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domingo, junho 24

DOR AGUDA NO JOELHO DO PACIENTE IDOSO


INTRODUÇÃO 
A queixa de dor no joelho, em pacientes de idade superior a 60 anos, é freqüente e, em geral, é provocada pelo desequilíbrio muscular decorrente do envelhecimento ou mesmo do processo degenerativo tão comum nesses pacientes(1). O desequilíbrio muscular caracteriza-se pela atrofia do quadríceps associada à retração dos músculos isquiotibiais, que de maneira progressiva leva ao posicionamento em flexo da articulação do joelho.
O processo degenerativo articular ocorre nessa faixa etária junto de manifestações clínicas freqüentes no joelho. A dor decorrente desse processo é de aparecimento progressivo e evolutivo, que piora com a atividade física e que às vezes associa-se a deformidades da articulação do joelho.

Há um grupo de pacientes, nessa faixa etária, que embora não apresente processo degenerativo importante, relata dor no joelho de início súbito, sem causa traumática. Estes pacientes têm características próprias sob o ponto de vista clínico, etiológico e terapêutico.

O objetivo deste artigo é analisar as etiologias possíveis e o tratamento da dor aguda no joelho do paciente com faixa etária acima das sexta década de vida.

QUADRO CLÍNICO
O quadro clínico do paciente que nos procura relatando queixa de dor aguda do joelho é bem característico: início súbito, sem causa traumática; sendo que, em alguns casos, o paciente relata traumas de pouca importância relacionados ao joelho acometido.

Há certa incapacidade funcional provocada pela dor, acentuada ao caminhar e imediatamente após o repouso. A dor noturna é freqüente e alguns pacientes relatam utilizar uma almofada entre os joelhos para dormir.

Os antecedentes da dor são raros e o sintoma agudo provoca surpresa nos pacientes. Os falseios ao caminhar ocorrem com pouca freqüência; o derrame articular é excepcional e é mais comum nos pacientes do sexo feminino.

O exame físico demonstra o joelho em atitude de flexão, não muito acentuada (10º a 15º), que ao tentarmos corrigir causa dor. A dor também é identificada durante a palpação da interlinha medial e, com menor freqüência, na lateral. A sinovite com derrame articular nem sempre pode estar presente.

A flexão do joelho acometido com o paciente em apoio monopodálico desperta dor, desconforto e insegurança.

QUADRO RADIOLÓGICO

O estudo por imagem possibilita o esclarecimento diagnóstico da maioria dos casos. A radiografia simples do joelho freqüentemente é normal, podendo em raros casos ser visível um traço subcondral que sugere fratura por fadiga.

A ressonância magnética (RM) é fundamental e possibilita o diagnóstico etiológico de três lesões que determinam a dor aguda no joelho: lesão meniscal (LM); osteonecrose idiopática do joelho (OIJ); fratura por fadiga (FF).

Há um grupo destes pacientes que não apresenta nenhuma alteração no exame diagnóstico por imagem.

abçs,

Um comentário:

Bel Rech disse...

Bem interessante esse texto...Sabes que um tempo atrás estava achando que estava com um problema no joelho.Fui verificar(tenho 42 anos) e o médico me disse que era sobrepeso.Baixei e melhorou muito...
Paz e bem

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