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terça-feira, outubro 1

Depressão em idosos pode estar relacionada à solidão e perda de autonomia social


Terapia e acolhimento podem ser decisivos para o sucesso do tratamento da depressão entre o público da terceira idade.

Solidão, falecimento de entes queridos, irritabilidade e perda de autonomia social são alguns dos fatores que podem levar o idoso a desenvolver depressão. É o que explica a psicóloga Ana Paula Dias Ladeira, de 33 anos, que trabalha como coordenadora da Escola da Maturidade do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH).

“Com o avançar da idade a pessoa está mais propensa às perdas, tanto mortes e doenças, como as perdas simbólicas dos papéis de mãe e pai, quando os filhos saem de casa; os profissionais, por conta da aposentadoria, o que faz com que a pessoa seja afastada do convívio social e da sua função para a sociedade”.
No entanto, a psicóloga completa que a depressão pode trazer outros problemas de saúde e que o acolhimento do profissional e das pessoas envolta do idoso é fundamental para o sucesso do tratamento. “Geralmente, a depressão aparece quando o paciente apresenta rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade. Também podem ocorrer problemas no sono, na memória, no apetite e na libido. No caso do idoso, é preciso ter um cuidado especial. O tratamento pode ser feito por meio de psicoterapia ou análise e também pode estar associada ao uso de psicofármacos recomendado por um Psiquiatra ou Geriatra que podem prescrever remédios específicos. O acolhimento também faz toda a diferença, pois o paciente percebe que não está sozinho e tem alguém com quem conversar”, explica.

Para a aposentada Maria da Piedade Nunes, de 67 anos, a depressão veio depois que os filhos saíram de casa. De uma hora para outra, a casa que era cheia, ficou vazia e ela não tinha mais com quem dividir as coisas do dia-dia. “Meu maior medo era achar que poderia ir dormir e não acordar viva dentro de casa sem ninguém perceber. Meus filhos foram morar em outras cidades depois que casaram e não queria ficar ligando todos os dias para não incomodar. Passei a ficar muito dentro de casa e via o dia passar pela janela. Não tinha sono, dormia pouco e me alimentava mal. Até que um dia, conversando com uma vizinha, ela me disse que poderia estar com depressão e me indicou um especialista”.

Maria da Piedade conta ainda que está em tratamento e que tem se dedicado a outras atividades para passar o tempo. “Cheguei num ponto de que só saia de casa para ir ao médico ou no banco. Quando comecei a terapia percebi que a minha vida não tinha terminado e que poderia fazer outras coisas. Mas falo por mim mesmo que não é fácil reconhecer isso. Tive muita resistência e custei a contar para os meus filhos que estava em tratamento de depressão. Contar foi libertador porque vi que não estava sozinha. Passei a interagir mais com meus vizinhos e me matriculei num curso de informática. Hoje, não fico mais isolada em casa”, revela.

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