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segunda-feira, julho 27

Idoso Isolado Pela Falta da Audição: Uma Forma de Violência?

Fotos/ilustrações: divulgação

A perda auditiva natural com o passar do tempo pode criar, lentamente, uma situação em que o idoso é afastado do convívio social com a família e amigos porque não escuta.

No último dia 15 de junho comemoramos o Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa. Uma data para reflexões e atitudes, um momento para conhecer mais sobre dados impressionantes do que ocorre todos os dias no Brasil e no mundo. 

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2011 morreram, em média, 68 idosos por dia no Brasil, vítimas de maus tratos. Em 2012, cerca de 170.000 idosos foram internados em hospitais devido a violências como agressões, sufocações, quedas, envenenamentos, etc.. 

Os números impressionam e demonstram claramente que a sociedade, o governo e as instituições ainda precisam de muito trabalho para amenizar ou resolver esta situação de imensa gravidade. 

Mas, no dia a dia, existem diversas outras formas de violência não tão graves, mas suficientemente incomodativas e que geram consequências por vezes irreparáveis. 

A falta de paciência com um idoso é uma forma de violência? Estacionar o carro na vaga do idoso também? E sentar no banco reservado à terceira idade no ônibus ou metrô? Sim, todas estas formas também são violências que devem ser sempre combatidas. 

Falta da audição afasta do convívio social 

A perda auditiva natural com o passar do tempo pode criar, lentamente, uma situação em que o idoso é afastado do convívio social com a família e amigos porque não escuta. Do outro lado, quem já sabe que a pessoa tem dificuldade em entender e não tem paciência em conversar, já nem se aproxima... 

E a pessoa idosa, que, por sua vez, já reconhece sua falta da audição, também não se aproxima de netos, filhos e amigos, pois sabe que, ao tentar conversar, não irá compreender – ou, pior, compreenderá errado –, frequentemente gerando risadas e irritação nas outras pessoas. 

Preconceitos desnecessários e ultrapassados 

Portanto, não suprir a audição ao idoso, dentro de todas as formas possíveis da medicina, é, sim, uma forma de violência contra a pessoa idosa! 

Preconceitos desnecessários e ultrapassados ao uso de aparelhos auditivos devem sempre ser combatidos com compreensão, aceitação, dedicação, carinho e envolvimento positivo do idoso e de toda família. 

A reinserção social de uma pessoa que não escuta é algo fundamental! Afinal, o envelhecimento com saúde é sempre o objetivo de todos. Então, lendo este artigo, ouça seu médico Otorrinolaringologista e escute a natureza e a família. Todos têm lindas coisas a te falar!

Médico formado pela Faculdade de Medicina da USP (1986) e especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (CRM 57.245)
Não discrimine o idoso! 

quarta-feira, setembro 24

_Perda da Audição_

Estudos revelam que a deficiência auditiva atinge de alguma forma cerca de 70% da população de idosos e fica mais evidente após os 65 anos de idade. Mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde.

A deficiência auditiva está muito disseminada como um mal que não tem prevenção, mas alguns cuidados podem controlar o problema. A perda auditiva é provocada por vários fatores, por exemplo, doenças hereditárias, problemas genéticos, enfermidades adquiridas durante a gravidez ou infecções na infância.

O presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, Marcelo Hueb, afirma que as perdas auditivas podem ser prevenidas com hábitos simples, cultivados desde a infância e juventude.
Um deles é evitar a exposição à poluição sonora. Segundo ele, uma conversa normal entre duas pessoas tem a intensidade de 50 a 60 decibéis, enquanto um aparelho de som emite de 100 até 120 decibéis. O contato constante com esses equipamentos pode levar à falência auditiva. Basta uma exposição diária de cinco a 15 minutos por dia com ruídos na faixa de 120 decibéis para sofrer perda de audição.

O idoso precisa controlar diabetes, colesterol, pressão alta, problemas renais e do sistema circulatório. Tudo isso atrapalha a microcirculação do ouvido, o que é mais um fator de risco para a perda de audição. Ele também deve evitar cigarro, bebida alcoólica e abuso de cafeína, que são substâncias tóxicas ao aparelho auditivo.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento para o diagnóstico, tratamento clínico e reabilitação, com fornecimento de aparelho auditivo, acompanhamento e terapia fonoaudiológica. Ao sentir qualquer zumbido no ouvido ou apresentar dificuldade de compreensão das palavras, o idoso deve procurar um médico da área.

O otorrinolaringologista Osmar Mesquita Neto, da Santa Casa de São Paulo, explica que é natural haver uma pequena redução da sensibilidade auditiva a partir dos 60 anos, sobretudo para sons médios e agudos. Segundo ele, o cérebro de uma pessoa mais jovem recebe os sons, interpreta, reconhece e determina quais são mais importantes. Já o da pessoa idosa não consegue determinar o que é importante.
Com a perda das células sensoriais do ouvido, o idoso deixa de ouvir o som fraco e o forte o incomoda, daí a dificuldade de adaptação ao aparelho auditivo. A terapia com fonoaudiólogo pode ajudar a treinar a audição de maneira gradativa e evitar que o idoso desista de tentar entender o que lhe dizem.

“Muitas vezes a família fala com o idoso e ele não entende. Aí, repete em tom muito alto, o que provoca dor no ouvido do idoso e ainda não repete a frase exatamente do jeito que disse inicialmente”, argumenta Osmar Mesquita Neto.

Evitar ambientes muito barulhentos, falar de forma clara e pausada e de frente para a pessoa, facilitando a leitura labial, podem ajudar na inclusão do idoso que sofre perda de audição

Fontes:

Paz!