A Dehidroepiandrosterona (DHEA) é um hormônio esteróide produzido pela glândula supra-renal. É o esteróide mais abundante na corrente sanguínea e é o precursor de hormônios sexuais – estrogênio e testosterona. Seu papel biológico se confunde com os hormônios sexuais nos quais é metabolizado, assim, seu papel biológico específico ainda não está totalmente elucidado.O DHEA e seu sulfato DHAE-S são os primeiros hormônios a decrescer com a idade e apesar de serem responsáveis pela produção de apenas 1% da testosterona circulante, o acentuado declínio de sua produção é reconhecido como responsável pela queda de 50% dos andrôgenios totais dos homens a partir dos 40 anos. Esta queda refere em todo processo de envelhecimento, com o surgimentos das patologias circulatórias, osteoarticulares e metabólicas, chamando atenção para o aumento da gordura abdominal.Suas suplementação exerce influências positivas no envelhecimento, no controle da obesidade, na memória e prevenção das doenças degenerativas. Sua produção cai de aproximadamente 30 mg/dia no jovem de 20 anos para menos de 6 mg/dia no idoso de 80 anos, sendo por esta razão um dos melhores marcadores biológicos da idade cronológica.Na doença de Alzheimer observou-se que os níveis de pregnenolona e 17 alfa-pregnenolona, substâncias precursoras do DHEA, estão em níveis extremamente baixos. Esta observações sugerem que o DHEA parece exercer algum papel protetor dos neurônios cerebrais contra os estados de senilidade do sistema nervoso central, como os que ocorre na doença de Alzheimer.Dosagem recomendada – 50 mg a 200 mg ao dia.Antes de iniciar o tratamento deve-se fazer o perfil hormonal e nos homens a dosagem do PSA total e PSA livre.
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domingo, fevereiro 9
Andropausa: Dehidroepiandrosterona
quinta-feira, maio 3
Geriatria e Gerontologia
" Velhice é um termo e sua realidade difícil de perceber. quando uma pessoa se torna velha? Aos 50, 60, 65 ou 70 anos? Nada flutua mais dos que os limites da velhice em termos de sua complexidade fisiológica, psicológica e social. Uma pessoa é tão velha quanto suas artérias, seu cérebro, seu coração, seu moral ou sua situação civil? Ou é a maneira pela qual as outras pessoas passam a encarar certas características que classifica as pessoas como velhas?" (Veras, 1994)
Conquanto seja difícil delinear conceitos universalmente aceitáveis, o envelhecimento pode ser considerado segundo as dimensões biológica, populacional e psicológica.
Segundo Comfort (1979), o envelhecimento biológico é caracterizado pela falência na manutenção da homeostase (equilíbrio interno) sob condições de estresse fisiológico, falência esta que é associada com a diminuição da viabilidade e o aumento da vulnerabilidade do indivíduo. Alguns fatos biológicos do envelhecimento são descritos por Hayflick (1996): é universal e atinge a todos,é deteriorativo, diminuindo a função de células, órgãos e organismo, e é irreversível. aqui cabe a Geriatria, enquanto especialidade médica tratar de doenças de idosos e doentes idosos, preocupando-se em prolongar a vida com saúde.
As repercussões sociais decorrentes do envelhecimento foram historicamente mais reconhecidas em países desenvolvidos, onde o crescimento da população idosa ocorreu predominantemente no século passado. Há contudo um fenômeno global que se observa a partir dos anos 80, quando mais da metade das pessoas que atingem os 60 anos vive em países de Terceiro Mundo, e até 2025, prevê-se que três quartos da população idosa do mundo estarão vivendo em países menos desenvolvidos (Veras, 1994).
Isto envolve o Brasil em meio à transição epidemiológica ou demográfica, que se caracteriza pelo rápido crescimento do percentual de idosos na população, justificado pela queda da fecundidade, controle parcial das doenças evitáveis (por exemplo, pela imunização) e redução da mortalidade, sobretudo infantil (Ramos et al, 1987).
O envelhecer em si, como fenômeno de natureza biopsicossocial complexa, repercute fundo no íntimo de cada um de nós, interagindo com nossas estruturas e processos interiores. O envelhecimento psicológico traz usualmente as marcas da pessoa, calcadas ao longo da vida. Reconhecê-lo é algo estritamente necessário para a adequada compreensão da pessoa que envelhece.
A Gerontologia é uma ciência que estuda o processo do envelhecimento. Cuida da personalidade e da conduta dos idosos, levando em conta todos os aspectos ambientais e culturais do envelhecer. É uma ciência médico-social. Em linhas gerais, a Gerontologia trata do processo do envelhecimento, enquanto a Geriatria se limita ao estudo das doenças da velhice e seu tratamento.
Torna-se evidente a necessidade de propiciar uma ampla discussão sobre o envelhecimento enquanto fenômeno, processo e fase da vida.
abraços...
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Jequié - BA, Brasil
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