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segunda-feira, setembro 22

Cão permanece ao lado de idosa durante todo o velório


O velório da assistente social Maria Ribeiro da Silva Tavares, de 102 anos, foi cercado de emoção. Ela, que já mais de sete décadas prestava apoio para a ressocialização de detentos, morreu no último final de semana. O que também chamou a atenção durante a cerimônia foi a presença incansável do cão Mike, de 5 anos, ao lado do caixão.

Encolhido no tapete, ele passoiu a maior parte do velório ao lado do caixão de dona Maria. Quando ainda era filhote, o animal fora abandonado na porta da entidade em que a assistente social trabalhava. Desde então, os dois viraram companheiros inseparáveis.


Agora, Mike ficará sob os cuidados dos mesmos detentos que Maria ajudava a ressocializar. Como parte do processo, eles cuidavam da idosa de maneira recíproca. A voluntária morreu no último domingo, em decorrência de problemas respiratórios, após passar uma semana internada.


sexta-feira, julho 29

Os velhos, os animais e o reconhecimento


Temos consciência de que os velhos, assim como os animais, com a idade vão perdendo o raciocínio, ficam fracos, mas devemos lembrar que eles foram jovens e espertos como nós, e o mais importante, eles cuidaram de nós quando crianças...

Para o Sr Juvêncio, hoje com 78 anos nada restava senão caminhar pelo sítio pela manhã, descansar no banco de madeira para leitura e quando a oportunidade lhe permitia, brincar com o Tob, o fiel cão e companheiro que praticamente “cuidava” do ancião.

Na mão Sr Juvêncio carregava um velho caderno, que não largava por nada, mesmo nas suas caminhadas com o Tob.

A família Silva sempre tiveram cachorros e Tob já é neto de uma ninhada de pequenos vira latas cuja cadela foi adotada há anos atrás. De ninhada em ninhada os cachorrinhos foram nascendo e crescendo, alguns morreram, novos vieram.

Para Franklin o velho Juvêncio, seu pai, já estava “gaga da cabeça” e não lhe proporcionava mais conversas lógicas, pois, pela idade o raciocínio não lhe permitia conversas interessantes.

Tob era o que restava, e o relacionamento do velho com Tob era de se emocionar, afagos na cabeça do cãozinho, latidos de alegria como retribuição.

Uma paradinha para controlar o fôlego e um descanso no banco de madeira e leitura daquele intrigante caderninho velho e esgarçado pelo manuseio, assim passavam se os dias para o Juvêncio.

O amigo Tob tem sido o amparo psicológico para a solidão e a monotonia de sua idade, Tob tem se mostrado excelente companheiro, paciente e atencioso.

A natureza nos dotou de um hormônio, a endorfina, que em momentos como do passeio descontraído com um animal, dizem os especialistas, a endorfina é liberada para benefício da saúde e fortalecimento de anticorpos.

Para Franklin, estressado pela vida profissional na empresa, aquela vida pacata de seu pai lhe incomodava, eram gritos contra o pai, e até pontapés no pobre do Tob, quando o estado psicológico estava em desequilíbrio.

E foi justamente num desses momentos de explosão dos nervos, que o velho Juvêncio pensou em cair fora, (e também evitar que o filho não lhe atingisse com algum mau trato), que deixou cair o caderninho de leituras.

Franklin finalmente pegou o caderno que tanto o Juvêncio cuidava e curioso o avaliou em detalhes. Tratava se do diário de Juvêncio que contava a infância de Franklin, seu único filho.

Folheando, não demorou muito para se emocionar e caiu na realidade do triangulo de relacionamento pai, filho e o cachorro.

O trecho dizia: “...hoje finalmente pude trazer o maior sonho de meu Franklin, um cachorro, ...Franklin pegou no colo, e disse que ele seria o irmãozinho que lhe faltava...”

Franklin se arrependeu dos maus tratos praticados em todos esses anos para com o velho Juvêncio ...pegou o Tob no colo e abraçou o velho Juvêncio, conseguindo resgatar os valores mais importantes de sua vida...
 Desconheço o autor.

abçs,

Paz!