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terça-feira, outubro 12

O Sildenafil e a disfunção erétil



O The New England Journal of Medicine publicou um artigo de revisão bastante completo sobre o tratamento das disfunções de ereção, assinado por Tom F. Lue, da Universidade da Califórnia. Depois de explicar os avanços mais recentes ocorridos na área da fisiologia e da biologia molecular do mecanismo de ereção, o autor discute os estudos publicados sobre a droga mais popularmente utilizada para tratamento da disfunção erétil: o sildenafil, conhecido pelo nome comercial de Viagra.

Para ocorrer ereção é fundamental a liberação de óxido nítrico que vai agir na parede dos vasos responsáveis pelo afluxo de sangue aos corpos cavernosos, estruturas penianas semelhantes a duas esponjas que se enchem de sangue através de uma cascata de reações bioquímicas. O sildenafil exerce sua ação inibindo o GMP cíclico, enzima que inativa uma substância essencial para o relaxamento muscular responsável pela ereção.Curiosamente, ele não tem a propriedade de provocar ereção na ausência de estimulação sexual.




A droga foi avaliada em 21 estudos com mais de seis meses de duração, que envolveram mais de três mil homens portadores de dificuldade de ereção por razões orgânicas (diabetes, lesões da medula espinal, cirurgia da próstata), psicogênicas (depressão), ou ambas. Quando o sildenafil foi comparado com o uso de placebo (substância inerte), os resultados mostraram que o número de ereções, grau de rigidez peniana, orgasmo e a satisfação sexual foram significantemente mais altos entre os que receberam o medicamento. 

 Por exemplo, entre 268 portadores de diabetes, a ereção aumentou em 10% dos que tomaram placebo e em 57% dos que receberam sildenafil. Entre os 178 portadores de lesões na medula espinal, o número aumentou de 12% para 83%. E, nos 151 casos de depressão, de 18% para 76%.




Outro dado obtido pelo estudo foi que, entre 3.700 usuários de sildenafil na dose de 25 a 100 mg, os efeitos indesejáveis do medicamento foram leves ou moderados, e limitados em sua duração. Os mais comuns foram dor de cabeça (16% dos casos), rubor facial (10%), desconforto digestivo (7%), congestão nasal (4%) e alterações visuais, descritas como mudanças transitórias na percepção de cor ou aumento de sensibilidade à luz, em 3% dos casos. Esse efeito visual é devido à ação da droga sobre uma enzima que age na retina. Embora não tenham sido descritos casos de déficit crônico de visão, o autor recomenda consultas periódicas ao oftalmologista para os homens portadores de doenças retinianas, interessados em usar o sildenafil.

Alterações como cefaléia, congestão nasal e rubor na face foram discretas e passageiras na maioria dos homens estudados. Eventos mais sérios, como angina e desordens coronarianas, ocorreram muito raramente. Para se ter uma idéia, no período de março a novembro de 1988, foram liberadas 6 milhões de receitas desse medicamento, nos Estados Unidos. Nesse período, as mortes por ataque cardíaco atribuídas ao tratamento foram 136.



Estudo conduzido entre 858 homens demonstrou que o risco de morte por ataque cardíaco associado à atividade sexual dos que tomam sildenafil é baixíssima: um caso para cada milhão de homens saudáveis. Entretanto, como a maioria dos homens que morreram eram portadores de doenças cardíacas, o autor recomenda avaliações cardiológicas periódicas nesses casos.

Homens que recebem nitratos como tratamento para o coração não devem tomar sildenafil. Há 16 casos de hipotensão e morte entre pacientes que tomaram as duas drogas ao mesmo tempo. Portanto, sildenafil é absolutamente contra-indicado para pacientes que tomam nitratos para o coração. 




Recomendações da American Heart Association

Homens portadores de doenças cardiovasculares interessados em usar sildenafil devem tomar os seguintes cuidados:

• a droga está absolutamente contra-indicada para homens que tomam nitratos de curta ou longa duração;

• se o homem tem doença coronariana estável e não precisa tomar nitratos regularmente, deve discutir com o cardiologista os riscos do sildenafil;

• os homens precisam ser alertados dos riscos de tomar sildenafil 24 horas antes ou depois de tomar nitratos;

• testes de esteira são recomendados para os cardíacos que vão iniciar o uso de sildenafil, para avaliar o risco de isquemia durante o esforço físico do ato sexual;

• controle da pressão arterial antes e depois de tomar sildenafil, deve ser feito inicialmente nos casos de homens com insuficiência cardíaca que apresentam pressão arterial no limite da normalidade e em homens tratados com combinações complicadas de drogas para hipertensão. 



 fonte:site do Dr.Dráuzio Varela

bjs,soninha

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