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quarta-feira, maio 8

A Pele dos Idosos


Nas mulheres na pós-menopausa, o colágeno declina cerca de 2,1% ao ano, estando relacionado aos anos de menopausa (carência de esteróides sexuais) e não à idade cronológica. Muitos estudos mostram, porém de forma definitiva, que a terapia de reposição hormonal (uso de estrogênios) atuam positivamente na pele, melhorando o colágeno tipo I, que é o principal constituinte da derme, entretanto, verificou-se que as concentrações do colágeno tipo II também é beneficiado.

A hipoderme também poderá diminuir com a idade, agravando as condições da pele que, além de mais fina e vulnerável, ficará mais desprotegida sem o seu acolchoamento adiposo, favorecendo o enrugamento.


O envelhecimento cutâneo é evidenciado pela diminuição das secreções endócrinas e estreitamento das arteríolas cutâneas, afetando as reações enzimáticas do tecido conjuntivo e estruturas epiteliais, interferindo com a nutrição tissular e com o metabolismo do colágeno, elástico dos vasos, do tecido adiposo e dos músculos.

As Rugas – Com o envelhecimento, a pele perde a elasticidade, os músculos enfraquecem e ficam frouxos, o coxim subcutâneo dissolve-se e a pele perde o apoio levando ao aparecimento das rugas. A cronologia e o aparecimento das rugas são variáveis de pessoa para pessoa. Aparecem sulcos em todas as direções: horizontais na fronte e nariz; pregas nas pálpebras e canto externo dos olhos, de onde se espalham rugas oblíquas ¾ os “pés-de-galinha”; verticais na glabela, no lábio superior e na frente da orelha, além de uma ruga oblíqua importante no sulco nasolabial.


Manchas senis – Com a idade, há uma progressiva redução do número de melanócitos dopa-positivos da pele com conseqüente formação de manchas hipocrômicas. Há também formação de sardas (pequenas manchas pigmentadas, castanhas) que surgem no rosto e no corpo de certas pessoas, sobretudo nas de pele muito clara, devido ao aumento da deposição de melanina. Surgem também melanoses (pigmentos pretos pelo depósito abundante de melanina). Estas alterações ocorrem em 50% dos indivíduos acima de 45 anos, devido à hiperplasia localizada de melanócitos da junção dermoepidérmica.

Fragilidade capilar -As alterações mais freqüentemente observadas nos cabelos são o embranquecimento e a queda. O embranquecimento inicia-se nas têmporas, em faixa etária que depende de raça e hereditariedade, disseminando-se, gradualmente, pelo couro cabeludo. O cabelo branco, por si só, não pode ser considerado como uma expressão de pré-senescência, podendo estar presente até em indivíduos de pouca idade.

A queda de cabelo se processa de maneira difusa, há uma mudança gradual na espessura dos cabelos do occipto para o ápice. Geralmente, essa diminuição de cabelos é imperceptível cosmeticamente, mas torna-se evidente na senilidade.


Os cabelos diminuem, em número e volume, e embranquecem. Primeiro diminuem os corporais, seguidos dos pelos do púbis e das axilas. Acima dos 60 anos, grande parte das mulheres não tem pelos axilares e apresentam declínio acentuado dos pubianos. Os pelos das pernas também diminuem, em número e volume. Paradoxalmente, aparecem pelos terminais faciais, com aumento da espessura e comprimento. Além da idade cronológica, fatores hormonais e hereditários também são importantes,

As glândulas sudoríparas e sebáceas diminuem, em tamanho e função, em graus variáveis.

Cuidados com a pele A estrogenioterapia, feita de acordo com os esquemas prescritos para mulheres climatéricas, atua não só como terapêutica mas também como preventivo das alterações descritas da pele.

A pele seca e escamosa é quase sempre reversível com reposição de hormônios sexuais apropriados. É evidente que os hormônios sexuais e, em particular os estrogênios, desempenham importante papel na manutenção da qualidade da pele da mulher, pois segundo vários estudos existem receptores para estrogênios na pele.

A produção de colágeno aumenta após a administração de estrogênios, os quais alteram a polimerização de mucopolissacarídeos. Esta terapêutica também melhora o conteúdo de água no fluido intercelular da derme, pelo aumento da síntese de ácido hialurônico.

A alimentação rica em água e vitaminas, assim como o repouso, as massagens e a limpeza adequada da pele, complementam a terapêutica.


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