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terça-feira, abril 12

Vacas “vitaminadas” produzem um novo tipo de leite, mais saudável para idosos

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Estudo realizado com grupo de idosos de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, mostrou que o leite fortificado através da ração dos animais melhorou consideravelmente a saúde dos participantes da pesquisa.

Em vez de enriquecer o leite após o seu processamento na indústria, para torná-lo mais saudável, por que não enriquecer a ração das vacas, antes de produzi-lo? 

A ideia de “turbinar” a ração das vacas – simples e genial ao mesmo tempo – partiu da união de 40 tipos de profissionais das mais diferentes áreas: engenheiros agrônomos, veterinários, zootecnistas, cardiologistas, nutricionistas entre outros, que, com o respaldo da USP de Ribeirão Preto e da Apta (Agência Estadual de Tecnologia), que direcionaram seus estudos nos últimos cinco anos para tornar a bebida mais saudável desde a origem. 

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Receita para ração turbinada 

Os pesquisadores enriqueceram a ração de 32 vacas leiteiras de uma fazenda de Ribeirão com óleo de girassol, selênio e vitamina E – componentes ricos em antioxidantes, compostos insaturados e fortalecedores do sistema imunológico.

Cem idosos de casas de repouso do município fizeram parte da pesquisa, que obteve resultados muito satisfatórios. Após três meses de ingestão da bebida fortificada, houve melhora dos índices de colesterol, creatinina e ácido úrico. 

“Todo ganho é ganho. Adicionamos os nutrientes no leite e houve um efeito que consideramos importante por se tratar de idosos, que têm a saúde mais frágil”, afirma o engenheiro agrônomo Luiz Carlos Roma Junior, da Apta. 

É bom para as vacas, também 

O metabolismo das vacas também foi levado em consideração, para que estas não ingerissem quantias maiores que o necessário dos suplementos. Essa preocupação culminou na queda das taxas de mastite entre o grupo. 

Mas já não existe leite fortificado nos supermercados? 

Leite fortificado já existe nos mercados, mas o processo é feito na indústria. A pesquisa, dizem os cientistas, tem a vantagem de ter enriquecido a produção de ponta a ponta, da ração da vaca à mesa das famílias, resultando em benefícios às vacas e aos humanos. 

“O leite fortificado após a ordenha não garante que haja biodisponibilidade satisfatória para absorção no corpo humano. A proposta do estudo foi usar o organismo da vaca para aumentar essa disponibilidade”, enfatiza o médico Hélio Vannucchi, da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP.

Fotos: Folhapress / divulgação 
Ilustração/fotomontagem: divulgação

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