Paz e Amor!

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quarta-feira, janeiro 29

CONFIANÇA



Maria Dolores/ Chico Xavier

Alma querida, não temas.
Que a fé não se te degrade
Ao romper da tempestade,
Qual maremoto a rugir;

Muita vez, o sofrimento
É o campo alto e fecundo,
Que impele as forças do mundo
À elevação no porvir.

Nas mínimas formações
Que alteram a natureza,
A dor é uma luz acesa
No apoio da evolução.

Olha a semente no solo,
Depois de enterrada viva,
Mais a luta se lhe ativa
Na própria germinação.

O mármore vigoroso
Nunca desvenda a obra-prima,
Que lhe atrai a humana estima
Sem o buril do escultor…

Fugindo à inércia do charco,
A fonte que desabrocha
Vence areia, pedra e rocha
E cria glebas em flor.

Reflete: o minério bruto,
Arrancado ao ninho morno,
Tomba aos martírios do forno
Para de novo se erguer;

É peça nas oficinas
No ar, na terra, nos mares,
Nas máquinas que anotares
Do progresso a resplender.

Se o mal, por vezes, parece
Dragão de sombras à vista,
Na guerra que te contrista,
Pensa na dor por mais luz…

Sobre os domínios do mundo,
Nas lutas de todo Plano,
Em qualquer conflito humano,
O vencedor é Jesus.

Do livro Tesouro de Alegria, obra psicografada 
pelo médium Francisco Cândido Xavier.


quarta-feira, dezembro 7

O Advogado da Cruz


No mundo antigo, o apelo à Justiça significava a punição com a morte. 
As dívidas pequeninas representavam cativeiro absoluto. 
Os vencidos eram atirados nos vales imundos. 
Arrastavam-se os delinquentes nos cárceres sem esperança. 
As dádivas agradáveis aos deuses partiam das mãos ricas e poderosas. 
Os tiranos cobriam-se de flores, enquanto os miseráveis se trajavam de espinhos.

Mas, um dia, chegou ao mundo o Sublime Advogado dos oprimidos. Não havia, na Terra, lugar para Ele. Resignou-se a alcançar a porta dos homens, através de uma estrebaria singela.

Em breve, porém, restaurava o templo da fé viva, na igreja universal dos corações amantes do bem. Deu vista aos cegos. Curou leprosos e paralíticos. Dignificou o trabalho edificante, exaltou o esforço dos humildes, quebrou as algemas da ignorância, instituiu a fraternidade e o perdão.

Processaram-no, todavia, os homens perversos, à conta de herético, feiticeiro e ladrão.

Depois do insulto, da ironia, da pedrada, conduziram-no ao madeiro destinado aos criminosos comuns.

Ele, que ensinara a Justiça, não se justificou; que salvara a muitos, não se salvou da crucificação; que sabia a verdade, calou-se para não ferir os próprios verdugos.

Desde esse dia, contudo, o Sublime Advogado transformou-se no Advogado da Cruz e, desde o supremo sacrifício, sua voz tornou-se mais alta para os corações humanos. ele, que falava na Palestina, começou a ser ouvido no mundo inteiro; que apenas conversava como o povo de Israel, passou a entender-se com as várias nações do Globo; que somente se dirigia aos homens de pequeno país, passou a orientar os missionários retos de todos os serviços edificantes da Humanidade.

Que importam, pois, nos domínios da Fé, as perseguições da maldade e os ataques da ignorância? A advogado da Cruz continua operando em silêncio e falará, em todos os acontecimentos da Terra, aos que possuam "ouvidos de ouvir".

Pelo Espírito Emmanuel

XAVIER, Francisco Cândido. 
Antologia Mediúnica do Natal. 
Espíritos Diversos. FEB.

Paz a todos!

sábado, abril 30

Meu Filho


Meu filho, o lar é o berço do teu destino!...

Templo aberto ao teu coração, aí tens o porto a que o Senhor te conduziu no extenso e furioso mar da
vida terrestre.

Aprende a respirar dentro dele, com o respeito e a bondade que a vida nos merece.

Haverá, porventura, lição mais comovente que o esforço de teu pai por manter-se robusto e poderemos,acaso, encontrar mais sublime testemunho de sacrifício e ternura que o carinho de tua mãe, esquecida de si mesmo, em favor da tua alegria?

Quando a chuva, lá fora, enlameia a estrada e quando a ventania passa zunindo, na altura, já pensaste na bênção do teto que te agasalha? 

À mesa, quando a sopa fumegante convida tua fome ao repasto, já refletiste na sublimidade do santuário que te abriga? 

Quando, cansado, te acolhes ao leito, já meditaste na doce e misteriosa mão de Deus que te sustenta o sono?

Aprende a honrar tua casa, no culto da gentileza, enriquecendo-a com o teu serviço constante no bem e santificando-a com o teu amor.

O lar é o primeiro degrau com que o Todo Poderoso nos induz a escalar o Céu.

Tua casa é o teu celeste jardim no mundo. 

Cultiva aí, nesse abençoado recanto de paz e trabalho, as flores do bem que nunca fenecem.

Ajuda-o na preservação da tranqüilidade e do bem estar, porque, um dia, de fronte preocupada, como
agora acontece ao teu pai e à tua mãe, crescido e pensativo, terás um lar diferente, onde entrarás como senhor, e, inclinado sobre algum rosto alegre e saltitante, como o teu, igualmente dirás: 

- “Meu filho! Meu Filho"!...

Meimei // Chico Xavier

quarta-feira, março 16

Ciência e Temperança


“E à ciência, a temperança; à temperança, a paciência; à paciência, a piedade.” 
(II PEDRO, 1:6.)

Quem sabe precisa ser sóbrio.

Não vale saber para destruir.

Muita gente, aos primeiros contactos com a fonte do conhecimento, assume
atitudes contraditórias. Impondo idéias, golpeando aqui e acolá, semelhantes expositores
do saber nada mais realizam que a perturbação.

É por isso que a ciência, em suas expressões diversas, dá mão forte a conflitos
ruinosos ou inúteis em política, filosofia e religião.

Quase todos os desequilíbrios do mundo se originam da intemperança naqueles
que aprenderam alguma coisa.

Não esqueçamos. Toda ciência, desde o recanto mais humilde ao mais elevado da
Terra, exige ponderação. 

O homem do serviço de higiene precisa temperança, a fim de que
a sua vassoura não constitua objeto de tropeço, tanto quanto o homem de governo
necessita sobriedade no lançamento das leis, para não conturbar o espírito da multidão. 

E não olvidemos que a temperança, para surtir o êxito desejado, não pode eximir-se à
paciência, como a paciência, para bem demonstrar-se, não pode fugir à piedade, que é
sempre compreensão e concurso fraternal.

Se algo sabes na vida, não te precipites a ensinar como quem tiraniza,
menosprezando conquistas alheias. Examina as situações características de cada um e
procura, primeiramente, entender o irmão de luta.

Saber não é tudo. É necessário fazer. 

E para bem fazer, homem algum dispensará a
calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a
companheira dileta do amor.

Pelo Espírito Emmanuel, 
Médium Chico Xavier

Paz a todos

quarta-feira, fevereiro 24

A Lenda da Caridade

 
Diz interessante lenda do Plano Espiritual que, a princípio, no mundo se espalham milhares de grupos humanos, nas extensas povoações da Terra. 

 O Senhor endereçava incessantes mensagens de paz e bondade às criaturas, entretanto, a maioria se desgarrou no egoísmo e no orgulho. 

 A crueldade agravava-se, o ódio explodia... 

 Diligenciando solução ao problema, o Celeste Amigo chamou o Anjo Justiça que entrou, em campo e, de imediato, inventou o sofrimento. 

 Os culpados passaram a resgatar, os próprios delitos, a preço de enormes padecimentos. 

 O Senhor aprovou os métodos da Justiça que reconheceu indispensáveis ao equilíbrio da Lei, no entanto, desejava encontrar um caminho menos espinhoso para a transformação dos espíritos sediados na Terra, já que a dor deixava comumente um rescaldo de angústia a gerar novos e pesados conflitos. 

 O Divino Companheiro solicitou concurso ao Anjo Verdade que estabeleceu, para logo, os princípios da advertência. 

 Tribunas foram erguidas, por toda parte, e os estudiosos do relacionamento humano começaram a pregar sobre os efeitos doma ledo bem, compelindo os ouvintes à aceitação da realidade. 

 Ainda assim, conquanto a excelência das lições propagadas repontavam dúvidas em torno dos ensinamentos de virtude, suscitando atrasos altamente prejudiciais aos mecanismos da elevação espiritual. 

 O Senhor apoiou a execução dos planos ideados pelo Anjo da Verdade, observando que as multidões terrestres não deveriam viver ignorando o próprio destino.

 No entanto, a compadecer-se dos homens que necessitavam reforma íntima sem saberem disso, solicitou cooperação do Anjo do Amor, à busca de algum recurso que facilitasse a jornada dos seus tutelados para os Cimos da Vida. 

 O novo emissário criou a caridade e iniciou-se profunda transubstanciação de valores. 

 Nem todas as criaturas lhe admitiam o convite e permaneciam, na retaguarda, matriculados nas tarefas da Justiça e da Verdade, das quais hauriam a mudança benemérita, em mais longo prazo, mas todas aquelas criaturas que lhe atenderam as petições, passaram a ver e auxiliar doentes p obsessos, paralíticos e mutilados, cegos e infelizes, os largados à rua e os sem ninguém. 

 O contato recíproco gerou precioso câmbio espiritual. 

 Quantos conduziam alimento e agasalho, carinho e remédio para os companheiros infortunados recebiam deles, em troca, os dons da paciência e da compreensão, da tolerância e da humildade e, sem maiores obstáculos, descobriram a estrada para a convivência com os Céus. 

 O Senhor louvou a caridade, nela reconhecendo o mais importante processo de orientação e sublimação, a benefício de quantos usufruem a escola da Terra. 

 Desde então, funcionam, no mundo, o sofrimento, podando as arestas dos companheiros revoltados: a doutrinação informando aos espíritos indecisos quanto às melhores sendas de ascensão às Bênçãos Divinas; e a caridade iluminando a quantos consagram ao amor pelos semelhantes, redimindo sentimentos e elevando almas, porque, acima de todas as forças que renovam os rumos da criatura, nos caminhos, humanos, a caridade é a mais vigorosa, perante Deus, porque é a única que atravessa as barreiras da inteligência e alcança os domínios do coração.

Pelo Espírito Meimei
Médium Chico Xavier 

Paz a todos!

segunda-feira, fevereiro 15

A Respeito de Seu Filho

 
Seu filho é abençoado aprendiz da vida. Não lhe dificulte a colheita das lições, fazendo-lhe as tarefas.   
Seu filho é flor em botão nos verdes ramos da existência. Não lhe precipite o desabrochar, estiolando-lhe a vitalidade espontânea. 

 Seu filho é discípulo da existência. Não lhe cerceie a produtividade, tomando sobre os seus ombros os misteres que lhe competem. 

 Seu filho é lâmpada em crescimento de luz. Não lhe coloque o óleo viscoso da bajulação para que não afogue o pavio onde crepita a chama da esperança. 

 Seu filho é fruto em formação para o futuro. Não procure colher, antes do tempo, o benefício que lhe não pertence. 
Lembre-se, mãe devotada que você é, que o seu filho é também filho de Deus. 

 Você poderá caminhar ao seu lado na estrada apertada, mas ele só terá honra quando conseguir chegar ao objetivo conduzido pelos próprios pés. 

 Você tem o dever de lhe apontar os abismos à frente; mas a ele compete contornar os obstáculos e descer às baixadas da existência para testar a fortaleza do próprio caráter. 

 Você deve ministrar-lhe o sustento do Evangelho; mas a ele compete o murmúrio das orações, na prece continuada das ações nobres. 

 Seu filho é o discípulo amado que Deus pôs ao alcance do seu coração enternecido, no entanto, a sua tarefa não pode ir além daquele amor que o Pai propicia a todos, ensinando ao tempo, corrigindo na luta, e educando através da disciplina na para a felicidade. 

 Mostre-lhe a vida, mas deixe-o viver. Fale-lhe das trevas, mas dê-lhe a luz do conhecimento. 

Mande-o à escola, mas faça-se mestra dele no lar. Apresente-lhe o mundo, mas deixe-o construir o próprio mundo. 

 Tome-lhe as mãos e ponha-as no trabalho, ensinando com o seu exemplo, mas não lhe desenvolva a inutilidade, realizando as tarefas que lhe competem. 

 Seu filho é vida da sua vida que vai viver na vida da Humanidade inteira. 

 Cumpra o seu dever amando-a, mas exercite o seu amor ensinando-o a amar e fazendo que no serviço superior ele se faça um homem para que o possa bendizer, mais tarde. 

 Ame, em seu filho, o filho de todas as mães e ame nos filhos das outras o seu próprio filho, para que ele, honrado pelo amor de outras mães, possa enobrecer o mundo, amando outros filhos. 

 Seu filho é semente divina; não lhe negue, por falso carinho, a cova escura da fertilidade, pretextando devotamento, porque a semente que não morrer jamais será fonte de vida. 

 Mãe! Seu filho é a esperança do mundo; não o asfixie no egoísmo dos seus anelos, esquecendo-se de que você veio à terra sem ele e retornará igualmente a sós, entregando-o a Deus consoante as leis sábias e justa da Criação.

Pelo Espírito Amélia Rodrigues
Médium Chico Xavier

Paz e Luz! 

quarta-feira, dezembro 16

Caridade da Luz


Santa – a moeda amiga ao tornar-se carinho
Em todo lar sem pão que a penúria flagela,
Enaltecida sempre – a roupa mais singela
Que protege a nudez ao vento e ao desalinho!...

Glorificado seja – o pouso que tutela
O enfermo relegado às pedras do caminho,
Preciosa – a afeição para quem vai sozinho,
Trancando-se na dor em que se desmantela!...

Nobreza em toda ação que represente amparo
Do auxílio de um vintém ao apoio mais raro,
Que a simpatia expresse e a bondade presida!...

Brilhe em tudo, porém, com mais força e grandeza
A palavra do Bem que apure a Natureza,
Iluminando o Amor e libertando a Vida!...

Pelo Espírito Auta de Souza
Médium Chico Xavier

Paz a todos!

segunda-feira, outubro 20

Amor e Paz!


Abraços fraternos!

domingo, fevereiro 9

A Pobreza Feliz


Quem se empobrece de ambições inferiores, adquire a luz que nasce da sede da perfeição espiritual. 

Quem se empobrece de orgulho, encontra a fonte oculta da humildade vitoriosa. 

Quem se empobrece de exigências da vida física, recebe os tesouros inapreciáveis da alma. 

Quem se empobrece de aflições inúteis, em torno das posses efêmeras da Terra, surpreende a riqueza da paz em si mesmo. 

Quem se empobrece da vaidade, amealha as bençãos do serviço. 

Quem se empobrece de ignorância, ilumina-se com a chama da sabedoria. 

Não vale amontoar ilusões que nos enganam somente no transcurso de um dia. 

Não vale sermos ricos de mentira, no dia de hoje, para sermos indigentes da verdade, no dia de amanhã. 

Ser grande, à frente dos homens, é sempre fácil. A astúcia consegue semelhante fantasia sem qualquer obstáculo. Mas ser pequenino, diante das criaturas, para servirmos realmente aos interesses do Senhor, junto da Humanidade, é trabalho de raros. 

Bem aventurada será sempre a pobreza que sabe se enriquecer de luz para a imortalidade, porque o rico ocioso da Terra é o indigente da Vida Mais Alta e o pobre esclarecido do mundo é o espírito enobrecido das Esferas Superiores, que será aproveitado na extensão da Obra de Deus. 

*Chico Xavier*

domingo, setembro 29

A Árvore Preciosa


Salientando o Senhor que a construção do Reino Divino seria obra de união fraternal entre todos os homens de boa-vontade, o velho Zebedeu, que amava profundamente os apólogos do Cristo, pediu-lhe alguma narrativa simbólica, através da qual a compreensão se fizesse mais clara entre todos. 

Jesus, benévolo como sempre, sorriu e contou: 

— Viviam os homens em permanentes conflitos, acompanhados de miséria, perturbação e sofrimento, quando o Pai compadecido lhes enviou um mensageiro, portador de sublimes sementes da Árvore da Felicidade e da Paz. 

Desceu o anjo com o régio presente e, congregando os homens para a entrega festiva, explicou-lhes que o vegetal glorioso produziria flores de luz e frutos de ouro, no futuro, apagando todas as dissensões, mas reclamava cuidados especiais para fortalecer-se. 

Em germinando, era imprescindível a colaboração de todos, nos cuidados excepcionais do amor e da vigilância. 

As sementes requeriam terra conveniente, aperfeiçoado sistema de irrigação, determinada classe de adubo, proteção incessante contra insetos daninhos e providências diversas, nos tempos laboriosos do início; a planta, contudo, era tão preciosa em si mesma que bastaria um exemplar vitorioso para que a paz e a felicidade se derramassem, benditas, sobre a comunidade em geral. 

Seus ramos abrigariam a todos, seu perfume envolveria a Terra em branda harmonia e seus frutos, usados pelas criaturas, garantiriam o bem-estar do mundo inteiro. 

Finda a promessa e depois de confiadas ao povo as sementes milagrosas, cada circunstante se retirou para o domicílio próprio, sonhando possuir, egoisticamente, a árvore das flores de luz e dos frutos de ouro. 

Cada qual pretendia a preciosidade para si, em caráter de exclusividade. 

Para isso, cerraram-se, apaixonadamente, nas terras que dominavam, experimentando a sementeira e suspirando pela posse pessoal e absoluta de semelhante tesouro, simplesmente por vaidade do coração. 

A árvore, todavia, a fim de viver, reclamava concurso fraterno total, e os atritos ruinosos continuaram. 

As sementes, pela natureza divina que as caracterizava, não se perderam; entretanto, se alguns cultivadores possuíam água, não possuíam adubo e os que retinham o adubo não dispunham de água farta. 

Quem detinha recursos para defender-se contra os vermes, não encontrava acesso à gleba conveniente e quem se havia apoderado do melhor solo não contava com possibilidades de vigilância. 

E tanto os senhores provisórios da água e do adubo, da terra e dos elementos defensivos, quanto os demais candidatos à posse da riqueza celeste, passaram a lutar, em desequilíbrio pleno, exterminando-se reciprocamente. 

O Mestre fez longo intervalo na curiosa narrativa e acrescentou: 

— Este é o símbolo da guerra improfícua dos homens em derredor da felicidade. 

Os talentos do Pai foram concedidos aos filhos, indistintamente, para que aprendam a desfrutar os dons eternos, com entendimento e harmonia. 

Uns possuem a inteligência, outros a reflexão; uns guardam o ouro da terra, outros o conhecimento sublime; alguns retêm a autoridade, outros a experiência; todavia, cada um procura vencer sozinho, não para disseminar o bem com todos, através do heroísmo na virtude, mas para humilhar os que seguem à retaguarda. 

E fitando Zebedeu, de modo significativo, finalizou: 

— Quando a verdadeira união se fizer espontânea, entre todos os homens no caminho redentor do trabalho santificante do bem natural, então o Reino do Céu resplandecerá na Terra, à maneira da árvore divina das flores de luz e dos frutos de ouro. 

O velho galileu sorriu, satisfeito, e nada mais perguntou.

*Néio Lúcio//Chico Xavier*

sexta-feira, setembro 27

Reflexão...


A caridade é um exercício espiritual... 
Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma.

*Chico Xavier*

Perdoai


Façamos uma reflexão em torno dos objetivos essenciais da nossa existência na Terra, perguntando de maneira profunda e significativa: Que queres que eu faça, Senhor? 

Quando Ele apareceu às portas de Damasco ao inimigo, a Sua pergunta foi caracterizada pela ternura: Saulo, Saulo, por que me persegues? 

Quantas vezes estaremos repetindo essa mesma pergunta porque a dor agasalhou-se em nosso coração, porque o sofrimento tomou conta do país da nossa alma. 

Saulo, no entanto, teve a sabedoria de contra interrogar ao Senhor. 

Era o servo que encontrava seu amo, o escravo que encontrava o seu Senhor. 

Que queres que eu faça? 

Ele respondeu: Vai a Damasco e ali te dirão o que deves fazer. 

Damasco, filhos da alma, é a província da nossa consciência. Sigamos em direção da nossa consciência e descubramos o que nos é lícito fazer, diante dos desafios que se encontram à nossa frente. 

Jesus veio para que tivéssemos vida e vida em abundância. ...

E nos ofereceu em holocausto a Sua vida. 

Não temais aquele que permanece no mal. 

Não vos pode fazer mal algum, se não aceitardes o desafio do seu atrevimento. 

Com Jesus aprendei a permanecer no bem. 

A dor que a todos nos assalta é nada mais do que um acidente de percurso, induzindo-nos ao amadurecimento espiritual. 

Sem qualquer masoquismo, bendizei a dor libertadora que demonstra a fragilidade do corpo no qual estais e a debilidade das forças morais que a todos nos caracteriza. 

Somos da Divina Luz gerados. 

Permitamos que o Deus interno expanda-se e consiga vencer todas as trevas. Ide e amai! 

Parti daqui com a alma referta de esperança e perdoai! Mesmo àquele que parece não ser credor do perdão, perdoai, porque vos fará bem. 

A Justiça Divina, a seu modo e termo, realizará a retificação do infrator. 

Mas a vós, a nós, cabe perdoar sempre e incessantemente. 

Os Espíritos-espíritas que aqui se encontram em nome da brasilidade espiritual, enternecidos, distribuem energias saudáveis por sobre todos vós que nos ouvistes, onde quer que estejais e que acompanhais este momento de clausura de mais uma etapa que oferece iluminação para as consciências saírem daqui modificadas pelo Espírito do Cristo, vós que tendes a honra e a glória de conhecer Jesus. 

E, quando alguma noite vos parecer excessivamente tempestuosa, buscai a Estrela de primeira grandeza que é Jesus e segui o Seu rumo, para que, no término, Ele passe a viver em vós. 

Muita paz, filhos da alma! 

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

*Bezerra de Menezes//Chico Xavier*

quinta-feira, setembro 26

Conclusões


Que a vida física é uma escola abençoada, é insofismável; mas, se você não se aproveitar dela a fim de aprender suficientemente as lições que se destinam ao seu engrandecimento espiritual, em nada lhe valerá o ingresso no aprendizado humano. 

Que o caminho do bem é laborioso e difícil, não padece dúvida; no entanto, se você não se dispuser a segui-lo, ninguém o livrará da perigosa influência do mal. 

Que a felicidade eterna é realização superior, fora dos quadros transitórios da carne, é incontestável; contudo, se você deseja perseverar no campo dos prazeres fáceis e inferiores das esferas mais baixas, dentro delas perambulará, indefinidamente. 

Que Deus está conosco, em todas as circunstâncias, é verdade indiscutível; todavia, se você não estiver com Deus, ninguém pode prever até onde descerá seu espírito, nos domínios da intranquilidade e da sombra.

*André Luiz//Chico Xavier*

quarta-feira, setembro 25

A Arma Infalível


Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da oficina de que fora despedido.

O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. 

E quando o diretor do serviço deu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porque. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.

Foi a vez do subchefe tornar-se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. 

Tão-só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transtornada pelo raio que a feriara e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. 

Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração o estilete invisível.

Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno ponderável>imponderável, num pontapé de largas proporções.

O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.

Era senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-se de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.

O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.

- Estou farto! - bradou a senhora - é culpada dos aborrecimentos que me perseguem!

Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente ! ...

Pronunciou terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.

A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:

- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. 

No entanto, tenhamos bom ânimo!

Lembremo-nos de Jesus! ... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos regou ...

Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos!

O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.

Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.

A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

*Néio Lúcio // Chico Xavier*

quinta-feira, setembro 19

O Anjo da Limpeza


Adélia ouvira falar em Jesus e tomara-se de tamanha paixão pelo Céu que nutria um desejo único - ser anjo para servir ao Divino Mestre.

Para isso, a boa menina fez-se humilde e crente, e, quando se não achava na escola em contato com os livros, mantinha-se na câmara de dormir em preces fervorosas.

Cercava-se de lindas gravuras, em que os artistas do pincel lembram a passagem do Cristo entre os homens, e, em lágrimas, repetia: — "Senhor, quero ser tua! quero servir-te!..."

A Mãezinha, em franca luta doméstica, embalde convidava-a aos serviços da casa.

Adélia sorria, abraçava-se a ela e reafirmava o propósito de preparar-se para a companhia do Divino Amigo.

A bondosa senhora, observando que o ideal da filha só merecia louvores, deixava-a em paz com os estudos e orações de cada dia.

Meses correram sobre meses e a jovem prosseguia inalterável.

Orando sempre, suplicava ao Senhor a transformasse num anjo.

Decorridos dois anos de rogativas, sonhou, certa noite, que era visitada pelo Mestre Amoroso.

Jesus envolvia-se em vasta auréola de claridade sublime. A túnica luminosa, a cair-lhe dos ombros com graça e beleza, parecia de neve coroada de sol.

Estendendo-lhe a destra compassiva, o Cristo observou-lhe:

— Adélia, ouvi tuas súplicas e venho ao teu encontro. Desejas realmente servir-me?

— Sim, Senhor! - respondeu a pequena, inflamada de comoção jubilosa, convencida de que o Salvador a conduziria naquele mesmo instante para o Céu.

— Ouve! - tornou o Mestre, docemente.

Ansiosa de pôr-se a caminho do paraíso, a jovem replicou, reverente:

— Dize, Senhor! estou pronta!... Leva-me contigo, sinto-me aflita para comparecer entre os que retêm a glória de servir-te no plano celestial!...

O Cristo sorriu, bondoso, e considerou:

— Não, Adélia. Nosso Pai não te colocou inutilmente na Terra. Temos enorme serviço neste mundo mesmo. Estimo tuas preces e teus pensamentos de amor, mas preciso de alguém que me ajude a retirar o lixo e os detritos que se amontoam, não longe de tua casa. Meninos cruéis prejudicaram a rede de esgoto, a pequena distância do teu lar. Aí se concentra perigoso foco de moléstias, ameaçando trabalhadores desprevenidos, mães devotadas e crianças incautas. Vai, minha filha! Ajuda-me a salvá-los da morte. Estarei contigo, auxiliando-te nessa meritória tarefa.

A menina preocupada quis fazer perguntas, mas o Mestre afastou-se, de leve...

Acordou sobressaltada.

Era dia.

Vestiu-se à pressa e procurou a zona indicada. Corajosa, muniu-se de desinfetantes, armou-se de enxada e vassoura, pediu a contribuição materna, e o foco infeccioso foi extinto.

A discípula obediente, todavia, não parou mais.

Diariamente, ao regressar da escola, punha-se a colaborar com a Mamãe, em casa, zelando também quanto lhe era possível pela higiene das vias públicas e ensinando outras crianças a serem tão cuidadosas quanto ela mesma. Tanto trabalhou e se esforçou que, certo dia, o diretor do grupo escolar lhe conferiu o título de Anjo da Limpeza. Professoras e colegas comemoraram festivamente o acontecimento.

Chagada a noite, dormiu contente e sonhou que Jesus vinha encontrá-la, de novo.

Nimbado de luz, abraçou-a, com ternura, e disse-lhe brandamente:

— Abençoada sejas, filha minha! agora, que os próprios homens te reconhecem por benfeitora, agradeço-te os serviços que me prestas diariamente. Anjo da Limpeza na Terra, serás Anjo de Luz no Paraíso.

Em lágrimas de alegria intensa, Adélia despertou, feliz, compreendendo, cada vez mais, que a verdadeira ventura reside em colaborar com o Senhor, nos trabalhos do bem, em toda parte.
Neio Lúcio / Chico Xavier

segunda-feira, setembro 16

Mensagem Reflexão


Se procuras acender a luz da verdade, não te esqueças que o amor é o único veículo capaz de convertê-la em alegria e alimento de nossas almas na ascensão para a Vida Maior.

Emmanuel / Francisco C. Xavier

domingo, setembro 15

Oração Nossa


Senhor ensina-nos a orar, sem esquecer o trabalho.
A dar, sem olhar a quem.
A servir, sem perguntar até quando...

A sofrer, sem magoar, seja quem for.
A progredir, sem perder a simplicidade.
A semear o bem, sem pensar nos resultados...

A desculpar, sem condições.
A marchar para frente, sem contar os obstáculos.
A ver sem malícia...

A escutar, sem corromper os assuntos.
A falar, sem ferir.
A compreender o próximo, sem exigir entendimento...

A respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração.
A dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxas de reconhecimento...

Senhor, fortalece em nós, a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros, para com as nossas próprias dificuldades...

Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós...

Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será, invariavelmente, aquela de cumprir seus desígnios onde e como queiras, hoje, agora e sempre.

Chico Xavier

Paz!