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domingo, fevereiro 21
sábado, fevereiro 20
“O meio ambiente não precisa de nós, nós é que precisamos do meio ambiente”
É o que Dona Manoelita, madrinha do Portal, enfatizou durante entrevista sobre sua preocupação com a ecologia e o uso indiscriminado de sacolas plásticas descartáveis.
Durante a visita do Portal ao Canadá, em julho passado, para a série de entrevistas sobre como a terceira idade é tratada naquele país, naturalmente não poderíamos deixar de ter ido a alguns supermercados para as compras básicas do dia-a-dia.
E, em todos eles, ao passarmos pelos caixas, as atendentes sempre nos faziam a mesma pergunta: “a senhora vai querer sacolinhas plásticas, ou trouxe sua própria sacola?”
Ficamos admirados ao notar que a maioria dos clientes trazia sua própria sacola (lá é muito comum, também, as pessoas saírem de casa com sua mochilinha nas costas todos os dias) para levar os produtos comprados. Pedir por sacolinhas do próprio supermercado ficava até ´feio´, fazendo você se sentir um ´cidadão não muito preocupado´ com o meio ambiente.
Recentemente, o Brasil também vem demonstrando essa preocupação, o que se percebe em algumas grandes redes de supermercados que incentivam seus clientes a trazerem suas sacolas de casa (ou a comprarem sacolas especiais para esta finalidade, com a logomarca da rede). Mas o uso das sacolinhas plásticas do próprio supermercado ainda é o padrão mais adotado pela maioria da população brasileira (e do mundo).
Pesquisa recente realizada na Inglaterra demonstra que uma família inglesa utiliza em média 800 sacolas por ano. A média por consumidor é de 260 sacolas plásticas por ano. O dado mais surpreendente, entretanto, foi o de que as sacolas são utilizadas em média por apenas 20 minutos antes de serem jogadas fora. As sacolas plásticas levam de 400 a 1.000 anos para se degradar no meio ambiente.
Agora, surpreendente mesmo foi descobrir, durante uma conversa informal com Dona Manoelita Valim Rodrigues, madrinha do Portal, como ela lida com essa questão.
Estávamos tomando um cafezinho com ela, quando notamos um monte de saquinhos plásticos de supermercado, todos muito bem enroladinhos e agrupados em montinhos de dez, com elásticos, formando várias pilhas multicoloridas numa das prateleiras de sua cozinha.
Perguntamos a ela por que ela se dava a todo aquele minucioso trabalho só para guardar saquinhos para o lixo. Foi quando ela nos pegou de surpresa e respondeu: “Eu não as guardo para usar para o lixo. Toda vez que eu vou ao supermercado, eu levo de volta as mesmas sacolinhas para trazer minhas compras. Assim, eu faço a minha parte para não contribuir com a poluição do meio ambiente...”
Sua atitude de cidadania nos incentivou a fazer uma entrevista especial sobre sua preocupação com o meio ambiente. “Quanto menos poluirmos o meio ambiente, melhor para nós. Não só para nós, mas para as gerações futuras. O meio ambiente não precisa de nós, nós é que precisamos do meio ambiente...” enfatizou Dona Manoelita, em um de seus depoimentos.
Assista à entrevista completa no vídeo acima e veja como pequenas e simples atitudes, tomadas no seu dia-a-dia, podem ajudar a salvar o mundo.
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segunda-feira, dezembro 14
Casal de idosos ainda usa árvore de Natal comprada há 78 anos
Atualmente (Foto: Reprodução/Daily Mail)
O motorista aposentado Derek Parker, de 78 anos, ainda usa a mesma árvore de Natalque sua mãe comprou no ano de seu nascimento.
Atualmente, Derek e a esposa Sybil, que receberam a árvore artificial como presente de casamento em 1957, mantêm o item no quarto - bem longe dos netos, bisneto e tataranetos, que podem quebrá-la acidentalmente.
O casal com a árvore em 1967 (Foto: Reprodução/Daily Mail)
"Todos os anos, eu olho o pacote em que ela fica enrolada para checar se ainda está inteira", conta Derek ao Daily Mail. "Temos que ser cuidadosos ao tirá-la do embrulho, mas fico espantado por ver como durou", acrescenta ele.
A árvore 'viveu' o suficiente para passar por oito mudanças de residências, a mais recente há cerca de oito meses, quando mudaram para uma casa em Somerset (Inglaterra).
Em 2002 (Foto: Reprodução/Daily Mail)
A decoração da árvore também é antiga e o último enfeite foi colocado há décadas. "Nós nunca substituímos as luzes que foram colocadas há quase 40 anos. Nós não colocamos nenhuma decoração nova pelos últimos 30 anos", afirma o idoso.
O casal com a árvore em 2011 (Foto: Reprodução/Daily Mail)
Ele ainda diz que a árvore tem ficado mais frágil a cada ano, mas sempre esperam que ela resista para ser montada no próximo ano. "É uma parte da família e não seria Natal sem ela", finaliza Derek.
segunda-feira, março 23
Exercitando a mente através da arte
A arte é uma forma de linguagem, portanto também uma forma de expressão do ser humano. A arte embeleza a vida e possibilita o ser humano a ser versátil e a ter criatividade. A arte é fonte de alegria, quantas vezes não ouvimos pessoas que escrevem poesias dizerem que o coração fica mais gostoso quando expressa algo através da literatura ou por outra forma de arte como a música por exemplo. É que pensar, agir, perceber e sentir estão juntos em todas as situações da vida. A Arte é definida como sendo o belo, o verdadeiro, o bem.
Buscar qualidade de vida e satisfação também é buscar o belo, despertar para a sensibilidade, perceber o que está ao seu redor, não apenas a utilidade dos objetos, mas perceber tudo que existe no mundo de forma material ou natural enxergando a beleza, estética das formas e das estruturas. É preciso perceber o mundo como uma paisagem viva. Só assim os estímulos que estamos expostos nos tornam significativos.
As artes permitem o desenvolvimento e manutenção da mente ativa, estimulando a capacidade abstrata sem fronteiras precisas, sem classificações rígidas, porque a arte transcende a esfera material, a representação. As manifestações artísticas é resultado de alto nível de criatividade, de idéias originais. Com o processo de envelhecimento mesmo com mudanças biológicas não é verdade que os sentidos se embotam, enquanto houver boa saúde e mente estimulada é possível submetê-los a exercício. Para o exercício de uma arte, como para toda destreza corporal de maneira geral é preciso experimentar sensações no conjunto do corpo. A arte nos dá a possibilidade de concretizar a imaginação e aumentar assim a compreensão daquilo que se exercita, estimulando funções cognitivas e criando conceitos importantes na mente, além de fazer brotar sentimentos de alegria. A arte nos permite experimentar sensações agradáveis.
Vejamos algumas das principais formas arte que nos causam impressões, sensações atingindo nossos sentidos.
A poesia, por exemplo, ou gênero lírico é uma das sete artes tradicionais, por meio da qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos.
O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém). Num contexto mais amplo, a poesia aparece também identificada com a própria arte. A poesia, no seu sentido mais restrito, parte da linguagem verbal e, por meio de uma atitude criativa, transfigura-a da sua forma mais corrente e usual (a prosa), ao usar determinados recursos formais.
A pintura que consiste na técnica de aplicar pigmento em forma líquida a uma superfície bidimensional, a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas.
Em um sentido mais específico, é a arte de pintar uma superfície, tais como papel, tela, ou uma parede (pintura mural ou de afrescos). A pintura a óleo é considerada por muitos como um dos suportes artísticos tradicionais mais importantes; muitas das obras de arte mais importantes do mundo. Diferencia-se do desenho pelo uso dos pigmentos líquidos e do uso constante da cor, trabalhando impressões luminosas que chegam à retina estimulando a visão.
A Música, que é um dos ramos da Arte, está inteiramente no domínio da sensação. A Música, melhor do que a palavra representa o movimento, exercendo efeitos diversos nos indivíduos. A reunião da música e da dança, duas formas de expressão artística se fortalecem formando uma só arte. A Dança é uma das três principais artes cênicas da Antigüidade, ao lado do teatro e da música. Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos coreografados ou improvisados, livres. Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela. A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento.
Durante muitos anos a dança foi considerada apenas como um instrumento de recreação e lazer. Tanto os médicos quanto os leigos, ao pensarem numa atividade física adequada para idosos, consideravam apenas a hidroginástica e a caminhada. Hoje sabemos que a dança é uma atividade física positivamente associada à saúde psicológica e ao bem estar emocional dos idosos.
E por fim, outra forma de expressão artística que também estimulam reações sensíveis, alegres e exercita a memória e a retórica é o teatro. O vocábulo grego Théatron estabelece o lugar físico do espectador, “lugar onde se vai para ver”. Entretanto, o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente à audiência, complemento real e imaginário que acontece no local de representação. Ele surgiu na Grécia antiga, no século IV a.C. Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade: quem vê, o que se vê, e o imaginado.
No teatro ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades, com auxílio de dramaturgos, diretores e técnicos, que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos na platéia. Uma importante forma de arte que também são expressões exteriores que estimulam capacidades abstratas e a imaginação. O teatro deveria ser incorporado às atividades dos centros de convivência para idosos e Faculdades Abertas à Terceira Idade.
O trabalho criativo exteriorizado de forma espontânea nos traz satisfação, alegria, qualidade de vida, mente ativa e movimentam nosso íntimo. A arte nada mais é do uma psicologia prática. A pessoa que exercita seus dons artísticos adquire o hábito de observar seus próprios sentimentos e de transformá-los, exercitar o autoconhecimento.
Procure buscar seus valores artísticos, não existem limites para a criatividade e inspiração. A arte não é questão de gênios, só exige motivação e sensibilidade. Todos somos capazes de expandir nossas competências e habilidades, uns mais, outros menos. O importante é deixar desabrochar a mais nobre inspiração e criar o que você acha que poderá ser contemplado, produzindo sensações positivas, produzindo obras-primas que penetrem a alma. Depois é só uma questão de treino e aperfeiçoamento. Assim você estará exercitando a mente. Não existe alegria maior que a de perceber que nós podemos, ainda, chegar a resultados incríveis a partir de faculdades que dormem em nós.
Fonoaudióloga, Mestre em Gerontologia pela Faculdade de Educação da Unicamp,
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quarta-feira, julho 23
Como o idoso pode manter a capacidade de realizar as atividades do dia a dia?
É bem verdade que o envelhecimento traz consigo uma série de dificuldades. Mesmo assim, é possível viver uma velhice diferente, onde a autonomia e a independência possam estar preservadas.
O ato de postergar a vida não nos preparou para enfrentar as mazelas impostas pelo processo de envelhecimento. As alterações físicas, psíquicas e emocionais a que estamos sujeitos ao envelhecer acabam por limitar a nossa capacidade de executar, desde as mais elaboradas até as pequenas e simples tarefas do nosso cotidiano. Portanto, precisamos encarar o envelhecimento não como algo a ser evitado, mas como um processo a ser planejado com bastante critério.
Preservar a nossa capacidade funcional, ou seja, a capacidade de conduzir a nossa própria vida, decidindo, atuando e utilizando as habilidades que temos para desempenhar as atividades rotineiras, irá, sem dúvidas, permitir viver uma velhice mais satisfatória.
Mas como? O que fazer para nos manter ativos e independentes e, assim, poder desfrutar de uma velhice mais saudável?
A primeira coisa que devemos ter em mente é o entendimento e a aceitação de que envelhecer é algo do curso natural de qualquer ser vivo. Segundo, devemos modificar os nossos hábitos de vida para manter e melhorar a nossa saúde, sobretudo se já conhecemos algum distúrbio ou doença pré-existente que pode nos ter sido transmitida por nossos pais ou ascendentes.
Afastar os vícios e, então, adotar uma alimentação balanceada, praticar atividades físicas regularmente, realizar avaliações periódicas de saúde, envolver-se em atividades sociais, exercitar a memória e trabalhar a nossa espiritualidade trarão mais prazer e sentido à vida. Por fim, viver a vida de forma ativa, participativa e produtiva, aproveitando-a com serenidade, consciência e plenitude, mas sempre com a certeza de que somos seres frágeis e incompletos.
Afinal, o envelhecer nos oferece a oportunidade de rever nossos (pré) conceitos, de fazer aquilo que nunca pensamos que seríamos capazes de realizar, de mudar a nossa realidade e a realidade de quem está à nossa volta.
Fábio Falcão de Carvalho (BA)
Fisioterapeuta Gerontólogo /
Presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG-BA
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