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sexta-feira, agosto 12

Estudo realizado nos Estados Unidos revela que 1 em cada 4 idosos tem uma superbactéria na mão após internação hospitalar


O alto nível de superbactérias nas mãos do paciente aumenta a chance de transmissão a outros pacientes frágeis e, também, aos profissionais de saúde. Depois da hospitalização, parte dos idosos carrega as bactérias para outros lugares.

Um estudo, publicado no JAMA Internal Medicine (periódico publicado pela American Medical Association, nos Estados Unidos), mapeou 357 idosos depois de uma internação e descobriu que grande parte deles tem nas mãos bactérias resistentes à maioria dos antibióticos. 

O estudo focou nos pacientes que foram recentemente admitidos no hospital para um problema médico ou cirúrgico e, depois, temporariamente, precisaram de cuidados médicos em uma unidade de reabilitação, antes de voltarem para casa. 


Superbactérias 

A equipe estudou idosos que foram admitidos em várias unidades de recuperação na região sudeste de Michigan assim que deixaram o hospital. Um quarto desses pacientes (24,1%) tinham pelo menos uma bactéria multirresistente (MDRO), ou superbactéria, em suas mãos quando chegaram. 

Os investigadores testaram as mãos dos mesmos pacientes após duas semanas e depois mensalmente, por até seis meses ou até a sua alta. Durante esse acompanhamento, eles descobriram não só que esses organismos persistem, mas que mais idosos adquirem superbactérias em suas mãos. O índice saltou de 24,1% para 34,2%, ou seja um em cada três pacientes. 

“Nós temos educado os profissionais de saúde por décadas sobre a higiene das mãos, e estes números mostram que é hora de incluir os pacientes nesse processo educativo de higiene das próprias mãos”, diz a principal autora do estudo, Lona Mody (foto), da Escola de Medicina da Universidade de Michigan. 

A pesquisadora explica que um alto nível de superbactérias nas mãos do paciente aumenta a chance de transmissão a outros pacientes frágeis e profissionais de saúde. O uso de antibióticos é frequente em pacientes em recuperação e, por isso, certas estirpes de bactérias infecciosas evoluem e se tornam resistentes ao tratamento com as drogas – o que as tornam ainda mais perigosas. 

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) publicou um novo relatório este mês em infecções hospitalares, incluindo as superbactérias, e pediu um maior esforço para prevenir sua propagação. 


Mudança de cultura 

Mody observa que os atuais pacientes idosos querem ser ativos, muito mais do que no passado. Muitas vezes, eles optam por ficar em instalações que oferecem atividades em grupo e eventos sociais. No entanto, quando deixam seu quarto, eles estão mais propensos a tocar outras áreas da instalação, o que os colocam em alto risco de adquirir novas superbactérias. 

Esse número crescente de idosos com as superbactérias hospitalares indica que novas políticas e inovações são necessárias para interromper sua disseminação, especialmente nas unidades de reabilitação. 

Uma outra estratégia é levar as pessoas ao laboratório e mostrar fisicamente as superbactérias que crescem nas mãos. “As pessoas sempre se surpreendem quando veem o que pode crescer em suas mãos e como elas podem eliminar esses organismos, com eficiência, simplesmente lavando-as adequadamente”, diz Mody.

Jornalista formada pela Universidade de Michigan (EUA) e pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho / UNESP, é Produtora de Conteúdo do Michigan News (Serviço de Notícias em Português da Universidade de Michigan) e colunista convidada do Portal Terceira Idade.

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