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quinta-feira, janeiro 8

Histórias de superação: Dona Enedina e Sr. Ubaldo!


“Eu era velha. Agora estou sendo criança, porque estou aprendendo”

É o que diz Dona. Enedina, 101, que junto com Ubaldo, 107, deixou de fazer parte dos 32% dos idosos brasileiros com mais de 60 anos não sabem ler nem escrever


Nunca é tarde para aprender...” Quem inventou a frase não imaginava que um dia ela seria dita por uma senhora de 101 anos e por um senhor de 107. 

Maria Enedina da Silva e Ubaldo Dias de Oliveira moram no sul da Bahia, ela em Ilhéus e ele cento e setenta quilômetros adiante, no município de Mascote. 

Disposição, lucidez e concentração são virtudes que estes dois centenários mantêm, e muito bem, até hoje. O segredo “é trabalhar meu irmão, trabalhando e economizando a vida para ter saúde e a vida ser mais comprida”, diz, alegre, Dna. Enedina. 

Sua rotina, que inclui um dia cheio de tarefas domésticas, como fazer a comida de toda a família em seu fogão à lenha, dar banho em sua bisneta mais recente e ainda tirar da casca a carne dos caranguejos e dos siris, catados por seu único filho, Lourival, 61, para vender na feira, não lhe deixou tempo para seu sonho mais antigo: conhecer as letras, os números, ler e escrever. 


Quando se deu conta que já estava chegando aos cem anos sem saber assinar o próprio nome, ela resolveu mudar o rumo da sua vida, deixando, assim, de fazer parte da triste estatística do IBGE que aponta que 32% dos idosos brasileiros com mais de 60 anos não sabem ler nem escrever. 

Apesar de a escola estar distante dois quilômetros de sua casa, Dna. Enedina sempre vai e volta andando e nunca perdeu nem um dia de aula. “Eu estou aprendendo a ler e a escrever para não pedir mais às pessoas: ‘Escreva uma carta para mim, escreva meu nome aqui’, ou outra hora botando o dedo. Já estou fazendo meu nome eu mesma”, diz, alegre, Enedina. 

Já o sonho de Ubaldo é ganhar uma nova carteira de identidade, mas sem o carimbo de ´não alfabetizado´ no verso e poder enviar uma carta para o filho que mora em São Paulo. “Eu acho que meu filho vai ficar alegre”, afirma.


Coordenadora Geral do Portal Terceira Idade, 
Pedagoga e Jornalista

*soninha*

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