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quarta-feira, dezembro 8

SAÚDE BUCAL NA TERCEIRA IDADE II - Final



Existem três categorias de idosos:

- os independentes (conseguem viver por si só sem auxílio de outras pessoas)

- os parcialmente dependentes (muitas vezes ou quase sempre precisam do auxílio de um cuidador)

- os totalmente dependentes (não têm iniciativa própria, seja por deficiência física, seja por problemas psíquicos e necessitam de um cuidador).

Os idosos independentes devem observar maiores cuidados com dentaduras e pontes móveis quanto a sua limpeza. Invariavelmente devem ser escovadas com escovas de unha e com detergente neutro, já que os cremes dentais têm em sua composição abrasivos, que causam maior desgaste dos dentes artificiais.

A periodicidade dessa prática deve ser realizada após cada refeição e antes de dormir e ao acordar, pois placas bacterianas também se formam sobre as próteses. E, caso as placas não sejam removidas adequadamente, podem provocar uma série de doenças.


Os dentes artificiais das dentaduras exigem uma correta higiene para evitar o risco de disseminação de infecções que podem provocar a “endocardite” (inflamação de um tecido do coração) ou a “pneumonia por aspiração” dos microrganismos, e que podem levar o idoso à morte. À noite, antes de se recolher, o idoso, após promover a limpeza da prótese, deve colocá-la em um recipiente fechado com água. Mas é importante que o idoso não durma com a prótese para proporcionar um relaxamento dos tecidos de suporte.

Se o idoso tiver dentadura mas também tiver dentes, deve-se usar uma escova para dentadura e outra escova macia ou extramacia para os dentes naturais. Já os idosos que não têm dentes, devem promover a limpeza das mucosas e gengivas, utilizando-se de solução de digluconato de clorexidina a 0,12% sem álcool, aplicada numa gaze. 



Uma atenção especial deve ser tomada no caso de o idoso sentir dor de ouvido ou nuca. Nesses casos, possivelmente a dentadura deve ser refeita. Após dois ou três anos de uso, o melhor a fazer é procurar um dentista para reavaliá-la e verificar a adaptação da prótese.



Se o idoso tem algum tipo de doença como artrite, artrose e gota, devido às alterações nas articulações que levam a movimentos dolorosos e limitados, deve-se fazer adaptações, como por exemplo, com a escova através de um cabo engrossado com resina acrílica para facilitar os movimentos durante a higienização.


Já os idosos parcialmente e totalmente dependentes, necessitam de uma pessoa denominada “cuidador” para auxiliá-lo em sua rotina diária e que deve receber várias orientações sobre a importância da manutenção da saúde bucal, como por exemplo os cuidados com as próteses, a maneira correta de higienização bucal, quanto a dieta do idoso (deve ser à base de carnes, frutas, verduras, legumes, cereais e fibras e deve-se evitar o consumo de doces e refrigerantes), além da atenção que deve ser observada com relação a dificuldade que o idoso tem de alimentar-se (deve-se evitar que a a alimentação seja exclusiva ou habitualmente de alimentos moles), etc. 


Nestes casos, o cuidador é quem irá realizar a higiene bucal do idoso sob a orientação do dentista. Quando o idoso está acamado, o cuidador poderá se utilizar de abridores de boca para a realização da higienização e desta forma, poderá escovar os dentes do idoso com maior facilidade. E para o enxague da boca, poderá se utilizar de uma seringa descartável com água, onde a cabeça do idoso é direcionada para o lado e para a frente de uma vasilha em que a água irá sendo depositada.

autores do texto: 

Marco Tulio Pettinato Pereira – Cirurgião-dentista com especialização em Saúde de família (UCAM), Saúde Coletiva (SL Mandic) e Saúde Pública (UNAERP)

Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo


bjs,soninha

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