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terça-feira, outubro 16

A Casa dos Avós


A casa dos avós pode ter um papel fundamental para a integração de uma família.

Eis o exemplo comentado de uma família que costuma se reunir na casa dos avós. É uma família muito numerosa. Nem sempre estão todos. Quando estão, passam facilmente de trinta pessoas. Quem pode, vem todo domingo. Inclusive quando os avós estão viajando. Nesses dias, a mais velha das filhas solteiras assume a responsabilidade de ser a anfitriã.

Estes avos sabem que este é um procedimento que supõe uma forte idéia do que é família. Por isso, eles dizem que compensa gastar parte da possível herança material, que será um dia dos filhos, para ter sempre um ponto para a transmissão da herança espiritual da família.

Eles têm 20 netos e continuam sendo avós jovens. A avó continua participando de programas de formação de orientadores familiares, tem o costume de escrever cartas, ou telefonar para os netos – para cada um deles – nos grandes eventos da vida de cada um. Sabe que é um tempo bem gasto. Quem sabe um dia ela escreva um livro com o título “Cartas para meus netos”.

A CASA DOS AVOS É UM LUGAR DE ENCONTRO DE QUEM QUER SE ENCONTRAR
É UM LUGAR...

- Onde se toma um aperitivo;
- onde se pode comer (avisando com antecedência, é claro);
- onde se pode conversar, em um grupo de dois, em um grupo pequeno, ou em uma grande tertúlia;
- onde se pode consultar uma biblioteca familiar;
- onde se pode contemplar as recordações e fotos de família ou a última viagem dos avos, etc.

Ninguém se sente obrigado a permanecer mais tempo do que deseja ou de que dispõe. Cada família, ou alguns de seus membros, vai e volta segundo seus gostos ou possibilidades. 
Isso supõe nos avós um alto nível de maturidade pessoal, de disponibilidade, de desprendimento, de hospitalidade, etc., e também, de um certo modo, em seus filhos.

Também supõe planejar com antecedência esta possibilidade de convivência familiar. E mediante esta previsão, chegar a criar o espaço “humano” necessário. É bem verdade que em muitos casos a falta de meios econômicos não o permitem. Mas em outros, apenas falta um pouco de planejamento, desde muito antes do nascimento do primeiro neto.

Outras vezes, não falta casa, mas falta espírito. Não convém duvidar que “a cultura é a vida espiritual” (segundo João Paulo II). Neste sentido, umas famílias se distinguem das outras não tanto pela quantidade de meios materiais disponíveis, mas por saberem dispo-los, ou não, ao serviço do espírito familiar e de um estilo pessoal de vida em família.

A CASA DOS AVÓS ... 
- como sendo um ponto de encontro de uma cultura celebrada ao longo das gerações de uma família;
- como lugar de contribuições literárias e artísticas, convertido em patrimônio cultural daquela família;
- enriquecida pelas tradições religiosas daquela família, inclusive quando foram iniciadas pelos avós atuais,
- é o lugar natural de encontro das diferentes culturas que nascem em cada novo lar, em cada família fundada pelos filhos e noras, ou pelas filhas e genros.

Deste modo, não apenas a cultura dos avós se insere na vida e nas famílias das novas gerações, mas também nessa casa dos avós se irá gerar uma nova seleção de contribuições pessoais valiosas que aumentam ainda mais essa cultura que eles transmitem.

A prática dessa cultura original melhora o relacionamento e a educação entre os membros da família, além de ser uma proteção para as famílias contra as epidemias, pragas, contaminações, idéias redutoras, deformação moral e espiritual do ambiente.

Oliveros F. Otero
José Altarejos


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