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quinta-feira, outubro 31

Pesquisa mostra que bengala reduz dores em pacientes com artrose de joelho

 
De acordo com a Agência FAPESP a Pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que o uso de bengala por pacientes com artrose de joelho ajuda a reduzir a dor e o consumo de anti-inflamatórios, além de melhorar a capacidade de locomoção.
A recomendação faz parte das diretrizes das principais sociedades médicas do mundo, mas, embora existam relatos sobre o uso de bengala desde a antiguidade, nenhum estudo havia investigado, até então, se a prática é realmente benéfica. 

“Qualquer intervenção médica, seja para diagnóstico ou tratamento, deve ser baseada em evidências científicas. Por isso, delineamos esse estudo seguindo o mais alto padrão de qualidade científica. Foi feito um ensaio controlado, randomizado e com avaliador cego”, contou o médico Jamil Natour, coordenador da pesquisa que teve apoio da FAPESP. 

Os resultados do estudo realizado com 64 pacientes foram publicados na revista Annals of the Rheumatic Diseases, uma das mais importantes da área de reumatologia, com destaque no editorial. 

A artrose é uma doença causada pela degeneração das cartilagens que revestem as articulações. A dor e o impacto funcional variam de acordo com a região afetada e o grau de comprometimento da cartilagem. 

Quando atinge o joelho, a artrose pode ser muito incapacitante. O paciente sente muita dor e perde autonomia. Tem grande impacto na qualidade de vida”, disse Natour. 

Os casos mais leves são tratados com medicamentos analgésicos e exercícios para fortalecer a musculatura do membro. Os mais graves podem exigir cirurgia para colocação de prótese. 

A bengala é indicada para diminuir a sobrecarga na articulação. “Parte do esforço vai para o membro superior. E o correto é usá-la sempre do lado oposto ao do joelho afetado”, disse Natour. 

Os médicos, no entanto, preocupavam-se com o aumento no gasto de energia ao caminhar quando se usa a bengala. “No caso de idosos com problemas cardíacos ou respiratórios, por exemplo, isso deve ser considerado”, afirmou. 

Mas a pesquisa mostrou que, após um período de adaptação, o gasto de energia ao andar com e sem a bengala se equipara. “O paciente precisa usar o acessório pelo menos durante um mês para perceber os benefícios”, disse Natour. 

Teste de caminhada 

Na pesquisa os voluntários foram divididos em dois grupos e passaram por avaliações para medir o nível de dor e a capacidade funcional. Para verificar o gasto energético, foi feito um teste de caminhada de 6 minutos com e sem auxílio de bengala. Durante o trajeto determinado, os pacientes usavam uma máscara que analisa a troca dos gases respiratórios. 

Metade do pacientes recebeu uma bengala de madeira para levar para casa e foi orientada a usá-la por dois meses. A outra metade, o grupo controle, manteve o mesmo tratamento, mas não recebeu a bengala. Todos foram reavaliados após 30 e 60 dias. 

Ao final, o nível de dor havia diminuído de 20% a 30% no grupo que recebeu a bengala e o consumo de medicamento para dor havia sido menor quando comparado ao do grupo controle. Também houve uma melhora de 20% na capacidade funcional no grupo que recebeu a intervenção. 

“No teste feito após 30 dias, o gasto energético ao andar com a bengala tinha se equiparado ao gasto sem o acessório no grupo que sofreu a intervenção. Já no grupo controle, os pacientes ainda gastavam mais energia ao caminhar com a bengala”, disse Natour. 

Os resultados podem servir de base para a inclusão da bengala no rol de tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), afirmou o pesquisador. 

Podem ainda ajudar os médicos a convencer os pacientes a adotar o acessório. “Muitos resistem a usar bengala, pois sua imagem está associada à velhice e à incapacidade. Agora, podemos mostrar os benefícios de forma objetiva”, disse.

domingo, junho 24

DOR AGUDA NO JOELHO DO PACIENTE IDOSO


INTRODUÇÃO 
A queixa de dor no joelho, em pacientes de idade superior a 60 anos, é freqüente e, em geral, é provocada pelo desequilíbrio muscular decorrente do envelhecimento ou mesmo do processo degenerativo tão comum nesses pacientes(1). O desequilíbrio muscular caracteriza-se pela atrofia do quadríceps associada à retração dos músculos isquiotibiais, que de maneira progressiva leva ao posicionamento em flexo da articulação do joelho.
O processo degenerativo articular ocorre nessa faixa etária junto de manifestações clínicas freqüentes no joelho. A dor decorrente desse processo é de aparecimento progressivo e evolutivo, que piora com a atividade física e que às vezes associa-se a deformidades da articulação do joelho.

Há um grupo de pacientes, nessa faixa etária, que embora não apresente processo degenerativo importante, relata dor no joelho de início súbito, sem causa traumática. Estes pacientes têm características próprias sob o ponto de vista clínico, etiológico e terapêutico.

O objetivo deste artigo é analisar as etiologias possíveis e o tratamento da dor aguda no joelho do paciente com faixa etária acima das sexta década de vida.

QUADRO CLÍNICO
O quadro clínico do paciente que nos procura relatando queixa de dor aguda do joelho é bem característico: início súbito, sem causa traumática; sendo que, em alguns casos, o paciente relata traumas de pouca importância relacionados ao joelho acometido.

Há certa incapacidade funcional provocada pela dor, acentuada ao caminhar e imediatamente após o repouso. A dor noturna é freqüente e alguns pacientes relatam utilizar uma almofada entre os joelhos para dormir.

Os antecedentes da dor são raros e o sintoma agudo provoca surpresa nos pacientes. Os falseios ao caminhar ocorrem com pouca freqüência; o derrame articular é excepcional e é mais comum nos pacientes do sexo feminino.

O exame físico demonstra o joelho em atitude de flexão, não muito acentuada (10º a 15º), que ao tentarmos corrigir causa dor. A dor também é identificada durante a palpação da interlinha medial e, com menor freqüência, na lateral. A sinovite com derrame articular nem sempre pode estar presente.

A flexão do joelho acometido com o paciente em apoio monopodálico desperta dor, desconforto e insegurança.

QUADRO RADIOLÓGICO

O estudo por imagem possibilita o esclarecimento diagnóstico da maioria dos casos. A radiografia simples do joelho freqüentemente é normal, podendo em raros casos ser visível um traço subcondral que sugere fratura por fadiga.

A ressonância magnética (RM) é fundamental e possibilita o diagnóstico etiológico de três lesões que determinam a dor aguda no joelho: lesão meniscal (LM); osteonecrose idiopática do joelho (OIJ); fratura por fadiga (FF).

Há um grupo destes pacientes que não apresenta nenhuma alteração no exame diagnóstico por imagem.

abçs,

Paz!