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terça-feira, junho 16

AVC é mais comum em mulheres e nos idosos a atenção deve ser redobrada


As doenças cardiovasculares, apesar de serem conhecidas como tipicamente masculinas, já têm feito quase tantas vítimas mulheres quanto homens. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a principal causa de morte nas mulheres é o AVC (Acidente Vascular Cerebral), sendo a segunda o infarto do miocárdio e a terceira, o câncer de mama.

Existem basicamente dois tipos de AVC, também popularmente conhecidos como derrame: o isquêmico, que é aquele em que a passagem do sangue é impedida por alguma obstrução nas artérias que irrigam o cérebro, e o hemorrágico, aquele que por uma ruptura há um extravasamento de sangue no cérebro. "Tanto um quanto o outro são alterações arteriais na irrigação do cérebro. A causa é praticamente a mesma para os dois tipos: hipertensão, diabetes, tabagismo, alcoolismo, colesterol e má formação cerebrais que podem existir sem a pessoa saber", pontua a geriatra Dra. Amabile Pandori.

A incidência de AVC em mulheres jovens tem aumentado bastante pelo uso do anticoncepcional aliado ao tabagismo. De acordo com a médica, outros medicamentos também podem ser indutores de um processo isquêmico ou hemorrágico, como remédios para emagrecer, que podem produzir uma alteração na estrutura vascular. Os sintomas de um AVC vão desde dores de cabeça até uma síncope, um desmaio, paralisia de um lado do corpo, problemas de fala ou alteração de memória, entre outros.

Dra. Amabile afirma que "no diagnóstico clínico, o médico verifica se há perda muscular de um lado, paralisia da área afetada, alteração da parte visual, ou mesmo, confusão mental. Posteriormente, exames de imagem devem ser realizados para a confirmação do diagnóstico do AVC."

Segundo a geriatra, o AVC é um processo isquêmico similar ao infarto do coração, só que ele acontece no cérebro. Idosos, por exemplo, merecem atenção especial, pois os sintomas do AVC se confundem com características da idade, então eles já estão um pouco mais confusos, começam a ficar mais quietos e quando os familiares se dão conta, ele pode estar com o AVC instalado há dois ou três dias. "Os idosos são mais propensos a terem um AVC justamente por muitos terem doença aterosclerótica. As artérias são mais velhas e a mobilidade delas já não é a mesma e os mecanismos compensatórios circulatórios não existem mais", comenta Dra. Amabile.

Para prevenir o AVC, a especialista recomenda evitar as doenças de base, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, tabagismo, sedentarismo e o uso de medicamentos que podem levar a um processo isquêmico. "O tratamento do AVC pode ser realizado na fase aguda da doença, assim como a indicação de medicamentos na fase posterior. Também podemos trabalhar na reabilitação das sequelas que o AVC pode deixar. O primeiro passo é controlar a doença de base para eliminar o risco de um segundo AVC. O segundo passo é realizar a reabilitação por meio de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, oferecidas, por exemplo, na Clínica Sainte Marie", alerta a especialista.

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