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sexta-feira, dezembro 4

Os 12 Alimentos Ótimos Para a Memória

 

Os alimentos para ótima para a memória são Peixe, Frutas e fontes de omega 3. No decorrer da vida, as células, inclusive as do cérebro, são danificadas pelos radicais livres que levam a uma diminuição no ritmo de produção de energia. A ação destes componentes compromete a atuação dos neurônios, provocam o desaparecimento das sinapses e reduz a capacidade de comunicação entre as células e dessa forma prejudica o funcionamento mental.
Após anos de exposição aos radicais livres, os neurônios podem ser destruídos e com isso podem provocar doenças como Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas do cérebro. Além disso, existe um grupo de alimentos que pode contribuir para melhorar a concentração e a capacidade e o estímulo da memória. Que tal inclui-los na sua alimentação diária e deixar seu cérebro tinindo. Então, confira os 12 alimentos ótimos para a memória.
1. Abacate: O Abacate é uma excelente opção de alimentos ótimos para a memória. Pois, ele Possui vitamina B 3 (niacina), que participa da manutenção de substâncias químicas nervosas e hormônios que regulam a memória. Além disso, o Abacate contém nutrientes que ajudam a formar um neurotransmissor, a acetilcolina, substância que faz a comunicação de uma célula com outras.
2. Linhaça: A Linhaça costuma ser apontada como forte aliada do emagrecimento, pelo seu poder de saciar quem a consome. No entanto, por ser rica em ômega 3, ela também é muito boa para aqueles que desejam dar um “up” na memória. Para extrair o nutriente de sua estrutura, é importante comê-la na forma triturada ou germinada (depois de ficar de molho na água). A conservação do alimento deve ser em vidros escuros e local fresco, para manter por mais tempo suas propriedades. portanto, a linhaça é um belo exemplo de alimentos ótimos para a memória.
3. Amêndoa: A Amêndoa é uma boa alternativa de alimentos ótimas para a memória. Pois, ela contém vitamina B12 (riboflavina) que regula a glutationa, um dos maiores protetores celulares contra a ação dos radicais livres.
4. Ovo: O Ovo é rico em vitamina B12, que ajuda na formação dos componentes das células do cérebro fazendo com que funcionem corretamente. Além disso, a gema do ovo tem acetil-colina, que é importante para as funções de memorização do cérebro.
5. Azeite: Estudos realizados mostraram que o Azeite de oliva cru, ou “in natura”, possui gorduras saudáveis para o cérebro que auxiliam na formação de uma capa que, praticamente, todas as células do tecido nervoso têm, a mielina. portanto, o Azeite é um belo exemplo de alimentos ótimos para a memória.
6. Sementes de Abóbora: A Sementes de Abóbora é um alimento ótimo para memória. Pois, ele é rico em ômega 3 e zinco. As sementes são perfeitas para quem é vegetariano (principalmente os que não consomem peixes). As sementes contribuem na manutenção da parte do cérebro que equilibra a função sensorial. Podem ser consumidas em lanches, saladas e até mesmo junto com o mingau de aveia no café da manhã.
7. Salmão: Entre as carnes, o Salmão é uma ótima fonte de ômega 3 e, por isso, tem um grande potencial para melhorar o desempenho cognitivo e o funcionamento do cérebro, para gravar informações. Outros benefícios do alimento são a redução dos níveis de colesterol, melhoria no funcionamento do coração e aumento na eficiência dos receptores de serotonina no cérebro, proporcionando um humor bem melhor.
8. Batata Doce: A Batata Doce é uma excelente alternativa de alimentos ótimos para a memória. Pois, ela é rica em vitamina B3 (niacina) que participa da manutenção de substâncias químicas nervosas e hormônios que regulam a memória.
9. Gérmen de Trigo: O Gérmen de Trigo é rico em Vitamina B6, que ajuda a regular a transmissão da informação entre as células do cérebro.
10. Mirtilos: Os Mirtilos possuem uma concentração de antioxidante e ricos em Vitamina C, eles têm sido usados em diversos estudos para combater a perda de memória de curto prazo. Alimentar-se da fruta contribui para a coordenação e equilíbrio, entre outros benefícios. Você pode prepará-lo para fazer sucos ou smothies ou ingeri-los como fruta em seu formato normal.
11. Uva: As Uvas são frutas bastante benéficas, pois, além de terem fisetina, como o tomate, as vermelhas e roxas são ricas em flavonoides. Ambas as substâncias são importantes porque protegem o sistema nervoso, influenciam na regulação da morte de neurônios e na regeneração dessas células. Os flavonoides, também presentes no suco de uva, vinho tinto, cacau e amoras, ainda são muito úteis para quem busca lutar contra inflamações, hemorragias, alergias e prevenir o câncer.
12. Avelã: Avelã é uma boa opção de alimentos ótimo para a memória. Pois, ele é rico vitamina B1 (Tiamina), essencial para a transformação de glicose em energia, aumentando significante a formação de ATP (Adenosina Trifosfato), responsável pelo armazenamento de energia.

sexta-feira, outubro 16

Memória



Esquecer um número de telefone, o que almoçou na semana passada ou onde anotou um endereço importante é normal. Entretanto, colocar a culpa desses esquecimentos na memória nem sempre está correto. Muitas vezes o problema é a falta de atenção.
“A memória é uma forma de registrar informações, como se fosse um arquivo e, como todo processo de arquivamento, exige atenção”, define dr. Fábio Nasri, médico do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
No livro Questões sobre memória, o médico Iván Izquierdo, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), define memória como a aquisição, conservação e evocação de informações. O aprendizado é a aquisição dos dados e as lembranças são a evocação do que foi armazenado; logo, o esquecimento é a falta de evocação.

Para absorver e registrar informações que possam ser lembradas é preciso estar atento. As informações absorvidas com atenção são julgadas como úteis pelo cérebro e, por isso, armazenadas.

Mecanismos de funcionamento

A memória é um processo complexo que utiliza os cinco sentidos para captar informações e envolve diferentes habilidades e estágios. Falhas em qualquer uma das etapas pode resultar na perda da informação.


Atenção: habilidade de estar atento para absorver as informações.
Registro / Codificação: registro inicial da informação, assim que é recebida pelo cérebro. Nesse estágio é determinado se o dado será armazenado ou não e isso vai depender da atenção despendida e do quanto a informação é significativa.

Armazenamento: se a informação foi registrada, ficará armazenada na memória de longo prazo.

Consolidação: processo de utilização da informação que foi armazenada. Caso um dado não seja utilizado com frequência, será descartado pelo cérebro.

Evocação / Lembrança: resgate da informação, seja voluntariamente ou porque se fez necessária em algum momento.
A cada informação, uma memória.

É possível classificar a memória de duas formas

De acordo com a duração da informação:

Memória de trabalho 
Estágio inicial que depende da atenção, dura pouco tempo depois de terminado o evento a que se refere. É utilizada para guardar um número de telefone enquanto está sendo discado. Logo depois, o número é descartado pelo cérebro.

Memória de curta duração ou recente 
O cérebro armazena a informação tempo suficiente para que ela seja utilizada – isso pode corresponder a minutos, horas e até dias. A informação guardada pode ser algo lido no jornal, por exemplo.

Memória de longa duração 
Responsável pela lembrança de episódios ou fatos que aconteceram no passado, também é chamada de memória autobiográfica.
De acordo com o conteúdo da informação ou a função:
Memória prospectiva 
Dá a capacidade de lembrar o que deve ser feito no futuro e exige planejamento. Com essa memória é possível saber que há uma reunião marcada para as sete horas.

Memória verbal

Lembrança de eventos que envolvem palavras como, por exemplo, uma história contada por alguém ou a letra de uma música.

Memória Visual

Utilizada para lembrar de figuras ou imagens.

Memória de procedimento

Envolve a lembrança de um procedimento associado a uma habilidade motora ou hábito, como andar de bicicleta, nadar ou dirigir.


Falhas frequentes



Em geral, os problemas de memória começam a se apresentar depois dos 60 anos. Nas pessoas mais jovens, as falhas frequentes estão relacionadas a outros problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção. “Quem dorme mal, pode mostrar-se mais irritado e com menor capacidade de concentração durante o dia, o que vai incidir diretamente na memória”, explica Camila Prade, neuropsicóloga do Centro de Reabilitação do HIAE.

Segundo a neuropsicóloga, a atenção é uma das funções mentais mais atingidas em casos de estresse, depressão, ansiedade e fadiga e, por consequência, os problemas começam a aparecer na memória. “Quando lidamos com muitas informações, nosso cérebro prioriza algumas e descarta outras, assim detalhes como ‘onde está a chave do carro’ podem ser esquecidos e confundidos com problemas de memória”, completa.

Doenças degenerativas


Desde o nascimento, o ser humano perde e repõe neurônios – células nervosas responsáveis pela produção e condução dos estímulos. Com o envelhecimento, a capacidade de reposição dessas células diminui. “Os resultados são as primeiras falhas de memória, como o esquecimento de fatos recentes e nomes”, explica o dr. Nasri.

O aumento da expectativa de vida acarretou mais casos de doenças degenerativas cerebrais. A principal delas é o Mal de Alzheimer o tipo mais frequente de demência, caracterizado pela perda progressiva das funções intelectuais.

Segundo o dr. Nasri, os primeiros sinais da doença se manifestam por meio da perda de memória. Os familiares devem estar atentos quando o idoso passa a esquecer nomes e fisionomias com muita frequência, além de compromissos e datas. Outros sinais são falta de assunto e iniciativa, incapacidade de manter um diálogo e respostas monossilábicas.

Memória afiada


Para manter a memória saudável e eficaz é preciso começar a treinar desde cedo. E não basta ler livros ou jornais, é preciso também dialogar, expor opiniões. “Durante a atividade argumentativa, o cérebro é requisitado para opinar e replicar, assim a argumentação é fundamental para a memória. Ao ler um livro, a pessoa pode apenas guardar a informação sem discuti-la, o que não tem o mesmo efeito no cérebro”, afirma o geriatra.


Algumas orientações para quem quer manter a memória afiada:
- Alimentação saudável, com baixo teor de gordura para prevenir doenças vasculares;
- Prática de atividades físicas;
- Estilo de vida menos estressante
- Boa qualidade de sono;
- Estímulo da atividade mental com hobbies e leituras;
- Organização de compromissos;
- Intervalos frequentes entre as atividades para garantir melhor nível de concentração.
- Tratamentos
Quando as falhas na memória tornam-se frequentes e passam a atrapalhar seriamente o cotidiano, é preciso buscar a ajuda de um especialista. Não é possível prevenir os problemas de memória com medicação, mas já existem medicamentos que atrasam a evolução de doenças degenerativas.“Nos próximos cinco anos teremos novidades em remédios para os problemas de memória, um dos males mais pesquisados hoje ”, afirma o dr. Nasri.

O Hospital Israelita Albert Einstein oferece uma avaliação neuropsicológica, muito importante no diagnóstico dos problemas que podem levar a falhas de memória. “Trata-se de um exame que investiga o funcionamento mental por meio de testes relativos às várias funções, como atenção e raciocínio lógico”, explica Camila Prade.

O tratamento é feito por meio da reabilitação neuropsicológica, que treina as funções afetadas e visa criar novas estratégias para compensar as funções prejudicadas. “Utilizamos estratégias compensatórias bastante eficazes, como o treinamento para uso de agenda”, explica a neuropsicóloga. A família também recebe orientação para aprender a conviver com as novas limitações do paciente.


quarta-feira, julho 15

Exercício para a mente é tão importante quanto para o corpo... Sue a camisa e use a cabeça


Jogos de tabuleiro, jogos online ou passatempos impressos estimulam a memória e previnem o aparecimento de doenças degenerativas como o Alzheimer.

Se a sorte no jogo traz azar no amor, não se sabe ao certo... Mas que jogar traz consequências muito benéficas à saúde mental, é fato!

Ao contrário do que se pensa, passar uns minutinhos fazendo palavras cruzadas, jogando jogos de tabuleiro ou mesmo navegando na internet brincando com alguns aplicativos não é coisa de “desocupado”, pelo contrário, atividades desse tipo acabam contribuindo – e muito – para evitar doenças degenerativas como Alzheimer, além de estimular a criatividade, raciocínio lógico, linguagem e memória.

Lado afetivo e estratégia

O que acontece é que os jogos acabam formando e fortalecendo sinapses cerebrais – isso sem mencionar o desenvolvimento de um pensamento lateral rápido, ótimo para solucionar pequenas questões do dia a dia. Os jogos também contribuem para desenvolver o lado afetivo e interpessoal, aproximando o jogador de outros – no caso de jogos coletivos –, sejam eles oponentes ou do mesmo time.

Alguns tipos de brincadeiras induzem o uso de estratégia, blefe, liderança e autonomia, que, quando ausentes na “vida real”, prejudicam a rotina de muita gente. Os passatempos criam situações fictícias para que o jogador encontre uma saída, o que torna a atividade empolgante e desafiadora.

Jogos online no Portal

Se você não sabe por onde começar, que tal dar uma espiadela nas sugestões de jogos recomendadas nesta matéria (veja em ‘mais na internet’, abaixo)? Não há problema em estar ocioso, contanto que seja um ócio produtivo e divertido. Aproveite!
Fotos/ilustrações: divulgação
*Por Bruna Sapiello* 

Sugestões de Jogos  


sexta-feira, março 21

Soneca após almoço faz bem para a memória


Os especialistas recomendam um descanso de 15 a 30 minutos por dia. 
Jovens que dormem à tarde, após o almoço, vêm seu desempenho escolar melhorar em 10%. A conclusão é de um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia. Os cientistas comprovaram que uma soneca de 15 a 30 minutos após o almoço pode aumentar o aprendizado e a memorização.

Segundo os especialistas, o cochilo neste horário é uma necessidade fisiológica devido ao processo de digestão. Nesta hora, o sangue se torna menos ácido, o que dá uma sensação de sonolência.

Outro fator que provoca sono após às refeições é a diminuição corporal que ocorre nessa faixa do dia, levando o corpo a entrar no ritmo do sono.

Os médicos não aconselham que se durma entre duas ou três horas após o almoço. Segundo eles, a soneca não deve ultrapassar os 30 minutos. Mais do que esse tempo, pode ocorrer insônia.

Por Carolina Abranches
Bem Estar 
beijinhos de luz...

terça-feira, março 11

Medicação pode curar perda de memória em idosos

O que é mesmo que eu estava fazendo? Ah, é verdade. Eu estava começando a escrever um artigo sobre a perda gradual, e natural, de memória. (Não, não é uma desculpa: o processo é realmente natural.)

O corpo humano, de uma maneira geral, obedece a uma regra universal muito simples: quanto mais você usa alguma coisa, quanto mais você gasta um recurso, mais ele vai ficando escasso. Até que uma hora pode até acabar.

Por isso, é normal a gente ver em nossos pais, avôs e tios pequenas falhas de memória que vão sendo cada vez mais frequentes com o tempo. Perguntas como “o que eu vim fazer aqui mesmo?”, “onde é que eu deixei as chaves do carro?”, “qual é mesmo o nome daquela moça?” começam a se tornar parte da rotina.

Mas se isso era inevitável, a história acabou de mudar.

O tipo de memória que é responsável por guardar informações por curtos períodos de tempo é chamada de “memória de trabalho”, ou “memória de curto prazo”. Essa memória se baseia em um equilíbrio de substâncias químicas no cérebro. Segundo um estudo desenvolvido pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, esse equilíbrio químico é deslocado em adultos mais velhos com o passar do tempo, e a memória de trabalho diminui. A razão disso poderia ser porque o cérebro passa a produzir muitas substâncias que reduzem a atividade neural.

As células que normalmente freiam essa atividade são chamadas de GABA, que é um neurotransmissor inibitório. Apesar de parecerem vilões nessa história toda, elas são essenciais para o bom funcionamento do cérebro. Sem GABA, as células cerebrais poderiam se tornar muito ativas – nosso cérebro ficaria semelhante ao cérebro de pessoas com esquizofrenia e epilepsia. De acordo com o professor de psiquiatria e neurociência Barry Setlow, um nível normal de GABA ajuda a manter os níveis ideais de ativação celular.

Para determinar o culpado pelo declínio da memória, os pesquisadores fizeram um teste com ratos que tinham que lembrar a localização de uma alavanca em curtos períodos de tempo, de até 30 segundos. Assim, os cientistas descobriram que tanto ratos novos quanto velhos cumpriam bem a tarefa. Mas quando o período de tempo era prolongado, os ratos velhos tinham dificuldades. Não todos, assim como nem todos os adultos mais velhos têm problemas de memória.

O estudo mostrou, então, que os ratos mais velhos com problemas de memória tinham mais receptores GABA em seus cérebros, e que os cérebros de ratos idosos que não tinham problemas de memória podiam compensar esse sistema inibidor. Ou seja: eles eram capazes de produzir menos receptores de GABA. Logo, a grande culpada é na verdade a alteração dos níveis de GABA.
O medicamento 
Todos esses experimentos resultaram na fabricação de um medicamento que, após concluída a fase de testes, poderá ser usado em humanos para evitar a perda de memória – não em pessoas com Alzheimer ou outras doenças do tipo, mas em pessoas que têm problemas em lembrar pequenas informações do dia a dia. Sua função é justamente bloquear os receptores GABA para resgatar a memória de trabalho da juventude, imitando o funcionamento do cérebro dos ratos mais velhos que não têm problema de memória.

A medicina moderna tem feito de tudo para que a gente viva por mais tempo. E com isso, vem o desafio de fazer com que a gente consiga viver esse “mais tempo” com mais qualidade também. Iniciativas como esta são um bom indício de que, em breve, esse sonho da medicina será realidade.

domingo, janeiro 19

Café ajuda o cérebro a armazenar memórias de longo prazo


BALTIMORE (EUA) - Uma ou duas xícaras de café por dia pode aumentar a capacidade que o nosso cérebro tem de armazenar memórias de longo prazo, apontam pesquisadores dos Estados Unidos. O grupo de cientistas constatou, por meio de um estudo, que as pessoas que haviam tomado uma dose de cafeína depois de olhar para uma série de imagens dotavam de mais condições de distinguir determinadas fotos quando, no dia seguinte, foram apresentadas a imagens semelhantes.

Desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, o trabalho testou a memória de 160 pessoas durante 24 horas. O resultado foi publicado na revista “Nature Neuroscience”.

A capacidade de diferenciação entre os itens semelhantes, mas não idênticos, é chamada pela ciência de padrão de separação, e indica um nível mais profundo de retenção na memória.

Entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas que identificaram corretamente imagens semelhantes era maior do que o total que respondia - de forma errada - que eram as mesmas imagens.

Segundo o chefe da pesquisa, o cientista Michael Yassa, o período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para as avaliação que dizem respeito a memória. Segundo ele, a maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.

Ainda de acordo com Yassa, apesar do resultado positivo, as pessoas não devem passar a beber muito café ou tomar muito comprimido de cafeína. O trabalho sugere uma quantia diária de 200 miligramas.

- É preciso lembrar dos riscos para a saúde. A cafeína pode ter efeitos colaterais como nervosismo e ansiedade em algumas pessoas. Os benefícios precisam ser medidos em comparação com os riscos. - disse ao jornal britânico “The Guardian”.

Pesquisa americana apontou que a bebida conduz o órgão a um nível mais profundo de retenção de informações

Fonte:

quinta-feira, setembro 19

Memória nos Idosos

A população de homens e mulheres acima dos 60 anos aumentou muito nas últimas décadas. Alguns ultrapassam os 80, 90 anos em condições clínicas satisfatórias, mas são raros os que não apresentam dificuldades com a memória. Em geral, as recordações do passado permanecem vivas, recheadas de pormenores, mas a memória falha, quando querem lembrar de acontecimentos recentes. Isso desconcerta um pouco os familiares. “Meu avô conta, com minúcias, histórias que ocorreram quando tinha cinco anos e morava no interior e se esquece do número do telefone de casa ou o que comeu no almoço”, fala o neto preocupado. 
A pergunta que se impõe é, se a partir dos 40, 50 anos a capacidade de armazenar informações começa a sofrer um processo lento e gradativo de deterioração, ou se, no mundo moderno, a quantidade absurda de informações com que somos bombardeados dificulte sua assimilação. De qualquer modo, a perda da memória não pode ser considerada como um fato inexorável associado ao envelhecimento. Quanto mais precoce forem diagnóstico e a prescrição do tratamento, mais fácil será deter a evolução da perda da memória.
*Síndrome Demencial*
Drauzio – A partir dos 40, 50 anos, perdemos um pouco a capacidade de reter os fatos na memória ou, hoje, a quantidade de informações é tão grande que é impossível lembrar todas elas? 
Alberto Macedo Soares –Essa é uma dúvida a ser esclarecida. Não se pode negar que, hoje, além do acúmulo enorme de informações, o grau de preocupação é tanto que o trabalho não se encerra com o término do expediente. Muitas vezes, a pessoa de 40, 50 anos entra em casa, liga o computador e continua em atividade, comprometendo as horas que deveriam ser reservadas para descansar e dormir. Essas situações são responsáveis por aumento da carga de estresse e pelo déficit de atenção, que podem provocar prejuízo da memória, principalmente da memória recente.

No entanto, não podemos interpretar a perda da memória como um fato inexorável associado ao envelhecimento. Existem pessoas com 85, 90 anos com memória absolutamente íntegra, enquanto outras apresentam alterações muito mais jovens. Cabe-nos, então, investigar o que antigamente se chamava de esquecimento benigno e distingui-lo do esquecimento que é maligno, pois o déficit de memória associado à idade, que não é doença, é diferente da perda de memória que caracteriza a síndrome demencial, uma doença que prejudica o indivíduo a tal ponto que ele não consegue mais manter as funções social, pessoal e profissional.

Drauzio – Como se traça essa linha divisória? 
Alberto Macedo Soares – Essa é a grande dificuldade. O envelhecimento pode, sim, trazer um pequeno déficit de atenção, de concentração, de armazenamento de dados atuais, mas em absoluto isso compromete as funções sociais do indivíduo. A partir do momento, porém, que ele passa a cometer deslizes no trabalho, não se lembra do nome do neto que vê todos os domingos, nem de tarefas corriqueiras como pagar uma conta, o esquecimento deixa de estar associado à idade e passa a ser encarado como sintoma de síndrome demencial. Embora esse termo pareça pesado demais e pejorativo no Brasil, esse é o nome que se usa em todo o mundo.

Drauzio – Parece certo que a perda de memória associada à idade frequentemente se refere à memória precoce. As memórias tardias ficam bem arquivadas e custam a desaparecer.

Alberto Macedo Soares – Tanto no prejuízo da memória associado à idade quanto na síndrome demencial, o déficit manifesta-se inicialmente para os fatos recentes. As pessoas vão se esquecendo dos recados, do número do telefone, do nome do vizinho. Quando o processo se agrava é um sinal de alerta. 
Autores apontam que prejuízo da memória atribuído à idade, de 20% a 30% dos casos, pode ser manifestação inicial de uma doença mais séria. Por isso, a atenção deve ser redobrada e o paciente submetido a exames para identificar se realmente a perda da memória está associada à idade ou é o começo de uma doença que vai degenerar-se na síndrome demencial e exige tratamento precoce.
 *Diagnóstico*
Drauzio – O que a família deve observar para distinguir um simples esquecimento ou distração de um quadro mais sério de perda da memória? 
Alberto Macedo Soares – O problema deve chamar mais atenção quando os esquecimentos ficam frequentes. É óbvio que, se o dia foi marcado por acontecimentos tristes e a pessoa esqueceu de pagar uma conta, isso é normal e não deve ser levado em conta. Na correria do dia a dia, quantas vezes temos de voltar porque esquecemos a chave do carro ou um papel importante sobre a mesa. São esquecimentos que não prejudicam. Agora, quando o paciente sabia de cor o telefone da família inteira e dos amigos, mas não se lembra mais do número do telefone da própria casa ou do escritório, é um sinal de alerta e a família deve encaminhá-lo para diagnóstico e tratamento. Nós, os geriatras, temos pressa em investigar esses casos a fim de evitar complicações futuras.

Drauzio – Como é feita essa investigação?

Alberto Macedo Soares – Primeiro, procura-se quantificar o tipo de perdas (memórias recentes, tardias, etc.). Depois, testamos outras funções, como a capacidade de interpretar provérbios, por exemplo. Alguns autores já propuseram instrumentos que permitem pontuar o desempenho do indivíduo de acordo com seu nível intelectual e graduação profissional para dizer se ele é portador da síndrome demencial ou não. Muitas vezes, quando o paciente procura o médico, já é portador de síndrome demencial grave, tão grave que não se lembra por que está ali. Para contornar essa dificuldade, somos obrigados a valer-nos de subterfúgios. A filha fala com a secretária, telefona, entrega um bilhetinho para o médico, ou pede para conversar com ele antes da consulta. “Ele sempre foi muito bravo, muito austero, e não admite que esteja ficando esquecido”, começa assim a maioria das conversas. Saber desses dados é essencial para o diagnóstico correto, pois certamente existe um problema grave que deve ser investigado de forma adequada.

*Doença de Alzheimer*
Drauzio – Em que idade as síndromes demenciais geralmente se manifestam?

Alberto Macedo Soares – Vamos considerar a doença de Alzheimer, que é uma das mais devastadoras da memória. Menos de 5% da população com 50 anos manifestam essa doença, mas aos 90 anos, 50% da população tem Alzheimer.

Drauzio – Quais as principais características da doença de Alzheimer?

Alberto Macedo Soares – A doença de Alzheimer é causada pela diminuição do número de neurônios dentro do cérebro e pelo depósito de uma proteína chamada beta-amiloide. Isso faz com que o cérebro vá perdendo a função intelectual e o paciente começa esquecendo recadinhos, números de telefone, até que esquece o nome do neto ou a data de pagar as contas. Quando o comprometimento é mais grave, ele se esquece até de comer e de vestir-se. Alzheimer é uma doença degenerativa, de evolução lenta, insidiosa e progressiva. Muitas pessoas recebem equivocadamente esse diagnóstico para justificar a síndrome demencial. Na verdade, para fazer o diagnóstico da doença de Alzheimer com segurança, tínhamos que pedir uma biópsia do cérebro. Como não se pede biopsia cerebral para pessoas com déficit de memória, temos de encontrar uma forma de excluir as outras causas, pois existem mais de 30 ou 40 doenças que podem levar ao comprometimento da memória. Embora a doença de Alzheimer seja a mais frequente, seu diagnóstico deve ser feito por exclusão, isto é, o médico conclui que provavelmente o paciente é portador da doença de Alzheimer, porque nenhuma das outras causas foi determinada para justificar o quadro. 

*Possíveis Causas*
Drauzio – Na linguagem coloquial, as pessoas se referem aos mais velhos que se esquecem das coisas dizendo que estão ficando esclerosados. A medicina não reconhece essa classificação. Qual seria o termo adequado para definir tais situações?

Alberto Macedo Soares – Esclerose é uma palavra que vem do grego e significa enrijecimento. Há 30 ou 40 anos, acreditava-se que, com a idade, o indivíduo ficava esquecido porque os vasos cerebrais enrijeciam e ele se tornava portador de esclerose vascular ou de arteriosclerose. Daí o termo esclerosado que foi adotado equivocadamente para definir a pessoa com lapsos de memória. Sabemos que a arteriosclerose só é responsável por 20% dos esquecimentos. Por isso, o uso do termo é inadequado. O certo seria chamar de síndrome demencial e investigar suas possíveis causas.

Drauzio – A palavra demencial assusta muito os familiares, que a associam à ideia de loucura.

Alberto Macedo Soares – Sem dúvida, isso acontece, especialmente no Brasil, onde a palavra é usada de forma agressiva e pejorativa. Chamamos de demente o camarada que passa na nossa frente para entrar no elevador: “Esse demente acha que está com mais pressa do que eu”, e de demente o motorista que cometeu uma imprudência no trânsito. No entanto, ao usar a expressão síndrome demencial, eu me valho da conotação e da agressividade contida na palavra demencial para causar impacto naqueles que ainda acham que esquecer é um fenômeno normal do envelhecimento. Se o idoso anda esquecido, pode ser portador de uma doença que merece ser investigada.

 *Estímulo Intelectual*
Drauzio – Trabalhos demonstram que, quanto mais intelectualizadas as pessoas forem, quando mais atividades físicas fizerem, quanto mais rico for o universo em que vivem, menores serão os déficits de memória e mais lenta a evolução dos casos.

Alberto Macedo Soares – Realmente, há trabalhos mostrando que, teoricamente, quanto maior a atividade intelectual, mais o indivíduo estará protegido contra o acometimento das doenças degenerativas. Há dois ou três anos, estive com Alistair Burns, um pesquisador de memória da Inglaterra. Quando lhe perguntei qual sua recomendação para os interessados em proteger a memória, respondeu: “Digo para aprenderem uma nova língua”.

De fato, ao aprenderem uma nova língua, as pessoas estarão exercitando várias formas de linguagem e várias formas de memória. O processo de aprendizagem envolve necessidade de concentração e apelo constante à memória recente e à memória tardia. Por isso, quando alguém me diz que anda preocupado com a memória porque a mãe teve Alzheimer, pergunto-lhe: “Que língua você fala? Inglês? Então vá aprender francês”. Esse é um jeito de estimular várias funções da linguagem que contribuem para a preservação da memória.

 *Tratamento*

Drauzio – Quando a pessoa vai esquentar o café e esquece o fogo aceso, entra no banho e não se lembra onde estão a toalha e o sabonete, é sinal de que a deficiência da memória pode ter-se estabelecido. O que é possível fazer para minorar as conseqüências desse problema?

Alberto Macedo Soares – Esse é um momento importante para começar a investigação. Entre as síndromes demenciais, ou seja, entre os déficits cognitivos – para usar uma nomenclatura mais suave para designar uma doença tão devastadora -, existem as potencialmente reversíveis e as irreversíveis.

Depressão, tumores benignos como o meningioma, ou mesmo um hematoma (o idoso caiu, bateu a cabeça e, depois de um tempo ficou esquisito) são causas de esquecimento potencialmente reversível. Mas existem outras: o hipotireoidismo, que é muito freqüente nos idosos, carência de vitamina B12, neurolues ou neurossífilis e a hidrocefalia de pressão intermitente, uma degeneração cujos sintomas são esquecimento, andar descoordenado, como o de um bêbado, e perda do controle urinário. Por que essas doenças são classificadas como causadoras de esquecimento potencialmente reversível? Porque o processo pode ser revertido se o paciente com hipotireoidismo, por exemplo, tomar hormônio tireoideano, logo que começou a apresentar alterações da memória. Agora, se o problema já estiver estabelecido há mais tempo, as chances de reverter o processo serão infinitamente menores.

Por isso, sempre se reitera a informação de que as causas do esquecimento devem ser investigadas assim que a pessoa começou a manifestar esse sintoma.

Drauzio – Quando os quadros demenciais são potencialmente reversíveis, trata-se a doença de base e a pessoa volta ao normal. Mas, quando estamos diante de um quadro de Alzheimer ou de outras demências irreversíveis, o que se pode fazer para retardar a evolução da doença?

Alberto Macedo Soares – Muito se pode fazer. Infelizmente, a maioria dos pacientes é portadora de demências irreversíveis. No Brasil, as mais freqüentes são a doença de Alzheimer, os pequenos derrames cerebrais causados por micro-infartos, ou uma associação dessas duas enfermidades. Geralmente, os micro-infartos cerebrais são causados por obstruções ou entupimentos, pressão alta, níveis elevados de colesterol, fumo e diabetes, fatores que podem ser identificados e controlados na tentativa de impedir que continuem provocando pequenos acidentes cerebrais.

Todos sabemos que a doença de Alzheimer não tem cura. No entanto, recentemente se descobriu que pacientes com Alzheimer apresentam déficit de um dos maiores mediadores da memória, a acetilcolina e tentou-se administrar acetilcolina nesses casos, mas os efeitos colaterais foram terríveis. A estratégia, então, foi procurar diminuir a atividade destruidora da acetilcolina inibindo a ação da enzima que a destrói e, desse modo, evitar que a evolução dessa doença seja tão dramática.

Drauzio – Esse medicamento está disponível no mercado?

Alberto Macedo Soares – Não só está disponível, como a rede pública de saúde o fornece gratuitamente. São remédios tão caros que eu costumava dizer que Alzheimer era doença de rico porque só os ricos conseguiam comprá-lo. Felizmente, o Ministério da Saúde desenvolveu centros de referência à saúde do idoso que distribuem o medicamento de graça. Em Santos, coordenamos um desses centros e fornecemos o remédio para os idosos das nove cidades da Baixada Santista.
Dr. Alberto de Macedo Soares é médico geriatra. Trabalha no serviço de geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e é professor de Geriatria da Faculdade de Medicina de Santos.

sábado, setembro 7

Estudo revela que videogames ajudam a fortalecer memória de idosos


De acordo com um estudo realizado pela Nature, a prática de jogar videogame auxilia no fortalecimento da memória em idosos.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Nature, jogar videogame faz bem para o cérebro dos idosos. Como sabemos, com o decorrer dos anos, a memória acaba sendo afetada e, muitas vezes, as pessoas idosas acabam sofrendo com isso. Tal fato foi comprovado também por cientistas da Universidade da Califórnia que compararam as habilidades de pessoas mais jovens com a de idosos.

“Tenho 63 anos e às vezes esqueço coisas”. Esta queixa não é exclusiva dessa Senhora, muitas pessoas com idade similar começam perder a atenção e também a memória.

Porém, conforme um estudo, tal processo natural pode ser controlado. O videogame pode ser um bom aliado para retardar o processo.

Para realizar a pesquisa, um grupo de idosos entre 60 e 85 anos, durante um mês, três horas por semana, seguiram a mesma tarefa, ou seja, guiar um carrinho, descendo e subindo ladeiras, fazendo curvas, enfim, seguiram um trajeto. Porém, quando um sinal de trânsito surgia na tela era necessário apertar um botão.

Com o resultado, um dos pesquisadores do estudo, Adam Gazzaley, ficou surpreso. O grupo que usou o videogame contava com capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo muito melhor do que o grupo que não jogou. E ainda, os “gamers” alcançaram o mesmo nível que jovens de 20 anos que usaram o jogo apenas uma vez.

Entre os idosos que jogaram, a atenção e a memória também tiveram melhora. O estudo também revelou que depois que eles param de jogar, as habilidade foram mantidas.

"Ainda precisamos descobrir o que funciona e o que não funciona", diz o cientista. "Esse jogo é só um experimento. E como tudo na vida, os jogos podem ter efeitos positivos e negativos. Por exemplo, alguém que não sai de casa porque não quer parar de jogar".

Bom, acho que está mais do que comprovado que os jogos só fazem bem saúde, seja entre jovens, adultos ou velhinhos!

Ah! Uma dica, que tal convidar seu avô para uma partidinha?

sexta-feira, janeiro 4

Menopausa está ligada a problemas de memória e raciocínio, diz estudo


Dificuldades ficam mais agudas no primeiro ano após última menstruação.Pesquisa americana observou 117 mulheres divididas em quatro categorias.

Problemas de memória, raciocínio e outras funções ligadas à cognição que afetam muitas mulheres entre os 40 e 50 anos de idade parecem ser mais agudos no período imediatamente após a menopausa, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (3) pela revista científica "Menopause".

"As mulheres, durante essa fase de transição, se queixaram por muito tempo de dificuldades cognitivas, como se lembrar de informações ou realizar tarefas que eram de rotina", disse a neuropsicológa e principal autora do estudo Miriam Weber, do Centro Médico da Universidade de Rochester, nos EUA.

"A pesquisa indica que esses problemas não só existem, mas se tornam mais evidentes nas mulheres no primeiro ano após seu último período menstrual", acrescentou.

O estudo observou 117 mulheres agrupadas em quatro categorias: etapa reprodutiva final (quando a paciente começa a notar mudanças em seu período menstrual), transição adiantada à menopausa, transição final à menopausa e etapa pós-menopausa adiantada.

As participantes passaram por vários testes para avaliar suas destrezas cognitivas, os sintomas relacionados a essa fase – como transtornos de sono, depressão e ansiedade – e um exame de sangue para determinar seus níveis do hormônio sexual estradiol, um indicador dos níveis de outro hormônio feminino, o estrogênio.

Os pesquisadores observaram que as mulheres na etapa pós-menopausa tinham um desempenho pior nas mediações de aprendizagem e memória verbais e destreza motriz que as voluntárias nos outros três períodos.

Além disso, o estudo identificou que os sintomas comunicados pelas mesmas mulheres, como depressão, ansiedade e dificuldades para dormir, não estão vinculados necessariamente com problemas de memória.

"Essas conclusões indicam que a deterioração cognitiva durante o período de transição é um processo independente, mais do que uma consequência da perda de sono ou depressão", acrescentou Miriam.

"Apesar dos níveis absolutos de hormônio poderem ser vinculados à função cognitiva, é possível que as oscilações que ocorrem durante esse período desempenhem um papel nos problemas de memória de muitas mulheres", disse a pesquisadora.

"O mais importante é assegurar para as mulheres que esses problemas são normais e muito provavelmente passageiros", destacou Miriam.



sábado, novembro 10

DOPAMINA x MEMÓRIA EM IDOSOS


Estudo afirma que dopamina melhora memória de longo prazo. Efeito de hormônio sobre cérebro de idosos foi pesquisado por alemães.Substância está relacionada com sensação de prazer.

Cientistas alemães descobriram que a dopamina, substância ligada à sensação de prazer e bem-estar no cérebro, está também relacionada à memória de longo prazo. A pesquisa foi publicada na revista "Journal of Neuroscience".

Os resultados são da equipe do Centro Alemão de Doenças Degenerativas (DZNE) e da Universidade de Magdeburg, que analisaram pessoas entre 65 e 75 anos cuja tarefa era ver fotos de paisagens e lugares fechados. Depois de duas e seis horas, os voluntários reviram as imagens e passaram por exames de ressonância magnética.

Segundo os pesquisadores, liderados pelo neurocientista Emrah Düzel, as pessoas que receberam esse "hormônio do prazer" – que também funciona como um neurotransmissor, para a comunicação entre neurônios e músculos – tiveram um melhor desempenho nos testes de memória que o grupo que tomou placebo, ou seja, comprimidos sem nenhum princípio ativo.

Os autores destacam que o trabalho pode ajudar a entender como as lembranças de longa duração se formam e por que a memória se perde rapidamente após o início do mal de Alzheimer, que poderia se beneficiar com novos tratamentos no futuro. A falta de dopamina também pode ter implicações em sintomas de doenças como Parkinson.

De acordo com os cientistas, ao provocar uma "enxurrada" de satisfação no cérebro, a dopamina fica ligada a eventos gratificantes, que tendem a ser lembrados por um longo tempo.

Outros trabalhos já haviam analisado essa relação, mas é a primeira vez que uma equipe a confirma em pessoas mais velhas, especificamente no que se refere à "memória episódica", relacionada a situações autobiográficas lembradas conscientemente – e a primeira área atingida em casos de demência.

terça-feira, outubro 4

Alterações que podem ser encontradas na comunicação com idosos...



Algumas mudanças na maneira da pessoa cuidada se comunicar que podem sugerir alguma alteração do seu estado de saúde. Cuidador, observe alguns exemplos:

• Dificuldade para expressar uma ideia e, no lugar, usar uma palavra ou frase relacionada com essa ideia, por exemplo: em vez de dizer caneta, diz: “aquela coisa de escrever”.

• Não entender ou entender apenas parte do que falam com ela.

• Fala sem nexo ou sem sentido.

• Dificuldade para escrever e para entender o que está escrito.

• Não conseguir conversar, parar a conversa no meio, parece que não percebe as pessoas que estão perto dela, ou falar sozinha.

• Dificuldade para expressar as emoções: pode sorrir quando sente dor ou demonstrar tristeza e chorar quando está satisfeita, se agitar ou ficar ansioso ao expressar carinho e afeto.

• As dificuldades de comunicação são sinais frequentemente presentes na demência e outras doenças neurológicas. Caso o cuidador observe uma ou mais dessas alterações deve procurar a Unidade de Saúde.

É comum as pessoas idosas e também as pessoas com demência, doença de Alzheimer, esquecer de situações vividas, do nome de pessoas e coisas, trocar palavras.

Essas situações provocam embaraços e angústia tanto à pessoa cuidada como aos familiares.

É importante que o cuidador ao se referir a alguém conhecido, explique à pessoa cuidada de quem está falando: “Maria, sua filha”; “João, seu vizinho”, assim a pessoa vai se situando melhor na conversa e vai relembrando pessoas e fatos que havia esquecido. É preciso falar com simplicidade e pedir que a pessoa toque objetos, retratos e quadros, isso ajuda a “puxar” a memória e a melhorar a conversa.

Por: Wanda Patrocinio
site GeroVida

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sábado, março 5

Fumo é associado com aumento do risco de mal de Alzheimer, diz estudo




Cientistas analisaram 21.123 pessoas que participaram de estudo na Finlândia entre 1978 e 1985

SÃO PAULO - Fumar muito na meia-idade pode aumentar até duas vezes o risco de desenvolver o mal de Alzheimer e outras formas de demência, segundo uma nova pesquisa publicada na última segunda-feira na revista Archives of Internal Medicine, que sairá em fevereiro de 2011 na edição impressa.

O finlandês Minna Rusanen, do Hospital Universitário Kuopio, e colegas dos Estados Unidos e da Europa analisaram dados de 21.123 integrantes de um sistema de saúde na Finlândia que participaram de levantamento entre 1978 e 1985, quando tinham entre 50 e 60 anos.

Diagnósticos de demência, incluindo Alzheimer (o tipo mais comum) e demência vascular (a segunda forma mais frequente), foram registrados de 1º de janeiro de 1994, quando a idade média dos voluntários era de 71,6 anos, a 31 de julho de 2008. Um total de 5.367 pessoas (25,4%) foi diagnosticado com demência, com 1.136 deles com Alzheimer e 416 com demência vascular.

Os pesquisadores observaram que, em comparação com os não fumantes, aqueles que fumaram mais de dois maços de cigarro por dia no período analisado tiveram um aumento de 157% no risco de desenvolvimento de Alzheimer e de 172% no de demência vascular. Ex-fumantes e pessoas que fumaram menos de meio maço por dia não apresentaram aumento significativo no risco dessas doenças.

A associação entre fumo e demência não variou de acordo com a raça ou o sexo dos participantes. Segundo os autores do estudo, sabe-se que o fumo é um fator de risco para acidente vascular cerebral, e o hábito pode contribuir para o risco de demência por meio de mecanismos semelhantes.

Fumar também colabora com o estresse oxidativo e inflamações, que se estima serem importantes para a ocorrência de Alzheimer. “É possível que fumar afete o desenvolvimento de demência por meio de caminhos vasculares e neurodegenerativos”, sugeriram os autores.

fonte: Associação Brasileira de Alzheimer

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quinta-feira, fevereiro 3

Famoso Branco




O famoso branco é um ato defensivo da nossa mente, é um mecanismo natural de adaptação, não uma doença. Entretanto, essa reação natural do organismo para facilitar a nossa adaptação a situações novas ou ameaçadoras também potencializa processos inflamatórios que podem matar os neurônios em regiões específicas do cérebro, uma delas é o hipocampo, região responsável pela formação das memórias. Então o cérebro de uma pessoa estressada é mais suscetível às perdas de neurônios e conseqüentemente perdas de memória.



Desta forma, o estresse causado pelo trânsito nas grandes cidades, a fadiga pelo excesso de trabalho, noites maldormidas, preocupações, medo da insegurança e a simples irritação levam a tensão ao limite com efeitos nocivos à saúde física e mental.




Então, se quisermos alcançar uma maturidade e velhice bem-sucedida com boa qualidade de vida e boas condições de saúde física e mental ao longo da vida, o melhor a fazer é se permitir descansar e não se estressar. Qualidade de vida é uma questão que está ligada ao nosso estilo de vida que adotamos em toda a vida.




Dormir após almoço ajuda a consolidar memória

Para combater a fadiga o melhor é adotar uma boa higiene do sono, isto é, precisamos de mais horas de sono do que o padrão de oito horas diárias, e mais o sono não deve ser interrompido, gerando ciclos de sono incompletos. Uma pesquisa realizado em Israel pelo pesquisador Avi Karni da Universidade de Haifa publicada na Nature Neurocience demonstrou que dormir após o almoço, fazendo a famosa sesta ajuda a consolidadação das memórias.



Além da higiene do sono é necessário cuidar das emoções, exercitar a calma, a paciência e a concentração. Uma pessoa com pressa, impaciente, perde a atenção e muitas das causas de falhas de memória estão relacionadas mais à distração. A ansiedade afeta nossa capacidade de atenção e concentração da mesma maneira que influencia nosso desempenho em outras tarefas. Para ter um bom desempenho nas atividades do dia-a-dia, precisamos estar entusiasmados, concentrados e a todo vapor. Se você não estiver bem concentrado nos seus afazeres, provavelmente não se sairá bem.




Elisandra Vilella G. Sé é Fonoaudióloga, Mestre em 
Gerontologia e Doutoranda em Linguística

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Paz!