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terça-feira, outubro 6

Dança afasta a depressão de idosos e ajuda a exercitar a mente


Embora sejam fundamentais na vida de qualquer ser humano, principalmente daqueles que estão na terceira idade, muitos não gostam de praticar exercícios físicos com frequência.

Mas se você não quer levar uma vida sedentária e não sabe qual atividade escolher, a dança pode ser uma boa opção. Sabemos que durante muitos anos ela foi considerada apenas um instrumento de lazer. Porém, uma pesquisa realizada na Itália mostrou que a prática possui inúmeros benefícios para a saúde do coração, além de aumentar a capacidade respiratória e, claro, melhorar a qualidade de vida do praticante.

O controle dos ponteiros da balança é mais um proveito tirado por quem costuma “mexer o esqueleto”. Afinal, na terceira idade é muito comum ocorrer o aumento do peso, já que a diminuição dos níveis de estrógeno, testosterona e de hormônio do crescimento no organismo colaboram para a perda de massa muscular agravando numa queima menor de calorias.

Todavia, essas não são as únicas vantagens encontradas por quem costuma movimentar-se ao ritmo de alguma canção. Dançar na terceira idade contribui para um melhor condicionamento físico e mental. Além disso, ajuda a elevar a autoestima e afastar os sintomas da depressão. A razão para isso é que através da atividade o cérebro libera serotonina, uma substância que traz a sensação de alívio, melhorando o humor e o sono.

A Dança e o Cérebro do Idoso

Dançar em salões coopera para uma mudança significativa de comportamento do praticante que passa a ser menos tímido e aprende a ter mais confiança. Mais uma vantagem é que ela ajuda manter o cérebro em plena atividade, melhorando, desta forma, a coordenação motora e a concentração, pois eleva a circulação cerebral em áreas adormecidas.

Isto porque esses estímulos aumentam as conexões neuronais, proporcionando ao idoso maiores habilidades no aprendizado, raciocínio e na memória. Mediante a isso, reduz o estresse e a ansiedade.

O que você está esperando para aproveitar todos esses benefícios e se arriscar nos primeiros passos? Vale a pena praticar essa atividade porque não tem contraindicação!

segunda-feira, março 23

Exercitando a mente através da arte


A arte é uma forma de linguagem, portanto também uma forma de expressão do ser humano. A arte embeleza a vida e possibilita o ser humano a ser versátil e a ter criatividade. A arte é fonte de alegria, quantas vezes não ouvimos pessoas que escrevem poesias dizerem que o coração fica mais gostoso quando expressa algo através da literatura ou por outra forma de arte como a música por exemplo. É que pensar, agir, perceber e sentir estão juntos em todas as situações da vida. A Arte é definida como sendo o belo, o verdadeiro, o bem.

Buscar qualidade de vida e satisfação também é buscar o belo, despertar para a sensibilidade, perceber o que está ao seu redor, não apenas a utilidade dos objetos, mas perceber tudo que existe no mundo de forma material ou natural enxergando a beleza, estética das formas e das estruturas. É preciso perceber o mundo como uma paisagem viva. Só assim os estímulos que estamos expostos nos tornam significativos.

As artes permitem o desenvolvimento e manutenção da mente ativa, estimulando a capacidade abstrata sem fronteiras precisas, sem classificações rígidas, porque a arte transcende a esfera material, a representação. As manifestações artísticas é resultado de alto nível de criatividade, de idéias originais. Com o processo de envelhecimento mesmo com mudanças biológicas não é verdade que os sentidos se embotam, enquanto houver boa saúde e mente estimulada é possível submetê-los a exercício. Para o exercício de uma arte, como para toda destreza corporal de maneira geral é preciso experimentar sensações no conjunto do corpo. A arte nos dá a possibilidade de concretizar a imaginação e aumentar assim a compreensão daquilo que se exercita, estimulando funções cognitivas e criando conceitos importantes na mente, além de fazer brotar sentimentos de alegria. A arte nos permite experimentar sensações agradáveis.


Vejamos algumas das principais formas arte que nos causam impressões, sensações atingindo nossos sentidos.

A poesia, por exemplo, ou gênero lírico é uma das sete artes tradicionais, por meio da qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos.

O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém). Num contexto mais amplo, a poesia aparece também identificada com a própria arte. A poesia, no seu sentido mais restrito, parte da linguagem verbal e, por meio de uma atitude criativa, transfigura-a da sua forma mais corrente e usual (a prosa), ao usar determinados recursos formais.

A pintura que consiste na técnica de aplicar pigmento em forma líquida a uma superfície bidimensional, a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas.

Em um sentido mais específico, é a arte de pintar uma superfície, tais como papel, tela, ou uma parede (pintura mural ou de afrescos). A pintura a óleo é considerada por muitos como um dos suportes artísticos tradicionais mais importantes; muitas das obras de arte mais importantes do mundo. Diferencia-se do desenho pelo uso dos pigmentos líquidos e do uso constante da cor, trabalhando impressões luminosas que chegam à retina estimulando a visão.

A Música, que é um dos ramos da Arte, está inteiramente no domínio da sensação. A Música, melhor do que a palavra representa o movimento, exercendo efeitos diversos nos indivíduos. A reunião da música e da dança, duas formas de expressão artística se fortalecem formando uma só arte. A Dança é uma das três principais artes cênicas da Antigüidade, ao lado do teatro e da música. Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos coreografados ou improvisados, livres. Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela. A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento.

Durante muitos anos a dança foi considerada apenas como um instrumento de recreação e lazer. Tanto os médicos quanto os leigos, ao pensarem numa atividade física adequada para idosos, consideravam apenas a hidroginástica e a caminhada. Hoje sabemos que a dança é uma atividade física positivamente associada à saúde psicológica e ao bem estar emocional dos idosos.

E por fim, outra forma de expressão artística que também estimulam reações sensíveis, alegres e exercita a memória e a retórica é o teatro. O vocábulo grego Théatron estabelece o lugar físico do espectador, “lugar onde se vai para ver”. Entretanto, o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente à audiência, complemento real e imaginário que acontece no local de representação. Ele surgiu na Grécia antiga, no século IV a.C. Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade: quem vê, o que se vê, e o imaginado.

No teatro ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades, com auxílio de dramaturgos, diretores e técnicos, que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos na platéia. Uma importante forma de arte que também são expressões exteriores que estimulam capacidades abstratas e a imaginação. O teatro deveria ser incorporado às atividades dos centros de convivência para idosos e Faculdades Abertas à Terceira Idade.

O trabalho criativo exteriorizado de forma espontânea nos traz satisfação, alegria, qualidade de vida, mente ativa e movimentam nosso íntimo. A arte nada mais é do uma psicologia prática. A pessoa que exercita seus dons artísticos adquire o hábito de observar seus próprios sentimentos e de transformá-los, exercitar o autoconhecimento.

Procure buscar seus valores artísticos, não existem limites para a criatividade e inspiração. A arte não é questão de gênios, só exige motivação e sensibilidade. Todos somos capazes de expandir nossas competências e habilidades, uns mais, outros menos. O importante é deixar desabrochar a mais nobre inspiração e criar o que você acha que poderá ser contemplado, produzindo sensações positivas, produzindo obras-primas que penetrem a alma. Depois é só uma questão de treino e aperfeiçoamento. Assim você estará exercitando a mente. Não existe alegria maior que a de perceber que nós podemos, ainda, chegar a resultados incríveis a partir de faculdades que dormem em nós.


Fonoaudióloga, Mestre em Gerontologia pela Faculdade de Educação da Unicamp,

terça-feira, junho 3

Quem tem um familiar com Alzheimer deve ficar atento à própria mente


Ser um cuidador em tempo integral para um familiar com a doença ou qualquer outro tipo de demência exige ajustes constantes

Paul Divinigracia não se considera um santo. Contudo, quem o vê cuidando da mulher, Virgie, que sofre de Alzheimer há 11 anos, pode ter a impressão contrária. O casal comemorou o aniversário de 50 anos de casamento em agosto passado. Aos 75 anos, Paul ainda chama a mulher, de 87, de "meu bem", e não há dúvidas de que ele esteja sendo sincero, mesmo depois de responder a mesma pergunta 10 vezes em poucos minutos.

A paciência, ele afirmou em uma entrevista, é a palavra de ordem para sua existência.

— Continuar de bom humor me ajuda a continuar equilibrado — afirmou.

Ninguém duvida que ser um cuidador em tempo integral para um familiar com Alzheimer ou qualquer outro tipo de demência exija ajustes constantes. Novos desafios surgem a todo o momento. O último enfrentado por Paul é tentar convencer a esposa a tomar banho.

— Às vezes eu ofereço uma recompensa, como dizer a ela que vamos almoçar ou jantar em um restaurante que não nos deixa entrar a menos que estejamos cheirando bem — contou.

Paul poderia facilmente ser uma das pessoas retratadas nas 54 histórias do novo livro Support for Alzheimer's and Dementia Caregivers: The Unsung Heroes (Apoio aos Cuidadores de Pacientes com Alzheimer e Demência: Os Heróis Desconhecidos, em tradução livre), de Judith L. London. A autora, que atua como psicóloga em San Jose, na Califórnia, nos Estados Unidos, baseou cada uma das histórias em situações enfrentadas por cuidadores que ela conheceu.

Os desafios incluem convencer os pacientes e outros parentes que a doença realmente existe, que os lapsos não são apenas o resultado do declínio gradual na memória que costuma acompanhar o envelhecimento e que é preciso cuidar para que pessoas com algum tipo de demência não saiam de casa despercebidas e se percam (fechaduras duplas nas portas são uma maneira eficaz de impedir que isso ocorra).

Os benefícios do passado e de novas experiências

Judith se preocupa muito com o estresse enfrentado pelos cuidadores, e ela tem bons motivos. De acordo com dados da Universidade de Stanford e da Associação do Alzheimer, mais de 15 milhões de pessoas fornecem cuidados gratuitos a parentes ou amigos com doença de Alzheimer e outras formas de demência. Diversos estudos mostram que o estresse da tarefa pode aumentar o risco de uma série de doenças e até mesmo de morte.

Paul ama viajar e descobriu que pequenas viagens estimulam sua mulher de uma forma positiva. Em uma recente viagem de Fremont, na Califórnia, onde eles vivem, até Seattle para um evento familiar, eles passaram pelas belas montanhas do norte de São Francisco.

— Ela adorou a viagem e se lembrou dela, muito embora ela não consiga se lembrar do que eu disse há dois minutos — contou.

Para aumentar a qualidade do tempo que passam juntos nos anos que ainda restam, ele planejou viagens com ela. Todavia, retornar, às vezes, a uma velha atividade, também pode ser estimulante e divertido. Em uma das histórias do livro de London, uma esposa que cuida do marido, que possui uma forma grave de demência, fez ele recuperar sua velha paixão, o golfe, ao dizer que ela queria jogar. Uma vez no clube, com o taco na mão, ele lembrou, de repente, o que deveria fazer e mandou a bolinha para longe.

— Uma vez que ele tenha começado, talvez ele se lembre de como fazer algo de que gostava há anos. Que delícia! — diz London.

Da mesma forma, existem maneiras de recuperar memórias prazerosas por meio de novas experiências. London conta a história de uma mulher que pegou um ramo de alecrim durante um passeio. O cheiro lembrou o marido de como ele gostava de frango com alecrim e isso fez com que dissesse sua primeira frase completa em meses.

Vítimas escondidas

Um dos desafios mais comuns e difíceis enfrentados pelos cuidadores ocorre quando os pacientes com demência se tornam agitados, fisicamente ou verbalmente agressivos, situações que são emocionalmente exaustivas e muitas vezes perigosas para pacientes e cuidadores.

Laura N. Gitlin, professora da Faculdade de Enfermagem Johns Hopkins, trabalha com uma equipe de terapeutas ocupacionais que procuram formas de lidar com a situação sem recorrer ao uso de medicamentos. Eles prescrevem atividades que os pacientes e os cuidadores podem fazer juntos, de acordo com as capacidades, necessidades e interesses do doente. O resultado é que ficam mais calmos, seguros e engajados, e os cuidadores, menos estressados.

Ainda assim, há momentos em que até o cuidador mais astuto e esperto não é capaz de superar um desafio, especialmente quando o paciente com Alzheimer se torna violento.

Quando o marido de uma mulher parecia possuído por demônios, gritando ofensas e a ameaçando com uma faca, escreveu Judith, ela finalmente percebeu que não seria mais capaz de cuidar dele com segurança em casa. Relutantemente, ela teve de colocá-lo em uma casa de repouso, para que ambos ficassem seguros.

A partir de conversas com outras pessoas e da participação em grupos de apoio bimestrais na Associação do Alzheimer, Divinigracia sabe que o pior ainda está por vir. Ele continua a aprender formas eficazes de lidar com os desafios que surgem e como deixá-los sob controle.

Ainda assim, afirmou Judith, "os cuidadores são muitas vezes os efeitos colaterais, as vítimas escondidas da doença de Alzheimer. Ninguém vê os sacrifícios que eles fazem".

É fundamental que os cuidadores também cuidem de si mesmos, acrescentou, fazendo exercícios físicos, comendo e dormindo bem, e recebendo o cuidado de que necessitam.

Por Jane E. Brody

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