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sexta-feira, outubro 23

Só idosos têm AVC? Sequela é para sempre? O que você sabe sobre a doença?


Durante uma visita ao Brasil, o pai do cantor Michael Jackson sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico associado a um quadro de arritmia cardíaca. Joe Jackson ficou internado durante oito dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O empresário norte-americano foi vítima do tipo mais comum de AVC, que é quando uma artéria do cérebro entope. O outro tipo é o hemorrágico, conhecido como derrame, que é quando um vaso se rompe e extravasa sangue para o cérebro. De acordo com a coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Gisele Sampaio Silva, quando o paciente chega a uma unidade hospitalar dentro de 4h30 é possível tratá-lo com um medicamento chamado trombolítico, no caso do isquêmico, que desfaz o coágulo e normaliza o fluxo sanguíneo até o cérebro. Caso isto seja possível, a chance de se ter uma sequela diminui consideravelmente.

"Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas", diz a especialista.

Existem também os pequenos AVCs, chamados de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, explica o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama.

Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento."Os cinco principais sinais de que se está tendo um AVC são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura".
Idosos

A doença não afeta exclusivamente pessoas idosas, apesar de ser mais comum em quem tem acima de 55 anos.

"Quando a gente fala em AVC em jovem, nós também apontamos casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro", diz Gama.

Entretanto, segundo Gama, os jovens possuem uma maior neuroplasticidade no cérebro, que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram durante o AVC, fazendo com que o paciente se recupere em até 100%.

Segundo os especialistas, a melhor forma de se combater um AVC é a prevenção. Uma boa dieta, associada com exercícios físicos, o controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol e do triglicerídeo diminuem as chances de o indivíduo ter a doença. "Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro", afirma Gama.

terça-feira, junho 16

AVC é mais comum em mulheres e nos idosos a atenção deve ser redobrada


As doenças cardiovasculares, apesar de serem conhecidas como tipicamente masculinas, já têm feito quase tantas vítimas mulheres quanto homens. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a principal causa de morte nas mulheres é o AVC (Acidente Vascular Cerebral), sendo a segunda o infarto do miocárdio e a terceira, o câncer de mama.

Existem basicamente dois tipos de AVC, também popularmente conhecidos como derrame: o isquêmico, que é aquele em que a passagem do sangue é impedida por alguma obstrução nas artérias que irrigam o cérebro, e o hemorrágico, aquele que por uma ruptura há um extravasamento de sangue no cérebro. "Tanto um quanto o outro são alterações arteriais na irrigação do cérebro. A causa é praticamente a mesma para os dois tipos: hipertensão, diabetes, tabagismo, alcoolismo, colesterol e má formação cerebrais que podem existir sem a pessoa saber", pontua a geriatra Dra. Amabile Pandori.

A incidência de AVC em mulheres jovens tem aumentado bastante pelo uso do anticoncepcional aliado ao tabagismo. De acordo com a médica, outros medicamentos também podem ser indutores de um processo isquêmico ou hemorrágico, como remédios para emagrecer, que podem produzir uma alteração na estrutura vascular. Os sintomas de um AVC vão desde dores de cabeça até uma síncope, um desmaio, paralisia de um lado do corpo, problemas de fala ou alteração de memória, entre outros.

Dra. Amabile afirma que "no diagnóstico clínico, o médico verifica se há perda muscular de um lado, paralisia da área afetada, alteração da parte visual, ou mesmo, confusão mental. Posteriormente, exames de imagem devem ser realizados para a confirmação do diagnóstico do AVC."

Segundo a geriatra, o AVC é um processo isquêmico similar ao infarto do coração, só que ele acontece no cérebro. Idosos, por exemplo, merecem atenção especial, pois os sintomas do AVC se confundem com características da idade, então eles já estão um pouco mais confusos, começam a ficar mais quietos e quando os familiares se dão conta, ele pode estar com o AVC instalado há dois ou três dias. "Os idosos são mais propensos a terem um AVC justamente por muitos terem doença aterosclerótica. As artérias são mais velhas e a mobilidade delas já não é a mesma e os mecanismos compensatórios circulatórios não existem mais", comenta Dra. Amabile.

Para prevenir o AVC, a especialista recomenda evitar as doenças de base, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, tabagismo, sedentarismo e o uso de medicamentos que podem levar a um processo isquêmico. "O tratamento do AVC pode ser realizado na fase aguda da doença, assim como a indicação de medicamentos na fase posterior. Também podemos trabalhar na reabilitação das sequelas que o AVC pode deixar. O primeiro passo é controlar a doença de base para eliminar o risco de um segundo AVC. O segundo passo é realizar a reabilitação por meio de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, oferecidas, por exemplo, na Clínica Sainte Marie", alerta a especialista.

sexta-feira, março 21

Dormir logo após o jantar pode aumentar risco de AVC


Um novo estudo sugere que a espera de pelo menos uma hora após o jantar antes de ir dormir, pode reduzir o risco de AVC de forma significativa. O estudo não prova causa e efeito, entretanto, há uma associação entre a espera de uma hora ou mais entre o jantar e o início do sono. Os resultados do estudo de 1.000 pacientes foram apresentados na Sociedade Européia de Cardiologia (2011).

O estudo incluiu 500 pessoas saudáveis, 250 pessoas que tinham tido um acidente vascular cerebral e 250 pessoas com síndrome coronariana aguda. A síndrome coronariana aguda é um tipo comum de doença cardíaca, onde normalmente há uma redução no fluxo sanguíneo para o coração por causa do entupimento das artérias, que pode levar a um aperto no peito e até mesmo um ataque cardíaco.

Todos os participantes preencheram um questionário detalhado sobre seus hábitos de sono, bem quando e o que eles comeram. Comparado com as pessoas que costumavam ir dormir dentro de uma hora após o jantar, aqueles que esperaram de 60 a 70 minutos apresentavam probabilidade 66% de ter um acidente vascular cerebral.

Aqueles que esperaram 70 minutos a duas horas apresentaram uma probabilidade 76% menor de ter um derrame. Houve uma sugestão que esperar uma hora ou mais entre o jantar e a hora de dormir também pode estar associada à redução do risco de síndrome coronariana aguda.

segunda-feira, setembro 30

Poluição do ar pode aumentar o risco de derrame


Um pequeno aumento na poluição do ar pode ser suficiente para aumentar o risco a curto prazo de uma pessoa sofrer derrame. Uma análise de 10 anos de dados de um grande centro de acidente vascular cerebral em Boston descobriu que derrames são mais propensos de ocorrer no período de 24 horas após a caída da qualidade do ar.

Foram comparados cerca de 1.000 casos de AVC com dados detalhados sobre os níveis do dia-a-dia de diversos poluentes atmosféricos, incluindo as emissões de veículos. Depois de levar em conta o histórico médico de cada paciente, os pesquisadores concluíram que as chances de sofrer um derrame era 34% mais elevada após um dia de qualidade do ar “moderada” do que após um dia de qualidade do ar “boa”.

Com base nesta constatação, eles estimam que uma redução de 20% dos níveis de material particulado fino teria impedido cerca 6.100 das 184.000 internações. O estudo não mostra que a poluição do ar provoca o derrame diretamente, embora os pesquisadores dizem que é biologicamente plausível, já que o aumento do risco é de fato significante.

terça-feira, abril 9

Incluir mais potássio na alimentação pode reduzir risco de AVC


Cortar o consumo de sódio para até 3 g por dia também ajuda na prevenção.


Um estudo conduzido por pesquisadores da Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que incrementar a dieta com alimentos ricos em potássio e diminuir o consumo de alimentos industrializados ajuda a controlar a pressão arterial e prevenir um AVC. A conclusão do trabalho fez a revisão de 33 estudos e foi publicado esta semana no British Medical Journal.



O controle da pressão arterial foi o tema escolhido pela OMS para o Dia Mundial da Saúde, que foi comemorado neste domingo, 07 de Abril. Segundo dados do Ministério da Saúde, o derrame cerebral é a principal causa de morte e incapacidade no Brasil - e uma das formas de preveni-lo é controlar a pressão alta.


O estudo envolveu dados de quase 130 mil pessoas saudáveis e mostra que, entre as que consumiam mais potássio (de 3,5 g a 4,7 g por dia), o risco de derrame era 24% menor do que no grupo que ingeria menos desse nutriente. O nutriente é essencial para o funcionamento celular e serve como contraponto à ação do sódio, componente do sal fortemente ligado à hipertensão, que é fator de risco para derrames e outras doenças cardiovasculares.


O trabalho sobre potássio, desenvolvido pelo Departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento da OMS, é acompanhado por outras duas revisões de estudos a respeito do efeito de reduções do consumo de sódio na pressão. Uma das pesquisas, feita pela Universidade de Londres, concluiu que cortar o sal dos atuais 9 g a 12 g - consumidos em média pela população - para a recomendação da OMS de 5 g já teria um grande impacto. No entanto, um corte mais radical, para 3 g, seria o ideal para o controle da pressão arterial.


Enriqueça sua dieta com potássio.

A relação entre sódio e pressão alta não é novidade. Quem sofre da doença, que atinge cerca de 35% dos brasileiros com mais de 40 anos, segundo o Ministério da Saúde, sabe que tirar o sal da mesa é um dos primeiros passos para controlar a hipertensão. O que nem todo mundo sabe é que os níveis desse nutriente no organismo dependem de outro elemento: o potássio. "A dupla sódio e potássio geram o que nós chamamos de equilíbrio hídrico do corpo, sendo o potássio um bom diurético e o sódio um bom retentor de líquidos", explica a nutricionista Roseli Rossi, especialista em Nutrição Clínica Funcional, da clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. Uma dieta rica em potássio, portanto, leva a uma maior eliminação de sódio, o que pode ajudar a combater a pressão alta. 


Veja quais alimentos são boas fontes desse mineral: salmão, abacate, espinafre, batata inglesa, banana, feijão preto, molho de tomate, mamão papaia 




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