Paz e Amor!

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quarta-feira, outubro 14

Reduzir o colesterol? Que tal o PISTACHE?!

Pistache

A Universidade da Pensilvânia, dos Estados Unidos, demonstrou que comer diariamente pistache faz bem à saúde do coração. Isso porque o pistache reduz o colesterol ruim (LDL) e ajuda a proteção do organismo contra radicais livres, pois tem efeito antioxidante.

O pistache contém fitoesteróis em quantidades suficientes para melhorar a saúde do organismo, fazendo com que se evite eventual entupimento das veias pelo mau colesterol. Essa oleaginosa foi inserida durante um mês na comida de homens e mulheres, em pequena quantidade, obtendo resultados impressionantes.

Então devo comer quanto de pistache?

O estudo levou em consideração o consumo médio de 42 gramas por dia, o que equivale a 3 colheres de sopa; é tão pouco que serve como petisco e ainda você fica querendo mais.

Conheça as oleaginosas e seus benefícios:

As frutas oleaginosas são sementes muito ricas em nutrientes. Representadas pelas nozes, amêndoas, castanhas, avelãs, entre outras, são bastante conhecidas pelo seu alto teor calórico e trazem diversos benefícios para a saúde. Fornecem as gorduras boas (mono e polinsaturadas), que reduzem o colesterol e atuam como antioxidantes, proteínas essenciais para a formação e recuperação muscular, além de Vitamina E e Selênio, que também apresentam importante ação antioxidante. Veja algumas delas:

Pistache: Tem betacaroteno, vitamina E e luteína em abundância. Possui um dos maiores potenciais antioxidantes entre as oleaginosas.

Castanha de Caju

Castanha de Caju: É uma das que mais contêm gorduras monoinsaturadas, que reduzem o colesterol ruim do sangue e protegem o coração.

Amêndoa


Amêndoa: Campeã em vitamina E alfatocoferol- a forma desse nutriente mais absorvida pelo corpo, com potente ação antirradicais.

Castanha do Pará

Castanha-do-Pará: Possui selênio, mineral que participa da produção dos hormônios da tireoide. Em excesso, ela prejudica unhas e cabelo.



domingo, setembro 6

O Valioso Tempo dos Maduros

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. 
 Tenho muito mais passado do que futuro. 
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. 
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. 
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. 
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,cobiçando seus lugares, talentos e sorte. 
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. 
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. 
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. 
’As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,minha alma tem pressa… 
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. 
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. 
O essencial faz a vida valer a pena. 
E para mim, basta o essencial!” 
_Mário de Andrade_ 

terça-feira, junho 16

Quarto Mandamento

Assisti ao filme Êxodos, uma produção magnífica sobre a saga de Moisés para libertar seu povo da escravidão a que foi submetido no Egito por longos e sofridos 400 anos. Após a libertação, Moisés recebe de Deus os 10 mandamentos que são ditados a ele e depois repassados aos cristãos de todos os tempos, como regras de amor e convivência pacífica entre seres humanos. Detenho-me hoje no quarto mandamento que nos manda “honrar pai e mãe”. Considero-o complexo e difícil, e vejo que esse ditame tem se perdido ao longo do tempo, obedecido por uns, negligenciado por tantos outros.

 Como mãe, vivencio um amor incondicional às minhas filhas e é isso o que ocorre na grande maioria das famílias mundo afora. Os pais dão vida, cuidam, educam, protegem, amam, se preocupam, perdem noites de sono e se desdobram sem limites aos seus filhos. Não esperam nada em troca e vão tocando a vida, doando-se até que chega a velhice. E, quando ela chega, impõe limitações diversas. A visão embaça, as pernas fraquejam, a audição não é a mesma, a memória vai e volta, e a insegurança, a repetição, o tremor das mãos e o descontrole das funções vitais tomam seu lugar. Os velhos, mesmo tendo sido pais e mães abnegados, tornam-se muitas vezes um peso para os filhos, exigindo cuidados especiais e tempo, que é o que menos se tem hoje para dar. Esses filhos então, às vezes delegam a instituições especializadas os cuidados que deveriam ter com os seus. Essas instituições no Brasil carecem de atenção especial dos órgãos públicos e sobrevivem graças à generosidade do povo que, com suas doações de tempo e dinheiro, suprem necessidades essenciais. Estamos longe do status de país desenvolvido, que é aquele que cuida bem das suas crianças e dos seus idosos, da esperança e da experiência. 

 Nada, porém, substitui a presença dos filhos. O que os idosos necessitam tanto quanto de medicamentos, é atenção, visitas, afeto. Não interessa onde estejam, se em casa ou em instituições asilares, o que conta é o amor que recebem, sentimento esse que não permite ser delegado. A alegria de um idoso quando recebe a visita de um filho ou familiar é visível no brilho dos seus olhos, na fala altaneira e no sorriso aberto, como que para mostrar aos seus pares que ele é importante para alguém.

 “Honrar pai e mãe” significa dignificar seus nomes e cumprir essa missão ou mandamento até o fim de suas vidas. Não podemos esquecer que um dia seremos nós os portadores dessas mesmas necessidades que enxergamos hoje em nossos pais. Pais que apesar, ou por serem idosos, são sábios. Carregam na alma a experiência de uma vida, com seus erros e acertos, vitórias e arrependimentos. Dedicar parte do nosso tempo a eles é ganhar paz de espírito. É acima de tudo aprender que a vida é um processo às vezes longo e sempre imperfeito, em que buscamos nos tornar melhores a cada dia. Vamos ouvi-los porque eles têm muito a nos ensinar.

sábado, julho 26

Dia dos Avós


"A Carta de uma Avó"

O menino olhava a avó escrevendo uma carta.

A certa altura, perguntou: 

- Você está escrevendo uma história? 

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto: 

- Na verdade estou escrevendo sobre você. 

Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse. 

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. 

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida! 

A avó diz:

- Tudo depende do modo como você olha as coisas.

- Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo. 

Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. 
Esta mão que podemos chamar de Deus, deve sempre conduzi-lo em direção à sua vontade. 

Segunda: de vez em quando, eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador,isso faz com que o lápis sofra um pouco. Mas, no final, ele estará mais afiado. 
Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor. 

Terceira: o lápis é companheiro da borracha para apagar o que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa não é necessariamente algo ruim... 

Quarta: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. 

Quinta: o lápis sempre deixa uma marca... 

Portanto, lembre-se: tudo o que você fizer na vida, irá deixar traços... Por isso, procure ser consciente de cada ação para que todos seus desenhos sejam lindos!!!

*Autor Desconhecido*

quarta-feira, abril 2

Orar antes de comer!


Nós acordamos, nos levantamos, fizemos a nossa higiene matinal e partimos para a nossa primeira refeição do dia. QUANTOS DE NÓS agradeceram por este alimento?

As vezes nos habituamos tanto com nosso modo de vida abundante e nos esquecemos que há várias pessoas nesse mundo que morrem de fome e sede. Pessoas em países subdesenvolvidos, como a África, pessoas que não tem condições financeiras, moradores de rua, pessoas pobres que moram no sertão, enfim, a lista de pessoas que passam fome nesse mundo é imensa. Em uma reportagem divulgada pelo G1, estima-se que quase 870 milhões de pessoas no mundo estão passando fome [link da reportagem do G1]. Essa realidade existe!

Podemos não enxergá-la ou até tentar ignorá-la, mas existe!

Nesse exato momento, enquanto você lê essa postagem, tem uma pessoa, em algum lugar do mundo passando fome.

A alimentação é uma das necessidades básicas do ser humano. Os alimentos que ingerimos fornecem energia para nos sustentar em nosso dia a dia. Sabemos bem que a saúde está diretamente ligada com uma boa alimentação. É nesse contexto que vamos começar a pensar o porquê orar antes de comer é tão importante.

Em Mateus 6:25a diz “Não estejais ansiosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber”. Não devemos ficar ansiosos em saber o que vamos comer, pois é Deus quem nos dá o alimento. A comida é um presente de Deus, e já que é uma benção tão preciosa e necessária, não custa nada agradecer a Ele por tê-lo posto em nossa mesa. Quando uma pessoa recebe um presente, ela normalmente deve agradecer a quem lhe presenteou. Orar antes de comer é agradecer a Deus pela comida que você está recebendo naquele momento. É primordialmente um sinal de gratidão, pois você necessita da comida para sobreviver, não é verdade?!?!?!

Orar antes de comer também é uma forma de abençoar o alimento e pedir livramento. Devemos considerar que aquilo que ingerimos, pode nos fazer bem, mas também pode nos fazer mal. Sabemos que hoje há vários alimentos industrializados que podem fazer mal a saúde, ou até mesmo, refeições que comemos em locais onde não se sabe como a higiene é aplicada. Enfim, pedir a Deus que abençoe a comida é pedir proteção de Deus. Nós cristãos fazemos isso em vários momentos em nossa vida, porque não pedir proteção a Deus antes de comer???

E finalmente, em 1Tessalonicenses 5:17-18 “Orei sem cessar. Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”.

Deus nos pede para orarmos sempre e para darmos graças por tudo, isso inclue também orar pela refeição. Já que ela é um presente que Deus nos concede a cada dia!



domingo, outubro 20

Lugar de peixe é na água!

A notícia boa de hoje é que ninguém precisa comer peixe pra ter saúde. Saudável mesmo é deixá-los em paz lá no rio ou no mar, que ironicamente está virando um deserto azul por causa da pesca industrial – como isso dá muito pano pra manga, volto a falar da pesca em outro post. Mais irônico do que assistir os mares virando sertões, é ver um monte de gente defendendo o consumo de peixe por causa de proteína, de gordura boa, disso e daquilo. Mas como não estou aqui para dizer o que é moralmente certo ou errado, perguntei para a nutricionista Ana Ceregatti, especializada em alimentação vegetariana, se peixe é mesmo necessário para a saúde. Veja o que ela respondeu.

“Dentro do grupo das carnes, o peixe é o que tem a melhor distribuição dos tipos de gordura (menos gordura saturada e mais poli e mono) – considerar que as carnes só têm proteínas e gorduras. Nenhuma contém carboidratos. Porém, sabemos que podemos obter os nutrientes encontrados nos peixes em outros alimentos de origem vegetal. A grande e boa diferença é que também teremos presente o grupo dos carboidratos, que carregam fibras, que garantem saciedade. Então, para atingir a mesma densidade calórica comendo um peixe ou uma porção de feijões consumiremos mais volume e menos calorias.

Nos peixes encontramos as formas ativas do ômega-3, o EPA e o DHA, que desempenham um papel anti-inflamatório super importante. Mas o organismo de um vegetariano também conseguirá obter o EPA e o DHA fazendo a conversão internamente (somos capazes de fazer isso!). Há até estudos que compararam a diferença entre ingestão e níveis sanguíneos, sugerindo que, embora o vegetariano consuma menos, sua conversão é mais eficiente. Isso é uma hipótese. Linhaça e chia são os alimentos de origem vegetal mais ricos e o consumo de duas colheres de sopa do grão ou uma colher de chá do óleo oferece ômega-3 suficiente para obter EPA e DHA nas quantidades necessárias.”

Não Temos a pretensão de formar 
opiniões estamos "apenas" informando!!

domingo, maio 26

*Idosos Abandonados Pelos Filhos*


Sempre que tenho dúvidas sobre palavras, sua etimologia, suas analogias busco ajuda de meus dicionários. Aí então gosto mesmo dos tradicionais em papel, Aurélio, Houaiss etc. E não precisa ser palavra difícil. O que importa para mim é o significado primitivo do termo, de onde nosso idioma o herdou.

Falo aqui de abandono, um termo que com frequência ocupa noticiário e outros temas das relações humanos. O verbete tem origem na língua francesa como deverbal de abandonar ( do fr. abandonner ). Abandonar: deixar, desamparar, não cuidar de, desprezar, ao abandono: seu auxílio, sem proteção, sem cuidado ou tratamento.

O ser humano tem duas fases vulneráveis ao abandono, a infância e a senilidade (velhice). Aliás, todos os animais tem esta vulnerabilidade, no alvorecer e no ocaso da vida.

Todos os dias somos surpreendidos com notícias dessa grave epidemia que assola nosso país, o abandono de pessoas incapazes, crianças e idosos. Meu foco dessa matéria será o idoso, grupo etário em risco com o qual eu lido diuturnamente e posso falar de vivência pessoal. Outro grupo de ulterior matéria são as crianças abandonadas. Estas podem-se considerar aquelas deixadas á própria sorte, nas ruas, ou com melhor destino em abrigos ou instituições filantrópicas à espera de famílias adotivas.

Em geral, esses menores, são frutos da pobreza, do analfabetismo, do mundo perverso do tráfico de drogas. Tudo, resultado do desamparo também do Estado, que não oferece nenhum programa digno de planejamento familiar e outras políticas de orientação na prevenção de gravidezes indesejadas.

Torno à questão do abandono de idosos e com estrita mira no papel das famílias. Não há como não se espantar ou indignar-se quando vimos muitos idosos vivendo em condições precárias ou sub-humanas por negligência e descaso de familiares diretos, os filhos em especial. É notório na Medicina e do senso comum que a maioria dos idosos tem propensão a múltiplas doenças. A senilidade por si mesma já implica em severas limitações para o indivíduo em sua rotina diária de se alimentar, locomover, vestir e cuidados de higiene.

Então imaginemos o idoso doente com sequelas de doença degenerativas (reumatismo, artrose, derrame cerebral, demências). Este paciente muitas vezes não necessita de hospitalização e sim cuidados básicos de familiares em seu domicílio: higiene diária, auxílio no banho, alimentação adequada e administração de medicamentos. 

Tem sido frequente idosos doentes mal cuidados e abandonados em suas próprias casas. São considerados um estorvo, um trambolho pelos próprios filhos. Tenho presenciado casos dessa natureza que me causam um certo asco e perplexidade. Isto se torna muito mais grave quando constatamos que são justamente filhos e filhas com plenas condições de oferecer cuidados dignos para os próprios pais, justamente na fase da vida mais frágil do ser humano, a velhice. Parece que estes parentes que abandonam os próprios pais e avós , têm a juventude eterna, não serão idosos amanhã .

Idosos doentes e desamparados. Trata-se de uma realidade dolorosa contra a qual pouco ou nada se pode fazer, já que ela se desenrola no seio da família, ao abrigo da opinião pública e das autoridades. São fatos e cenas muito contundentes e pungentes; saber que filhos e filhas da obrigação de cuidadores se tornam negligentes, omissos e frios ante as necessidades básicas dos pais. Não bastasse este abandono total, muitos desses parentes ainda se apoderam de bens ou salários dos pais em proveito próprio. Uma demonstração de como o ser humano, se renuncia desumanamente, do sentimento protetor ou paternal e se traveste em um canibal, autênticos bestas-feras ou serpentes que matam e devoram as próprias crias. Credo em cruz! Que bicho estranho somos nós, o bicho homem.

Deixo esse alerta para as pessoas em geral. E sobretudo aqueles que têm um parente idoso, carente de cuidados da família. Que sejam também denunciados os casos sabidos , de abandono e maus-tratos , por filhos e filhas que, não apenas sonegam amparo aos pais, mas muita vez, se apoderam até de suas pensões, aposentadorias e outros bens. Aqui já se trata de um caso de policia, de justiça ou de ministério público.

João Joaquim médico cronista do Diário da Manhã

domingo, abril 21

A Arte de Envelhecer


Dizem que saber envelhecer é o mesmo que produzir uma obra de arte no dia-a-dia. E verdade, pois as coisas não acontecem da noite para o dia. De forma natural, no decorrer da vida, vamos nos encaixando a elas e modificando nosso modo de ser, mesmo sem querer. Entender que a velhice está implícita na juventude, da mesma forma que a morte na vida, é uma maneira de aceitar os aspectos opostos da existência. O segredo do saber envelhecer é conservar a auto-estima, continuando a ser interessante para si próprio e para os outros. Amar a vida, as pessoas, alimentar sonhos, ocupar a mente com alguma atividade são excelentes formas de manter-se emocionalmente equilibrado.

Dizem os geriatras que as pessoas devem fazer exercícios físicos e mentais em todas as fases da vida, cuidando do corpo com uma alimentação sadia, sem excessos, sem abusos, exercitando-se com algum trabalho, mesmo quando aposentadas. Assim, é evidente que com a idade deve haver uma evolução: mudança de hábitos, formas de se comportar, se vestir etc.

É importante, ainda, cultivar as amizades, acompanhar o crescimento e a mudança dos jovens, sem o isolamento próprio de quem se acha fora de época. O elemento fundamental para isso é manter o interesse pela vida e continuar amando. Raramente quem teve muitos amigos, doou muito de si e se preocupou com os outros termina sua vida sozinho. Por isso, buscar novas amizades, inclusive jovens, permite um contínuo renovar-se. O mundo de hoje é muito agressivo e, se a pessoa não se coloca dentro dele, acaba marginalizada por seu próprio modo de vida.

A maior sabedoria não está em saber envelhecer, mas em como viver, de forma sábia, o dia-a-dia. É uma decorrência natural, pois geralmente não sentimos que estamos envelhecendo e não nos consideramos velhos quando atingimos uma idade mais madura.
O ser humano normal gosta de viver, de participar, de trocar experiências, enriquecendo a si e aos outros. O importante é não julgar que já não se pode curtir as coisas boas que a vida oferece, porque a velhice chegou. À medida que a pessoa caminha em idade, não apenas enriquece a cabeça, o espírito. De certa forma, construiu alguma coisa. É hora, então, de curtir suas realizações. Como? Sendo o mais natural possível.

As pessoas excessivamente vaidosas, quando envelhecem, não querem fazer mais nada, porque se julgam velhas. Outras, por pequenos achaques físicos, se acham no fim. Há também as que se refugiam atrás das dores para justificar seu afastamento social. Quem, sem causa justificada, se deixa abater quando envelhece jamais viveu com garra e entusiasmo a própria vida.

A preparação para a velhice acontece ao longo da vida: vivendo. Ninguém pára para dizer que fez 50, 60 ou 70 anos. Os anos vão se sucedendo no nosso fazer, descobrir, curtir, viver. Na terceira idade, a pessoa ama da mesma forma, só que valoriza bem mais a qualidade do que a quantidade das coisas. Por isso é possível curtir tudo com mais intensidade.

Da mesma forma que se educa uma criança desde o dia em que nasce para ser honesta, equilibrada e trabalhadora, educamo-nos diariamente para a velhice, conhecendo-nos melhor, usando como bandeira as próprias qualidades, discernindo os atos pessoais, e tentando ver onde estão as falhas para corrigi-las, sem lhes passar um spray. A vida se renova a cada dia, e é preciso acompanhá-la. Quem não se interessa por isso é velho, mesmo que tenha 20 anos de idade.

A pessoa envelhece mantendo e acentuando suas próprias características. Quem normalmente é neurastênico, será um velho chato e insuportável, pois sem as censuras normais das outras idades, mostrará com mais naturalidade sua irritabilidade. Ao contrário, quem é dócil, manso, será um velhinho doce, que agrada a todo mundo. Basta observar as pessoas que vivem ao nosso lado. Nesse particular, entra muito, também, a forma como a pessoa aceitou as oportunidades de crescimento que a vida lhe ofereceu.

A idade madura e a velhice evidenciam a experiência. Saliento a sabedoria de minha mãe ao dizer que ela não é velha, é antiga. O antigo tem valor cultural, de conhecimento, experiência, beleza, sabedoria, história. Assim deveriam ser considerados os nossos velhos, por nós e pela sociedade.

Por: Maria Helena Brito Izzo
Psicóloga e terapeuta familiar. Fonte: Revista Família Cristã

quinta-feira, janeiro 3

Quero tudo de novo

Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.Viajar até cansar. 

Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. 

Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. 

Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. 
Tomar mais sol e mais banho de chuva.Preciso me concentrar mais, delirar mais.Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. 

Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais. 

“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha". 
_Fernando Pessoa_

domingo, setembro 2

ESQUECIMENTO


O esquecimento é queixa muito comum no idoso e pode causar grande impacto no dia-a-dia. Nem todo esquecimento é demência.

Uma grande parte das queixas de memória envolve:
- percepção excessiva da diminuição normal da memória recente
- falta de engajamento em atividades intelectuais e sociais,
- depressão
- sobrecarga e estresse.
O diagnóstico médico é fundamental.

Algumas dicas podem ser valiosas para melhorar a memória.Devemos usar estratégias facilitadoras, que estimulem a memória e independência para execução de atividades que fazem parte da vida, como, por exemplo: 
- compromissos
- aniversários
- pagamento de contas
- atividades domésticas mais complexas, como cozinhas
- manter a segurança, etc.
Recomenda-se a realização periódica de leitura, palavras-cruzadas, jogos de cartas, exercício físico e atividades sociais agradáveis. 
Para as pessoas que possuam uma queixa maior de memória ou sejam portadores de demência, recomendam-se estratégias adicionais.

_A utilização de agenda ou caderno de anotações visa facilitar a lembrança de atividades e compromissos. Esses cadernos podem conter o "passo a passo" e a pessoa pode ser guiada por meio de instruções simples ou "dicas" sobre como realizar determinada tarefa executada por ela.

_A utilização de calendários é valiosa para o exercício da orientação temporal que faz parte da nossa memória recente.

_Deve-se tentar estabelecer uma rotina de atividades para registro da memória.

Toda repetição de discurso por parte do paciente deve ser confrontado, explicado e eventualmente corrigido. Nunca infantilize o idoso independente de suas dificuldades de memória.

A pessoa de quem você está cuidando não é uma criança, e não deve ser tratada como tal. Evite, portanto, comentários reducionistas com diminutivos, tipicamente utilizados com crianças. 
Buscar ajuda com profissionais que desenvolvam estratégias de reabilitação cognitiva com técnicas cognitivas e comportamentais pode, juntamente com a tomada correta da medicação específica, possibilitar que a pessoa permaneça por muito mais tempo com as mesmas queixas, ou seja, que com o alcance do principal objetivo do uso da medicação, o processo seja mais lento. 
O objetivo não é a cura, mas garantir o máximo de dignidade, independência e autonomia. 
Texto de Dr. Ivan Aprahamian
abraços fraternos... 

quarta-feira, agosto 1

Afinal, quem é idoso?

Podemos responder a pergunta de duas maneiras:
Conceito cronológico

É idoso quem tem pelo menos uma certa idade. Originalmente a Organização Mundial da Saúde -OMS- definia que esta idade mínima era de 65 anos para países desenvolvidos e 60 anos para países em desenvolvimento, tanto porque países em desenvolvimento têm expectativas de vida menores quanto refletindo um pior estado de saúde dos idosos nestes países. No entanto, o reconhecimento de que o envelhecimento é um fenômeno mundial, as melhores condições de saúde em geral dos idosos nos países em desenvolvimento e as dificuldades em comparar populações idosas em países com diferentes definições do que é um idoso têm levado cada vez mais ao uso da idade mínima de 65 anos para se definir um idoso. No entanto, como veremos, definir quem é idoso simplesmente por causa da idade pode ser útil, mas é simplificar demais um processo que é lento, de início muito precoce e contínuo.

Conceito biológico

O envelhecimento é, segundo Confort, um grande estudioso do assunto, um "conjunto de fenômenos que leva à redução da capacidade de adaptação a sobrecargas funcionais". Para entender do que Confort está falando, precisamos decompor seu raciocínio. Por funcionalidade entendemos literalmente o funcionamento do nosso organismo, ou melhor, a capacidade de função de cada órgão ou sistema que compõem o nosso corpo. Assim, se pensamos na função de bomba do coração, a capacidade funcional cardíaca está ligada à sua capacidade de manutenção da sua função de bomba, função vital para nossa sobrevivência.

Acontece que o coração humano, em seu auge na idade adulta, é capaz de bombear muito mais sangue do que necessário para a manutenção do corpo em um desempenho basal, como o repouso ou atividade leve. Todos nós percebemos isto quando fazemos um exercício mais pesado: o coração acelera, bombeando muito mais sangue e oxigênio para suprir este aumento nas necessidades energéticas durante o esforço. 
Este exercício mais pesado nada mais é do que uma sobrecarga funcional que nós impomos ao coração. Isto é o mesmo que dizer que o coração possui uma capacidade funcional superior ao necessário para o funcionamento básico (que nós médicos chamamos de funcionamento basal) do organismo. Então, se o o coração possui uma capacidade maior do que o necessário para o funcionamento basal do organismo, podemos dizer que o coração humano possui reserva funcional; é justamente esta reserva que permite que o coração receba uma sobrecarga funcional (o exercício) e desempenhe bem diante dela. Isto acontece com todos os órgãos ou sistemas do nosso corpo: nós temos reserva funcional cardíaca, pulmonar, visual, cerebral, muscular, etc. 

O nosso corpo possui reserva funcional, o que significa que nós somos capazes de desempenhar muito mais do que o necessário no dia-a-dia. É exatamente em situações de sobrecarga funcional que esta reserva funcional é "chamada" a comparecer, permitindo que nosso corpo mantenha-se bem em momentos excepcionais. O organismo humano em seu apogeu tem muita reserva funcional, o que permite que ele se adapte bem em situações de reserva funcional. 
Acontece que durante o envelhecimento, diversos fenômenos biológicos entram em ação constante, lentamente diminuindo nossa reserva funcional. De fato, tais fenômenos são tão lentos, que alguns começam durante a infância! Nós continuamos muito bem no dia-a-dia, pois usamos muito menos do que nossa capacidade funcional - e isto continua a ser verdade mesmo em idades muito avançadas. 

Mas é nestas idades que uma sobrecarga funcional, como uma doença, um remédio a mais para ser destruído pelo fígado ou eliminado pelos rins ou uma queda ao chão pode produzir efeitos que nós nunca observaríamos em um jovem. O processo de envelhecimento torna os idosos muito mais vulneráveis às doenças do que o são os indivíduos mais jovens. Isto porque, em indivíduos idosos, existe a "redução da capacidade de adaptação a sobrecargas funcionais" mencionada por Confort. Os médicos geriatras sempre se preocupam com essa perda de reserva funcional quando prescrevem remédios, pedem exames e acompanham pacientes idosos
30 anos60 anos80 anos
Velocidade de condução nervosa100%96%88%
Gasto metabólico basal (calórico)100%96%84%
Índice cardíaco100%82%70%
Função renal100%96%61%
Capacidade vital pulmonar100%80%58%
A tabela acima mostra a evolução real de algumas funções do corpo humano diante do processo de envelhecimento. Considerando o auge da capacidade funcional humana por volta dos 30 anos, a tabela mostra o ritmo de perda destas funções em porcentagem se considerarmos cada uma em 100% de funcionalidade aos 30 anos. É importante ressaltar que, embora as perdas sejam grandes, como vemos na tabela, a reserva funcional humana é tão grande que podemos estar muito bem mesmo em idades muito avançadas. 
A necessidade basal renal, por exemplo, é da ordem de 30% daquilo que nós temos aos 30 anos, e só abaixo disto é que temos uma doença grave dos rins. Como vemos, mesmo aos 80 anos, o envelhecimento preserva muito mais função do que nós precisamos. Mas aqui temos somente metade da explicação do envelhecimento, porque esta explicação nos diz o que é o envelhecimento normal, ou senescência, mas o envelhecimento habitual, aquele que nós observamos nas pessoas, é sempre uma soma da senescência com a senilidade (o envelhecimento anormal ou patológico).
Dr. Thiago Monaco

bjs e paz...

sábado, maio 26

A VELHA

Quando uma velha senhora morreu na seção para o tratamento de doenças da velhice em uma pequena clínica perto de Dundee, na Escócia, todos estavam convencidos de que ela não havia deixado nada de valor.

Então, quando as enfermeiras verificaram seus poucos pertences, elas encontraram um poema. Sua qualidade e conteúdo impressionaram todas as pessoas, e todas as enfermeiras queriam uma cópia do mesmo.

Uma delas levou uma cópia para a Irlanda.

A única herança que a velha deixou a seus sucessores foi publicado na edição de Natal da notícia da União para a Saúde Mental na Irlanda do Norte. Este poema simples, mas eloquente, também foi apresentado com slides. Portanto, esta velha senhora da Escócia, sem posses materiais para deixar o mundo, é a autora deste poema "anônimo" que circula na Internet.
Que vêem amigas?

Que vêem?

Que pensam quando me olham?

Uma velha rabugenta, não muito inteligente, de hábitos incertos, com seus olhos sonhadores fixos ao longe?  
A velha que cospe comida, que não responde ao tentar ser convencida “De, fazer um pequeno esforço?"

A velha, que vocês acreditam que não se dá conta das coisas que vocês fazem e que continuamente perde a sua escova ou o sapato ?

A velha, que contra sua vontade, mas humildemente lhes permite a fazer o que queiram, que me banhem e me alimentem só para o dia passar mais depressa...

É isso que vocês acham?

É isso que vocês vêem?

Se assim for, abram os olhos, amigas, porque isso que vocês veem não sou eu!

Vou lhes dizer quem sou, quando estou sentada aqui, tão tranqüila como me ordenaram.

Sou uma menina de 10 anos, que tem pai e mãe, irmãos e irmãs que se amam.

Sou uma jovenzinha de 16 anos. Com asas nos pés, e que sonha encontrar seu amado.

Sou uma noiva aos 20, que o coração salta nas lembranças, quando fiz a promessa que me uniu até o fim de meus dias com o AMOR de minha vida.

Sou ainda uma moça com 25 anos, que tem seus filhos, que precisam que eu os guie.

Tenho um lugar seguro e feliz!

Sou a mulher com 30 anos, onde os filhos crescem rápido, e estamos unidos com laços que deveriam durar para sempre.

Quando tenho 40 anos meus filhos já cresceram e não estão em casa. Mas ao meu lado está meu marido que me acalenta quando estou triste.

Aos 50, mais uma vez, comigo deixam os bebês, meus netos, e de novo tenho a alegria das crianças, meus entes queridos junto a mim.

Aos 60 anos, sobre mim nuvens escuras aparecem, meu marido está morto; e quando olho meu futuro me arrepio toda de terror.

Os meus filhos se foram, e agora tem os seus próprios filhos...

Então penso em tudo o que aconteceu e no amor que conheci.

Agora sou uma velha.

Que cruel é a natureza.

A velhice é uma piada que transforma um ser humano em um alienado.

O corpo murcha. Os atrativos e a força desaparecem.

Ali, onde uma vez teve um coração, agora há uma pedra.

No entanto, nestas ruínas, a menina de 16 anos ainda está viva.

E o meu coração cansado, ainda está repleto de sentimentos vivos e conhecidos.

Recordo os dias felizes e tristes.

Em meus pensamentos volto a amar e a viver o meu passado.

Penso em todos esses anos que se foram, ao mesmo tempo poucos, mas que passaram muito rápido, e aceito o inevitável... Que nada pode durar para sempre...

Por isso, abram seus olhos e vejam: diante de vocês não está uma velha mal-humorada. Diante de vocês estou apenas “EU”. Uma menina, mulher e senhora, viva!... E com todos os sentimentos de uma vida...



Autor Desconhecido


Este texto recebi por e-mail.

sábado, janeiro 1

Dilma defende liberdade de imprensa e diz não sentir 'ressentimento ou rancor'



A presidente Dilma Rousseff, 63, defendeu a liberdade de imprensa e, com a voz embargada, afirmou que não tem qualquer "arrependimento, ressentimento ou rancor".

"Reafirmo meu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais; da liberdade de culto e de religião; da liberdade de imprensa e de opinião", disse.

"Reafirmo que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso país e como bandeira sagrada de todos os povos", completou, muito aplaudida.

Emocionada, afirmou que entregou sua juventude "ao sonho de um país justo e democrático", referindo-se à militância política durante os anos da ditadura militar (1964-1985), quando foi presa e torturada.

"Dediquei toda a minha vida a causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor", afirmou.



bjs,soninha





quinta-feira, dezembro 30

O Amor não Tem nada que Ver com a Idade



Penso saber que o amor não tem nada que ver com a idade, como acontece com qualquer outro sentimento. Quando se fala de uma época a que se chamaria de descoberta do amor, eu penso que essa é uma maneira redutora de ver as relações entre as pessoas vivas. O que acontece é que há toda uma história nem sempre feliz do amor que faz que seja entendido que o amor numa certa idade seja natural, e que noutra idade extrema poderia ser ridículo. Isso é uma ideia que ofende a disponibilidade de entrega de uma pessoa a outra, que é em que consiste o amor.

Eu não digo isto por ter a minha idade e a relação de amor que vivo. Aprendi que o sentimento do amor não é mais nem menos forte conforme as idades, o amor é uma possibilidade de uma vida inteira, e se acontece, há que recebê-lo. Normalmente, quem tem ideias que não vão neste sentido, e que tendem a menosprezar o amor como factor de realização total e pessoal, são aqueles que não tiveram o privilégio de vivê-lo, aqueles a quem não aconteceu esse mistério.

José Saramago, in "Revista Máxima, Outubro 1990"

bjs,


segunda-feira, dezembro 27

FIQUE ATENTO ÀS MUDANÇAS DO SEU ORGANISMO



Às vezes elas se instalam de forma silenciosa. É fundamental estar atento, pois podem ser tratadas e curadas quando detectadas precocemente. De acordo com os Indicadores de Fragilização na Velhice para o Estabelecimento de Medidas Preventivas, da profa. Yeda Aparecida de Oliveira Duarte (2006) devem ser observados cinco pontos:


1: Caminhar mais lento, passos menores, diminuição do equilíbrio

2: Perda do apetite e ou de peso (cerca de 5% em um ano)

3: Fadiga constante, ficar parado a maior parte do tempo

4: Diminuição da força muscular

5: Perda de interesse pelas atividades diárias, humor variável

Vitalidade emocional e mental:


A saúde emocional e mental está intimamente relacionada à saúde física, já que a mente tem grande poder sobre o corpo. O estado físico também afeta o modo como nos sentimos e agimos.Por isso, o convívio social pode fazer grande diferença na forma como você se sente. Com o passar dos anos, é natural que você deixe de fazer algumas atividades.

O importante é não ficar sem fazer nada e sim substituir as atividades. Se você corria e não tem mais pique para isso, busque outras formas de se exercitar:
caminhe, ande de bicicleta, nade.

Atividade física:

Proteja e melhore sua saúde emocional e cognitiva através de exercícios físicos regulares. Enquanto a prática de exercícios produz mudanças químicas no corpo que melhoram o humor e o estado geral das pessoas, o sedentarismo pode trazer ou ampliar problemas como depressão, ansiedade e estresse.

Atividade social:


Mantenha com tanto com amigos e familiares. Procure sair de casa e fazer programas prazerosos com quem você gosta. Pessoas que têm uma boa rede de amigos e um convívio social ativo têm mais chances de terem sucesso quando passam por um problema de saúde do que aquelas que vivem isoladas.

Atividade mental:


- Proteja ou melhore sua memória e inteligência

- Desafie sua inteligência diariamente.

- Leia, aprenda a tocar um instrumento ou a falar uma nova língua, faça palavras cruzadas, monte quebra-cabeças, jogue jogos de estratégia com seus amigos. Assim como o corpo, o cérebro precisa se manter ativo.

- Ajude sua memória. Escreva datas, nomes e outras informações importantes que você geralmente esquece.

- Coloque seus itens de uso diário, como óculos e chaves, sempre no mesmo local. Quando aprender um novo nome, repita-o para fixá-lo em sua memória.

- Previna o aparecimento da depressão. Faça exercícios físicos e mantenha o convívio social

- Não fume. Evite bebidas alcoolicas. Mantenha uma dieta saudável


Fonte: Minha Vida

bjs,soninha


ANIMAIS DE COMPANHIA E TERCEIRA IDADE




Os cuidados exigidos pelos animais de estimação estimulam os idosos a se exercitarem, melhorando também sua saúde física.

O carinho incondicional revelado por esses bichinhos pode fazer toda a diferença na qualidade de vida das pessoas, especialmente nas da terceira idade.

Estudos realizados em diversos países apontam que os proprietários de cães e gatos, nesse período da vida, sofrem menos de depressão, problemas relacionados à pressão sanguínea, frequência cardíaca e capacidade motora, sendo estas questões reflexos das atividades físicas realizadas ao passear ou brincar com seu animal de estimação.

No Brasil estes benefícios são pouco explorados. Em pesquisa inédita idealizada pela Comac – Comissão de Animais de Companhia – com representantes das classes econômicas A, B e C em oito municípios brasileiros, identificaram que apenas 30% dos lares formados por pessoas na terceira idade possuem animais de estimação.

A inversão deste índice, além de promover maior qualidade de vida para este segmento da população, poderia ainda minimizar os impactos de saúde pública que envolve o problema do abandono de animais.

Mas pensem bem, ao adotar um animal de estimação, o idoso deve estar ciente de que ele exige dedicação diária, além de alterar a rotina de uma casa.

Fonte: Site BemStar // Por Fernanda Lage

bjs,soninha


segunda-feira, dezembro 6

Violência, maus tratos, abuso e assédio no curso de vida e na velhice




O que dizer de democracia e cidadania? Como reconhecer nossos co-específicos, seres da mesma espécie que você, com pensamentos e sentimentos iguais aos seus, ter a identificação, o entendimento, a empatia, a compreensão? Como é ou como seria estar na pele mental de uma outra pessoa?

Já dizia Caetano Veloso “O bem é mau e o mau é cruel”. Precisa-se de um estoque de plasticidade comportamental e emocional ao longo da vida. Pensar nessas questões faz grande diferença em todas nossas situações em que atuamos na vida, no âmbito da família, trabalho, lazer, etc…. Isto é, nas formas de institucionalizações da vida, porque tal pensamento tem influenciado cada vez mais o comportamento humano e descaracterizado a essência do ser humano que seria pra “ser humano”.




Daí a democracia que é um valor universal, é interpretada de acordo com visões políticas e culturais. Tudo depende da face que se olha, “ouça-se também a outra parte”.

Para reagir contra ao estigma e à discriminação dos idosos, por exemplo, é necessária uma abordagem em diversos níveis, abrangendo a educação dos profissionais e trabalhadores em saúde, a provisão de serviços adequados para a assistência de pessoas idosas na comunidade e a implementação de leis para proteção dos direitos dos idosos.




No contexto do cuidado não ocorre de forma diferente de outros contextos do nosso cotidiano atual. A correria do dia-a-dia, as mudanças constantes de paradigma, a corrida atrás do emprego, do salário, a competição no trabalho, as inúmeras tarefas da vida agitada e as complexas relações de prazer, forçaram o ser humano a ser prático, racional, predominar os instintos e ao mesmo tempo precisar ser politicamente correto e não politicamente saudável, num contexto onde a dor se dissolve, tudo se apaga, deleta-se, os assuntos ficam inacabados e enterrados no fundo do mar do nosso inconsciente.

Mas que ao mesmo tempo é muito perigoso. Por isso assistimos cada vez mais o processo de involução da sociedade caracterizado pela hostilidade, assédio moral, perseguição, violência física e mental, maus tratos, abusos de todo tipo e a toda faixa etária, não só contra idosos, mas que na velhice se acentua.




Na verdade as pessoas estão cultivando hábitos que escondem suas frustrações. Quanto à vítima, ela segue anestesiando dores, mas jamais esquece a agressão sofrida. Para essas pessoas a felicidade é ilusão e a gente canta “espera que o sol já vem…”

De acordo com a definição de abuso “O abuso ao idoso é uma única ou repetida ação, ou a falta apropriada de ação, ocorrida dentro de qualquer tipo de relacionamento, onde há a expectativa de confiança ou dependência, gerando danos, angústia, ofensa, perigo ou miséria ao idoso” (Action on Elder Abuse, 1995).

É importante ressaltar que as interações humanas não são como equação matemática, é fruto de vínculos estabelecidos com afeto, significados, simbolismo, dedicação, diálogo, entendimento e não existem cuidados prestados baseado em ameaças, negligência e maus tratos, em desinteresse.

O amor não é um método ou uma ciência, é um pré-requisito para se fazer tudo na vida, é o que dá sentido a vida e muitas vezes o que falta é um pouco de boa vontade. 




Parafraseando mais uma vez Renato Russo “…tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar, tem gente enganado a gente, veja nossa vida como está…”


Crônica escrita por Por Elisandra Villela Gasparetto Sé


bjs,soninha


Paz!