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quarta-feira, setembro 28

Idosos de asilo em Palhoça recebem cartas de crianças por meio de palhaços "doutores"


Quantas lembranças, emoções e sentimentos podem caber em um pedaço de papel vindo de um desconhecido? Qual o valor de receber uma carta, de enviar uma carta? Imensurável. Esta foi a resposta que os "doutores" do projeto Doses de Alegria descobriram no último sábado, ao fazerem a primeira entrega como palhaços carteiros das"Mensagens de Alegria".

A visita dos doutores já costuma ser motivo de encantamento para os 24 residentes da Casa Santa Maria dos Anjos, em Palhoça, mas no último sábado, foi ainda mais especial. Junto com o carinho habitual e a animação, o grupo levou cartas de crianças escritas especialmente para cada um dos velhinhos, entregou em mãos e leu para eles.

Maria conseguiu ler sozinha
Foto: Léo Cardoso / Agencia RBS

As reações diante do gesto tão simples emocionou quem via de fora. Para os idosos, a maior parte com problemas físicos ou mentais, como esquizofrenia, Alzheimer ou demência, receber os envelopes parece ter despertado as melhores memórias, de um tempo em que o afeto de quem estava longe chegava pelo correio para amenizar as saudades. 

Sentada no sofá, Mábile Viscari Demazi, 94 anos, mal contia o riso e a emoção enquanto a doutora Xarope de Morango, Nádia Villani Ruy, lia a cartinha para ela. No final, beijou a foto da menina que quer ser sua amiga, e disse que gostou muito, antes de guardar no bolso bem protegida. 

Enquanto os palhaços iam entregando as primeiras cartas, a curiosidade de quem ainda não havia recebido começava a aguçar. Na hora que recebeu a sua das mãos do Dotormentado dos Teclados, Renato Rech, a senhora Maria Nienkitter, 87 anos, fez o maior esforço para ler por conta própria.

— Não conheço essa criança, mas gostei muito. Consegui ler um pouco, mas depois a vista não deu mais. Eles vão vir aqui? — questionou.

Leonila gostou da carta 
Foto: Léo Cardoso / Agencia RBS

Leonila Matilde Ludwig, 90 anos, recebeu duas cartinhas, e achou as crianças muito bonitas: 

— Eles de certo sabiam que eu era bonita também — falou em meio a uma gargalhada.

A residente Francisca Jacob de Mattos, totalmente lúcida aos 93 anos, mesmo com dificuldades na vista, passa os dias fazendo bordados e adorou receber a carta: 

— Não consigo ler mais por causa da catarata, mas gostei muito que leram para mim. A menina que mandou a carta lembra uma sobrinha minha quando era pequena. Fiquei curiosa para conhecer as crianças, estamos aguardando a visita — disse. 

A previsão é que o encontro entre os idosos e as crianças aconteça em novembro.

Mensagens de Alegria

O projeto Mensagens de Alegria foi desenvolvido por Nádia Villani Ruy, idealizadora do projeto "Doses de Alegria", que transforma voluntários em doutores palhaços, levando música, abraços e carinho em asilos e hospitais da Grande Florianópolis. 

Há cerca de três anos ela teve a ideia, e inicialmente seria realizado de forma online, para que pessoas de todo o Brasil pudessem "adotar" um idoso. Como não houve adesão, o projeto ficou parado por um tempo, até que foi apresentado a uma escola que topou a ideia e no último sábado aconteceu a primeira entrega de cartas:

— Pela reação dos idosos a gente viu o quanto gostaram. A carta remete ao passado, resgata lembranças. Para as crianças também foi maravilhoso, hoje em dia eles nem sabem o que é mandar uma carta, tiveram alguns que pediram para os pais colocarem até o selo — contou.

Emocionada, ela diz que a realização do projeto trouxe uma mistura de emoções:

— A leveza desse dia, a mistura das ações com reações provocaram uma fusão, confusão de sentimentos onde a alegria, carinho, orgulho, gratidão, emoções se misturavam e não se continham no coração explodindo em forma de amor. Por que um gesto tão simples como uma entrega de cartas com mensagens positivas pode provocar tudo isso? 

Francisca se diverte com a visita das "dotoras"
Foto: Léo Cardoso / Agencia RBS

Palhaços foram buscar cartas em escola

Se para os idosos receber as cartas foi emocionante, para os alunos do colégio Estimoarte, na Costeira, escrever também foi motivo de alegria e expectativa. As professoras passaram um vídeo em sala de aula para cerca de 100 crianças de 3º e do 5º ano em que mostrava imagens do projeto Doses de Alegria visitando asilos. Muitos deles não sabiam o que era um lar de idosos, e de maneira didática as professoras explicaram que muitos daquelas pessoas não tinham mais família, sofriam de doenças físicas e mentais, e precisam de carinho e amigos.

Deste modo, foi feita a proposta para que as crianças escrevessem a carta se apresentando, falando um pouco sobre elas e enviassem uma foto. Cada aluno recebeu somente o nome do idoso, o que aguçou ainda mais a curiosidade para saber quem são eles. 

A aluna do 3º ano, Laura Firmino Garcia, 9 anos, recebeu o nome do senhor Zuza. Em sua mensagem, contou que gosta de brincar e também de estudar. No final, disse que espera que a carta seja o início de uma grande amizade.

Já a colega Maria Clara Antunes Campos, 10 anos, aproveitou para perguntar para o seu velhinho o que ele gosta de fazer, contou que tem dois animais de estimação e também toca flauta: 

— Acho que ele deve ser muito legal, estou muito curiosa para conhecer ele, porque eu não tenho nenhum avô vivo — disse a menina.

Laura enviou uma carta para Zuza
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

A professora Simone Zenilda da Silva, do 3º ano, conta que a maior preocupação dos alunos era em como poderiam ajudar os idosos:

— Muitos perguntaram aonde estava a família deles. Agora eles vão escrever todo mês uma carta até o encontro em novembro — explicou. 



sábado, agosto 27

Cartilha Prevenção de Quedas em Idosos!


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Cuidado!!

A triste e emocionante despedida de um casal de idosos


A foto de um casal de idosos chorando de mãos dadas é uma cena tão comovente, que, em pouco tempo, foi compartilhada milhares de vezes noFacebook. A história por trás da imagem é tão emocionante quanto e chamou a atenção da rede americana CNN, que foi atrás para entender o motivo da tristeza dos protagonistas.

Os canadenses Wolf e Anita Gottschalk, personagens da foto, estão casados há 62 anos e, desde que foram admitidos em casas de repouso diferentes há oito meses, precisam viver separados. Ao fim de cada reencontro, proporcionado por sua neta, que leva um para ver o outro, o momento da despedida é sempre marcado por muitas lágrimas. 

“É uma explosão emocional para ambos”, disse a neta do casal, Ashley Bartyik, de 29 anos, à CNN. Ela conta que dirige 40 minutos para reunir seus avós e que a postagem no Facebook foi uma forma de chamar a atenção da comunidade local e tentar colocá-los para viver no mesmo lar. 

Desde janeiro, quando foi diagnosticado com falha cardíaca congestiva, Wolf Gottschalk, de 83 anos, vive na casa de repouso Yale Road Centre. Já sua esposa Anita, de 81 anos, vive em outra casa de repouso, localizada a 40 minutos de distância. “Tem sido um jogo de espera para conseguir um lugar para meu avô. Queremos justiça para os meus avós, que após 62 anos juntos merecem passar seus últimos momentos morando no mesmo local.”, escreveu Ashley em sua postagem. 

Além do problema cardíaco, Wolf tem demência e, recentemente foi diagnosticado com linfoma. Felizmente, a demência ainda não atrapalhou a memória de Wolf em relação a sua esposa, mas Ashley teme que logo isso aconteça. “O tempo está passando agora mais do que nunca”, disse.

Após ser informado do caso, um porta-voz da autoridade de saúde local, disse que eles estão comprometidos em reunir o casal e e tentarão fazer isso já nas próximas semanas. “Essa é uma situação devastadora para a família e é muito preocupante para nós também”, disse.

Mãe é presa por prostituir filha de 14 anos para dois idosos de 64 e 84 anos no Mato Grosso

Uma adolescente de 14 anos denunciou a mãe e mais dois idosos por exploração sexual na quarta-feira (24), no município de Campo Novo do Parecis, interior do Mato Grosso. De acordo com o 'G1', a adolescente era obrigada pela mãe a se prostituir em troca de presentes e dinheiro dados pelos idosos. A mulher e os dois idosos foram presos.

A denúncia aconteceu depois que a menina conseguiu fugir de casa e se hospedou na residência de amigos, que a levaram ao Conselho Tutelar. Segundo a vítima, a exploração sexual começou há aproximadamente dois anos. Ela alegou que passou a receber ameaças da mãe quando começou a se recusar a se prostituir.

Segundo o delegado Adil Pinheiro de Paula, responsável pelo caso, os encontros sexuais com o fazendeiro, de 64 anos, aconteciam semanalmente em um motel. A mãe ficava no carro enquanto o idoso entrava no quarto com a vítima.

Já com o empresário, de 84 anos, os encontros eram mais elaborados. Ele enviava dinheiro para a mãe levar a menina de ônibus até Cuiabá. Na capital do Mato Grosso, os três se hospedavam em um hotel como marido, mulher e enteada, porém nunca entravam ou saíam juntos do local. O empresário ainda teria presenteado a mãe da vítima com uma motocicleta zero quilômetros e pago uma festa de aniversário para a adolescente o valor de R$ 24 mil.

“De acordo com as investigações, a mulher parou de trabalhar e vivia exclusivamente da exploração da filha”, disse o delegado ao 'G1'. A polícia analisa também imagens que mostram a mãe e a menina fazendo compras em shoppings de Cuiabá usando o cartão de crédito do empresário.
Adolescente conseguiu fugir de casa e se hospedou na residência de amigos, que a levaram para o Conselho Tutelar 
A menina foi encaminhada para o Conselho Tutelar. Ela passa por tratamento psicológico e está sob os cuidados de um familiar próximo, que não teve o parentesco divulgado.

sexta-feira, agosto 26

Idosos representam 18% do total de eleitores na região

Números do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) datados do mês de julho apontam que Sorocaba tem um contingente de 78,8 mil indivíduos idosos aptos ao voto. Juntos, eles representam quase 18% do total do eleitorado local, que concentra 446,3 mil inscritos.

Conforme os dados, do universo de pessoas da chamada terceira idade, 25,3 mil estão concentradas na faixa etária dos 60 aos 64 anos; 17,6 mil, têm entre 65 e 69; 12,1 mil, de 70 a 74; 8,5 mil estão entre 75 e 79, e 11,1 mil têm 80 anos ou mais. Considerando que o voto é facultativo a partir dos 70, tem-se que 31,8 mil pessoas não estariam obrigados a comparecer às urnas este ano.

Mesmo assim, calcula-se que boa parte desse universo de não votantes em potencial está disposta a exercer o direito de escolha. "É um engano subestimar o potencial desse público. Até por isso, os candidatos devem ficar atentos e direcionar políticas públicas que eventualmente venham adotar, caso se elejam, a essa camada da população", diz o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB Sorocaba, Eliel Ramos Maurício Filho.

O advogado lembra que os idosos querem, sim, fazer valer a cidadania. "Quem pensar de outra forma, corre o risco de não se haver bem na campanha. Aliás, fica aqui o apelo para que os idosos, mesmo aqueles que estão desobrigados, votem no mês de outubro. Eles têm preferência assegurada na hora de votar", acrescenta Ramos Maurício.

O geriatra e professor Paulo Renato Canineu vai além e afirma que não teve e não tem conhecimento de que, no município, nos últimos anos e nas últimas eleições, quaisquer dos concorrentes a prefeito tenham incluído em seus programas de governo ações voltadas às pessoas idosas. "Todos, independentemente da idade, precisam de atenção, mas o idoso, até pela sua condição, reclama mais do poder público. Os idosos representam 6% da população votante do país".

"Estamos diante da realidade de dispensar tratamento desigual aos desiguais. Lembro, eu que também sou idoso, já que tenho 66 anos, que as pessoas nessa faixa etária testemunharam e colaboraram para a redemocratização do país, mas não foram contempladas e não têm atendidas suas necessidades." Segundo Canineu, a expectativa de vida do brasileiro aumentou.

Segundo o especialista, a principal demanda dos idosos ainda é por saúde. "A coisa mais difícil, e que eu particularmente tremo nas bases quando me deparo, é conseguir internação na rede pública, particularmente em Sorocaba. Estamos diante de uma situação bastante caótica que precisa ser resolvida. E o momento é agora, já que estamos num processo sucessório."

Com a palavra, os idosos 

O voto é mais do que uma obrigação; é, antes, o direito de exercer a cidadania, dizem idosos ouvidos pelo Cruzeiro do Sul. Iracema Marinho, de 70 anos, diz que mesmo não sendo obrigada a votar, deverá fazê-lo este ano. "Eu acho que é dever de todo cidadão. Tenha ele 70, 80 anos é importante participar e, mais do que isso, cobrar depois."

O aposentado Jair Carlos Pires, de 66, concorda. "É importante escolher os governantes da cidade e do país. E saber deles quais o planos, caso se elejam a prefeito, ou a vereador. E, também, para a gente cobrar depois, apesar das dificuldades. Quando a gente cobra, eles até ofendem."

Jair diz que nos últimos quatro anos faltou muita coisa para os idosos. "Tenho para mim que isso é de responsabilidade de um aglomerado de culpados. A Câmara deixou muito a desejar. A cidade ficou parada, estagnada, precisando de muita coisa. O próximo prefeito terá de priozar essas ações."

Para Tereza Briotti, de 70, os idosos sorocabanos não têm o tratamento que merecem. "Não tivemos sorte; o governo não concedeu aumento salarial. Até por isso, devemos, sim, participar e cobrar deles que cumpram sua obrigação e atendam aqueles que precisam. O voto é a nossa arma."


sexta-feira, agosto 12

Estudo realizado nos Estados Unidos revela que 1 em cada 4 idosos tem uma superbactéria na mão após internação hospitalar


O alto nível de superbactérias nas mãos do paciente aumenta a chance de transmissão a outros pacientes frágeis e, também, aos profissionais de saúde. Depois da hospitalização, parte dos idosos carrega as bactérias para outros lugares.

Um estudo, publicado no JAMA Internal Medicine (periódico publicado pela American Medical Association, nos Estados Unidos), mapeou 357 idosos depois de uma internação e descobriu que grande parte deles tem nas mãos bactérias resistentes à maioria dos antibióticos. 

O estudo focou nos pacientes que foram recentemente admitidos no hospital para um problema médico ou cirúrgico e, depois, temporariamente, precisaram de cuidados médicos em uma unidade de reabilitação, antes de voltarem para casa. 


Superbactérias 

A equipe estudou idosos que foram admitidos em várias unidades de recuperação na região sudeste de Michigan assim que deixaram o hospital. Um quarto desses pacientes (24,1%) tinham pelo menos uma bactéria multirresistente (MDRO), ou superbactéria, em suas mãos quando chegaram. 

Os investigadores testaram as mãos dos mesmos pacientes após duas semanas e depois mensalmente, por até seis meses ou até a sua alta. Durante esse acompanhamento, eles descobriram não só que esses organismos persistem, mas que mais idosos adquirem superbactérias em suas mãos. O índice saltou de 24,1% para 34,2%, ou seja um em cada três pacientes. 

“Nós temos educado os profissionais de saúde por décadas sobre a higiene das mãos, e estes números mostram que é hora de incluir os pacientes nesse processo educativo de higiene das próprias mãos”, diz a principal autora do estudo, Lona Mody (foto), da Escola de Medicina da Universidade de Michigan. 

A pesquisadora explica que um alto nível de superbactérias nas mãos do paciente aumenta a chance de transmissão a outros pacientes frágeis e profissionais de saúde. O uso de antibióticos é frequente em pacientes em recuperação e, por isso, certas estirpes de bactérias infecciosas evoluem e se tornam resistentes ao tratamento com as drogas – o que as tornam ainda mais perigosas. 

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) publicou um novo relatório este mês em infecções hospitalares, incluindo as superbactérias, e pediu um maior esforço para prevenir sua propagação. 


Mudança de cultura 

Mody observa que os atuais pacientes idosos querem ser ativos, muito mais do que no passado. Muitas vezes, eles optam por ficar em instalações que oferecem atividades em grupo e eventos sociais. No entanto, quando deixam seu quarto, eles estão mais propensos a tocar outras áreas da instalação, o que os colocam em alto risco de adquirir novas superbactérias. 

Esse número crescente de idosos com as superbactérias hospitalares indica que novas políticas e inovações são necessárias para interromper sua disseminação, especialmente nas unidades de reabilitação. 

Uma outra estratégia é levar as pessoas ao laboratório e mostrar fisicamente as superbactérias que crescem nas mãos. “As pessoas sempre se surpreendem quando veem o que pode crescer em suas mãos e como elas podem eliminar esses organismos, com eficiência, simplesmente lavando-as adequadamente”, diz Mody.

Jornalista formada pela Universidade de Michigan (EUA) e pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho / UNESP, é Produtora de Conteúdo do Michigan News (Serviço de Notícias em Português da Universidade de Michigan) e colunista convidada do Portal Terceira Idade.

sábado, agosto 6

Idosos têm mais problemas de saúde durante o inverno


Manter-se agasalhado e praticar exercícios são orientações dos médicos. Alimentação precisa ter como base proteínas, frutas e verduras.

No inverno crianças e idosos são os que mais sofrem com as baixas temperaturas. Nesta época do ano, de acordo com os especialistas, aumenta o número de problemas respiratórios, lesões e infartos. Entretanto, existem atitudes que podem facilitar a vida, especialmente, dos mais velhos. A presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria no Paraná, Débora Lopes, conversou com o G1 e passou algumas orientações. 

Prevenção

É de extrema importância, segundo a médica, manter-se agasalhado, usar roupas quentes e estar em ambientes bem aquecidos. Ela explica que esse cuidado visa evitar a perda de calor e minimizar o risco de hipotermia. As temperaturas baixas, lembrou Lopes, podem agravar a saúde do idoso, com aumento da pressão e das dores articulares. Além disso, a médica afirmou que é importante tomar as vacinas disponíveis nas Unidades de Saúde, higienizar as mãos e ainda evitar contato com pessoas doentes. Outro aspecto relevante é a exposição ao sol, que incentiva a produção de Vitamina D.

O ideal, lembrou a médica, é evitar ficar exposto ao frio e ao calor intensos. Com baixas temperaturas, as pessoas procuram lareiras, fogão a lenha e aquecedores. É necessário, porém, tomar cuidado com a emissão de monóxido de carbono. O local deve estar aquecido e ventilado, destacou a médica.



Exercícios mais indicados

Lopes enfatizou que a atividade física tem muita importância na terceira idade. Os exercícios resistidos, que são aqueles que exigem força muscular, devem ser praticados com maior frequência. De acordo com a médica, o idoso tem perda de massa muscular e de força. Essa fragilidade leva à queda, que sempre é delicada para quem tem mais de 60 anos. Ainda no sentido de prevenir a queda, os idosos devem trabalhar os exercícios de equilíbrio.

Quando procurar o médico

De acordo com a médica, sempre que houver piora do estado geral de saúde é necessário procurar um especialista. “Por exemplo, o idoso nem sempre vai ter febre, com a pneumonia. Mas se está com tosse, expectoração, falta de ar e não está conseguindo se alimentar é um sinal de alerta, é um sinal de que ele tem que procurar ajuda”, afirmou Débora Lopes.


Doentes crônicos têm mais complicações

No inverno, os doentes crônicos podem ter o quadro agravado. A geriatra explica que as infecções virais e bacterianas, que são comuns neste período do ano, podem piorar a doença de base.

Alimentação

Como em qualquer faixa etária, a alimentação saudável é indispensável. No caso dos idosos, é importante caprichar na ingestão de proteínas, frutas e verduras. A médica orientou a prestar atenção neste aspecto, porque o idoso tende a consumir muito carboidrato, como açúcares, pães e massas, causando uma deficiência em relação a outros nutrientes. Este hábito, de acordo com a médica, pode levar a baixa imunidade.


terça-feira, agosto 2

Onze Cuidados Fundamentais Com o Idoso No Inverno


Quando a temperatura cai, eles correm mais riscos de problemas de saúde e lesões relacionadas ao clima. É importante para o idoso, e aqueles que cuidam deles, tomarem certas precauções”, explica Rubens de Fraga Júnior, geriatra e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Entre os principais riscos à saúde estão: hipotermia (queda da temperatura corporal), imobilidade (ausência de movimentação), infecções (como gripe e pneumonias) e aumento de dores crônicas, como artrites e artroses.

A hipotermia ocorre quando a temperatura corporal cai a menos de 36,8 graus. Seus sintomas mais comuns são fraqueza, fadiga e diminuição do tremor do frio. Em fases mais avançadas, o idoso pode apresentar fala enrolada, perda de consciência e choque.


Em caso de hipotermia, o especialista dá algumas dicas de primeiros-socorros: tire o idoso do frio e retire suas roupas úmidas ou molhadas. Envolva a vítima em mantas e agasalhos para aquecê-la enquanto chama a emergência, se a vítima estiver consciente, ofereça bebidas quentes como chás (não alcoólicas). Converse com a vítima mantendo-a sempre acordada e em caso de parada respiratória e realize manobras de ressuscitação cardiorrespiratória.
Confira 11 dicas para reduzir o impacto do frio na saúde de idosos:



1. Utilize roupas e agasalhos adequados para proteção em ambientes ao ar livre e salas frias.

2. Tome bebidas quentes como chás, chocolate, bem como ingerir sopas e caldos.

3. Os banhos devem ser rápidos e em temperaturas amenas.

4. A hidratação da pele deverá ser hidratantes tópicos para diminuir a sensação de pele seca.

5. Use cobertores que retenham calor, principalmente no período do sono, quando há um declínio da temperatura corporal.

6. Tome as vacinas contra gripe e pneumonias.

7. Busque ajuda médica se o idoso apresentar sintomas de confusão mental e calafrios, ou dificuldades respiratórias.

8. Busque realizar atividades em locais fechados, como passear em locais como shoppings centers, pois ajuda a quebrar o ciclo da imobilidade.

9. Faça exercícios de alongamento com orientação de professores de educação física ou fisioterapeutas.

10. Faça reposição de vitamina D, pela falta de exposição ao sol orientada por nutricionistas ou médico assistente. Outras fontes de obtenção do nutriente são peixes como atum, sardinha e salmão.

11. Em locais com lareiras é importante ter cuidado com manipulação do fogo e intoxicação pelo monóxido de carbono devido a janelas fechadas.

Cinco Benefícios da Convivência Com Animais Para Idosos


Não é de hoje que os animais domésticos estão presentes nos lares de muitas famílias. E engana-se quem acha que os cachorros são os preferidos por ter a finalidade de proteger a casa. Assim como os cães, outros bichinhos têm conquistado significativamente espaço nas residências de muitas pessoas, como os gatos por serem excelentes companheiros.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de estimação (Abinpet), os cães apresentam cerca de 35,7 milhões nos domicílios contra 19,8 milhões de felinos. Hoje, estima-se que 44% dos lares brasileiros possuem animais de estimação. A razão para o crescimento desse número se dá também pelo fato dos animais de estimação trazerem benefícios para a saúde física e mental do seu dono.

Para quem chegou à terceira idade e tem por consequência a solidão, seja por causa do falecimento do conjugue ou porque os filhos já estão casados, a presença de um animalzinho no dia a dia ajuda a combater o isolamento e estimula o idoso a praticar atividades físicas que são realizadas ao passear ou brincar com o pet. Veja cinco benefícios da convivência com animais para quem já está na melhor idade:

1. Estimula a interação social: os animais precisam de passeios diariamente. Sendo assim, nessas caminhadas em parques ou pela vizinhança é possível interagir com outras pessoas, conhecer novos lugares e estimular a comunicação;

2. Aumenta a disposição: normalmente, o ideal é caminhar ao menos uma hora com o seu pet. Essa atividade promove sensação de bem estar e contribui para a saúde mental, já que os estímulos recebidos ao caminhar aumentam a coordenação motora e fazem com que o cérebro responda a estímulos visuais, sonoros, táteis e olfativos;

3. Melhora o humor: ao brincar com o cachorro ou gato, as taxas de serotonina – neurotransmissor que atua regulando o bom humor, sono, apetite e alivia a dor – são elevados. Diante disso, diminuem os níveis de ansiedade, proporcionando sensação de conforto, calmaria e melhora do ânimo no idoso;

4. Previne doenças: estudos realizados em vários países apontam que os tutores de cães e gatos, nessa etapa da vida, sofrem menos de depressão, problemas relacionados à pressão sanguínea, frequência cardíaca e capacidade motora, por causa da prática de exercícios em companhia do animal;

5. Aumento da expectativa de vida: a ciência já comprovou que quem convive com eles são mais felizes, saudáveis e vivem mais. Pesquisas realizadas em pacientes que receberam alta de uma unidade coronariana apontaram que quem possuía animais em suas residências viviam mais. Isto porque a convivência com os bichos aumentava a sensação de bem estar e, por consequência, elevava a expectativa de vida.

Com todos esses benefícios, o que você está esperando para adquirir um animalzinho de estimação?

sábado, abril 30

Fraturas nas costelas podem ter consequências graves em idosos


Impressionante como as quedas vão se tornando cada vez mais frequentes em idosos. Eu, pelo menos, tenho várias amigas que caíram, com sérias consequências, como fraturas de fêmur, quadris, com recuperação muito difícil.

Posso dizer que sou uma mulher de sorte pois escorreguei no terraço da minha casa e batí as costas com uma violência inacreditável, sentindo uma dor insuportável. Fui ao médico, fiz exames de raio X e por sorte nenhuma fratura foi constatada. Uma semana depois voltei ao mesmo médico pois as dores estavam insuportáveis. Foi feita uma tomografia e mais uma vez o resultado foi negativo. Mas, o médico me avisou- a senhora vai precisar de muita paciência, pois não há o que fazer a não ser tomar um analgésico, pois a dor vai persistir por pelo menos um mês. Posso dizer que não é brincadeira, ela é mesmo insuportável. Imagino como seria se tivesse fraturado uma costela. O Dr. Renato Poggetti, cirurgião e coordenador do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho explica porque fraturas em costelas são mais graves em idosos e porque a imobilização do osso comprometido não se aplica na maioria dos casos. .

As costelas fazem parte da estrutura óssea da parede torácica, que se encontra permanentemente em movimento, durante a inspiração e a expiração. “Esses movimentos somados a outros mecanismos respiratórios fazem com que os pulmões recebam o ar com oxigênio e eliminem o ar com dióxido de carbono permitindo a oxigenação do nosso corpo, o que é fundamental para a manutenção da vida”, explica o médico. Assim sendo, a consolidação da fratura de costela ocorre mesmo com ela em movimento. Qualquer imobilização que restrinja o movimento das costelas pode ser muito prejudicial à respiração do indivíduo.


Em pessoas jovens, com boa reserva fisiológica e sem doenças pré-existentes o processo de consolidação das fraturas de costelas é melhor tolerado ocorrendo entre três e quatro semanas, sem grandes complicações. Em pessoas com idade acima de 65 anos, porém, a recuperação desse tipo de fratura pode ser um pouco mais lenta, podendo ultrapassar quatro semanas. “O idoso tem uma reserva fisiológica menor por conta do envelhecimento, e também por causa da alta incidência de doenças crônicas degenerativas associadas”, salienta o Dr. Poggetti.

O objetivo do tratamento do trauma torácico com fraturas de costelas é controlar a dor para manter a fisiologia normal da respiração apesar da fratura. As ações incluem a analgesia agressiva (controle da dor) e o estímulo à respiração, que pode ser feito de duas maneiras:

Ø Passiva: com o paciente respirando mais profundamente e movimentando adequadamente a caixa torácica

Ø Ativa: quando são utilizados equipamentos que levam ar para os pulmões com o uso de pressão positiva.

É importante salientar que o corpo do idoso costuma trabalhar próximo do limite da capacidade da maioria de seus sistemas orgânicos. Frequentemente, o idoso também é portador de doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose, insuficiência renal, doença pulmonar crônica etc. Assim, o idoso pode demorar mais tempo para consolidar as fraturas de costelas e também possui maior risco de complicações como pneumonia e infecção. “Há ainda o risco de outras doenças degenerativas que dificultam o tratamento, como as demências. “Quando necessário a vítima de trauma torácico com fraturas de costelas é melhor assistida com internação hospitalar”, afirma o Dr. Poggetti.


A suspeita de fraturas de costelas é feita com a ocorrência de trauma torácico e a existência de dor no local do trauma. A dor em geral piora com a movimentação do tórax e com a respiração. A dor também pode piorar com a palpação principalmente na costela e no local onde houve a fratura. Pode ou não existir inchaço e mancha roxa no local do trauma.

É importante procurar imediatamente ajuda médica para que seja iniciado o tratamento e para que sejam descartadas consequências mais graves, como hemorragias. “Quanto mais rápido for feito o diagnóstico, melhor a chance de o paciente se recuperar sem sequelas”, finaliza o especialista.

Na terceira idade, cuidado redobrado com a hidratação da pele


A partir dos 60 anos é importante aumentar a ingestão de líquidos e uso de hidratantes

Perda de elasticidade da pele, redução da camada de gordura e diminuição das secreções sebáceas fazem parte do processo de envelhecimento. Por isso, a hidratação da pele não pode ser esquecida por quem já chegou à terceira idade. “A pele acaba precisando de uma hidratação melhor, que deve ser interna, por meio de ingestão de líquidos e alimentos, e também com uso de produtos que podem ser aplicados na pele”, explica a dermatologista e professora da Universidade Positivo, Katia Scheylla Malta Purim.Ambos os tipos de hidratação têm recomendações específicas. Para se hidratar “de dentro para fora”, por exemplo, o geriatra do Hospital Marcelino Champagnat José Maria Tupiná Machado recomenda que os idosos consumam de 30 a 50 mililitros de líquidos por quilo de peso por dia, mesmo sem sentir sede, já que a sensibilidade à sede diminui com o passar dos anos. “Quando eu motivo o idoso a se hidratar, em geral, falo em ‘tomar líquido’, não em ‘tomar água’, porque ele não perde apenas água, perde uma série de íons”, esclarece o médico. Além de água, ele recomenda a ingestão de água de coco, gelatina, chás e sucos, além de frutas ricas em líquidos (cítricas, principalmente).


Opções

Os cremes e loções hidratantes vêm para ajudar a hidratar e manter a pele sadia, contribuindo também para uma sensação de bem-estar, pois a pele seca pode coçar ou descamar. Para regiões mais secas, como os pés e as mãos, os especialistas recomendam o uso de cremes que contenham silicone e óleos vegetais e minerais, que realizam a chamada hidratação por oclusão (redução da perda de água pela pele). Para regiões mais delicadas, como o rosto, a orientação é que se use produtos com ureia ou pantenol. “Eles vão reter um pouco de água, mas darão à pele a sensação de toque suave”, diz Katia.

Alguns produtos além de hidratar, ajudam a restaurar a barreira lipídica da pele, protegendo-a do ressecamento, e outros mais oleosos, são recomendados para quem sofre de alguma condição específica, como a psoríase, que causa a intensa descamação da pele. Para determinar qual o melhor tipo de hidratação e o produto mais indicado para cada caso, porém, a recomendação é que as pessoas passem por uma avaliação médica.



Barreira lipídica da pele

O manto natural de lipídios protege a pele do ressecamento, o qual, além de envelhecer, pode causar rachaduras e fissuras por onde micro-organismos podem entrar na pele, causando infecções. Por isso, os cuidados para a manutenção dessa barreira são essenciais.

Desidratação crônica

Segundo o geriatra do Hospital Marcelino Champagnat José Maria Tupiná Machado, a popular ideia de que o idoso é um “desidratado crônico” está errada e precisa ser desmentida. Machado diz que a proporção do peso de um idoso que corresponde à água é menor do que a de crianças e adultos, por isso ele tem uma necessidade um pouco menor de líquidos. Por outro lado, isso facilita o processo de desidratação, já que a reserva de líquido dos idosos é menor.


30 a 50 mL/kg

A recomendação do médico do Hospital Marcelino Champagnat é que o consumo de líquidos seja calculado a partir do peso da pessoa, considerando a menor necessidade de líquidos que os idosos têm em relação às pessoas mais jovens. “Quanto mais velho, mais próximo de 30 ml/kg. Quanto mais jovem, mais próximo de 50 ml/kg”, diz o médico. Isso significa que uma pessoa de 70 anos, pesando 70 kg, deve consumir, em média, 2,8L de líquidos por dia.


Outras dicas

Hidratante: o melhor momento para passá-lo é logo após o banho, quando os poros ainda estão dilatados e o produto é melhor absorvido.

Banho quente: deve ser evitado, porque promove perda hídrica. O melhor é que a água esteja morna ou fria.

Sabonete: optar por sabonetes neutros, sem desengordurantes (exceto se a pele for oleosa), e não exagerar no uso do produto.

Esponja de banho: além de contribuírem para a remoção da barreira natural da pele, as esponjas podem machucar peles mais velhas, que são mais finas e delicadas, então a orientação é evitá-las.


quinta-feira, fevereiro 25

Idosos ganham indenização após loja negar uso de banheiro de Cariacica


Segundo a decisão do juiz , o casal foi submetido a uma situação vexatória diante de várias pessoas que também faziam compras no local, em Cariacica.

Uma loja de eletrodomésticos, em Cariacica, na Grande Vitória, deverá indenizar um casal de idosos em R$ 10 mil após negar acesso ao banheiro de funcionários aos clientes. Por conta da negativa do estabelecimento, um dos idosos foi submetido a uma situação vexatória diante de várias pessoas que também faziam compras no local.

Segundo a decisão do juiz da 1ª Vara Cível, Órfãos e Sucessões do Fórum do Município, Camilo José D´ávila Couto, o valor indenizatório deve ser pago da seguinte maneira: R$ 5 mil para cada um dos idosos, com correção monetária e acréscimo de juros.

Em maio de 2013, o casal foi até a loja para comprar ventiladores. Depois de alguns minutos da chegada ao estabelecimento, o idoso, que estava acompanhado de sua esposa, perguntou ao funcionário que o estava atendendo se podia usar o banheiro do local, sendo informado que o único sanitário disponível era apenas para uso dos funcionários.

Após perceber o incômodo do homem, outro funcionário da loja permitiu que o banheiro fosse usado, porém, por conta da demora em solucionar o impasse, o idoso não conseguiu segurar a vontade e, antes de chegar ao sanitário do estabelecimento, acabou evacuando nas dependências da loja.

De acordo com os autos, a situação foi muito constrangedora para o idoso e sua esposa, uma vez que, além de serem expostos diante de outras pessoas que estavam no local, ainda tiveram que se dirigir a outros estabelecimentos comerciais para comprarem novas roupas.

O magistrado entendeu que a conduta da loja contribuiu para que o casal fosse exposto ao ridículo, tendo que passar uma situação humilhante diante de outras pessoas. O juiz ainda ressaltou de maneira negativa o fato da empresa não disponibilizar banheiros para uso de clientes, principalmente idosos.

quarta-feira, fevereiro 17

Pensão alimentícia contra os avós

A pensão alimentícia dos netos contra os avós é uma realidade. Caso o pai ou mãe processado não seja capaz de dar sustento aos filhos, então os avós entram na linha de frente da obrigação.

Alimentos Avoengos! Achou o nome feio? Pois a situação é mais ainda... O tema tem trazido arrepios nas espinhas de muitos idosos.

A pensão alimentícia dos netos contra os avós é uma realidade. Sim. Você já criou seus filhos e agora pode ter que repetir a dose com os netos. O aumento do número de divórcios, filhos fora do casamento e outras situações que deixam o menor sob guarda de apenas um dos pais são as causas usuais dos pedidos de pensão. Caso o pai ou mãe processado não seja capaz de dar sustento aos filhos, então os avós entram na linha de frente da obrigação. Se você tem uma situação assim na família, então pode estar em risco de sofrer uma demanda judicial por alimentos de seus pequeninos.

O que fazer para se defender caso isso aconteça 

O primeiro passo é procurar rapidamente seu advogado de confiança e, caso não possa pagar um, procure a Defensoria Pública do Estado na sua cidade. O avô ou avó Requerido pode defender-se, alegando não ser o único devedor e que outros existem, pelos quais tal encargo deve ser distribuído. Isso irá reduzir o valor a ser pago em caso de condenação, pois o juiz irá dividir a obrigação por todos os devedores na proporção das respectivas posses. Você pode demonstrar, também, que simplesmente não pode contribuir para tais alimentos, ocasião em que será simplesmente excluído.

Mas a principal linha de defesa a ser adotada é provar que o pai ou a mãe que pede os alimentos não está totalmente incapacitado de cumprir com seu dever legal e moral de sustentar os filhos. Por exemplo: uma mãe que cria os filhos sozinha pode pedir pensão ao pai destes. Caso o pai dos menores venha a falecer, ou seja preso e não contribua com os alimentos, poderá propor em juízo uma ação contra os avós das crianças. É necessário, porém, provar a absoluta falta de condições da mãe de dar o mínimo aos filhos para poder cobrar dos avós.

Caso você seja demandado em juízo neste sentido, lembre-se de que pode e deve chamar para o processo todos os avós da criança. A responsabilidade dos avós quantos aos alimentos é complementar e deve ser diluída entre os paternos e maternos, ou seja, não apenas os genitores do pai falecido ou preso têm que ser demandados, mas também os maternos. A mãe das crianças não pode poupar os próprios pais.

Polêmica

Assunto que ainda está bastante controvertido é a possibilidade ou não de prisão civil dos avós, que, condenados em alimentos por sentença, deixem de pagar. Ainda não há na lei artigo específico, e cabe aos juízes e Tribunais analisar caso a caso o cabimento ou não de prisão. 

A opinião deste colunista é de que a cobrança de alimentos contra os avós é uma situação absurda, e a possibilidade de prisão ainda mais, pois trata-se de pessoas que já cumpriram sua cota de responsabilidade, na criação dos filhos e no trabalho, e cabe ao Estado, por meio de políticas públicas, garantir o sustento de crianças cujos pais faltem, e não aos avós. 
Por: Thiago Bonatto Longo
Advogado, trabalha com causas cíveis, familiares, 
empresariais e trabalhistas na Advocacia Assessoria Jurídica 
(OAB/SP 220.148)

segunda-feira, janeiro 25

Vela teria provocado incêndio que matou dois idosos em João Pessoa

Uma vela acesa em um oratório é apontada como a causa mais provável de um incêndio que matou dois idosos na manhã deste sábado (23) em João Pessoa. Um homem de 92 anos e uma mulher com idade estimada em 83 anos morreram dentro do quarto em que dormiam no apartamento 404 de um prédio no bairro do Bessa. A causa provável das mortes foi asfixia.

O trabalho de perícia dentro do local durou cerca de três horas. De acordo com os primeiros levantamentos da perícia, a posição dos corpos indica que o homem deve ter tentado proteger a mulher. A tenente bombeiro Alana disse que "provavelmente os dois estavam dormindo".

"Ele estava caído perto da porta, como se tivesse tentado sair", conta

Sobre a hipótese da vela ter iniciado o incêndio, o perito Lúcio Flávio Almeida conta que as vítimas "tinham um local que eles faziam como um santuário". Tanto a rede elétrica quanto a cozinha estavam em perfeita situação, o que descartaria um curto circuito, identificou o perito. Os vizinhos sentiram cheiro de fumaça e acionaram os bombeiros por volta das 6h (horário local) e alguns tentaram arrombar a porta do apartamento, mas já havia muita fumaça.

Alguns conseguiram quebrar a janela da cozinha, mas não conseguiram avançar no apartamento por conta da fumaça. Os Bombeiros conseguiram identificar que o casal é de Salvador, mas alguns familiares foram até o local. De acordo com informações do Instituto Médico Legal (IML) de João Pessoa, o trabalho de necrópsia no corpos das duas vítimas foram concluídos. Até às 17h30 os parentes dos dois idosos ainda eram aguardados para a liberação dos corpos.

domingo, janeiro 10

Na Finlândia, há quem viva num lar de idosos aos 20 anos


Projeto para fomentar relações entre duas gerações diferentes e oferecer alojamento mais barato aos jovens começou esta semana

É comum, na Finlândia, que os jovens saiam de casa dos pais aos 18 anos. Mas as dificuldades para arranjar emprego estável têm obrigado os finlandeses - assim como tantos outros jovens em toda a Europa - a deixar a casa da família cada vez mais tarde. Também não ajuda o mercado de arrendamento: segundo um índice da Global Property Guide, a capital finlandesa é a 16.ª cidade, a nível mundial, onde sai mais caro arrendar uma casa, pior do que em Genebra ou Nova Iorque. Apesar de haver, em Helsínquia, a possibilidade de ficar com um dos imóveis geridos pela cidade, com preços mais acessíveis, a lista de espera é extensa.

Por isso, os responsáveis do município decidiram procurar alternativas para os jovens e lançaram o projeto 'Oman Muotoinen Koti', que se traduz como "a casa que se adapta". A ideia, conta a CNN, é oferecer aos mais jovens alojamento a preços acessíveis, pequenos estúdios dentro de lares de idosos, com uma condição para os arrendatários: que dediquem pelo menos cinco a três horas do seu tempo semanal aos novos vizinhos.

Segundo Miki Mielonen, representante do departamento da juventude da cidade de Helsínquia, há por trás deste conceito um duplo benefício: para os jovens, que conseguem casas mais baratas, e para os mais velhos, sem grandes hipóteses de convivência fora dos lares.

A inspiração foi um programa semelhante lançado na cidade de Deventer, na Holanda, que oferece alojamento gratuito aos estudantes universitários em troca da interação social com os idosos. Quando a proposta foi lançada em Helsínquia, no final do ano passado, foi um êxito: só nos primeiros dias teve cerca de 300 solicitações através do Facebook. Não é difícil perceber porquê, dizem os autores dos pedidos: os apartamentos tipo estúdio têm 23 metros quadrados com casa de banho, espaço de arrumação, cozinha e varanda.

O aluguel no lar de idosos custa 250 euros por mês, cerca de um terço do preço médio do arrendamento na capital finlandesa, esclarece o governo. Os participantes no programa, por outro lado, consideram que a condição de conviver com os idosos nem sequer é um sacrifício, mas uma "oportunidade": "Eles já viveram muitos anos e têm muitas experiências. Respeito isso, portanto posso escutar se quiserem contar-me algumas histórias", disse à CNN Veera Dahlgren, uma jovem de 18 anos que se candidatou a um dos estúdios.

Os responsáveis pelo projeto garantem mesmo que todos os jovens que responderam ao anúncio estão dispostos a dedicar mais do que as três a cinco horas pedidas aos novos vizinhos. Após um rigoroso processo de seleção, os que foram escolhidos têm capacidades que lhes permitem participar em várias atividades, desde 'workshops' de culinária ou tocar um instrumento para os mais velhos.

Apesar de reconhecerem que alguns dos idosos não quererão partilhar o seu espaço com os mais novos, a expetativa da câmara de Helsínquia é de que se criem relações positivas e laços entre duas gerações.

terça-feira, janeiro 5

Quem disse que o sexo perde o seu encanto na terceira idade?


Na terceira idade, a prática sexual tem lá suas diferenças, mas continua fazendo bem, oferecendo prazer e sensação de bem-estar. Cerca de 50% das pessoas acima de 60 anos – casadas ou que têm parceiros sexuais - relatam a prática de sexo a cada 15 dias mais ou menos.

"Além do sexo como o conhecemos, uma carícia, um toque ou uma troca de intimidades, muitas vezes, é sensual e tem o mesmo grau de prazer na terceira idade que o sexo tradicional tem para o jovem", explica o geriatra do Einstein, Dr. Fabio Nasri.

"As pessoas se esquecem de que os mais velhos continuam tendo desejos, projeções, fantasias e afeto, que muitos jovens, inclusive, estão perdendo", diz.

A terceira idade

Em países mais jovens e menos desenvolvidos, são consideradas da terceira idade as pessoas acima de 60 anos - é o caso do Brasil. Nos mais desenvolvidos e com uma população mais velha - como os Estados Unidos e os países europeus, aquelas acima de 65 anos.

Uma nova revolução

O surgimento do famoso medicamento azul para disfunção erétil, em 1998, provocou uma nova revolução sexual - essa repleta de possibilidades para os integrantes da terceira idade.

O medicamento pegou muitos casais de surpresa. Vários deles não praticavam o sexo há um bom tempo. Com a novidade, os homens sentiram-se dispostos a procurar por suas mulheres novamente, que nem sempre estavam preparadas para recomeçar uma vida sexual ativa.

Como se sabe, as mulheres tendem a cuidar mais da saúde do que os homens porque visitam seus médicos regularmente. Depois deste medicamento, o sexo tornou-se novamente um assunto em pauta no consultório.

Para aquelas interessadas em recomeçar uma vida sexual com seus parceiros, a questão da lubrificação vaginal é a dúvida mais comum. E não há complicações: hormônios locais, aplicados em forma de cremes diretamente na vagina, possibilitam um retorno normal à prática sexual.

Com o passar dos anos, um pesadelo que aterroriza alguns jovens vai deixando de ser um bicho de sete cabeças. Com a idade, os homens passam a demorar mais para ejacular e, por isso, a ejaculação precoce deixa de ser um problema.

Dificuldades e contraindicações

Não há contraindicações para o sexo na terceira idade, apenas restrições temporárias como, por exemplo, para quem acabou de passar por uma cirurgia – as mesmas indicadas para qualquer idade.

Algumas dificuldades de um corpo mais maduro, porém, podem impedir ou atrapalhar a prática. Para as mulheres, dores reumáticas e incontinência urinária são as principais. No segundo caso, aplicação de hormônio local pode conter o problema.

No caso dos homens, hipertensão e complicações com a próstata são as principais chatices.

Cerca de 50% dos que passaram dos 60 anos no Brasil são hipertensos; e os remédios para pressão tendem a diminuir a potência sexual. A boa notícia é que já existem medicamentos com menos efeitos colaterais desse tipo.

Pacientes com câncer de próstata que tiveram a produção de testosterona bloqueada podem ter dificuldade de ereção, assim como os que fizeram cirurgia para a retirada do órgão. Atualmente, porém, existem técnicas de extração da próstata que conseguem preservar, em alguns casos, os nervos responsáveis pela ereção.

Para pacientes com doenças coronárias ou problemas pulmonares, a indicação é que conversem com seus médicos e que realizem exames para avaliar a sua capacidade física. "No caso do coração, por exemplo, um teste ergométrico nos dá uma ideia de como o órgão se comportaria na hora do sexo", explica o médico.

Alerta

Os medicamentos para disfunção erétil são contraindicados para pacientes com doenças das coronárias ou que tomam medicamentos vasodilatadores, já que eles mesmos são deste tipo, o que pode levar o paciente a sofrer uma vasodilatação excessiva.

Frequência e orgasmo

"É natural que, nessa faixa etária, a frequência sexual seja menor. Mas devemos considerar que a noção de sexo para eles é mais ampla. Muitos se satisfazem com as carícias. Nessa fase existe uma desobrigação do orgasmo e, com menos expectativas, muitas vezes a relação fica mais prazerosa", afirma o geriatra.

Fertilidade na terceira idade

Diferente da menopausa – fenômeno que encerra os ciclos menstruais e ovulatórios de uma única vez – a andropausa (que acontece nos homens) acontece gradativamente com o passar dos anos.

Por isso, enquanto o homem produzir espermatozoides ele pode engravidar uma mulher. A diferença é que a produção será cada vez menor e o caminho até o óvulo ficará mais difícil. Por esta razão, muitos casais de homens mais velhos com mulheres mais jovens procuram inseminação artificial quando optam por ter um bebê.

Consenso é fundamental

Com a menopausa, a queda na libido da mulher é natural e elas começam a procurar menos por seus parceiros. Para elas, será cada vez mais importante sentirem a presença do homem, sua proximidade e suas carícias. "Nessa fase, especialmente se o homem toma algum medicamento para disfunção erétil ou continua sexualmente ativo, conversar e entrar em consenso é fundamental para não haver atrito entre os dois", recomenda o Dr. Fábio Nasri.

Ainda sem perspectiva de um medicamento para as mulheres, a utilização de testosterona no combate à perda de massa muscular e óssea tem se mostrado positiva para elas. O tratamento acaba ajudando no aumento da libido.

Felicidade na terceira idade

Considerando a história do ser humano, a terceira idade é praticamente uma novidade. A expectativa de vida no Brasil em 1900, por exemplo, era de 33 anos. Hoje, é de 75. "Envelhecer é novo e muitos idosos ainda têm dificuldade de lidar com as perdas que vieram com o fim da chamada segunda idade, como a capacidade e a frequência sexual, a perda de amigos, de trabalho e até financeira", avalia o Dr. Nasri.

"Aqueles que entenderem o seu envelhecimento e entrarem em consenso com as suas novas características, terão menos dificuldade em lidar com a sua terceira idade. Já aqueles que não aceitarem, tentarão ter atitudes de jovens por acreditar que estarão envelhecendo menos. Mas envelhecer é natural e quanto mais cedo nos prepararmos, melhor será a nossa aceitação", conclui o médico.

Paz!