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segunda-feira, outubro 25

VERTIGEM E TONTURA NA VELHICE



 A queixa de tontura e vertigem é bem comum na prática médica, com o paciente normalmente chegando com a referência: - “Estou com crise de labirintite”.

A tontura refere-se a uma alteração do equilíbrio. A vertigem é a falsa sensação de movimento, com a impressão de que os objetos se movem. Uma crise forte pode determinar náuseas, vômitos, sudorese, palidez e sensação de desmaio.

A afirmação – “Estou com labirintite” – para os casos de tontura e vertigem é errônea. A labirintite pode ser uma das causas; significa inflamação de parte do ouvido interno que pode determinar tontura.

Podemos dizer que a labirintite leva à tontura e vertigem, mas que poucas tonturas e vertigens devem-se a labirintite.

Várias podem ser as causas de tontura e vertigem, como:

- trauma

- infecção

- drogas ilícitas

- medicamentos, principalmente em idosos

- tumores do sistema nervoso central

- doenças do ouvido interno

- envelhecimento

- hipotensão ou hipertensão arterial (pressão baixa ou pressão alta)

- distúrbios hormonais

- anemia

- e poderíamos listar inúmeras outras causas, num total em torno de 300.

A vertigem paroxística benigna é aquela que ocorre quando se muda de posição bruscamente – normalmente ao levantar-se após estar abaixado. É algo bem passageiro, que se resolve com a correção da postura.

O diagnóstico da causa de tontura e vertigem não é fácil, pois inúmeras são as causas. Devemos lembrar que tontura e vertigem não são doenças, mas sintomas.

A maioria dos casos é diagnosticada e tratada clinicamente. Outros necessitarão de exames complementares.

O tratamento, para ter sucesso precisa basear-se na causa. O uso de medicamentos deve ser feito sob prescrição e controle médico, já que o uso crônico de antivertiginosos pode levar a outros problemas como parkinsonismo e depressão.

É essencial que a causa seja identificada e eliminada.

Podem ser necessários exercícios labirínticos.

Também importante à mudança de hábitos, como por exemplo, a abstenção do tabagismo.

Somente pessoas que buscam o adequado tratamento, evitando a rotatividade de médico a médico e que abandonam hábitos errôneos que podem obter sucesso no tratamento.


João Batista Alves de Oliveira - Médico Especialista pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Mestrando em Gerontologia PUC-SP




 bjs,soninha

Um comentário:

Chica disse...

Puxa!És bruxinha do bem? Veio pra mim direta essa! Hoje estava como um perú bêbado, cambaleando de um pra outro lado.E nem sei realmente a causa, pois hoje foi completamente diferente.Devo ver!!!beijos,chica

Paz!