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sábado, abril 30

Drogas da terceira idade



Querendo manter o pique da juventude a todo custo, há quem, na maturidade, utilize excessivamente antidepressivos, remédios contra impotência, hormônio do crescimento... um grande risco à saúde

O coração bate, o sangue corre nas veias, os neurônios trabalham a mil por hora, os pulmões enchem e esvaziam, rim e estômago funcionam freneticamente. Como uma máquina - formada por alavancas, dobradiças, válvulas, roldanas e bombas -, o corpo humano não pára de trabalhar, com um único e essencial objetivo: manter-se vivo. Porém, ao longo dos anos essas 'engrenagens' vão perdendo capacidade e 'enferrujando', o que faz o sistema diminuir a velocidade até, finalmente, parar. "Com o passar do tempo acontecem alterações fisiológicas normais, além do acúmulo de doenças. E o que é envelhecer senão a diminuição da função de determinados órgãos progressivamente, consumindo a reserva funcional que temos?", diz Roberto Miranda, professor da disciplina de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.




À espera de um milagre
É evidente que existem recursos de manutenção no decorrer dessa trajetória - e principalmente na terceira idade - para que se consiga envelhecer com saúde. Mas atenção: a palavra é usar, não abusar desses auxílios. "Certas pessoas procuram drogas 'milagrosas' com o intuito de manter-se bem a todo custo. Muitas acham que se tomar uma injeção ou um comprimidinho a mais vão ganhar a juventude eterna. Na realidade todo medicamento tem que ser prescrito com critério e nas condições em que realmente são necessárias. O idoso tem um organismo mais frágil. Tudo nessa faixa etária precisa ser indicado com cuidado", alerta o médico Paulo César Ribeiro, do Hospital Sírio Libanês e coordenador da Jornada de Nutrição ao Idoso, realizada recentemente, em São Paulo.


Um indivíduo maduro tomar, com conhecimento e prescrição médica, um sedativo, não é necessariamente perigoso, mas se ele se tornar dependente porque não consegue outra forma de relaxamento, então existe um uso problemático. "Muitos começam a abusar de fármacos justamente com a chegada da terceira idade e nem se dão conta. Aliás, é fato que grande parte dos acidentes domésticos, como as quedas, ocorre quando o idoso está sob efeito de remédios", diz a psicóloga Sabine Cavalcante, autora do Guia da Terceira Idade(Editora KroArt) e coordenadora do ambulatório do Departamento Geral de Prevenção Integral às Drogas do Conselho Estadual Anti-drogas (Deprid/Cead), do Rio de Janeiro.


Antidepressivos, anabolizantes, remédios contra impotência e hormônios do crescimento ganham destaque na lista da dependência na maturidade. As principais complicações dos abusos são os efeitos colaterais das medicações sobre doenças preexistentes ou as interações medicamentosas. "Devese tomar cuidado com as misturas", avisa Roberto Miranda, lembrando que também é comum a pessoa apelar para substâncias 'naturais' por conta própria, achando que plantas não fazem mal. "Isso é um engano. Quando for ao médico, o idoso deve levar todos os remédios que toma. Ele pode querer ter melhor aparência, mas precisa ser responsável", adverte.
Para quem acredita que há mesmo uma 'fórmula mágica' para envelhecer com saúde, o professor da Unifesp revela: "Existe uma 'pílula' que ajuda a emagrecer, aumenta a massa muscular, afasta a depressão, previne a ansiedade, diminui o colesterol, controla a hipertensão arterial e ainda é 'gratuita': o nome dela é atividade física".

Indicações e usos abusivos


ANABOLIZANTES
Essas substâncias têm a função de recuperar tecidos após longos períodos de atrofia muscular (como em casos de acidentes e cirurgias que exigem um grande prazo de restabelecimento). São usados por idosos que têm a intenção de melhorar a performance na atividade física. O uso indiscriminado, buscando um aumento de massa muscular, pode acarretar impotência sexual, além de problemas renais e cardíacos. 




ANTIDEPRESSIVOS
São drogas que atuam no sistema nervoso central, diretamente nos centros reguladores do humor, ansiedade e auto-estima. Aumentam a liberação de acetilcolina (neurotransmissor responsável pelo transporte do estímulo cerebral), melhorando o humor e a ansiedade. O uso correto ameniza o quadro depressivo até a completa melhora. Já o mau emprego pode provocar dependência química que, aliada ao uso concomitante de álcool, potencializa o efeito do remédio, podendo provocar danos irreparáveis ao usuário. Além disso, a utilização exagerada dessa classe de medicamentos pode ocasionar prisão de ventre, queda de pressão, boca seca e alterações cardíacas.



COMPRIMIDOS ANTIIMPOTÊNCIA
Indicados para auxiliar a ereção masculina. O uso correto melhora o desempenho sexual do paciente, promovendo a satisfação tanto do homem quanto de sua companheira. Existe uma contraindicação clara para esse tipo de tratamento: a droga não pode ser ingerida por quem toma algum medicamento na classe dos 'nitratos' (utilizados para quem tem problemas no coração, especificamente nas coronárias). Os efeitos colaterais mais comuns são dor de cabeça, vasodilatação (vermelhidão) e palpitação.




HORMÔNIOS DO CRESCIMENTO
Além da utilização em crianças com deficiência no crescimento, são indicados para corrigir a falta comprovada de testosterona (hormônio masculino) nos idosos. O uso incorreto eleva a incidência de câncer de colo e de próstata, interfere no equilíbrio da glicemia, além de na mulher aumentar as características masculinas secundárias (pêlos e voz grossa). O mais conhecido é o GH, muitas vezes encontrado em academias e vendido no 'mercado negro'.
 depois x antes

fonte:revistavivasaude.uol.com.br

bjs,soninha

Um comentário:

Lucinhashomeandgarden disse...

Soninha,

Quanta informação útil para a melhor idade. Bacana seu trabalho.
Tenha um abençoado Domingo.

Paz!