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terça-feira, novembro 29

Menina de 12 anos cria aplicativo para ajudar avó com Alzheimer


O aplicativo, desenvolvido pela chinesa Emma Yang, funciona como uma rede social, só que com uma diferença: ele tem reconhecimento facial.

Dentre as terapias que têm sido desenvolvidas para estimular o cérebro, tanto para quem tem Alzheimer quanto para pessoas que querem prevenir a doença, o uso do computador e das redes sociais são algumas das que mais demonstram bons resultados. 

A novidade é o fato de um novo aplicativo de celular para ser utilizado por pessoas com Alzheimer ter sido desenvolvido por uma menina de apenas 12 anos. 

Feito para ajudar a avó 

Emma Yang, chinesa que mora em Nova Iorque, pensou em um aplicativo para ajudar a sua avó, que tem Alzheimer. Morando ainda em Hong Kong, portanto, longe dos parentes, a idosa foi diagnosticada com Alzheimer e começou a ter cada vez mais lapsos de memória. Então, Yang pensou em um aplicativo para celular que auxiliasse a memória da avó. Com ajuda da tecnologia, ela criou praticamente uma “memória externa” para que as pessoas com Alzheimer se lembrem de todos os parentes e amigos. 

Reconhecimento facial 

O aplicativo Timeless (Eterno, em português), desenvolvido pela menina – que sabe programar em mais de 5 linguagens, é pianista, ganhou várias bolsas de estudo, está escrevendo um livro e é uma das 10 pessoas com menos de 20 anos mais importantes da cidade de Nova York –, funciona como uma rede social, só que com uma diferença: ele tem reconhecimento facial. 

Quando o idoso não reconhece a pessoa com que está conversando, basta tirar uma foto. O aplicativo compara o rosto com outras fotos que já estejam em seu banco de dados, e informa quem é a pessoa. Uma ajuda e tanto para aqueles que têm dificuldades para reconhecer os entes queridos. 

Ele tem outras funções importantes que podem ajudar bastante. O login (entrada no aplicativo) é feito por impressão digital, facilitando o acesso. Há também as funcionalidades de mensagem e ligação. 

É comum, por exemplo, que pessoas com a doença liguem várias vezes para a mesma pessoa em um curto espaço de tempo. Por isso, o aplicativo tem uma função de notificar o usuário caso ele esteja tentando ligar para alguém com quem já falou nos últimos cinco minutos. 

Além do reconhecimento facial para ajudar da identificação de familiares e amigos, o aplicativo oferece, também, um botão para lembrar o paciente de seu próprio nome. Ele ainda tem horário, data, previsão do tempo e agenda. Para a família acompanhar mais de perto a pessoa com Alzheimer, o app fornece atualizações das atividades realizadas pelo usuário.


quinta-feira, outubro 31

Pesquisa mostra que bengala reduz dores em pacientes com artrose de joelho

 
De acordo com a Agência FAPESP a Pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que o uso de bengala por pacientes com artrose de joelho ajuda a reduzir a dor e o consumo de anti-inflamatórios, além de melhorar a capacidade de locomoção.
A recomendação faz parte das diretrizes das principais sociedades médicas do mundo, mas, embora existam relatos sobre o uso de bengala desde a antiguidade, nenhum estudo havia investigado, até então, se a prática é realmente benéfica. 

“Qualquer intervenção médica, seja para diagnóstico ou tratamento, deve ser baseada em evidências científicas. Por isso, delineamos esse estudo seguindo o mais alto padrão de qualidade científica. Foi feito um ensaio controlado, randomizado e com avaliador cego”, contou o médico Jamil Natour, coordenador da pesquisa que teve apoio da FAPESP. 

Os resultados do estudo realizado com 64 pacientes foram publicados na revista Annals of the Rheumatic Diseases, uma das mais importantes da área de reumatologia, com destaque no editorial. 

A artrose é uma doença causada pela degeneração das cartilagens que revestem as articulações. A dor e o impacto funcional variam de acordo com a região afetada e o grau de comprometimento da cartilagem. 

Quando atinge o joelho, a artrose pode ser muito incapacitante. O paciente sente muita dor e perde autonomia. Tem grande impacto na qualidade de vida”, disse Natour. 

Os casos mais leves são tratados com medicamentos analgésicos e exercícios para fortalecer a musculatura do membro. Os mais graves podem exigir cirurgia para colocação de prótese. 

A bengala é indicada para diminuir a sobrecarga na articulação. “Parte do esforço vai para o membro superior. E o correto é usá-la sempre do lado oposto ao do joelho afetado”, disse Natour. 

Os médicos, no entanto, preocupavam-se com o aumento no gasto de energia ao caminhar quando se usa a bengala. “No caso de idosos com problemas cardíacos ou respiratórios, por exemplo, isso deve ser considerado”, afirmou. 

Mas a pesquisa mostrou que, após um período de adaptação, o gasto de energia ao andar com e sem a bengala se equipara. “O paciente precisa usar o acessório pelo menos durante um mês para perceber os benefícios”, disse Natour. 

Teste de caminhada 

Na pesquisa os voluntários foram divididos em dois grupos e passaram por avaliações para medir o nível de dor e a capacidade funcional. Para verificar o gasto energético, foi feito um teste de caminhada de 6 minutos com e sem auxílio de bengala. Durante o trajeto determinado, os pacientes usavam uma máscara que analisa a troca dos gases respiratórios. 

Metade do pacientes recebeu uma bengala de madeira para levar para casa e foi orientada a usá-la por dois meses. A outra metade, o grupo controle, manteve o mesmo tratamento, mas não recebeu a bengala. Todos foram reavaliados após 30 e 60 dias. 

Ao final, o nível de dor havia diminuído de 20% a 30% no grupo que recebeu a bengala e o consumo de medicamento para dor havia sido menor quando comparado ao do grupo controle. Também houve uma melhora de 20% na capacidade funcional no grupo que recebeu a intervenção. 

“No teste feito após 30 dias, o gasto energético ao andar com a bengala tinha se equiparado ao gasto sem o acessório no grupo que sofreu a intervenção. Já no grupo controle, os pacientes ainda gastavam mais energia ao caminhar com a bengala”, disse Natour. 

Os resultados podem servir de base para a inclusão da bengala no rol de tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), afirmou o pesquisador. 

Podem ainda ajudar os médicos a convencer os pacientes a adotar o acessório. “Muitos resistem a usar bengala, pois sua imagem está associada à velhice e à incapacidade. Agora, podemos mostrar os benefícios de forma objetiva”, disse.

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