessa maneira, a alimentação assume papel influente através da ingestão de alimentos que proporcionem o desenvolvimento no intestino de bactérias saudáveis.Os prebióticos e probióticos têm esta função e o consumo destes alimentos deve ser estimulado.

No entanto, é importante saber que uma vida saudável está relacionada não somente com os alimentos que são ingeridos, mas também com o estilo de vida, a hereditariedade, influência do meio ambiente e atividade física. Assim, é fundamental perceber que uma boa saúde não depende somente de alimentos funcionais e sim de vários fatores que juntos proporcionam uma vida saudável!!




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Os alimentos probióticos combatem gripe em idosos


Um estudo do Instituto Pasteur, de Paris, publicado na revista científica “Vaccine” e ainda não divulgado no Brasil, aponta que o consumo de alimentos probióticos, que contêm bactérias benéficas para a mucosa intestinal, podem aumentar a eficiência e amenizar os efeitos colaterais da vacina contra a gripe em idosos.

A pesquisa, realizada em conjunto com a Universidade de Paris, em mais de 30 lares de idosos na França, investigou o efeito do consumo regular de uma bebida láctea fermentada, contendo o probiótico Lactobacillus casei defensis bre. Descobriu-se que esse tipo de alimento gera respostas de anticorpos específicos para a vacinação contra o vírus Influenza, causador da gripe. “Fortalece a parede do intestino, onde estão grande parte das células de defesa do organismo. Tem sido atualmente muito difundido na medicina para aumentar a capacidade do sistema imunológico”, explica o infectologista Artur Timerman, do Hospital Albert Einstein (SP).


A eficácia da vacina contra a gripe é duas a quatro vezes menor em idosos. Estudos variados afirmam que, em adultos jovens e saudáveis, a vacina contra a gripe é eficiente em 70% a 90% dos casos. Mas essa eficácia é reduzida para 17% a 53% em homens e mulheres acima dos 60 anos, além de crianças e gestantes que possuem sistema imunológico naturalmente mais debilitado e ainda estão mais suscetíveis aos efeitos colaterais do medicamento. “Algumas pessoas, nas primeiras 48 horas depois da vacinação, podem ser acometidas por febre e dor de cabeça”, diz Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde.



De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a gripe afeta cerca de 600 milhões de pessoas por ano, provocando nada menos que meio milhão de mortes e milhões de internações. No Brasil, estima-se que o vírus da gripe infecte, por ano, entre 10 milhões e 18 milhões de pessoas, sendo responsável por 22 mil mortes. “Os custos podem ser drasticamente reduzidos com a descoberta, pois,no passado,já se chegou a aplicar doses duplas da vacina em idosos para potencializar os efeitos preventivos” afirma Timerman.



A tendência é a preocupação com o efeito da gripe em idosos aumentar. Estudo do Banco Mundial estima que a população idosa do Brasil, cerca de 20 milhões, triplicará até 2050.

autor:Julio Lamas
fonte:Rede Bom Dia

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