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sexta-feira, maio 31

História Verídica


Quando um velho homem morreu na enfermaria de geriatria de um lar de idosos numa cidade do interior da Austrália, acreditava-se que ele não tinha mais nada de qualquer valor.

Mais tarde, quando as enfermeiras estavam reunir os seus poucos pertences, encontraram este poema. A sua qualidade e conteúdo impressionaram tanto a equipe que cópias foram feitas e distribuídas para cada enfermeira no hospital.

Uma enfermeira levou uma cópia para Melbourne ... O único legado do velho homem para a posteridade já apareceu nas edições de Natal de revistas em todo o país e figura nas revistas de Saúde Mental. Uma apresentação de slides também foi feita com base em seu simples mas eloquente poema. 
E esse velho homem, com nada para dar ao mundo, é agora o autor deste poema "anônimo" navegando em toda a Internet.
VELHO RANZINZA...

O que vocês vêem enfermeiros?... O que vocês vêem?
O que vocês estão pensando... quando estão olhando para mim?
Um homem casmurro,... não muito sábio,
Incerto de hábito… de olhos distantes?

Quem goteja sua comida... e não faz qualquer comentário.
Quando você diz em voz alta... “Eu gostaria que você tentasse!”
Quem parece não perceber... as coisas que você faz.
E sempre está perdendo... uma meia ou sapato?

Quem, resistindo ou não... lhe permite fazer como quiser,
Com o banho e a alimentação... o dia inteiro para preencher?
É nisso que você está pensando?... é isso ... o que você vê?
Então abra seus olhos, enfermeiro... você não está olhando para mim.

Vou lhe contar quem eu sou ... como continuo, ainda, sentado aqui,
Conforme posso fazer ao seu comando,... como comer à sua vontade.
Eu sou uma pequena criança de dez anos... com um pai e uma mãe,
Irmãos e irmãs... que se amam
Um rapaz de dezesseis... com asas nos pés
Sonhando que breve... uma amante ele vai encontrar.

Um noivo logo aos vinte... meu coração dá um salto.
Lembrando os votos... que eu prometi manter.
Aos vinte e cinco, agora... tenho minha própria juventude.
Quem precisa de mim para guiar... e um lar seguro feliz.

Um homem de trinta... minha juventude agora cresceu rápido,
Ligados um ao outro... com os laços que devem durar.
Aos quarenta, meus filhos pequenos... cresceram e se foram,
Mas a minha mulher está ao meu lado... para ver que eu não lamento.

Aos cinquenta anos, mais uma vez,... bebês brincam no meu joelho,
Mais uma vez, conhecemos as crianças... minha única amada e eu.
Dias sombrios estão sobre mim...a minha mulher agora está morta.
Eu olho para o futuro... tremo de pavor.
Pois meus jovens estão todos criados... da sua própria juventude.
E eu penso nos anos... e no amor que eu conheci.
Eu sou agora um velho homem... e a natureza é cruel.
É piada para fazer a velhice... parecer uma tolice.
O corpo, ele se desintegra... graça e vigor, partem.

Existe agora uma pedra... onde uma vez eu tive um coração.
Mas dentro desta velha carcaça... um jovem ainda habita,
E agora e de novo... meu maltratado coração incha 
Lembro as alegrias... eu me lembro da dor.
E eu estou amando e vivendo... a vida outra vez.
Eu acho que os anos, muito poucos... foram embora muito rápido.
E aceitar o fato gritante... que nada pode durar.

Então abram seus olhos, pessoas... abram e vejam.
Não um homem casmurro.
Olhe mais perto... veja... A MIM!

Fonte- Rita Ritta 
Enviado por - Juan Don Don
Lembre-se deste poema da próxima vez que encontrar uma pessoa mais velha que poderá deixar de lado sem olhar para a alma jovem dentro dela ... Vamos todos, um dia, estar lá, também! Por favor. 
As coisas melhores e mais bonitas deste mundo não podem ser vistas ou tocadas. Elas devem ser sentidas pelo coração!
abçs,

quinta-feira, junho 2

Quando um filho ameaça o pai.... // Blogagem Coletiva



O que fazer?!

Hoje vou relatar uma vivência sofrida e constrangedora de um cliente que eu atendo quinzenalmente para troca de cateter vesical de demora (CVD).

Pois bem!  O fato de realizar troca do cateter vesical em pacientes de ambos os sexos, me permite uma maior aproximação com eles tendo em vista que a sua privacidade é por mim invadida por conta da necessidade de realizar o procedimento.

Este contato  períodico e sistemático criou entre nós uma certa afinidade respaldada no respeito e na confiança, até porque eu brinco muito com todos eles, enquanto realizo a troca, a fim de colocá-los relaxados e à vontade.Em virtude de tal confiança, alguns me fazem perguntas de caráter íntimo e outros me contam coisas das suas vidas, e hoje eu escutei uma tragédia familiar ante a qual me senti impotente.

O senhor X, 82 anos, compareceu para a troca do catéter, eu o levei à sala do procediemnto e ali dei início ao mesmo. Percebi que ele desejava falar e conduzi a conversa até o ponto em que ele almejava: falar da violência que sofre na companhia do filho.

Contou-me que o filho Y 43 anos, já o prendeu várias vezes dentro do quarto e o ameaçou de morte com uma arma branca (faca) e que ele teve que fugir pela janela a fim de preservar a sua vida.

Imaginem o quanto meu sangue ferveu de indignação, pois além de estar com a visão de um olho perdida, pelo glaucoma, locomovendo-se com dificuldade pela cidade por não contar com filhos nem netos (estão sempre ocupados), ainda ter que viver aos sobressaltos dentro da sua própria casa por causa de um filho que se embriaga quase que diuturnamente?! É demais!!

Orientei-o a prestar queixa na delagacia, mas ele recusou. Coisas de pai....

Em verdade,caso ele registrasse a queixa na  delegacia contra o filho,estaria se precavendo de novos ataques de violência do mesmo que, talvez esteja buscando resolver os seus desequilíbrios emocionais através da agressividade contra o pai que se encontra fragilizado pela idade e pela doença.

O que este filho não sabe,ou se sabe faz de conta que não sabe,é que não podemos resolver os nossos desajustes psiquicos,despejando a nossa agressividade no outro como se este tivesse alguma culpa. 

Pensei em fazê-lo..mas não tenho este direito. Quem sabe através do anonimato?!

Resta-me orar e pedir a Deus não apenas por ele mas por todos os idosos que sofrem maus tratos no próprio seio familiar e pelos filhos que procedem desta maneira talvez porque ainda não se abriram completamente ao amor de Deus permitindo-LHE ser a mão a guiar as suas ações.

Deus tenha misericórdia de todos nós....


BLOGAGEM COLETIVA
TEMA:
"Os problemas resolvem-se à chapada"

bjs,soninha

sexta-feira, agosto 13

EM TORNO DA SOLIDÃO!



Algumas ocorrências no nosso dia-a-dia profissional nos remetem a pensarmos e repensarmos o porquê da vida e se a estamos administrando conforme a grandeza que lhe é peculiar.

Na terça feira passada atendi um idoso com 85 anos de idade, levado ao hospital onde trabalho para realizar uma troca de sonda vesical de permanência. Comumente os idosos que não realizaram os exames períodicos que detectam o aumento da próstata ao atingirem uma certa idade acima dos 40 anos,tendem a apresentar hipertrofia desta glândula com dificuldade à micção,chegando a atingir um quadro de retenção urinária por conta da redução do canal uretral decorrente do quadro.Neste estágio o paciente terá que permanecer em uso de sonda de vesical de permanência (de foley) até que seja cirurgiado da próstata e retorne  à micção espontânea.

O idoso em pauta, chegou em cadeira de rodas acompanhado por um rapaz ,sua esposa e um irmão deste, eram seus vizinhos. Ele se lamentava pelo descaso dos filhos,chegando a queixar-se que os mesmos não lhe visitavam nem se interessavam por ele desde que ele abandonara a esposa,mãe dos referidos filhos.

Atendí-o com paciência e cuidado lembrando-lhe que,enquanto as pessoas nos "abandonam" o nosso Deus maravilhoso permance fiel ao nosso lado esperando pacientemente que sintamos a Sua presença e nos voltemos para Ele. 

Em verdade a nossa via crucis aqui no planeta é acompanhada de perto pelo nosso Criador e no entanto nós depositamos as nossas esperanças naqueles que são passíveis de falhas tanto quanto nós.Não quero dizer com isto que os filhos estão isentos de cuidar dos seus pais quando estes atingem a velhice e sim,caso isto nos aconteça, não devemos nos lamentar continuamente e tampouco falarmos mal deles.Antes de os recriminarmos temos que fazer uma autoanálise retrospectiva para verificarmos se fomos fiéis aos nossos deveres da paternidade, ou se não estamos colhendo o fruto cuja semente nós mesmos semeamos.

Muitos de nós,pais,nos descuidamos dos nosses filhos quando ainda estamos na fase da juventude adulta. Enquanto pais jovens, tendemos a sair,passear, curtir etc,deixando-os à mercê de empregados cujos hábitos nem conhecemos a fundo e sequer nos preocupamos se isto os afetará no futuro.Outras vezes sobrecarregamos os nossos pais,seus avós já envelhecidos, para que cuidem deles. Claro que os avós,na grande maioria sentem prazer de cuidar dos netos, mas eu pergunto: não estarão eles carecendo também de cuidados?

A criança recebe os impactos das nossas ações,muitas vezes impensadas,aquilo que para nós representou um pequeno passeio ou uma ingênua distração pode ter significado para a sua mente infantil um grande e pavoroso abandono da nossa parte,enquanto estivemos ausentes.A segurança que os filhos sentem no convívio dos pais não se iguala àquela sentida na companhia da babá,por mais dedicada e amorosa que ela seja.

E nós nem pensamos nisto!

O tempo foi passando,os filhos cresceram e nós envelhecemos,alguns de nós sozinhos.Alguns reconhecem que não souberam escolher a semente a ser semeada no coração e na mente dos filhos e buscam recuperar a 
confiança dos mesmos a fim de resgatar o tempo perdido.Muitos morrem sem conseguirem este intento até porque o tempo lhe é um terrível adversário e alguns filhos não se sensibilizaram diante dos seus esforços,mostrando que não amavam e nem amam os pais.Outros idosos,cujos filhos mais sensíveis e amorosos capazes de perceber a intenção do(s) idoso(s) vêem coroado de êxito os seus esforços direcionados à reconquista dos seus rebentos que os acolhem com prazer até porque o amor dedicado aos pais sempre foi real e intenso.

A visita daquele idoso que atendi e no qual realizei o procedimento de enfermagem que lhe permite a micção sem sofrimento,fez-me pensar e muito sobre mim mesma e o que tenho feito da minha vida até o presente momento. 

Espero que vocês também reflitam! 


bjs,soninha

Paz!