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sexta-feira, janeiro 7

O BARATO DA MEIA IDADE




 No filme " O barato de Gracie", a viúva cinquentona, interpretada por Brenda Blethyn, vê na plantação de maconha, uma chance de quitar as dívidas herdadas pelo marido. A partir daí, o que era apenas um negócio provisório torna-se um vício prazeroso. A ficção pode ser um retrato da realidade. Segundo a Administração de Serviços de Abusos de Substâncias e Saúde Mental dos Estados Unidos, o número de usuários de maconha com mais de 50 anos passou de 1,9% para 2,9% entre 2002 e 2008. As estatísticas no Brasil apontam para um comportamento similar entre os idosos. Quem já fumava, envelheceu, mas não abandonou o velho hábito.




Um tipo de planta proveniente do continente asiático, a Cannabis, nome científico da maconha, já fez - e faz - a cabeça de muitas gerações. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o hábito não é exclusivo dos jovens. O consumo vem crescendo dentro de outra faixa etária, formada pelo batalhão que hoje tem mais de 50 anos.. De acordo com o Segundo Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil 2005, realizado pelo Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (OBID), 5,6% de pessoas com mais de 35 anos relataram fazer uso da substância.




Para o geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Carlos Montes Paixão Júnior, os índices não devem alarmar. Segundo ele, o aumento do consumo entre essa faixa etária é decorrente do envelhecimento da população jovem que já fumava maconha.



“O aumento do consumo da maconha está diretamente relacionado ao aumento da expectativa de vida da população mundial. A grande questão é que não surgiram novos usuários, eles continuam sendo os mesmos, porém, mais velhos. Quanto maior o tempo de vida deles, maior é o número de pessoas que fazem o uso dessa substância. Contudo, aqui no Brasil, esse consumo é bem menor”, afirma a psiquiatra.




Entre os usuários, as motivações para o uso da droga são muitas: alívio de dores, aumento do apetite e a sensação de prazer constante. Porém, o presidente da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras Drogas (ABEAD), Carlos Salgado, alerta sobre os malefícios da cannabis. “O fator idade já é um agravante, e para esses usuários, os riscos aumentam. Entre eles, os principais são: a perda de memória e do equilíbrio, a debilitação da parte cognitiva, a perda de massa óssea, e problemas respiratórios agudos e crônicos. Além disso, aumenta a incidência de acidentes domésticos devido à perda da coordenação motora potencializada pela maconha”, ressalta ele.




Na América do Sul, de acordo com o Relatório 2009 da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE), o número de usuários da droga que buscam tratamento corresponde é de 33%. Entretanto, essa estatística pode piorar. “No Brasil, a maconha ainda é a grande porta de entrada para outras drogas ilícitas, além do álcool e do tabaco. E com a legalização da droga, o número de usuários que chegarão aos 60, 70 anos fumando será bem maior”, finaliza a médica.
Fonte:Mais de 50/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)





bjs,soninha


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