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quarta-feira, novembro 30

Empresa japonesa cria sapatos com GPS para localizar idosos perdidos


A invenção é muito útil para detectar e resgatar pacientes portadores de Alzheimer ou demência, pois mostra, em um mapa, a posição exata da pessoa caso ela se perca ao sair de casa e não consiga voltar sozinha para sua residência.

Você tem um familiar com problema de memória que saiu de casa faz tempo e ainda não voltou. Você está preocupado e não sabe onde ele está. E ele saiu sem o celular. E agora? Como achá-lo?... Bem, uma pessoa pode até sair sem o celular, mas nunca sem os sapatos... 

Ideia simples que funciona 

Os “GPS Dokodemo Shoes” são sapatos criados no Japão que prometem localizar idosos com limitações na memória por meio de um GPS1 integrado. A invenção é muito útil, pois mostra, em um mapa, a posição exata do paciente caso ele se perca ao sair de casa e não consiga voltar sozinho para sua residência.

O chip localizador fica alocado no pé esquerdo e, por meio de um computador, tablet ou smartphone, indica a área em que o usuário está. O uso do software requer um cadastro simples e, por meio de um login e uma senha, uma notificação é enviada caso o paciente se afaste mais de 50, 100 ou 500 metros de casa, dependendo da distância programada. 

Segundo a Wish Hills, desenvolvedora do sapato, o calçado está dando bons resultados. “Temos experiência na busca de doentes com demência perdidos, e sabemos que este tipo de pessoa não utiliza telefones celulares e nem relógios, e sim sapatos. Por isso, decidimos criar sapatos com sistema de localização GPS”, ressalta porta-voz da empresa criadora do sapato. 

Até o momento, o produto está disponível apenas no Japão, país em que cerca de 30% da população é idosa, e custa 35 mil ienes – o equivalente a aproximadamente R$ 1.000,00. 

Em breve, em outros países 

Se você se interessou, não se desanime. O sucesso está sendo tão grande que a empresa visa expandir o mercado e vender o calçado em outros países também. “O mercado doméstico é muito importante para nós, no entanto, no futuro, nos interessaria abrir em outros mercados nos quais a população envelhecerá rapidamente nos próximos anos", afirma a empresa. 


Alzheimer no mundo 

A demência é uma síndrome que ataca a memória, o raciocínio e o comportamento em geral, comprometendo a rotina diária e até a execução de atividades simples. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), aproximadamente 47,5 milhões de pessoas sofrem com demência no mundo, e a cada ano, são registrados 7,7 milhões de novos casos.

1 GPS: (da Wikipédia) o sistema de posicionamento global, mais conhecido pela sigla GPS (em inglês, global positioning system) é um sistema de posicionamento por satélite que fornece a um aparelho receptor móvel a sua posição, sob quaisquer condições atmosféricas, a qualquer momento e em qualquer lugar na Terra, desde que o receptor se encontre no campo de visão de três satélites GPS (quatro ou mais para precisão maior) 
Fotos/ilustrações: divulgação 

terça-feira, novembro 29

Menina de 12 anos cria aplicativo para ajudar avó com Alzheimer


O aplicativo, desenvolvido pela chinesa Emma Yang, funciona como uma rede social, só que com uma diferença: ele tem reconhecimento facial.

Dentre as terapias que têm sido desenvolvidas para estimular o cérebro, tanto para quem tem Alzheimer quanto para pessoas que querem prevenir a doença, o uso do computador e das redes sociais são algumas das que mais demonstram bons resultados. 

A novidade é o fato de um novo aplicativo de celular para ser utilizado por pessoas com Alzheimer ter sido desenvolvido por uma menina de apenas 12 anos. 

Feito para ajudar a avó 

Emma Yang, chinesa que mora em Nova Iorque, pensou em um aplicativo para ajudar a sua avó, que tem Alzheimer. Morando ainda em Hong Kong, portanto, longe dos parentes, a idosa foi diagnosticada com Alzheimer e começou a ter cada vez mais lapsos de memória. Então, Yang pensou em um aplicativo para celular que auxiliasse a memória da avó. Com ajuda da tecnologia, ela criou praticamente uma “memória externa” para que as pessoas com Alzheimer se lembrem de todos os parentes e amigos. 

Reconhecimento facial 

O aplicativo Timeless (Eterno, em português), desenvolvido pela menina – que sabe programar em mais de 5 linguagens, é pianista, ganhou várias bolsas de estudo, está escrevendo um livro e é uma das 10 pessoas com menos de 20 anos mais importantes da cidade de Nova York –, funciona como uma rede social, só que com uma diferença: ele tem reconhecimento facial. 

Quando o idoso não reconhece a pessoa com que está conversando, basta tirar uma foto. O aplicativo compara o rosto com outras fotos que já estejam em seu banco de dados, e informa quem é a pessoa. Uma ajuda e tanto para aqueles que têm dificuldades para reconhecer os entes queridos. 

Ele tem outras funções importantes que podem ajudar bastante. O login (entrada no aplicativo) é feito por impressão digital, facilitando o acesso. Há também as funcionalidades de mensagem e ligação. 

É comum, por exemplo, que pessoas com a doença liguem várias vezes para a mesma pessoa em um curto espaço de tempo. Por isso, o aplicativo tem uma função de notificar o usuário caso ele esteja tentando ligar para alguém com quem já falou nos últimos cinco minutos. 

Além do reconhecimento facial para ajudar da identificação de familiares e amigos, o aplicativo oferece, também, um botão para lembrar o paciente de seu próprio nome. Ele ainda tem horário, data, previsão do tempo e agenda. Para a família acompanhar mais de perto a pessoa com Alzheimer, o app fornece atualizações das atividades realizadas pelo usuário.


quarta-feira, setembro 23

Alzheimer, a doença do século!


Em homenagem ao dia 21 de setembro, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, a gerontóloga Eva Bettine procura amenizar a sobrecarga emocional, física e social que ocorre com os familiares de portadores da doença.

Nos estágios iniciais do Alzheimer – forma mais comum de demência que afeta pessoas de meia idade e idosos –, a pessoa tem consciência de seu estado e sofre com as perdas graduais e irreversíveis da função cognitiva, do humor e comportamento, apresentando sentimento de angústia, frustração, raiva e estados depressivos. O portador passa a viver num mundo onde os objetos desaparecem, as explicações são rapidamente esquecidas e as conversas perdem o sentido. 

Em fases mais avançadas, a sensação é de que tudo começa a cada momento, o mundo lhes parece estranho e ameaçador, necessitando de atenção, tolerância e cuidados especiais do familiar ou do cuidador. 

Cuidar de uma pessoa com demência é presenciar de forma progressiva a perda da identidade, processo construído durante toda a vida e que vai se perdendo aos poucos. É importante o familiar evitar a sobrecarga emocional, física e social que ocorre ao atender o portador de Alzheimer, buscando ajuda, informações e suporte emocional em grupos de apoio familiar.


Canal ajuda a tirar dúvidas sobre Alzheimer 


foto notícias

Para atender a grande demanda de e-mails de internautas com dúvidas sobre o assunto, o Portal reabre seu canal de interação com seus leitores. 

O canal “Alzheimer: tire suas dúvidas, envie suas perguntas”, coordenado pela gerontóloga Eva Bettine (foto), vice-presidente da ABG (Associação Brasileira de Gerontologia) e colunista convidada do Portal, pretende esclarecer dúvidas sobre como os familiares podem lidar com a doença, como detectar os primeiros sintomas, tratamentos, quando é o momento para consultar um geriatra, entre outras.

Para garantir a privacidade dos internautas, as interações não serão publicadas no Portal. As respostas serão enviadas diretamente para o e-mail do remetente.

Se você tem alguém na família acometido por Alzheimer e tem dúvidas sobre como lidar com a doença, preencha o formulário abaixo.


Clique AQUI tenha acesso ao formulário e tire as suas dúvidas!!


sábado, julho 25

A Arteterapia aplicada à Doença de Alzheimer

Alguns exemplos de técnicas utilizadas nas oficinas para pacientes com doença de Alzheimer: (em sentido horário) pintura em tela (fotos 1 e 2), escultura em papelão micro ondulado(foto 3)
Recursos artísticos estimulam o cérebro e auxiliam a atenção e concentração, incentivam a criatividade, auxiliam na percepção e estímulo visuo-espacial e melhoram a autoestima.

A medicina tem avançado muito nos últimos anos e tem propiciado à humanidade mais anos de vida. Entretanto, o acréscimo desses anos veio acompanhado de maior número de doenças ligadas à velhice. Entre essas doenças, a doença de Alzheimer. 

Sabemos que o tratamento farmacológico é essencial para a manutenção da pessoa por mais tempo em cada estágio da doença e, quanto mais cedo for diagnosticada, maior a perspectiva de melhor qualidade de vida durante os anos seguintes. 

Arteterapia 

Aliadas ao tratamento medicamentoso, existem as intervenções e terapias não farmacológicas, tais como arteterapia, terapia ocupacional, estimulação cognitiva, educação física, fisioterapia, etc., que são de grande valia para o acompanhamento do paciente. As pesquisas têm demonstrado que as pessoas que recebem essas terapias têm apresentado resultados muito bons no seu dia a dia, e essa diferença se reflete nas pessoas que se relacionam com elas, seus familiares e cuidadores. 

A arteterapia se utiliza de recursos artísticos para estimular o cérebro de diversas maneiras: 
1- Auxilia na atenção e concentração – por meio da execução da tarefa, o paciente manipula os materiais com o objetivo de finalizar o trabalho proposto; 
2- Exercícios de memória associados às produções podem ser desenvolvidos para estimular a área cerebral específica;  
3- Incentiva a criatividade – as diversas técnicas propostas deixam as pessoas livres para se expressarem, o que proporciona maior abertura na imaginação;  
4- Trabalhos tridimensionais auxiliam na percepção e estímulo visuoespacial.  
5- A combinação de cores e formas pode desenvolver o gosto estético e ampliar o repertório cognitivo;  
6- Melhora a autoestima – a pessoa percebe suas aptidões; mesmo quem nunca executou um trabalho artístico pode ser orientado para realizá-lo (os trabalhos propostos sempre devem estar dentro das possibilidades de cada indivíduo). 
As técnicas podem ser inúmeras, tais como: desenho, pintura, colagem, escultura e modelagem com materiais diversos (argila, cartões e papelão, massa de modelar), colagem, fotografia, etc. 

Oficinas 

As oficinas de arteterapia são mais eficientes no estágio leve e início do estágio moderado, situações em que o paciente terá maior ganho. Entretanto, no estágio moderado, o benefício se encontra na melhoria da autoestima, na ocupação do tempo com atividades prazerosas e, consequentemente, no bem estar geral. 

Os pacientes podem ser atendidos em grupos – os grupos devem ser formados de acordo com o estágio da doença – ou individualmente. Os atendimentos semanais são mais efetivos por terem continuidade e acompanhamento frequente.

Fotos: Eliana Cecília Ciasca (arquivo)


sexta-feira, julho 25

Alimentos que nos protegem do Alzheimer


Alimentos para prevenir o Alzheimer

1. Cítricos

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Por quê?

Os cítricos, tais como os limões, as laranjas, os morangos, as mangas, os mirtilos etc. dispõem de uma quantidade maravilhosa de vitamina C e grandes propriedades antioxidantes. Estes componentes evitam que se acumulem compostos daninhos em nosso cérebro. São grandes depuradores e protetores.


2. Curry
curry

Por quê?

Comece a inclui-lo em suas receitas, em especial o curry amarelo. Trata-se de uma especiaria deliciosa com alto teor de cúrcuma. Dispõe de propriedades medicinais muito interessantes para prevenir o Alzheimer, já que contém ações anti-inflamatórias, a influência na agregação plaquetária capaz de dissolver levemente o sangue, melhorando, assim, a irrigação cerebral.


3. Vinho

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Por quê?

O vinho dispõe de propriedades anti-inflamatórias que previnem a inflamação do tecido do cérebro, evitando ou reduzindo o surgimento de demências ou doenças.


4. Vitamina D
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Por quê?

Excelente vitamina que podemos obter a partir da luz solar e por meio de alguns alimentos. Ajuda-nos a estimular o sistema imunológico a eliminar as proteínas beta-amiloide, as que causam dano cerebral que culmina no Alzheimer. Podemos encontrar vitamina D nas farmácias ou nas lojas de produtos naturais, bem como nos peixes gordurosos, ostras, soja, ovos e, inclusive, em cereais enriquecidos com esta vitamina.


5. Café

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Por quê?

Pesquisas recentes publicadas no Journal of Alzheimer’s Disease indicam que a cafeína oferece proteção contra o surgimento do Alzheimer, algo que não se observa em outras bebidas. O café evitaria o acúmulo no cérebro das proteínas que danificam os neurônios, retardando, inclusive, a doença naquelas pessoas que já sofrem seus primeiros sintomas.


Vitamina B

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As vitaminas B, ideais para prevenir o Alzheimer

Por quê?

Consumir Vitamina B é essencial para a nossa saúde. É necessário dispor de um bom nível dela para cuidar dos nossos ossos nosso cabelo, nossas dentes; é ideal também para prevenir os sintomas pré-menstruais. Além disso, consumir vitamina B nos permite baixar o nível de homocisteína no sangue, este elemento prejudicial para o nosso cérebro que causa a sua deterioração e faz com que as nossas células nervosas percam sua funcionalidade.

Você pode encontrar esta vitamina em todos os alimentos observados na ilustração: nozes, grãos, banana, brócolis, abacaxi, pimentão, maça, ovos, soja etc. não deixe de inclui-los em sua dieta.

terça-feira, julho 22

Mulheres que amamentam têm menor risco de Alzheimer, indica estudo


Mães que amamentam seus filhos têm um risco menor de desenvolver Alzheimer, segundo um estudo recém-publicado pela Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.

A pesquisa também indicou a possibilidade de haver uma ligação mais ampla entre os dois fatores, já que amamentar pode pode atrasar o declínio da condição cognitiva da mulher.

Estudos anteriores já mostravam que a amamentação reduzia o risco de a mãe desenvolver outras doenças, mas esse é o mais indicativo no que diz respeito a transtornos cognitivos.

O estudo mostra que alguns efeitos biológicos da amamentação podem ser os responsáveis pela redução do risco de se desenvolver a doença.

Os pesquisadores estabeleceram três comparações hipotéticas, entre mulheres que amamentaram e outras que não amamentaram ou amamentaram menos, e verificaram reduções potenciais de até 64% no risco de as primeiras desenvolverem Alzheimer em relação às segundas.

Eles advertem, porém, que não é possível quantificar com exatidão a redução potencial do risco de Alzheimer, por conta do grande número de variáveis envolvidas - como tempo de amamentação, histórico de saúde da mulher, número de gravidezes e casos de Alzheimer na família, entre outras.
Progesterona e insulina

Segundo uma das teorias levantadas pelos pesquisadores de Cambridge, amamentar priva o corpo do hormônio progesterona, para compensar os altos níveis de protesgerona produzido durante a gravidez.

A progesterona é conhecida por dessensibilizar os receptores de estrogênios no cérebro – e o estrogênio tem um papel importante na proteção do cérebro contra o Alzheimer.

Outra teoria se baseia no fato de que amamentar amplia a tolerância da mulher à glicose, restaurando sua tolerância à insulina após a gravidez, um período em que há uma redução natural da resistência à insulina.

E o Mal de Alzheimer é caracterizado justamente pela resistência à insulina no cérebro (e consequentemente à intolerância à glicose), tanto que o mal de Alzheimer algumas vezes é chamado de diabetes tipo 3.

Histórico de demência

Publicada no Journal of Alzheimer’s Disease, a pesquisa analisou 81 mulheres britânicas entre 70 e 100 anos, incluindo mulheres que sofriam ou não desse tipo de demência.

Apesar de os cientistas terem estudado o caso de um grupo pequeno de mulheres, eles garantiram que isso não interfere no resultado da pesquisa, dados os fortes indícios da correlação entre amamentar e os riscos de se desenvolver Alzheimer.

Eles disseram, no entanto, que a conexão entre os dois fatores foi bem menos presente em mulheres que já tinham um histórico de demência na família.

Com base nos dados coletados com as mulheres estudadas, os pesquisadores formularam três casos hipotéticos para indicar o potencial de redução do risco de Alzheimer pela amamentação:

No primeiro caso, na comparação de duas mulheres idênticas, uma que tivesse amamentado por 12 meses teria um risco 22% menor da doença em relação à outra que amamentou por 4,4 meses.

No segundo, uma mulher que tenha amamentado por oito meses após uma gravidez teria um risco 23% menor do que uma mulher em condições idênticas, mas que tenha amamentado por seis meses após três gestações.

No terceiro caso, a redução verificada foi de 64% para uma mulher que tenha amamentado em relação a outra idêntica que não tenha amamentado.

'Doença devastadora'

A pesquisadora Molly Fox, que conduziu o estudo juntamente com os os professores Carlo Berzuini e Leslie Knapp, disse esperar que a pesquisa sirva para estimular outras sobre a relação entre o risco de doenças e o histórico reprodutivo de mulheres.

Fox espera ainda que as conclusões da pesquisa indiquem novos caminhos para lutar contra epidemia global de Alzheimer, especialmente em países em desenvolvimento.

"Alzheimer é o transtorno cognitivo mais comum do mundo e já afeta 35,6 milhões de pessoas. No futuro, a doença deve atingir ainda mais países onde a renda é mais baixa", disse. "Então é vital que sejam criadas estratégais de baixo custo e em grande escala para proteger as pessoas contra essa doença tão devastadora."

Além disso, o estudo abre novos possibilidades de se entender o que faz alguém suscetível a esse tipo de demência. Também pode servir como incentivo para mais mulheres amamentarem – algo que muitas pesquisas já comprovam que traz benefícios tanto para mãe quando para o bebê.

terça-feira, junho 3

Quem tem um familiar com Alzheimer deve ficar atento à própria mente


Ser um cuidador em tempo integral para um familiar com a doença ou qualquer outro tipo de demência exige ajustes constantes

Paul Divinigracia não se considera um santo. Contudo, quem o vê cuidando da mulher, Virgie, que sofre de Alzheimer há 11 anos, pode ter a impressão contrária. O casal comemorou o aniversário de 50 anos de casamento em agosto passado. Aos 75 anos, Paul ainda chama a mulher, de 87, de "meu bem", e não há dúvidas de que ele esteja sendo sincero, mesmo depois de responder a mesma pergunta 10 vezes em poucos minutos.

A paciência, ele afirmou em uma entrevista, é a palavra de ordem para sua existência.

— Continuar de bom humor me ajuda a continuar equilibrado — afirmou.

Ninguém duvida que ser um cuidador em tempo integral para um familiar com Alzheimer ou qualquer outro tipo de demência exija ajustes constantes. Novos desafios surgem a todo o momento. O último enfrentado por Paul é tentar convencer a esposa a tomar banho.

— Às vezes eu ofereço uma recompensa, como dizer a ela que vamos almoçar ou jantar em um restaurante que não nos deixa entrar a menos que estejamos cheirando bem — contou.

Paul poderia facilmente ser uma das pessoas retratadas nas 54 histórias do novo livro Support for Alzheimer's and Dementia Caregivers: The Unsung Heroes (Apoio aos Cuidadores de Pacientes com Alzheimer e Demência: Os Heróis Desconhecidos, em tradução livre), de Judith L. London. A autora, que atua como psicóloga em San Jose, na Califórnia, nos Estados Unidos, baseou cada uma das histórias em situações enfrentadas por cuidadores que ela conheceu.

Os desafios incluem convencer os pacientes e outros parentes que a doença realmente existe, que os lapsos não são apenas o resultado do declínio gradual na memória que costuma acompanhar o envelhecimento e que é preciso cuidar para que pessoas com algum tipo de demência não saiam de casa despercebidas e se percam (fechaduras duplas nas portas são uma maneira eficaz de impedir que isso ocorra).

Os benefícios do passado e de novas experiências

Judith se preocupa muito com o estresse enfrentado pelos cuidadores, e ela tem bons motivos. De acordo com dados da Universidade de Stanford e da Associação do Alzheimer, mais de 15 milhões de pessoas fornecem cuidados gratuitos a parentes ou amigos com doença de Alzheimer e outras formas de demência. Diversos estudos mostram que o estresse da tarefa pode aumentar o risco de uma série de doenças e até mesmo de morte.

Paul ama viajar e descobriu que pequenas viagens estimulam sua mulher de uma forma positiva. Em uma recente viagem de Fremont, na Califórnia, onde eles vivem, até Seattle para um evento familiar, eles passaram pelas belas montanhas do norte de São Francisco.

— Ela adorou a viagem e se lembrou dela, muito embora ela não consiga se lembrar do que eu disse há dois minutos — contou.

Para aumentar a qualidade do tempo que passam juntos nos anos que ainda restam, ele planejou viagens com ela. Todavia, retornar, às vezes, a uma velha atividade, também pode ser estimulante e divertido. Em uma das histórias do livro de London, uma esposa que cuida do marido, que possui uma forma grave de demência, fez ele recuperar sua velha paixão, o golfe, ao dizer que ela queria jogar. Uma vez no clube, com o taco na mão, ele lembrou, de repente, o que deveria fazer e mandou a bolinha para longe.

— Uma vez que ele tenha começado, talvez ele se lembre de como fazer algo de que gostava há anos. Que delícia! — diz London.

Da mesma forma, existem maneiras de recuperar memórias prazerosas por meio de novas experiências. London conta a história de uma mulher que pegou um ramo de alecrim durante um passeio. O cheiro lembrou o marido de como ele gostava de frango com alecrim e isso fez com que dissesse sua primeira frase completa em meses.

Vítimas escondidas

Um dos desafios mais comuns e difíceis enfrentados pelos cuidadores ocorre quando os pacientes com demência se tornam agitados, fisicamente ou verbalmente agressivos, situações que são emocionalmente exaustivas e muitas vezes perigosas para pacientes e cuidadores.

Laura N. Gitlin, professora da Faculdade de Enfermagem Johns Hopkins, trabalha com uma equipe de terapeutas ocupacionais que procuram formas de lidar com a situação sem recorrer ao uso de medicamentos. Eles prescrevem atividades que os pacientes e os cuidadores podem fazer juntos, de acordo com as capacidades, necessidades e interesses do doente. O resultado é que ficam mais calmos, seguros e engajados, e os cuidadores, menos estressados.

Ainda assim, há momentos em que até o cuidador mais astuto e esperto não é capaz de superar um desafio, especialmente quando o paciente com Alzheimer se torna violento.

Quando o marido de uma mulher parecia possuído por demônios, gritando ofensas e a ameaçando com uma faca, escreveu Judith, ela finalmente percebeu que não seria mais capaz de cuidar dele com segurança em casa. Relutantemente, ela teve de colocá-lo em uma casa de repouso, para que ambos ficassem seguros.

A partir de conversas com outras pessoas e da participação em grupos de apoio bimestrais na Associação do Alzheimer, Divinigracia sabe que o pior ainda está por vir. Ele continua a aprender formas eficazes de lidar com os desafios que surgem e como deixá-los sob controle.

Ainda assim, afirmou Judith, "os cuidadores são muitas vezes os efeitos colaterais, as vítimas escondidas da doença de Alzheimer. Ninguém vê os sacrifícios que eles fazem".

É fundamental que os cuidadores também cuidem de si mesmos, acrescentou, fazendo exercícios físicos, comendo e dormindo bem, e recebendo o cuidado de que necessitam.

Por Jane E. Brody

Meu familiar ainda trabalha, mas está com Alzheimer. Como proceder?


Se uma pessoa idosa que ainda trabalha recebe o diagnóstico de Alzheimer ou de outro tipo de demência, isso torna-se complicado para ela e sua família, pois implica considerar uma série de questões no planejamento do futuro.

Familiares e amigos terão de ponderar sobre as mudanças que essa demência trará em longo prazo para essa pessoa que ainda trabalha, mas apresenta ainda certa preservação de sua capacidade funciona e laboral com prejuízos de memória, concentração e compreensão.

As principais dificuldades que a pessoa pode apresentar com mais frequência no trabalho são: 
- dificuldade em comunicar pensamentos e ideias; 
- dificuldade em concentrar-se tanto tempo como anteriormente; 
- esquecer-se de reuniões importantes ou compromissos; 
- dificuldade em conseguir gerir várias tarefas ao mesmo tempo;  
- ter problemas de estar em grupos maiores, preferindo, talvez, trabalhar sozinho;  
- perder confiança na sua capacidade de trabalho;  
- sentir-se inseguro ao tomar decisões importantes.
Portanto, colegas e a família devem ficar atentos a esses sinais que às vezes a pessoa pode estar apresentando há um tempo no trabalho e não percebeu. 

Após o diagnóstico de demência de uma pessoa ainda ativa, o fundamental é ser realista e começar a planejar o controle precoce de algumas situações.

Desde o início, paciente e familiares devem procurar orientação especializada e apoio jurídico, assistencial e psicológico. Além da família e amigos de confiança, deve incluir apoio de um médico de família, sindicato ou orientações de equipe profissional por meio de associações que forneçam apoio aos familiares com demência e consultores financeiros. Esses apoios irão fornecer um maior esclarecimento sobre o avanço da doença, os sintomas e ajuda a proteger a integridade, a dignidade, a privacidade e a confidencialidade do empregado.

Caso a pessoa que recebeu esse diagnóstico decida manter a atividade de trabalho, estímulo muito importante para o paciente manter uma vida ativa; é importante seguir algumas recomendações:
- Converse com o médico, sobre como falar no trabalho sobre o diagnóstico de demência; 
- Torna-se fundamental falar com o chefe sobre o diagnóstico; 
- Pense em quem necessita saber do diagnóstico. Ter uma ou duas pessoas de confiança como apoios "chave" no local de trabalho pode ser uma ajuda;  
- Procure aspectos que facilitem a realização do seu trabalho;  
- Procure familiarizar-se com a legislação que possa dar apoio e proteção ao empregado;  
- Conheça as condições de emprego como direitos a licenças por doença e invalidez;  
- Continue a planejar o futuro, a pessoa não pode deixar de estar ativa, no estágio inicial da doença, ainda precisa de estímulo para continuar a planejar atividades, férias etc; 
- Verifique como vai decidir sobre o momento que terá de deixar de trabalhar; por se tratar de uma doença progressiva é importante fazer a gestão das mudanças que irão ocorrer com a progressão dos sintomas.
Problemas no trabalho

Caso a pessoa apresente problemas no trabalho, esses podem ser decorrentes das alterações provocadas pela demência. Essas alterações não podem ser controladas, mas pode-se assumir o controle da forma de geri-las. Estratégias simples ou mudanças no ambiente podem ajudá-lo. Algumas pessoas renegociam inicialmente as horas de trabalho e funções, de forma a reduzir as pressões. 

Na opção de deixar de trabalhar, os familiares não podem tomar uma atitude impulsiva, é importante que a pessoa com demência saia aos poucos do trabalho, a não ser que seja um trabalho que ofereça riscos ao empregado.

Assim reitero:

- Certifique-se de que está plenamente consciente dos seus benefícios e direitos; 

- Antes de decidir deixar de trabalhar procure uma assistente social, advogado, médico forense, procure saber dos direitos à licença de serviços, avaliações e atestados que necessitam; 

- Demore o tempo que necessitar, discuta e tome uma decisão adequada. O que está em jogo é o tratamento e a qualidade de vida de uma pessoa com demência e sua família.

terça-feira, fevereiro 11

Planta da região amazônica, estimula produção de novos neurônios


O camapu, uma planta amazônica encontrada no interior do Pará e também na periferia de Belém, tem poderes para combater doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. Pesquisadores paraenses descobriram que uma substância encontrada no talo da planta estimula a produção de novos neurônios no hipocampo, área do cérebro ligada à memória. Agora a equipe de pesquisadores estuda a viabilidade de produzir fitoterápicos e está fechando um acordo com uma empresa farmacêutica internacional.

Com a produção de novos neurônios, a hipótese é que novas sinapses, ou conexões entre as células do cérebro, sejam criadas, revertendo quadros de perda de memória recente, comum em pacientes com Alzheimer. Os pesquisadores também acreditam que o medicamento à base de camapu possa ser usado para uma possível reversão de morte neuronal que ocorre em pacientes com quadros de depressão, já que a substância induz o nascimento de novos neurônios.

“A notícia é muito boa, principalmente pelo fato de esta substância estimular o crescimento neuronal na área do hipocampo. A gente está falando da criação de novos neurônios, algo que algum tempo atrás não se falava”, diz Milton Nascimento dos Santos, do Grupo de Pesquisas Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica da Universidade Federal do Pará.

As propriedades neurogênicas da planta de camapu já foram testadas em laboratório e em ratos, agora os pesquisadores buscam fazer testes clínicos e também analisar a viabilidade da produção da substância em larga escala. Como a substância é muito complexa e difícil de ser sintetizada em laboratório, Silva quer testar se ela está presente em toda a planta e se é produzida o ano inteiro, ou em um período longo. “A substância pode ser uma maravilha, mas se só é produzida pela planta uma vez por ano, a produção de fitoterápicos ficaria inviável”, diz Silva.

Esta segunda fase da pesquisa contará com o apoio financeiro de uma farmacêutica internacional. 
“Não posso falar o nome da empresa porque o contrato ainda está sendo fechado”, despista.
A descoberta dos poderes neurogênicos do camapu foi mais um caso da ciência de apontar para um alvo e acertar em outro, ainda melhor. O camapu é conhecido tradicionalmente por sua atividade anti-inflamatória e antiprotozoária. Enquanto tentavam comprovar em laboratório o poder anti-inflamatório do camapu, os pesquisadores identificaram a presença da substância com poderes de criar novos neurônios na seiva do talo do camapu. “Esta substância não é nova, mas é uma surpresa encontrá-la numa fruta tão comum aqui no Pará como é o camapu”, disse.


quinta-feira, janeiro 2

Idoso que sofre de alzheimer desaparece em viagem para Uberlândia


Um idoso de 74 anos está desaparecido desde o último dia 23 de dezembro, quando saiu do interior do estado de Goiás e veio de ônibus para Uberlândia, onde ficaria na casa de parentes.

Antônio Teodoro Borges sofre com o Mal de Alzheimer e precisa de medicamentos controlados. Os familiares não sabem dizer se o idoso desembarcou na cidade.

Quem tiver informações sobre o homem, pode entrar em contato com a família pelos telefones DDD (064) 9259-1315, 9237-3501, ou 3647-2469, ou para a polícia no 181 ou 190.

segunda-feira, dezembro 9

Pesquisa Descobre Neurotoxina do Alzheimer Que Causa Depressão


Um estudo realizado por cientistas brasileiros da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) descobriu um agente responsável pela associação entre a Doença de Alzheimer e a Depressão.

De acordo com os resultados da pesquisa, as neurotoxinas oligômeros de abeta, em maior quantidade no cérebro de pessoas com Alzheimer e os principais responsáveis pela perda de memória nas fases iniciais da doença, também são capazes de provocar sintomas de depressão.

Os oligômeros atacam as conexões entre os neurônios, prejudicando o processamento de informações. Como essas neurotoxinas são solúveis no líquido que banha o cérebro, os cientistas aventaram que elas acabam se diluindo e atacando o órgão em várias regiões, inclusive aquelas relacionadas à depressão.

Para testar a hipótese, foram aplicados oligômeros de abeta no cérebro de camundongos. Depois de 24 horas, os roedores foram submetidos a testes que identificaram comportamentos depressivos nos animais, confirmando a relação. Em seguida, surgiu uma segunda descoberta: ao administrarem o antidepressivo fluoxetina para reverter o quadro de depressão, observou-se concomitantemente melhoria na memória.

Para o neurologista e coordenador da pesquisa, Sérgio Ferreira, professor do Instituto de Bioquímica da UFRJ, os resultados são um passo muito importante para o estudo do tratamento de Alzheimer, embora a associação clínica entre a doença e a depressão já tenha sido feita há muito tempo. “Sabe-se que quem teve depressão sofre mais risco de desenvolver Alzheimer e vice-versa. O nosso trabalho fornece a explicação para isso, mostra por qual motivo as duas doenças são associadas. Com essa descoberta, já se sabe que tratamentos de depressão talvez possam funcionar para amenizar os sintomas de Alzheimer.”

Apesar do resultado promissor, não haverá testes em seres humanos no Brasil. “Gostaríamos de fazer isso por aqui, mas infelizmente ainda não temos infraestrutura suficiente. Aqui os recursos são bem limitados. Provavelmente essa fase deve ser realizada no exterior, baseado no que foi descoberto por aqui”, afirma Ferreira.

sexta-feira, dezembro 6

Comer peixe pode reduzir o risco de Alzheimer e melhorar a memória


Comer peixe cozido ou grelhado uma vez por semana ou mais pode melhorar saúde do cérebro e reduzir o risco de desenvolver transtorno cognitivo leve (TCL) e doença de Alzheimer. Esta é a conclusão de um estudo, realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos.

O estudo, apresentado mês passado no encontro anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, envolveu 260 pessoas, com idade média de 71 anos, que não apresentavam problemas cognitivos. Todos preencheram questionários que avaliaram a quantidade de peixe que consumiam e como este era preparado.

Entre os participantes, 163 comiam peixe semanalmente ou menos, enquanto o restante consumia o alimento de uma a quatro vezes por semana. Exames de imagem do cérebro foram feitos no início do estudo e sete anos mais tarde.

Os pesquisadores descobriram que as células do cérebro responsáveis pela memória morriam mais rápido entre as pessoas que comiam pouco peixe, e 47% delas desenvolveram a doença de Alzheimer cinco anos após os exames. Por outro lado, apenas 3% das pessoas que comiam peixe de uma a quatro vezes por semana desenvolveram Alzheimer ou comprometimento leve da memória, já que as suas células cerebrais ficaram mais conservadas.

Os pesquisadores tentaram levar em conta outros fatores de risco para a perda de memória que poderiam afetar os resultados, incluindo idade, sexo, escolaridade, obesidade, atividade física e a presença do gene apolipoproteína E4 (ApoE4) – fator de risco para o Alzheimer. Ainda assim, a associação entre peixes, volume cerebral e demência permaneceu.

“Consumir o peixe cozido ou grelhado faz com que os neurônios na substância cinza do cérebro fiquem mais fortes, maiores e mais saudáveis”, explica Cyrus Raji, autor do estudo. “Esta escolha de estilo de vida simples aumenta a resistência do cérebro à doença de Alzheimer e reduz o risco para o TCL.”

No entanto, o autor ressalta que o consumo de peixe não estava relacionado ao aumento do tamanho do cérebro, o que o protegeria contra a perda cognitiva.

sábado, setembro 14

Pesquisa diz que consumo de carne vermelha pode aumentar risco de Alzheimer


O consumo de carne vermelha pode desencadear Alzheimer. É o que revela estudo de pesquisadores da Universidade da California, nos EUA.

Os resultados sugerem que o acúmulo de ferro, abundante na carne vermelha, pode causar danos oxidantes ao cérebro, que é particularmente vulnerável.

Segundo os pesquisadores, isso pode, por sua vez, aumentar o risco de doença de Alzheimer.

As descobertas desafiam o pensamento convencional sobre as possíveis causas do transtorno. A maioria dos pesquisadores acredita que a doença é causada por uma de duas proteínas, uma chamada tau e a outra beta amiloide.

Agora, o estudo sugere uma terceira possível causa: o acúmulo de ferro.

O líder da pesquisa, George Bartzokis e seus colegas analisaram duas áreas do cérebro de pacientes com Alzheimer. Eles compararam o hipocampo, que é conhecido por ser danificado no início da doença, e o tálamo, uma área que geralmente não é afetada até as fases tardias.

Utilizando técnicas de imagiologia cerebral sofisticadas, eles descobriram que a quantidade de ferro é aumentada no hipocampo e está associada a danos no tecido nessa área. No entanto, o aumento de ferro não foi visto no tálamo.

Segundo os pesquisadores, na presença de doenças tais como a doença de Alzheimer, conforme a estrutura das células se rompe, a quantidade de água aumenta no cérebro, o que pode mascarar a detecção de ferro. É difícil medir o ferro no tecido quando o tecido já está danificado. Mas a tecnologia de MRI utilizada neste estudo permitiu determinar que o aumento de ferro ocorre em conjunto com o dano tecidual. Descobrimos que a quantidade de ferro é aumentada no hipocampo e está associada a danos nos tecidos em pacientes com a doença de Alzheimer, mas não em indivíduos saudáveis mais velhos”, afirma Bartzokis.

Assim, a equipe afirma que os resultados sugerem que o acúmulo de ferro pode contribuir efetivamente para a doença de Alzheimer.

terça-feira, fevereiro 26

Disfagia em Alzheimer


A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, sendo responsável por 50 a 70% do total de casos. Trata – se de uma doença multifatorial, onde as características genéticas em associação com fatores ambientais (ainda não identificados), levando à perda progressiva de neurônios e às manifestações clínicas da doença. O caráter genético da doença de Alzheimer implica um aumento da probabilidade de desenvolver a doença, de um modo geral a partir dos 65 anos de idade. 

É importante lembrar que o fato de apresentar estas características genéticas não é sinônimo de desenvolvê-la, da mesma forma que, não apresentá-la não quer dizer que não possa haver desenvolvimento da Alzheimer.

Com o avançar da doença, as deficiências da memória ficam mais acentuadas. Além da desorientação temporal (hora, dia, ano), passa a aparecer também desorientação espacial (se perde no ambiente), de modo que sair sem acompanhante torna-se difícil. Já as alterações de linguagem são mais evidentes, comprometendo a convivência pessoal e social.

As alterações na DEGLUTIÇÃO também aparecem na fase moderada. Não faz sentido para o paciente ingerir alimentos, uma vez que esse não os reconhecem. Com a progressão da doença, o paciente passa a ter dificuldades em utilizar os talheres e também para deglutir, manipulando o alimento na boca por muito tempo sem saber o que fazer e como engoli- lo.

sexta-feira, setembro 21

DIA MUNDIAL DO ALZHEIMER



Hoje, 21 de setembro, é o DIA MUNDIAL DO ALZHEIMER!

Para mim, todos os dias deveriam ser o seu dia, por se tratar de uma doença devastadora em que, anulando os referenciais do ser humano, leva aos familiares uma dor que nunca poderá ser sa
nada.

Llidar com o portador de Alzheimer requer muito amor, muita paciência e, também o conhecimento científico da doença. Infelizmente, nem todos querem estudá-la um pouco a fim de se tornarem mais aptos a lidar com alguém, seu familiar ou amigo, de uma maneira mais eficaz.

Lembremo-nos sempre de que a dor que aflige o nosso vizinho no dia de hoje, poderá ser aquela que nos afligirá no amanhã.

abraços,

sexta-feira, junho 15

Colesterol tem influência na evolução do Alzheimer, diz pesquisa


Cientistas encontram ligação entre proteína da doença e o colesterol. Evidência abre caminho para novos tratamentos contra o Alzheimer.

Uma equipe de pesquisadores americanos descobriu que o colesterol tem papel importante na produção de uma proteína que destrói neurônios e é considerada a principal causa da doença de Alzheimer. A descoberta foi publicada nessa semana na revista “Science”.

O Alzheimer é uma das formas mais comuns de demência, que leva a alterações progressivas da memória, de julgamento e raciocínio intelectual, e costuma acometer pessoas idosas.

A equipe de pesquisadores, comandada por Charles Sanders, do Centro de Biologia Estrutural, revelou a estrutura tridimensional de uma proteína que dá origem a outra chamada beta-amiloide, encontrada em exames feitos no cérebro de vítimas da doença.

Ao mapearem sua estrutura, por meio de uma ressonância magnética com dimensão microscópica, eles perceberam que o colesterol se ligava a uma parte dela.

“Há muito tempo que se pensa que, de alguma forma, o colesterol promove a doença de Alzheimer, mas os mecanismos não eram claros”, disse Sanders.

Pesquisas anteriores já haviam sugerido que o colesterol alto aumenta o risco de Alzheimer e tal evidência foi levada em conta pelos cientistas.

Segundo Sanders, a análise microscópica da molécula, que mostrou ambas coladas uma na outra, pode responder a questão e ter um papel decisivo na evolução do tratamento da doença.
G1 

abraços fraternos...

segunda-feira, janeiro 9

Henry Engler, o ex-guerrilheiro que revolucionou a pesquisa de Alzheimer


Para demarcar os limites de sua imaginação, Henry Engler traça um círculo que abriga e controla seus pensamentos.

Foi assim na prisão, onde ele desenvolveu a técnica intuitivamente, para tentar manter-se são; na vida cotidiana, como na recente briga de trânsito em que terminou agredido; e no trabalho de pesquisa médica, que o fez chegar perto do Prêmio Nobel de Medicina, por desenvolver um dos estudos mais importantes em sua área nos últimos cem anos.

Ex-preso político da ditadura uruguaia por 13 anos, 11 dos quais numa solitária, sofrendo alucinações e diagnosticado com psicose delirante crônica, Engler apresentou em 2002, na Conferência Mundial sobre o Alzheimer, em Estocolmo, um trabalho que revolucionou os estudos do cérebro.

Ele detectou, pela primeira vez, a proteína amiloide, associada ao Alzheimer, em um homem vivo, passo mais importante no estudo da doença desde que o psiquiatra alemão Alois Alzheimer (1864-1915) detectou o mal, em 1906, na cabeça de um morto.

"Claro que houve influência da prisão na minha investigação, ela me deu disciplina e muita paciência", disse Engler à Folha em sua sala de diretor do Cudim (Centro Uruguaio de Imagenologia Molecular), criado por ele em Montevidéu em 2008. "Para o pesquisador, o mais importante não é a inteligência, mas sim a paciência, em primeiro lugar, e depois a intuição. Tanto na prisão como na minha pesquisa, tomei um caminho intuitivo."


PRISÃO

Ex-dirigente Tupamaro, a maior organização da esquerda armada do Uruguai entre os anos 1960 e 70, Engler foi um dos nove reféns da ditadura instaurada em 1973. Os militares prenderam nove dirigentes e ameaçaram executá-los caso a organização retomasse as ações armadas. Além de Engler, o atual presidente uruguaio, José Pepe Mujica, e o líder e fundador dos Tupamaros, Raúl Sendic, estavam no grupo.

Nascido em Paisandú em 1946, Engler era estudante de medicina e um dos dirigentes da organização. Participou de ações armadas e foi acusado pelos militares de ser um dos coautores do assassinato de Dan Anthony Mitrione, agente da CIA executado no Uruguai em 1970. Ele nega.

Foi preso em 1972, aos 24 anos. No ano seguinte, acabou trancafiado em uma solitária onde viveria os próximos 11 anos.

"Tinha muito problema com as vozes. Nunca vi coisas inexistentes, mas eu tinha uma toalha que se transformava em tapete mágico, cheia de sinais", conta. "Era insuportável ouvir as vozes, era muito agressivo, sentia fisicamente choques elétricos que paravam meu coração, que me seguiam torturando. Sofri isso durante anos."

Uma das piores alucinações foi a constatação de que a CIA tinha instalado um dispositivo em seu cérebro. Ao pensar nos companheiros da luta armada, automaticamente o dispositivo da agência de inteligência norte-americana captava a identidade dos colegas, que "caíam" (eram presos) em seguida. Para ele era a morte.

"Foi tudo intuitivo. Para controlar meus pensamentos, tratava de fazer um ponto na parede da cela e olhava fixamente para ele", conta. "Em pouco mais de um mês, via o que passava na minha cabeça, imagens que iam se formando. Até que fiz um círculo, e sempre tratava de manter essas imagens e pensamentos dentro do círculo. Seguia escutando vozes, mas agora eu podia controlar minha cabeça."


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beijinhos de paz...

terça-feira, dezembro 6

Alzheimer

Sintomas da Doença

As áreas mais afetadas são as associadas a memória, aprendizagem e coordenação motora.

Cada paciente com a Doença de Alzheimer é acometido de forma diferente e única. No entanto, existem pontos em comum, por exemplo, o sintoma primário mais comum é a perda de memória. 
Muitas vezes, os primeiros sintomas são confundidos com o problema de idade ou estresse. Quando a suspeita recai sobre a Doença de Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos e radiológicos. 
Com o avançar da doença, vão aparecendo novos sintomas como confusão mental, irritabilidade, agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória em longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. 
Antes do aparecimento dos sintomas, a Doença de Alzheimer vai-se desenvolvendo por um período indeterminado de tempo e pode manter-se não diagnosticada e assintomática durante anos.

A evolução da doença está dividida em quatro fases: (clique)
Fonte: ABRAz
abçs,

Paz!